Mensagem a mensagem: Ideias e sugestões para incentivar a prática de inglês fora de sala de aula 23/05

25 05 2012

Bruno Andrade BRELT – Brazilian Teachers of English as a Foreign Language

Olá pessoALL, vamos começar nosso chat: “Ideias e sugestões para incentivar a prática de inglês fora de sala de aula”
Boa noite a todos!Parte superior do formulário

Raquel de Oliveira Boa :)

Giselle Santos Boa noite

Bruno Andrade e ai, gente. O que vcs entendem por “falar ingles fora de sala”?

Natália Guerreiro Boa!

Raquel de Oliveira Vamos começar falando da realidade das escolas, particulares ou dos cursos livres?

Natália Guerreiro Adorei que o post do Luiz Otávio chama atenção para como fazer o noticing. Acho que eu sempre took it for granted, nunca ensinei os alunos a fazerem isso.

Bruno Andrade Acho que o estimulo do ingles fora de sala é independente do contexto onde ele se desenvolve, Raquel de Oliveira o q pensa?

Raquel de Oliveira a realidade dos alunos difere muito, Bruno Andrade… em escolas particulares, mts podem conversar com os pais em casa em Inglês, viajam frequentemente, qd a escola não é bilingue… Já no ensino público, o aluno mts vezes não vê “função” para o uso da Lingua Inglesa

Henrick Oprea Hmmm… não acho que independe do contexto. Uma coisa é estimular a prática fora de sala de aula deum aluno que tem contato com TV a cabo, Internet e etc. Outra coisa é estimular a prática fora da sala de aula para aquele aluno que não tem acesso à essas coisas facilmente.

Valeria Benevolo França Estava postando no lugar errado…sorry. Pensei sim nos dois contextos, e exatamente pensei em levantarmos as diferenças entre os dois, já que isso influenciará o tipo de atividade que possamos fazer.

Raquel de Oliveira sem falar que nas regiões fora do eixo capitais-brasileiras, a exposição ao Inglês fora de sala de aula fica ainda mais devasada…

Bruno Andrade Mas acho que exatamente o descobrimento da “função” para o uso da lingua que devemos promover…. sejamos nós professores de qq realidade. Ou estou sendo too naive? Raquel de Oliveira

Raquel de Oliveira honestamente? um cadinho naive, dear Bruno Andrade :-)

Giselle Santos Acho que o contexto na verdade nãoé bem escola pública, ou particular, acho que o contexto vai de aluno para aluno, afinal temos alundo bolsistas, e e alunos de classe média em escola pública.

Maria Xavier Achei muito pertinente o que o Henrick falou, pois as realidades podem ser muito distintas, mas, hoje , sinceramente, me pergunto sobre “como” estimular o inglês fora de sala de aula, pois , sinceramente, nunca parei para pensar em razões para não fazê-lo

Henrick Oprea ‎Bruno, não acho que você esteja sendo muito naïve, mas também não acho que não esteja. Por exemplo, já ouvi relatos de professores que deram aulas para alunos cuja realidade era se preocupar com coisas básicas para a subsistência e que nunca tiveram o menor contato com a língua inglesa até aquele momento. Para esses, é uma realidade tão distante, e um tempo tão curto de trabalho, que é beeeeem complicado mostrar a função do inglês na vida deles.

Raquel de Oliveira sim, falei duma média… eu estudei em escola publica minha vida toda… mas como fazia curso, achava o Inglês da escola chato, e fácil demais… e além disto era uma matéria na qual o professor enrolava, e os alunos nem ligavam

Giselle Santos O inglês deixou de ser um elemento elistista, agora é necessidade básica, faz parte da realidade de quem pensa em prosperar, até para cantar o inglês faz parte da vida de quem está nesse contexto menos ” affluent”

Henrick Oprea ‎Giselle, isso é algo que sempre vendemos… mas fazendo uma análise fria, muita gente não pensa assim, e há muitos exemplos de pessoas de muito suce$$o que não falam uma palavra de inglês…

Marialva Lima Capelo No momento, dou aulas particulares para adultos e eles sempre se queixam da falta de tempo para praticar o conteúdo aprendido em aula, então comecei a recomendar vídeos curtos dos mais variados temas para que eles assistam ao menos um por dia… Fora isso, pergunto se têm amigos q façam curso de inglês tb, assim eles podem conversar ou mandar msg em inglês. Digo sempre q ler jornais e revistas é importante e recomendo aqueles q tenham assuntos pertinentes para cada aluno… Bom, eu sempre falo e repito e mostro como é e onde tem, no rntanto geralmente são só os vídeos que funcionam, mas eles ainda acham q só vir a aula é tdo…é difícil mudar essa relação de dependência q os alunos tem com os professores em geral, leva tempo :)

Maria Xavier entendo esta questão do naive, Henrick e Bruno, mas, na minha opinião, estimular o inglês fora de sala de aula não é exatamente estimulá-lo a sair da sala para praticar no pátio da escola…mas percebo que muitos professores se limitam a isso…

Raquel de Oliveira fazer parte do contexto da vida ainda difere de ser uma Língua-viva. Observo em comunidades onde trabalhei que os alunos crianças vêem o Inglês com um encantamento, algo que os faria mudar quase de classe social… Já os maiores vêem mt como um fardo, uma obrigação a ser aprendida, e acabam criando barreiras.

Giselle Santos Mas Raquel de Oliveira, estamos falando exatamente disso, sair da sala de aula

Valeria Benevolo França Sim, contexto é a chave da questão. Localização também. Numa cidade como Rio, Brasilia, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Salvador é claro que a realidade da necessidade do Inglês é mais claro…mas em outros locais fica mais opaco.

Bruno Andrade Tendo a discordar, Raquel de Oliveira. Hoje nossos alunos tem condições de eles próprios criarem condições para a prática de ingles fora de sala. Comente sobre um video interessante no Youtube sobre algum assunto que tenha rolado em sala e recolha comentarios depois? eles utilizaram inglesa fora de sala sem ter aquele peso de obrigação do homework…

Cadu Souza Quando eu era criança, com menos condiçõwes financeiras do que tenhonhoje, meu estímulo para falar inglês – o de escola pública, diga se de passagem – era poder ter segredos com meus amigos. Eu me esforçava muito para poder aprender a falar o que eu queria “fofocar” com meus colegas. Essa era minha motivação.

Raquel de Oliveira Vencer esta barreira ideológica e geográfica = nosso grande pulo do gato como educadores.

Raquel de Oliveira ‎Bruno Andrade, estava falando de alunos de escola pública… não os de curso.

Maria Xavier que interessante, Cadu.rsrsrs curioso…

Henrick Oprea O que acho que seria interessante determinarmos dois momentos para o chat: como estimular a prática do inglês em um ambiente onde os alunos tem acesso à internet e outros recursos que muitos take for granted, e outro para o estímulo da língua onde esses recursos não fazem parte da realidade das pessoas. Ou então focamos em apenas um contexto.

Giselle Santos Sim, Henrick Oprea, e Valeria Benevolo , mas que tipo de register estamos falando, eu penso que se em uma cidade chega uma rádio, o aluno está exposto ao ingles…

Bruno Andrade E o que vc diz com isso? nao tem acesso a internet? Dont think so.. Raquel de Oliveira

Henrick Oprea Essa é uma motivação interessante, Cadu.

Maria Xavier mas, Giselle Santos, este inglês da rádio não necessariamente está promovendo o aprendizado, certo?

Cadu Souza Acho que um exemplo do que o Bruno está falando é que quase todos meus alunos viram o vídeo do Koni antes de mim, gora da sala de aula. Isso é usar inglês fora de aula.

Raquel de Oliveira ‎Bruno Andrade, mts não têm nem comida… são violentados fisica e moralmente… Internet não é essencial e nem tão presente assim para alguns… believe me.

Bruno Andrade Mas uma prova de que só a tecnologia ajuda na pratica do inglês fora de sala o depoimento do Cadu SouzaHenrick Oprea :-) que tal se colheremos ideias assim?

Maria Xavier então fica a pergunta: de que tipo de “uso” estamos falando?

Henrick Oprea Hmm… que tal deixarmos claro o que queremos dizer por “usar” o inglês?

Giselle Santos prq não, Maria Xavier? Conheço muita gente que aprendeu muitas expressões com música, e de lá foram despertando para uma coisa mais rebuscada e acadêmica

Valeria Benevolo França Acho que nossa discussão até agora espelha de uma maneira bem contundente as questões presentes em nosso PCN. Mas vejo que dentro do ensino público, se formos pelo vies do letramento crítico, aí temos uma bela oportunidade também de entender como trazer o inglês para a sala de aula..e então pensarmos em possibilidades de estimular isso fora da sala de aula…é conseguir ajudar ao aluno ver que ele vai ganhar algo com aquele aprendizado.

Raquel de Oliveira exposição à Língua = condições pedagógicas de aprendizagem?? #genuinequestion

Cadu Souza Talvez o rádio não promova o aprendizado, mas promove a exposição e, com um pouco de sorte, o interesse pela língua.

Henrick Oprea Exatamented, Bruno Andrade! Esse tipo de estímulo pode funcionar… coisas simples e bobinhas, como por exemplo, brincar com os alunos dizendo que aprenderem a produzir os sons corretamente podem ajudá-los a beijar melhor. :)

Maria Xavier Sim, Giselle Santos, mas nem todos têm essa facilidade… eu mesma, que estou aprendendo outro idioma, me esforço muito para aprender ouvindo músicas, isso não é algo natural pra mim, entende… não sou o tipo auto-didata…

Luciana Berner Oi! Acabei de chegar. Maria Xavier (sem querer ser saudosista, mas, na minha epoca) eu gravava musica na fita K7 direto do radio e tirava a letra no papel. Aprendi mt…

Henrick Oprea Temos um outro problema, aproveitando que aValeria mencionou as PCNs. Há muitos lugares em que professores de inglês não conseguem falar inglês… olha mais uma dificuldade aí…

Maria Xavier sim sim Cadu, concordo!

Natália Guerreiro ‎Bruno Andrade, não ter internet é fato até na nova classe média. qd a cultura começou a estimular e cobrar mesmo q fizessemos projetos de internet com os alunos, tive dificuldade pq mts crianças não tinham acesso ao computador em casa. até havia um computador (internet discada as vezes), mas mts vezes o pai proibia o acesso. isso tem um tempo,fato, era 2005 ou 6, mas era no rio de janeiro capital, lá em jacarepaguá.

Bruno Andrade Com certeza, Cadu Souza - eu aprendi a falar ingles sozinho. Nunca tinha feito curso ou viajado. A musica e o rádio me ajudaram muito. Esses recursos requerem condicoes baixa de custo… ou seja, dá pra ter exposicao sem ter que depender de muita grana

Cadu Souza Isso é verdade, Henrick

Marialva Lima Capelo Aprender idiomas e praticá-los está cada vez mais fácil, vivemos em uma aldeia global, mas o q deve ser ensinado é o desapego ao professor, as pessoas ainda acham q os professores ensinam, não ensinamos, facilitamos o meio de chegar lá, mas o objetivo deveria ser ajudar os alunos a serem auto-suficientes, como nós somos hj após anos estudando inglês… Praticar o idioma fora da sala de aula é essencial, afinal as línguas estão vivas :)

Carminha Pimentel Boa noite. Eu fazia o mesmo Luciana Berner. O número de expressões idiomáticas que eu aprendi em inglês sãop inúmeras!

Giselle Santos Fato, Henrick

Maria Xavier acho que quando falamos em “promover” o uso do inglês fora de sala pensamos em dar ao aluno estratégias para que ele se beneficie desta exposição natural, que já acontece nas grandes cidades. Por outro lado, vejo que também é importante dar tarefas específicas, do tipo recomendar a leitura tal, ou a atividade ‘x’.

Raquel de Oliveira o professor saind deste papel de guia, e passando a ser apenas um mediador… fazendo as pontes entre a Língua e a realidade dos alunos… autonomia de uso para os alunos.

Henrick Oprea Proporcionalmente, o número de pessoas que aprende inglês sozinha, por meio de música ou outro recurso, é muito baixo. Por exemplo, eu aprendi porque gostava de jogar RPG e os livros eram em inglês… o meu ponto é, neste caso, passamos a trabalhar com a motivação de cada um, mas isso independe do professor e do estímulo que tentamos promover.

Giselle Santos rs, pois é Luciana Berner, antes do celular , Mobile learning era via radio e fita cassete

Cadu Souza Tem muito o fator interesse também. Meu amigo Ricardo Razo, que muitos devem conhecer, me contou que ficava em McDonalds onde tivesse gringos, tirava o relógio do pulso e perguntava a hora, só pra poder iniciar uma conversa.

Maria Xavier ‎Valeria Benevolo França, poderia falar um pouco mais sobre esta questão do PCN? O que quer dizer?

Maria Xavier I mean, o que você quer dizer?

Luiz Otávio Barros Oi, gente. Desculpe.

Luiz Otávio Barros Tô me sentindo que nem aluno atrasado

Bruno Andrade ‎Maria Xavier acho que esse distanciamento exista, também. Porém, um simples comentario sobre uma leitura que fizemos (sem a cobrança contundente de um homework) já é suficiente pra estimular a curiosidade, pratica e discussão na próxima aula… não acha?

Natália Guerreiro caríssimos, desculpem-me, mas partirei. o papo está bom, mas o sono está getting the best of me. aguardarei a transcrição! Abcs

Raquel de Oliveira ‎Carmen KoppeRafael Parente juntem-se a nós :)

Bruno Andrade Welcome, Luiz Otávio Barros esse assunto vc domina! Muito bom o seu texto. Parabens!

Henrick Oprea Exatamente… acho que o ponto pra incentivar a prática do inglês fora da sala de aula deve ser algo que pode vir a tocar na motivação do aluno para aprender e buscar por conta própria, mas onde é que entra o nosso pontapé inicial? O que eu procuro é entender o que posso fazer para que o aluno veja que tem uma motivação para aprender.

Luiz Otávio Barros Brigado, Bruno.

Jossely Oliveira gente, vou copiar colar um comentário de um aluno a um post meu com o link do post de Luiz Otávio Barros:

Neto Lima (aluno do Interlink 3 da Cultura Inglesa de Patos na PB, Neto é residente de uma cidadezinha próxima a Patos, chamada São Mamede) “Uso várias coisas para melhorar meu inglês outside the classroom: podcasts, movies, series, interviews, online radio, games and english blogs.

Mas apenas “consumir” inglês, é meio que um problema, eu acho. Uma parte importante da aprendizagem é produzir coisas em inglês, seja falado ou escrito. Então, eu resolvo isso falando um bocado durante as aulas, falando sozinho em casa (avisei a minha mãe antes, por precaução HAHAHA). Quanto a escrita, um tempo atrás eu criei um blog privado onde eu escrevia em inglês, coisas simples…

Ficam aqui minhas dicas. :)

Bruno Andrade Boa noite, Natália Guerreiro - sempre bom ter vc aqui!

Giselle Santos clap, clap, Luiz Otávio Barros

Maria Xavier Sim Bruno Andrade, e acho que fazemos isso tão pouco…

Maria Xavier Quero dizer, muitas vezes a mera interação natural é substituída por um roteiro de sala de aula…e perdemos esses pequenos comentários

Luiz Otávio Barros Os últimos grupos que eu tive, há coisa de 2 anos, eram MUITO desmotivados. Alunos apáticos, que só pensavam em trabalho, detestavam música, não iam ao cinema… Fico pensando se é possível gerar um interesse genuino nesses alunos.

Valeria Benevolo França ‎Maria Xavier o PCN de língua inglesa foi idealisado para estimular uma abordagem que privilegia o desenvolvimento da leitura, a reflexão crítica, dentro de uma pedagogia sócio-construtivista…mas claramente não estimulava a oralidade. Isso é uma questão que talvez terá que ser repensado hoje, mas muitos Municípios estão lidando com esta falta de estímulo a oralidade escrevendo OC (Orientações Curriculares) em outros estados tem nomes de Programa Pedagógico..nomes diferentes, inserindo as 4 habilidades.

Luciana Berner ‎Henrick Oprea a proporção é peq mesmo, mas nao deixa de me surpreende a qt de vocabulario e expressoes q meus alunos trazem dos jogos. Mts relatam o qt progrediram atraves dos jogos multiplayer. Como vc e o Cadu disseram, interesse e motivacoa sao key.

Cadu Souza Talvez uma ideia seja descobrirmos os interesses dos alunos e apresentá-los com ferramentas que possam ser usadas por conta própria.

Cadu Souza Sites, revistas, jogos, etc.

Maria Xavier neste caso, Henrick Oprea, conhecer a turma é fundamental

Henrick Oprea É uma questão de conseguir que o aluno consiga acrescentar o inglês em sua lista de prioridades. Enquanto isso não ocorrer, nem mesmo 10 minutinhos por dia serão possíveis. O incentivo eficaz que podemos dar é algo que vai fazer o aluno enxergar a real necessidade de usar o inglês fora da sala de aula, e não achar que ver TV é o suficiente.

Luiz Otávio Barros Para esse out of class exposure funcionar bem eu acho que o ingrediente mais importante é interesse real

Raquel de Oliveira o caso aqui do rio, né, Valeria Benevolo França?

Luiz Otávio Barros Voces têm lidado com alunos adultos assim?

Giselle Santos ou seja personalização

Henrick Oprea Personalização, coisas significantes para o aluno, e mostrar a real necessidade. Muitos alunos passam o primeiro mês após retornarem do exterior com um super gás para estudar inglês, mas isso não é uma motivação real – é apenas entusiasmo por conta da viagem.

Bruno Andrade ‎Henrick Oprea, no meu contexto – classe media – eu sigo meus alunos nas redes socias e procuro saber sempre sobre o que eles tem falado. Dessa forma, eu trago pra sala de aula em forma de discussão e lanço mais alguma coisa interessante que vi ou li. Geralmente, um topicos mais politizados, eu procuro uns TED talks ou artigos. Já pros mais banais, tem sempre um video no YouTube sobre qualquer, eu disse qualquer, besteria lá. Entao, eu comento sobre e digo para assistirem/lerem (ou posto aqui mesmo no FB) – depos é só colher os frutos. Meu alunos estao tao iused to it que ate qnd estao atrasados e ja passou o momento da discussao, eles param a aula pra discutir. Nivel intermediario, isso ok?

Valeria Benevolo França Não somente no Rio Raquel de Oliveira, mas em Belo Horizonte, interior de São Paulo…

Jossely Oliveira Super concordo com o Cadu Souza. No primeiro dia de aula, sempre tenho essa conversa com meus alunos porque deixo claro que duas horas e meia semanais não são suficientes para ser proficiente em uma língua. A medida que eles vão falando de suas preferências, vou sugerindo opções…. muitos nem preferem nada, daí tenho que incentivá-lo… normalmente sugiro séries de TV porque tem pra todos os gostos e é acessível

Cadu Souza A motivação dos meus alunos adultos é falar no trabalho. A maioria avassaladora deles passa por isso. Já os adolescentes são expostos ao idioma ao verem vídeos no youtube, sites de interesse pessoal e cois do tipo. Acho que nosso papel é incentivar esse comportamento aceitando que, de vez em quando, eles possam dividir em sala o que aprenderam “na rua”.

Raquel de Oliveira As políticas educacionais estão sendo alteradas e espelham mais o uso hj em dia… uma vitória para o ranso tradicionalista que tinhamos antes, Valeria Benevolo França.

Luiz Otávio Barros Há coisa de 3 anos, eu tive um grupo de “current events”. O homework deles era assistir a um vídeo do youtube por semana, contar para a sala do que se tratava e dividir com o grupo 2 expressões que eles acharam interessantes.

Luiz Otávio Barros A regra para essa escolha era a seguinte:

Raquel de Oliveira uma vitória sobre*

Valeria Benevolo França Quem estiver interessado em ler o PCN de Inglês (língua estrangeira) pode ver aqui:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf

Cadu Souza Eu já fiz algo parecido, Luiz Otávio. Realmente funciona.

Luiz Otávio Barros Precisam ser expressões com palavras que vocês conheçam, necessariamente. Fiz isso para meio que forçar o aluno a notice useful lexical chunks e tal – e não só aquelas palavras mais obscuras

Luiz Otávio Barros Funcionou MUITO, MUITO bem. E olha que o grupo era cheio. Mas eles adoravam ouvir as descrições. Inclusive, muitas vezes os vídeos eram os mesmos, e as expressões escolhidas, também.

Maria Xavier ‎Luiz Otávio Barros, achei interessantíssimo o que disse…

Henrick Oprea Gente, não vamos esquecer um pequeno detalhe, por favor: em pesquisas recentes, o resultado do nivel de comando do inglês do brasileiro foi muito baixo… isso mostra o quanto a situação e o buraco são muito mais embaixo do que nesse universo que estamos.

Maria Xavier mas vc abria mão do homework tradicional?

Jossely Oliveira eu acho que nós, professores, sempre trabalhamos com foco nas necessidades mais urgentes de nossos alunos, não? Nem sempre a gente precisa ter uma decisão/objetivo regulamentado ( (falo de políticas educacionais) para começarmos a trabalhar naquela necessidade…

Cadu Souza Jura, Henrick? Eu jurava que tínhamos um excelente nível de inglês.

Luiz Otávio Barros ‎Henrick Oprea, concordo. O buraco é mais embaixo e não acho que ELT tem dado a atenção necessária a esse adult beginner.

Luiz Otávio Barros ‎Maria Xavier, nesse curso em particular, não tinha livro, então não tinha homework tradicional.

Raquel de Oliveira quem em conhece sabe que sou super pró-uso das mídias sociais e de tech em sala… mas o que me preocupa sempre é: qual o viés pedagógico daquele uso? é uma ferramenta simples e tds tenham acesso? pq até o uso de desenhos num mural de cartolina é tecnologia. Mas … what for?

Luiz Otávio Barros Sabem uma coisa que me intriga um pouco?

Henrick Oprea Infelizmente, a linguagem por texto não permite definir se seu comentário foi irônico ou não, Cadu. Independente disso, acho que o problema vai além do adult beginner, Luiz Otávio. Acho que muitos professores confundem bater papo com ensinar, e preferem não ter problemas e enfrentar as dificuldades COM os alunos e simplesmente dizer, “EXCELLENT!”

Maria Xavier entendi, Luiz Otávio Barros. Dá pra fazer isso com Twitter, talvez…

Raquel de Oliveira shoot

Luiz Otávio Barros O nível de exposure to authentic English nunca foi tão alto, né? Across the board. And yet, não sei se nossos alunos estão necessariamente more accurate. Creio que não. O listening dos teens melhorou muito, e eles pick up a lot of things. Mas os adultos, me parece, estão falando pior do que há alguns anos.

Cadu Souza Não foi irônico, foi honesto. Realmente achava que nossos falantes de inglês eram/são muito bons.

Maria Xavier Talvez Henrick Oprea pq muitos destes professores não saibam o que fazer além de dizer EXCELLENT

Giselle Santos ‎Fatima Espírito Santo Godinho, que bom ter vc entre nós =)

Luiz Otávio Barros ‎Henrick Oprea, você já leu um blog chamado high demand teaching, que o Adrian Underhill started com o Jim Scrivener? Eles falam justamente disso.

Henrick Oprea ‎Cadu Souza, um exemplo de onde vemos esse resultado: http://www.ef.com/epi/ef-epi-ranking/

Maria Xavier ‎Cadu Souza e Henrick Oprea, eu realmente gostaria de entender essas pesquisas, pois tem empresa brasileira perdendo contas pra India e pro Cairo, quando o inglês destes povos consegue ser infinitamente pior, mas isso é um outro assunto.

Cadu Souza Uma coisa que me entristece é ver alguns canais a cabo trocando os programas legendados por dublados. Muitos alunos já vieram até a mim fazer comntários do que entenderam/aprenderam, etc. nesses canais e programas

Luiz Otávio Barros Mas, sério, se nunca houve tanto exposure, por que os alunos não estam falando melhor (assuming this is true)? Falta noticing? E se falta, será que é por que eles não estão conseguindo ouvir direito? Será que anos e anos de ênfase em top-down processing, listening for gist e o diabo a quatro não ensinou o nosso aluno a listen to what was ACTUALLY said? Tipo, ele ouve uma frase com terceira conditional, e só percebe os key words? Ou seja, falta matéria prima para acquisition? Ou estou viajando?

Luciana Berner ‎Luiz Otávio Barros meus alunos adultos tem exposure alto – ate mesmo autentico pq trabalham em multinacionais. Mas, a empresa acaba criando um jargao proprio e tenho tido mt dificuldade de “desensinar” algumas coisas. Neste pt concordo c vc, estao falando pior.

Jossely Oliveira gente, tô muito confusa com alguns comentários e meu internet service tá lento e acho que estou perdendo muito, MAS vou falar de algo que observo semestre a semestre na escola onde trabalho (nós sempre pegamos turmas diferentes a cada semestre). Tenho observado que alunos que se dedicam a ver filmes e séries de TV legendados tem um desempenho muito superior a alunos que não têm esse input

Raquel de Oliveira ‎Henrick Oprea, numa abordagem comunicativa o papo faz parte do processo de aprendizagem… e vc tocou numa ferida, na minha opinião. Conhecer bem os alunos para elicitar atividades e interesses que possam ser usados como ponte para lingua fora de sala de aula ainda esbarram num timetable corrido, sem brechas, e com foco em avaliações somativas…

Henrick Oprea ‎Maria Xavier e Cadu Souza - em 2010, em uma de suas sessões no Braz-TESOL em SP, Jeremy Harmer falou exatamente isso: o nível do inglês do Brasileiro é baixo. Todos os professores na sala xiaram e ele simplesmente disse: “não estou falando do nível de vocês, mas do nível de conhecimento do Brasileiro como povo…”. A minha dúvida é a mesma do Luiz Otávio Barros: o que é que acontecia que os professores e os alunos no passado tinham um comando da língua melhor do que hoje em dia?

Cadu Souza Hoje mesmo alguns alunos comentaram que viram ontem a final do American Idol em inglês pois queriam ver junto com os EUA. Tudo 100% em inglês.

Carminha Pimentel Acho que a maioria dos alunos adotam uma posição ‘passiva’. Escutam muito, leem muito, mas produzem pouco em sala. Why’s that?

Cadu Souza Luiz, quando estamos assistindo um programa, esse tipo de exposure natural, não pensamos em estrutura.

Jossely Oliveira acho que a gente tem que levar em consideração o learning style do aluno… e acho que a escolha a respeito do material deve ser dele. Detalhe: no caso dos alunos que veem séries e filmes, eu não indico nada… só sugiro que eles devem se expor ao inglês o máximo possível

Raquel de Oliveira timidez, estresse pós jornada de trabalho, cansaço, opção por aprender melhor em silêncio… tens razão,Carminha Pimentel

Luiz Otávio Barros ‎Henrick Oprea, palpite: a gente está vivendo um momento histórico, sócio-cultural de get things done. E sempre tem um trade off entre WHAT is said / heard and HOW it is said / written, né?

Bruno Andrade fora a rica discussao por tras disso tudo, que atividades praticas e simples (ou complexas) que vcs usam pra estimular ingles fora de sala?

Valeria Benevolo França Mas gente, não vamos confundir nossos alunos, e no caso de muitos de nós neste chat, são alunos de uma escola de idiomas, com a população em geral.

Jossely Oliveira acho que muito da aprendizagem não precisa ser sistemático, não precisamos de homework no papel nem perguntas pré-formuladas

Maria Xavier Vejo Jossely Oliveira, que o ponto aí não é necessariamente a exposição. Mas ensinar ao aluno as estratégias adequadas

Henrick Oprea Em conversas com uma professora que dava aula no início dos anos 80, me foi relatado que, para que o aluno cursasse o nível avançado, ele tinha que passar em uma prova internacional de nível, nos dias de hoje, do FCE. Hoje em dia, na mesma instituição, os alunos terminam o nível avançado com dificuldades para cursarem o preparatório para o FCE…

Maria Xavier para que esta exposição seja melhor aproveitada

Raquel de Oliveira ‎Henrick Oprea, when education turns into commodities, my friend…

Cadu Souza Gente, infelizmente não consigo pensar em um outro motivador que não a necessidade.

Luiz Otávio Barros ‎Bruno Andrade, eu costumava pedir para os alunos procurarem collocations and interesting examples com o google. Fazia algo assim:

Henrick Oprea Talvez, a melhor forma de estimular o uso e a prática do inglês fora da sala de aula seja com um feedback direto ao ponto, sem sugar-coating nenhum, que mostre ao aluno que é necessário ESTUDAR, e aí mostrar que estudar inglês pode se dar de muitas formas diferentes.

Valeria Benevolo França E Henrick Oprea, vamos falar a verdade, as provas de Cambridge ESOL não são tão difícil hoje como eram no passado…

Luiz Otávio Barros Os alunos tinham que procurar exemplos com o chunk “through and through” / ou “I wholeheartedly…” / ou “the odds that…”

Luiz Otávio Barros Aluno 1 procurava páginas 1 e 2

Luiz Otávio Barros Aluno 2 procurava páginas 3 e 4 e assim por diante

Luiz Otávio Barros Eles tinham que copiar o exemplo mais memorável de todos os results.

Luiz Otávio Barros Em sala, eles faziam uma jigsaw activity montando um spidergram a partir de todos os exemplos.

Luiz Otávio Barros Alguns grupos gostavam, outros detestavam.

Henrick Oprea ‎Valeria Benevolo, concordo em gênero número e grau. Mas isso é um fenômeno em várias matérias. Converso com meus professores de matemática, física e eles são categóricos ao afirmar que se usassem as mesmas provas que usavam 15 anos atrás, a maioria dos alunos não teria condições de resolver.

Luiz Otávio Barros O saldo foi positivo.

Luciana Berner ‎Bruno Andrade pé no chão: tenho sugerido q depois de ver um filme c a familia em port mesmo, escolha uma cena e assista em ingles (c legendas em ingles ou sem legendas dependendo do nivel). Alguns alunos de CAE estao ficando viciados nos podcasts da BBC.

Maria Xavier Porque percebo, Henrick Oprea e todos aqui, que não damos a devida atenção a reading e a listening em sala de aula como antigamente. Muito menos a writing. A demanda por speaking é enorme, e ressentindo isso muitas aulas são focadas nisso – falo de todo tipo de aula, até mesmo daqueles que pagam um native speaker apenas para bater papo… Então esse aluno não desenvolve skills, ele apenas anota listas intermináveis de palavras (quando anota), estuda resumos de gramática (quando estuda), e vai “se virando”…

Jossely Oliveira Isso Henrick Oprea! E esse processo deve ser o mais autônomo possível. O que pode servir de incentivo e até de cobrança mesmo, seria uma sessão de feedbacks e comentários sobre o que viram fora de sala de aula durante a semana, por exemplo.

Raquel de Oliveira ace, Maria Xavier

Teresa Gomes de Carvalho Boa noite! A diferença é que o foco do aprendizado era falar corretamente enquanto hoje é uma comunicação mais imediata e informal. Basta ver um livro de correspondência comercial dos anos 70. Eu tinha um quando dava aula la pelos anos 80 . Era muito mais protocolar .

Luiz Otávio Barros Outra atividade bobinha que pode encorajar noticing fora da sala de aula:

Henrick Oprea Acrescente a isso que você citou, Maria Xavier, a necessidade de muitos professores de quererem ser os mais populares da escola, de se preocuparem mais com o que os alunos pensam deles do que com o que eles estão ensinando aos alunos…

Cadu Souza Meu único porém em pedir que os alunos procurem no google ou coisas do tipo é que não é um uso natural do inglês fora da sala de aula; é um uso que foi pedido pelo professor, mas de uma maneira mais solta.

Raquel de Oliveira Esta mudança no modo de ensinar teria um viés mercadológico? Henrick OpreaLuiz Otávio BarrosTeresa Gomes de CarvalhoMaria Xavier

Luiz Otávio Barros Dou um mini diálogo em português e peço para eles traduzirem para o inglês. Daí, toco um trechinho do filme / sitcom em questão e eles anotam as diferenças – meio que um dictogloss com notice the gap. No longo prazo, acho que isso pode ajudar o aluno a prestar atenção não só no conteúdo (which is what we will naturally do, right?), mas em language também.

Valeria Benevolo França Sim, feedback é fundamental para o crescimento “scaffolded” do uso da linguagem. E um feedback real como o Jim Scrivener e Adrian Underhill estão mencionando no tópico deles de Demand High ELT. Porém, todos nós precisamos compreender a razão porque devotamos tanto tempo fazendo algo..qual o resultado? Penso no meu processo de aprendizagem de matemática…nunca entendi porque tinha que apreender certas coisas..não fazia sentido..não faria parte da minha realidade. Será que não é o mesmo com o inglês? Nós professores temos que mostrar para alguns alunos as vantagens e benefícios.

Luiz Otávio Barros Cadu, de repente é um rehearsal, né?

Maria Xavier ‎Raquel de Oliveira, acho que são dois lados: acho que de fato há no mercado de trabalho uma demanda por speaking. E quem “vende” aulas de inglês percebe isso.

Raquel de Oliveira Contexto + função + prática + cativar

Luiz Otávio Barros ‎Raquel de Oliveira, acho que sim, mas é mais amplo que isso, eu acho.

Cadu Souza Ou ainda mexer com a vaidade deles. Falamos em interesses, em motivação, mas não podemos esquecer que somos todos vaidosos, uns mais outros menos, mas a vaidade é uma excelente ferramenta também.

Raquel de Oliveira sim, Maria Xavier e Luiz Otávio Barros… somos parte de uma engrenagem maior… tanto em esfera pública ou privada.

Luiz Otávio Barros Pensa no nosso chat aqui – pensa em todos os constraints – tempo, velocidade, vários assuntos ao mesmo tempo. É difícil pensar em language, não é? A minha pontuação deve estar um horror. Spelling então…

Jossely Oliveira por isso a importância de conversar com o aluno e saber se ele tem consciência da necessidade dele, de seu foco… e a partir daí buscar junto com ele alternativas adequadas a sua realidade

Luiz Otávio Barros Acho que os nossos alunos vivem esse tipo de realidade de uma forma muito mais ampla. E natural. Tipo, a vida em 140 caracteres.

Cadu Souza Ah, sim. Deassa forma acho pra lá de válido. E isso talvez até desperte o interesse neles em repetir a atividade de maneira espontânea.

Maria Xavier Tá boa, Luiz Otávio Barros… no stress…rsrsrsrs

Henrick Oprea ‎Raquel de Oliveira, há um viés mercadológico, mas há também uma mudança no propósito que a população enxerga para aprender uma língua estrangeira. Agora, se essa mudança foi causada por marketing, já são outros 500… outro dia um colega me contou que, ao questionar um taxista de uma grande cidade sobre ele ter que aprender inglês, a resposta foi bem seca: “pego turistas de vários países há anos e não falo uma palavra do idioma deles e sempre deu tudo certo. Agora fica esse monte de propaganda dizendo que temos que aprender inglês… eles nunca souberam o que fazemos.”

Teresa Gomes de Carvalho Eu sinto que o brasileiro em geral não é comprometido com o seu aprendizado. Ele nao faz dever de casa e se contenta com um aprendiZado beirando o mediocre. Acha q ir a aula é o bastante e que nao requer esforço. vejo isso em crianças, adolescentes e adultos.

Bruno Andrade Verdade,Teresa Gomes de Carvalho

Valeria Benevolo França ‎Cadu Souza, as vezes a questão da vaidade está coberta pela falta de confiança, a insegurança e baixa estima…as vezes temos que trabalhar isso primeiro..mas acho que as vezes até conseguimos trabalhar pela língua inglesa..sempre acho que o aprender de uma nova língua ajuda a criação de uma outra auto-imagem, e isso pode ser de grande valia para nós.

Henrick Oprea E agora, Teresa Gomes de Carvalho, muitas escolas aceitaram esse jogo e simplesmente baixaram o grau de exigência para não perderem o cliente… não é mais nem aluno…

Jossely Oliveira ‎Raquel de Oliveira, acho que não é só mercadológico, acho que virou mercado por causa da demanda… se pensarmos que é mais fácil a leitura em língua inglesa por causa da estrutura da língua parecida com o português, se compararmos com o japonês, por exemplo… acho que o foco no speaking/listening se dá por causa da necessidade… são os mais usados… e pro brasileiro é mais difícil desenvolver esses skills do que os demais, não acha?

Raquel de Oliveira tivemos uma esperiência com o twitter com alunos adultos… o writting deles melhorou horrores, a amizade dentro do grupo cresceu, e o interesse pela Língua Inglesa tb… Tanto é que um dos alunos começou a usar o twitter como ferramenta profissional e migrou para a Inglaterra para trabalhar num grande banco de Londres…

Henrick Oprea ‎2 minutos para o final, pessoal…

Teresa Gomes de Carvalho Eu estidei nos EUA e a competividade é grande entre colegas de classe. eu ficava chocada na epoca, mas era algo estimulado. aqui eles se contentam com pouco, la tem ranking nas universidades e vale muito para o seu currículo

Maria Xavier ‎Teresa Gomes de Carvalho, tem isso também, mas acho que existem outras questões… nas cidades como o Rio, perdemos horas preciosas do dia com deslocamento, por exemplo… isso acaba com as pessoas..

Luiz Otávio Barros ‎Jossely Oliveira, tem sempre uma percepção do aluno (e de alguns professores) que time well spent in class e com speaking e, em menor grau, listening, né? Reading e writing são encarados muitas vezes como perda de tempo. And I sympathize. Deve ser difícil para um sujeito que acorda às 6, enfrenta uma hora de transito para chegar na escola e, logo em seguida, enfrentar um chefe, um escritório… Pensa nesse aluno lendo textos muito longos em sala…

Raquel de Oliveira Bangu é longe de tudo, Maria Xavier… Ou tudo é longe de Bangu?? Hahahahaha

Maria Xavier Mas em dado momento, Luiz Otávio Barros, não dá pra fugir disso…ou dá?

Cadu Souza Boa noite, pessoal. Adorei estar aqui. Obrigado pelas ideias e insights. Um único último pensamento, não devemos criar expectativas maiores do que nossos alunos realmente estejam dispostos a fazer. Vocês nunca vão me ver estudando matemática espontanemante, mesmo quando estounestudando. Fora de sala de aula só pra revisar e estudar pra prova. Lidamos com gente e cada um é diferente do outro. Fui. Bjs

Teresa Gomes de Carvalho Parece derrotismo mas como fazer o aluno se esforçar fora de sala de aula com esta falta de “ambição” dele? O que ele vai ganhar? Sera que tem sempre que ter um jogo, um premio imediato?

Valeria Benevolo França Me parecesse que este tópico gerou um belo questionamento sobre o nosso fazer na sala de aula, em diversos contextos e realidades e com isso revisitamos os temas de motivação, o papel do aluno e do professor, o ambiente e meio como um fator estimulador, pensamos em algumas sugestões de atividades e boas práticas..tudo isso e muito mais, e tudo estimulado pelo blog post do Luiz Otávio Barros.

Luiz Otávio Barros Maria Xavier, não dá não. Mas existem compromises, eu acho. Porque por mais importante que uma atividade seja, se o aluno achar que é perda de tempo, o impacto da atividade em termos de language improvement fica comprometido, eu acho

Raquel de Oliveira Gente, o chat de hoje foi supimpa (do tempo da minha avó isto!! rsrs) Um abraço grade a todos, e bom passeio-sono a vcs! Henrick OpreaValeria Benevolo França e Bruno Andrade: obrigada pela co-moderação sempre perspicaz. E que venha o próximo… Enquanto isto, vamos interagindo em outras midias e aqui… temos novidades, né??

Raquel de Oliveira Gente, o chat de hoje foi supimpa (do tempo da minha avó isto!! rsrs) Um abraço grade a todos, e bom passeio-sono a vcs! Henrick OpreaValeria Benevolo França e Bruno Andrade: obrigada pela co-moderação sempre perspicaz. E que venha o próximo… Enquanto isto, vamos interagindo em outras midias e aqui… temos novidades, né??

Luiz Otávio Barros Gostei muito. Bruno, obrigado pelo convite. Nunca tinha chatteado no Face!

Valeria Benevolo França Para não deixarmos este tópico chegar ao fim e juntarmos idéias bem práticas de como estimular a prática de inglês fora da sala de aula, temos um Voxopop no assunto onde podem contribuir com sugestões práticas: http://www.voxopop.com/group/b8a6ae48-3b85-476d-838b-47ee1f2a13bc

Jossely Oliveira acho que como em tudo que tentamos fazer em sala de aula, não é diferente fora dela: a motivação do aluno é fundamental. Não dá pra fazer com que todos os alunos se comprometam com tarefas extra classe, mas trabalhamos com os que se interessam…

Bruno Andrade Quem gostaria de fazer o resumo dessa vez? :-)

Valeria Benevolo França Foi muito bom ter voce aqui hoje Luiz Otávio Barros, obrigada. Alguem gostaria de fazer um resumo do chat de hoje? Logo mais vou postar o “discussion thread” no nosso blog para todos lerem. Mas o resumo é onde conseguimos consolidar nossas idéias de forma melhor. Any volunteers?

Luiz Otávio Barros Bem, como eu sou novato, dessa vez eu passo, ok?

Giselle Santos muito boa a idéia do voxopop =)

Maria Xavier Adorei nosso debate de hoje, pessoal. Muito produtivo mesmo! Aprendi muito!

Giselle Santos ótimas idéias hj, obrigada

Bruno Andrade E nao deixem de comentar no Voxopop criado pelaValeria. Vamos keep up the discussion… :-) http://www.voxopop.com/group/b8a6ae48-3b85-476d-838b-47ee1f2a13bc

Maria Xavier Bacana conhecer teu trabalho, Luiz Otávio Barros!

Luiz Otávio Barros ‎Maria Xavier, nice to meet you! Obrigado!

Jossely Oliveira Parabéns pelo post Luiz Otávio Barros! Ele vai parar no meu IWB em breve!

Luiz Otávio Barros Brigado, Jossely Oliveira! Many thanks, viu?

Luiz Otávio Barros Nossa, quanta gente legal nesse grupo!

Valeria Benevolo França O nosso blog é: http://breltchat.wordpress.com/ Ele é um repositório de nossas idéias, sempre com um tipo de extensão do tópico. Vale passar pelo blog e ver tudo que temos ali. Sempre ajuda quando estivermos buscando uma reflexão sobre assuntos diversos. Obrigada aos co-moderadores Henrick OpreaRaquel de Oliveira e Bruno Andrade. E super obrigada a todos voces pela participação. Vamos nos encontrar face-toface no Braz-Tesol National Convention? Um grande abraço e boa noite.

#BReltChat breltchat.wordpress.com DISCUSSÕES SOBRE ENSINO DE INGLÊS POR E PARA PROFESSORES NO BRASIL

Bruno Andrade Voluntarios ao resumo, por favor, falem com a gente…

Jossely Oliveira Boa noite, queridos! :) Adorei o chat!

Maria Xavier Fortíssimo abraço a todos!! Obrigada pelo chat excelente, como sempre!





Follow-up da discussão sobre “Avaliação Contínua x somativa”

19 05 2012

Olá a todos,

Como nosso último chat gerou bastante discussão, iremos extendê-la uma pouco mais. Além do resumo feito pela colaboradora Jossely Silva, buscamos duas novas visões sobre o assunto.

A primeira veio em forma de video entrevista com Scott Thornbury, criador do método Dogme ou Teaching Unppluged (juntamente com Luke Meddings). Para aqueles que não conhecem, dogme teaching é o mais novo approach para Language teaching e que se baseia em três pilares:

- Conversation-driven Teaching:
Dentro da perspectiva Dogme, conversação é vista como parte vital do processo de aprendizagem uma vez que conversação é a parte mais universal e fundamental das línguas. Os fundamentos do Dogme Teaching valorizam o tipo de comunicação que promove interação social. Além disso, dogme teaching dá mais enfase ao nível do discurso em detrimento do nível da sentença, já que a análise do discurso prepara melhor os alunos para situações reais de comunicação.

- Materials light approach
O dogme approach considera mais eficaz os materiais produzidos pelos próprios alunos do que aqueles pré-fabricados por editoras. Dogme teachers não usam livros textos e por isso o método é bastante criticado por professores por não terem a oportunidade de usa uma gama completa de materials e recursos. O foco da crítica sobre textbooks que Scott e Luke dão é que os livros didáticos, em geral, dão mais enfoque à gramática do que competência comunicativa.

- Emergent Language
Para Dogme Teaching, a aquisição de uma língua estrangeira acontece quando a língua emerge através conversação ao invés de ser adquirida. Isso pode acontecer de duas maneiras: primeiramente, as atividades feitas em sala levam a uma comunicação colaborativa entre os alunos. Em seguida, os alunos produzem falas que ainda não foram necessariamente ensinados. Assim, parte do papel do professor em uma dogme lesson é facilitar o “aparecimento” da linguagem. É necessário também encorajar os alunos a se engajarem com esse novo tipo de linguagem para que o aprendizado seja realizado.

Adaptado de “Teaching Unppluged: Dogme in ELT” by Luke Meddings and Scott Thornbury – Delta Publishing

AVALIAÇÃO: A VISÃO DOS ALUNOS

Alguns alunos foram entrevistados sobre o tópico de avaliação e como eles se sentiam sobre tal assunto. Nossas perguntas foram:

- Para você, o que é avaliação?
- Você está satisfeito com a forma que é avaliado?
- (Em caso de negativo) Que outras opções de avaliação refletiriam melhor seu aproveitamento?
- Você já participou dessas outras forma de avaliação?
- O que você acha de um curso sem provas?

E as respostas deles foram:

Aluno1
Para mim, avaliação é uma forma de o professor ver se o aluno realmente aprendeu a matéria ou não.
Eu acho que as avaliações são boas, principalmente na parte em que as provas são divididas entre 3 formas ( A,B,C ), evitando, dessa forma, a cola. Mas acho que deveria ter pelo ou menos uma prova para testar nossa pronuncia, afinal, Inglês não é apenas escrita! Em meu colégio, ás vezes, meu professor de Inglês faz esse tipo de avaliação.
Um curso sem provas não teria sentido! Você não iria saber se está errando ou acertando, pois não haveria como você ser avaliado. Por mais que eu não goste de provas, elas atuam com muita importância em nossa vida; em nosso futuro.

Aluno2
Para mim, avaliação é um método para o professor avaliar se seus alunos aprenderam a matéria dada. Ou até para o aluno ver como ele está se saindo. (…) Sinceramente, eu não gosto de provas, eu e ninguém, eu acho. Mas eu acho que um curso sem provas, as pessoas não iam aprender. Elas iriam pro curso para se encontrar com os amigos e nem prestariam atenção na aula. Eu estou falando de um modo geral. É obvio que tem pessoas que têm noção do quanto os pais pagam nesses cursos, mas enfim. Acho que deveria ter mais uma prova oral.

Aluno3
Pra mim avaliação é quando você aprecia, calcula o valor de algo (no caso o aprendizado). Eu estou sim, satisfeito com a forma como sou avaliado. Eu não acho uma ideia muito boa um curso sem avaliação, provas e testes, porque se não a maioria dos alunos iriam somente estudar dentro da salas, não teríamos uma rotina de estudos em casa se n fosse a preocupação q temos com as avaliações.

Aluno4
É uma forma qualitativa e/ou quantitativa de mensuração, ou seja, de comprovar argumentos apresentados. As formas de avaliação não devem se resumir a provas e testes formais, devem ser considerados aspectos diários, como o comprometimento do aluno.
Já participei de avaliações globais que avaliam todo o processo de aprendizado do estudante. Porém,     não sou a favor de um curso sem provas, pois desta maneira, o estudante não desenvolve o ritmo de competitividade, de forma sadia, não passando por provas será mais difícil para esse aluno participar de qualquer concurso.

Através dessas respostas podemos ver que os alunos ainda veem o aprendizado e estudo de línguas da mesma forma que veem outras matérias como Geografia e História. É nosso papel instruir os alunos sobre como se preparar para o real aprendizado da língua inglesa. Precisamos entender que apesar de grande importancia, toda forma de avaliação tem suas vantagens e desvantagens. O que deve ser transmitido aos alunos é que o processo de estudo de línguas e os resultados obtidos por tal são diferentes dos de outras matérias.

E vocês, o que acham?





Resumo: “Avaliação contínua x avaliação somativa” by Jossely Oliveira

17 05 2012

“Avaliação contínua versus somativa”

ESCLARECENDO OS CONCEITOS

AVALIAÇÃO SOMATIVA: “Tipo de avaliação que ocorre ao final da instrução com a finalidade de verificar o que o aluno efetivamente aprendeu. Inclui conteúdos mais relevantes e os objetivos mais amplos do período de instrução; visa à atribuição de notas; fornece feedback ao aluno (informa-o quanto ao nível de aprendizagem alcançado), se este for o objetivo central da avaliação formativa; e presta-se à comparação de resultados obtidos com diferentes alunos, métodos e materiais de ensino. Foi assim classificada por Benjamin Bloom e seus colaboradores, cujos estudos apontam para outros dois tipos de avaliação: a formativa e a diagnóstica.”

AVALIAÇÃO FORMATIVA (ou CONTÍNUA): “Tipo de avaliação que ocorre durante o processo de instrução. Inclui todos os conteúdos importantes de uma etapa da instrução; fornece feedback ao aluno do que aprendeu e do que precisa aprender; fornece feedback ao professor, identificando as falhas dos alunos e quais os aspectos da instrução que devem ser modificados; e busca o atendimento às diferenças individuais dos alunos e a prescrição de medidas alternativas de recuperação das falhas de aprendizagem. Foi assim classificada por Benjamin Bloom e seus colaboradores, cujos estudos apontam para outros dois tipos de avaliação: a somativa e a diagnóstica.”

PESQUISADO POR NATÁLIA GUERREIRO (http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=300)

VANTAGENS DA AVALIAÇÃO CONTÍNUA

A avaliação contínua abre maior espaço para um trabalho personalizado e estimula o aprendizado com foco no aprendiz e não necessariamente nos objetivos da lição. A avaliação contínua, dentre outras vantagens, permite que o professor observe o desenvolvimento do aluno respeitando o tempo de aprendizagem deste. Ou seja, a avaliação contínua mostra o processo de outra forma, ela mostra os diferentes momentos na aprendizagem, momentos de altos e baixos.

Por depender mais da sensibilidade e do olhar técnico do professor, esse tipo de avaliação fornece mais informações que permitem a customização do trabalho do professor com base nas necessidades do aluno. Enquanto isso, a avaliação contínua irá mostrar de outra forma o processo, talvez nos mostrando os momentos diferentes através de diferentes tangentes.

DESVANTAGENS DA AVALIAÇÃO CONTÍNUA

A grande desvantagem da avaliação contínua é que, na nossa realidade, ela funciona melhor em salas com poucos alunos. Afinal, o professor deve conhecer cada um deles. Não só o nome, mas também o jeito de ser, aprender e pensar. É preciso conhecer seus gostos e expectativas. Sendo assim, monitorar uma sala com muitos alunos desfavorece um resultado justo nesse processo de avaliação.

Em lugares onde há uma tentativa de avaliar os alunos de forma contínua, o diagnóstico sai prejudicado por não haver critérios delimitados, muitas vezes por falta de um maior conhecimento técnico por parte do professor e do quanto o resultado sofre interferências da subjetividade desse professor.

VANTAGENS DA AVALIAÇÃO SOMATIVA

A avaliação somativa permite que o aluno perceba seu progresso através de um resultado mais fácil de ser lido: o resultado numérico. Esse instrumento de avaliação também serve como uma amostragem do que foi ensinado e aprendido, verificando o quanto os alunos incorporaram dos objetivos propostos e fornecendo informações que permitem que o estudante passe ou não para o próximo nível. Além disso, a avaliação somativa atende a uma demanda da sociedade que pede provas documentais de aprendizado.

DESVANTAGENS DA AVALIAÇÃO SOMATIVA

O problema da avaliação somativa é que, por ser uma amostragem do que foi aprendido, uma pessoa que não esteja se sentindo bem no dia da avaliação, por motivos diversos, pode ter um desempenho inferior ao que normalmente teria ou superior porque decorou um monte de coisas na véspera. Nesses casos, o resultado jamais será 100% fiel ao desempenho real do aluno. Uma avaliação somativa acaba medindo o momento da “fotografia”, então pode sair nebulosa.

Além disso, a avaliação sumativa, nos moldes atuais, estimula o aluno a só estudar em determinado dia para memorizar conteúdos por curto tempo. Memorizar conteúdo não é necessariamente aprender este conteúdo. Se não há como evitar a avaliação sumativa nesses moldes, esta deve ser voltada para situações de comunicação tais como criar um diálogo entre um vendedor e um cliente ou um e-mail, por exemplo.

PONTO DE EQUILÍBRIO

Chegando a um consenso, entendemos que as avaliações somativa e contínua são instrumentos de avaliação válidos e complementares. Se vivemos em uma sociedade onde os números e as quantidades são importantes por que não discutirmos a melhor forma de elaborar uma avaliação somativa eficaz? Afinal, se optarmos apenas pela avaliação contínua, por exemplo, o aluno ficará anos sendo avaliado continuamente e depois cairá nas mãos de uma sociedade regida pelo número: pontos em concurso, notas em provas de ingressos e etc. O aluno precisa estar pronto para essa realidade também.

Quando se trata do ensino de línguas, é possível sugerirmos que o processo de estudo para avaliação (que na maioria ainda é somativa) deva ser completamente diferenciado de outras matérias como Geografia ou História.

No caso de avaliações somativas, é importante que essas avaliações contenham questões que representem melhor situações passíveis de serem vividas pelos alunos. Podemos ter avaliações somativas que vão além de um simples teste de múltipla escolha. Uma redação com uma questão bem formulada, e com critérios e descrições claros podem fornecer um resultado somativo que realmente permite o aluno ir além. É preferível uma avaliação somativa bem aplicada e bem elaborada que uma avaliação contínua mal aplicada.

Teoricamente a avaliação continua é menos excludente que a avaliação somativa. Como educadores, sentimos cada vez mais a necessidade de sermos capazes de utilizar essa avaliação. Porém, é difícil mudarmos uma cultura enraizada no Brasil, onde existe uma necessidade de quantificar o desempenho em notas ao invés de compreender o diagnóstico exposto em um relatório, por exemplo.

Seria preciso escolher com cuidado os elementos que entrariam nesta avaliação para no fim do semestre ter uma clareza de amostra para justificar a avaliação do professor baseada no trabalho do aluno. Não precisa ser algo grande e elaborado. Às vezes é algo bem pequeno que depois fará parte de uma tarefa maior. Esse procedimento exige mais trabalho da parte do professor, mas faz parte do compromisso com a aprendizagem e com a excelência.

Em relação ao problema com salas de aula numerosas e a avaliação contínua, seria importante aprendermos com outros contextos onde esse tipo de avaliação é bem sucedido. Nesses contextos as tarefas são tais que os próprios alunos se avaliam e isso também gera outro sentido de apropriação da tarefa. É muito comum também terem avaliações de grupo. Estas são soluções bem utilizadas já, mas exige um entendimento claro pelo professor do processo, uma unidade de ação na escola e clareza de comunicação com os pais e alunos. A questão é que ações assim deixam claro que o ensino não está focado em conteúdo, mas sim em conhecimento. Isso é a chave.

Uma sugestão para uma rotina de avaliação contínua em turmas numerosas seria a seguinte: numa sala com 40, por exemplo, o professor criaria oportunidades de conduzir esse tipo de avaliação. Por exemplo, numa aula reunir-se com um determinado número de alunos para realizar um tipo de tarefa que permita o monitoramento desse grupo enquanto outros grupos estão fazendo outro tipo de atividade. Essa rotina se alternaria nos grupos. Isso leva tempo, mas para isso acontecer, a estrutura da aula e do plano anual de conteúdos precisaria mudar. Do jeito que está, é muita coisa pra professor e alunos darem conta.

Outra questão cultural a ser superada é a de confiança no diagnóstico do professor no caso da avaliação contínua, que por sua vez precisa produzir algum tipo de relatório de desempenho, seja com pequenos comentários na agenda ou de maneira mais formal, como comunicados, ou ainda através de portfolios e projetos.

Não há dúvida que a tecnologia pode vir a nos ajudar na elaboração e criação de confiabilidade e “reliability” de uma prova, e também com os elementos que escolhemos para estes portfolios de avaliação contínua.

O outro lado dessa questão cultural a ser superada é o lado da formação continuada do professor. Mesmo com a tecnologia e exames precisos, existem momentos num diagnóstico médico que a avaliação é subjetiva, e a gente precisa confiar no médico, na formação e atualização dele. É importante reconhecer que o professor precisa de uma boa formação e que ela seja continuada, assim como outros profissionais que também precisam de atualização para exercer com eficiência e competência a sua profissão.

UMA DECISÃO CONJUNTA

É necessário em todos os casos levar-se em conta a realidade administrativa da instituição: numero de alunos, objetivos, conhecimento técnico do professor, materiais, clientela, etc.

Qualquer decisão nas formas de avaliação precisa envolver direção, professor, alunos e responsáveis (quando é o caso). Se entendermos que a forma atual de avaliação está ruim, todos precisam se comprometer com o processo de melhorá-la, e isso envolve uma mudança de atitude, às vezes até da própria direção da escola. Esse processo é longo, assim como todo  processo de aprendizagem.

PERGUNTAS SEM RESPOSTAS (por enquanto…)

. Qual a ideia que se tem sobre como mensurar um curso de avaliação contínua?

. Como documentar o progresso do aluno de maneira continua para efetivamente mostrar (e convencer) os pais, por exemplo?

. Qualquer professor é capaz de avaliar a produção de um aluno a partir de uma tabela de critérios (ou mesmo sem ela até)?

. No caso de turmas numerosas, se falou em colocarmos alunos em grupos e monitorarmos eles. Como anotamos isso? Como acompanhamos cada grupo? Se eu monitoro, eu ajudo também? Qual nível de interferência eu posso ter?

EXPERIÊNCIA

Valéria França: Algum de vocês já passou por alguma avaliação contínua? Como foi a experiência de vocês como “aluno”?

Kelly Amorim: eu já passei por avaliação contínua e como aluna e senti falta da prova, da nota, do ver meu desenvolvimento sendo quantificado. Gostei de ser avaliada continuamente, mas assim como me sinto quando avaliada somente somativamente, faltou algo.

LEITURAS

Embora seja muito diferente de nosso contexto, segue uma leitura super interessante sobre processos escolares de avaliação no Canadá: http://www.wncp.ca/media/40539/rethink.pdf

Cecilia Lemos- Box of Chocolates: http://cecilialcoelho.wordpress.com/tag/assessment/

Henrick Oprea http://hoprea.wordpress.com/tag/assessment/

http://www.cambridgeassessment.org.uk/ca/digitalAssets/113878_ICT_in_Assessment.pdf

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Agradecemos a participação de Jossely Oliveira e seu comprometimento com a melhora do ensino de inglês no Brasil.

Jossely de OliveiraImage é graduada em Letras com habilitação em Língua Inglesa pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Nascida e residente em Patos, na Paraíba, Jossely é mãe de Lucy (2 anos) e apaixonada pelos alunos que enchem de sentido o seu dia a dia como educadora. Ela ensina inglês na Cultura Inglesa desde 2003 (anos divididos entre Campina Grande e Patos) e recentemente tem se interessado em Critical Literacy, Reflective Teaching, Humanistic Approach to Teaching and Learning and DOGME.

 

 

 





Mensagem a mensagem: Avaliação contínua versus sumativa 10/05/2012

11 05 2012

Valeria Benevolo França Boa noite estamos prontos? Em 3 minutos: “Avaliação contínua versus sumativa”

Parte superior do formulárioBruno Andrade Present!

Giselle Santos ready

Kelly Amorim ready :)

Valeria Benevolo França Olá

Giselle Santos Boa noite =)

Alan Seabra A caminho de casa e atento!

Bruno Andrade Quais são as vantagens e desvantagens de se avaliar continuamente ou “sumativamente”?

Giselle Santos a avaliaçao continua abre maior espaço para um trabalho personalizado,

Aline Guimarães A avaliação contínua estimula o aprendizado

Aline Guimarães Oi pessoal!

Shirley Rodrigues Oi gente!

Giselle Santos com foco no learner e não necessariamente com foco nos lesson aims

Giselle Santos Olá meninas

Jossely Oliveira Boa noite! :) A avaliação contínua, dentre outras vantagens, permite que o professor observe o desenvolvimento do aluno respeitando o tempo de aprendizagem dele (do aluno). A avaliação sumativa dá ao aluno, de modo formal e documentado e com um valor numérico (tão valorizado hoje em dia), a noção de progresso.

Bruno Andrade Pois eh, Aline (olá!) eu acho que independente do trípode avaliação escolhida (acatada) Eh importante que seja um processo utilizado como um meio de se obter informações e subsídios para favorecer o desenvolvimento do aluno e ampliação de seus conhecimentos.

Teresa Gomes de Carvalho ola!

Natália Guerreiro o q vcs estão chamando de “sumativa”?

Cadu Souza Sou super a favor da avaliação contínua, mas a avaliação sumativa serve como uma amostragem do que foi ensinado x aprendido.

Bruno Andrade Sumativa = somativa, acumultiva. Nathalia

Jossely Oliveira acho que na avaliação contínua, o professor é quem tem mais noção do progresso do aluno, enquanto que na sumativa, o aluno tem como verificar como ele está indo.

Aline Guimarães Concordo Bruno Andrade. Acredito que uma das maiores vantagens da avaliação continua é justamente nos fornecer mais informações para customizar nosso trabalho com base nas necessidades do nosso aluno

Teresa Gomes de Carvalho A avaliação sumativa estimula o aluno a só estudar em determinado dia para memorizar conteúdos por curto tempo.

Bruno Andrade Mas como ter insumo suficiente para “provar” tal progresso, Jossely?

Aline Guimarães Uma complementa a outra e as duas são necessárias.

Natália Guerreiro eu não estava entendendo as aspas.

Shirley Rodrigues Divagando aqui: quando pensamos que a aprendizagem é um PROCESSO, não soa natural e desejável que a avaliação seja feita de forma contínua? Quer dizer, processos tem etapas e seguem num continuum até um resultado… :/

Aline Guimarães Os objetivos são distintos…

Kelly Amorim Teoricamente a avaliação continua é menos excludente que a avaliação sumativa. Como educadora sinto cada vez mais a necessidade de sermos capazes de utilizar essa avaliação. Porém, acho difícil colocarmos em prática somente a avaliação continuada porque depende também, em grande parte, do aluno entender que “não tem nota, mas, tem que estudar”…a cultura que foi criada no Brasil gera uma necessidade de termos também a sumativa..então concordo plenamente com a Aline Guimarães, de que ambas são complementares.

Bruno Andrade ‎Natália Guerreiro, eh que eu conjuguei e não sabia se esse verbo existia… Rs

Natália Guerreiro mas se a somativa tiver um pré e um pós-teste, tvz com testes intermediários tb, não se capturará o processo? (fazendo papel de adv do diabo)

Cadu Souza Nós, professores, entendemos e conseguimos avaliar o progresso do aluno através de uma avaliação contínua, mas nem todos os alunos (ou responsáveis) conseguem entender esse tipo de avaliação e, nesse momento, a sumativa é mais propícia.

Jossely Oliveira ‎Bruno Andrade, a nota na avaliação sumativa não seria uma prova do progresso do aluno?

Shirley Rodrigues A avaliação somativa (sim eu prefiro o termo com a letra “o” ^^) atende a uma demanda da sociedade que pede provas documentais de aprendizado…

Teresa Gomes de Carvalho Memorizar conteúdo não é necessariamente aprender este conteúdo. Se não há como evitar, a avaliação sumativa deve ser voltada para situações de comunicação tais como criar um diálogo entre um vendedor e um cliente ou um email, por exemplo.

Natália Guerreiro eu tb prefiro, Shirley Rodrigues! haha já estava me sentindo uma e.t.

Cadu Souza O problema da avaliação sumativa é que, por ser uma amostragem do que foi aprendido, uma pessoa que não esteja se sentindo bem no dia da avaliação, por motivos diversos, pode ter um desempenho inferior ao que normalmente teria.

Natália Guerreiro da sociedade, do governo, de vários lugares.

Natália Guerreiro ‎Cadu Souza… ou superior pq decorou um monte de coisas na véspera.

Bruno Andrade Eu estava falando do tipo continua, Jossely Oliveira

Cadu Souza Sim, Natália, com certeza.

Jossely Oliveira Concordo, Cadu Souza. Daí isso deve ficar claro para alunos e responsáveis: que a nota não é 100% fiel ao real desempenho do aluno

Natália Guerreiro aaah, sim! a avaliação somativa não precisa ser uma avaliação ruim, nem inadequada ao propósito! não precisa ser múltipla escolha ou fill in the gaps. pode ser um teste de desempenho.

Valeria Benevolo França ‎Natália Guerreiro entendo sim seu ponto, mas sempre acho que uma avaliação somativa acaba medindo o momento da “fotografia”, então pode sair nebulosa (caso onde aluno está doente etc), e já a contínua irá mostrar de outra forma o processo…talvez nos mostrando os momentos diferentes através de diferentes tangentes.

Teresa Gomes de Carvalho Os alunos e responsaveis estao acostumados a esta tradição das avaliaçoes sumativas e já perguntam qual a materia da prova como se idioma pudesse ser memorizado e estudado como geografia — sem desmerecer a geografia, claro, mas uma lingua nao pode ser vista como uma materia que deve ser estudada antes da prova, alias materia nenhuma deve ser vista deste modo, mas…

Bruno Andrade Para mim, as avaliacoes sumativas verificam o quanto os alunos incorporaram dos objetivos propostos; informar ao estudante, aos pais e responsáveis sobre a quantidade e qualidade rendimento escolar; passar o estudante ou não para o próximo novel

Bruno Andrade ‎*nível

Cadu Souza É por isso que defendo a avaliação sumativa, ou somativa, com questões que representem melhor situações passíveis de serem vividas pelos alunos. Nem nossas provas orais fazem esse papel muito bem, em minha opinião.

Kelly Amorim A grande desvantagem da avaliação contínua é que ela só funciona em salas com poucos alunos. Afinal, o professor deve conhecer cada um deles. Não só o nome, mas também o jeito de ser, aprender e pensar. É preciso conhecer seus gostos e expectativas.

Shirley Rodrigues Acho mesmo que o ideal é que elas sejam complementares, como a Aline falou. Que a “nota” seja dividida entre vários instrumentos de avaliação para que nõ se caracterize uma “aferição” de conteúdo, como se fossemos medidores da companhia de energia eletrica…

Natália Guerreiro hahahaha, mas Kelly Amorim, tiraste o pensamento da minha cabeça! eu só não ia falar pq sou sempre eu jogando areia aqui. já tive turma de 24 alunos numa sala para metade. não consegui nem ouvir a voz de vários até a prova oral pq monitoring era inexistente (não havia espaço na sala para circular)

Bruno Andrade Em que tipo de avaliacao vcs se sentem mais confiantes em deduzir as mudanças necessárias? (segurar a matéria, acelerar, revisar, etc…)

Natália Guerreiro huauhuhuhuhuahua, Shirley Rodrigues, me acabei com a metáfora da energia elétrica.

Shirley Rodrigues ‎Kelly, o tamanho da turma influencia sim no bom uso de uma avaliação continua… Mas, dependendo da idade e do tipo de público, ela funciona a contento – ou peto do que seria “a contento” (^^)

Jossely Oliveira ‎Bruno Andrade, o aluno e responsáveis precisam confiar no ‘diagnóstico’ do professor e o professor, por sua vez, produzir algum tipo de relatório de desempenho, seja com pequenos comentários na agenda ou de maneira mais formal, como comunicados.

Cadu Souza No início de cada semestre gravo meus alunos falando sobre alguma coisa, um tópico qualquer. No final do semestre fazemos outra sessão de filmagem e eles conseguem ‘ver’ o quanto progrediram…

Valeria Benevolo França Concordo que a somativa não é necessáriamente uma avaliação ruim, ainda mais quando bem elaborada (gente, todos nós fizemos algum exame de língua em algum momento), e acreditamos no resultado que obtivemos, não? Podemos ter avaliações somativas que vão além de um simples teste de multipla escolha. Uma redação com um questão bem formulada, e com critérios e “descriptors” claros podem fornecer um resultado somativo mas que realmente permite o aluno ir além? O que acham disso?

Cadu Souza Essa é uma maneira de fazer a avaliação contínua mais significativa para os alunos…

Teresa Gomes de Carvalho A avaliação sumativa pode acabar sendo subjetiva se não forem definidos critérios específicos.

Natália Guerreiro ‎Bruno Andrade, pra ser honesta, eu percebo esse tipo de coisa na prova oral somativa. se tiver apresentação de role play e tal, eu vejo continuamente. mas no grupão eu confesso q não consigo ver, salvo qd o grupo tem menos de 12.

Kelly Amorim ‎Shirley Rodrigues você acredita, de coração, que conseguiria avaliar de forma justa, continuada, uma turma com 25 alunos de 9 anos?

Valeria Benevolo França Mas isso Cadu Souza é uma avaliação contínua, o tipo de coisa que é excelente para um “assessment portfolio”, não é?

Natália Guerreiro teresa, acho q esse eh um mal de qq avaliação, mas sobretudo da contínua, pois é mais raro haver critérios delimitados nesta.

Shirley Rodrigues A equipe da escola publica estadual onde trabalho luta para avaliar sempre de forma continua… mesmo em turmas gigantescas… A duras penas, I must say, mas, temos tido resultados bem positivos.

Cadu Souza Concordo com Valéria que uma questão bem formulada pode nos fornecer um resultado somativo.

Kelly Amorim Sou a favor de uma união das duas, de forma que uma complemente a outra, porque uma precisa excluir a outra?

Shirley Rodrigues ‎Teresa coberta de razão quando diz : “mas uma lingua nao pode ser vista como uma materia que deve ser estudada antes da prova”

Valeria Benevolo França ‎Kelly Amorim e Shirley Rodrigues eu acho possível mas eu teria que bolar com muito cuidado os elementos que entrariam nesta avaliação para no fim do semestre ter uma clareza de amostra para justifcar minha avaliação baseada no trabalho do aluno. Não precisa ser uma coisa grande e elaborada. As vezes é algo bem pequeno que depois fará parte de uma tarefa maior. Agora, é muito mais trabalho para o professor com certeza…..

Bruno Andrade Concordo com a Teresa Gomes de Carvalho - muitas vezes nos esquecemos que ensinamos uma língua e o processo de estudo para avalicao (que na maioria ainda eh somativa) deve ser completamente diferenciada de outras matérias como Geografia ou História. Gosto de dizer pros meus alunos que eles podem aprender muito fora de sala do que comigo, e que meu trabalho eh, além de ensinar como funciona a língua, maneiras de estar em contato com ela da forma mais prazerosa possível.

Teresa Gomes de Carvalho Falei errado, a avaliação continua deve obedecer criterios muito bem definidos. alias toda avaliaçao deve obedecer criterios bem definidos, mas a avaliação continia depende do conhecimento tecnico maior do professor.

Natália Guerreiro sabe, eu tô achando q eu tô confusa com os conceitos.

Shirley Rodrigues Não Kelly, por isso q te disse que depende da idade e do publico. trabalhar em áreas de risco,por exemplo, te dá um público difícil demais de fazer isso! Como criar um ambiente para avaliação contínua em uma escola onde um colega senta na sala dos profs e diz que “virou agente penitenciário”?

Natália Guerreiro achei um dicionário online de educação:

“AVAL. SOMATIVA Tipo de avaliação que ocorre ao final da instrução com a finalidade de verificar o que o aluno efetivamente aprendeu. Inclui conteúdos mais relevantes e os objetivos mais amplos do período de instrução; visa à atribuição de notas; fornece feedback ao aluno (informa-o quanto ao nível de aprendizagem alcançado), se este for o objetivo central da avaliação formativa; e presta-se à comparação de resultados obtidos com diferentes alunos, métodos e materiais de ensino. Foi assim classificada por Benjamin Bloom e seus colaboradores, cujos estudos apontam para outros dois tipos de avaliação: a formativa e a diagnóstica.”

“AVAL FORMATIVA
Tipo de avaliação que ocorre durante o processo de instrução. Inclui todos os conteúdos importantes de uma etapa da instrução; fornece feedback ao aluno do que aprendeu e do que precisa aprender; fornece feedback ao professor, identificando as falhas dos alunos e quais os aspectos da instrução que devem ser modificados; e busca o atendimento às diferenças individuais dos alunos e a prescrição de medidas alternativas de recuperação das falhas de aprendizagem. Foi assim classificada por Benjamin Bloom e seus colaboradores, cujos estudos apontam para outros dois tipos de avaliação: a somativa e a diagnóstica.”

Kelly Amorim ‎Valeria Benevolo França Mais trabalho para o professor? Sim, claro que é! MUITO mais trabalho para o professor. Mas, se nos preocuparmos com esse detalhe nunca mudaremos nada.

Natália Guerreiro Link das definições q copiei: http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp?id=300

Shirley Rodrigues Sim Valeria, muito mais trabalho e, em uma turma de 40 “cabeças”, como fazê-lo? O.o

Cadu Souza Pois é, Shirley. E não só isso, mas será que nossos profs estão preparados a avaliar continuamente? Será que o bagunceiro desmotivado por ter sido mal nivelado não vai tomar uma bomba pela “pinimba” do professor?

Shirley Rodrigues Falando de salas de aula de “cursos de Ingles” sim, Cadu, mas, e quanto a escola? Não tem “nivelamento”… são universos muuito ditintos.

Valeria Benevolo França Sim Shirley Rodrigues quanto mais aluno, mais difícil. Mas em muitos programas educaionais onde existe a avaliação contínua ( e aí estou falando de cenário de escola mesmo) as tarefas são tais que os próprios alunos se avaliam e isso também gera um outro sentido de apropriação da tarefa, e é muito comum também ter avaliações de grupo….estas são soluções bem utilisadas já…mas isto exige um entendimento claro pelo professor do processo, uma unidade de ação na escola e clareza de comunicação com os pais e alunos. Mas também significa que o ensino não está focado em conteúdo, mas sim em conhecimento. Isso é a chave.

Natália Guerreiro falando de turmas heterogêneas, entra um outro assunto: a avaliação tem de ser a mesma para todos os alunos? ou pode cair conteúdo/nível diferente para alunos q entraram com níveis diferentes?

Valeria Benevolo França Embora seja muito diferente de nosso contexto, segue uma leitura super interessante sobre porcessos escolares de avaliação no canadá:http://www.wncp.ca/media/40539/rethink.pdf É mais food for thought para nós….

Shirley Rodrigues Gente, vcs não acham que a avaliação somativa é também uma maneira de resguardar o nosso trabalho e a nossa pele? Quer dizer… a prova documental também para reportar aos pais… Concordam?

Natália Guerreiro onde eu trab, qd temos turmas heterogêneas podemos considerar com o melhor aluno tvz quem tenha a menor proficiência… se ele tiver sido o q mais se desenvolveu no curso.

Jossely Oliveira Acho que a estrutura da aula deve mudar consideravelmente pra que a gente consiga fazer a avaliação contínua de forma eficiente… nunca sala com 40, por exemplo, o professor teria que criar oportunidades de conduzir isso. Por exemplo, numa aula reunir-se com um determinado número de alunos para realizar um tipo de tarefa que permita o monitoramento desse grupo enquanto outros grupos estão fazendo outro tipo de atividade… essa rotina se alternaria nos grupos… isso leva tempo, mas como disse, a estrutura da aula e do plano anual de conteúdos precisaria mudar… do jeito que está, é muita coisa pra professor e alunos darem conta

Natália Guerreiro ótima ideia, jossely!

Shirley Rodrigues Os pais querem papel, nota , boletim. Certa vez uma mãe foi reclamar pq só havia recebido o boletim em maio ( a prova havia sido em 26 de abril) e , como o curso era semestral, demorou muito tempo até ela saber que o filho não ia bem… (SIM, eu já havia tentado contato sem sucesso, ainda antes da prova …) O meninoera faltoso ao extremo e, mesmo assim, a mãe disse que só após ver o boletim teve a noção de que o filho não ia bem…

Jossely Oliveira Isso é mais comum do que se imagina, Shirley.

Kelly Amorim É ai que acho que a exclusão da somativa é um erro,Shirley Rodrigues, ela é extremamente importante.

Jossely Oliveira eu não consigo me decidir em um tipo apenas de avaliação… nem defender mais um tipo do que outro, acho que ambas são necessárias…

Teresa Gomes de Carvalho É necessario em todos os casos levar-se em conta a realidade administrativa da instituição: numero de alunos, objetivos, conhecimento tecnico do professor, materiais, clientela, etc.

Cadu Souza Pessoal, tenho que ir. Sorry. Resumindo, acho que devemos continuar com as duas avaliações enquanto não tivermos professores preparados e alunos conscientes. Ficamos com a contínua para nosso melhor entendimento do nosso trabalho e com a sumativa para os pais, alunos e, porque nao, para a instituição. Beijos.

Shirley Rodrigues Por isso acho q a combinação das duas ´o idealKelly ;)

Bruno Andrade ‎”mas isto exige um entendimento claro pelo professor do processo, uma unidade de ação na escola e clareza de comunicação com os pais e alunos.” concordo com a Valeria Benevolo França nesse ponto. Há exemplos muito bem sucedidos de uso da avaliacao continua, porém esses pontos devem ser levados into consideration. A maioria dos alunos e pais não sabem como podem ser avaliados. Eh importante haver sempre uma forma de se mostrar o progresso do aluno mesmo que nem sempre essa seja paupavel. Os portfolios são uma boa opção assim como project based learning evaluation.

Natália Guerreiro mas, gente, a avaliação formativa/continuada pode ter documentação tb! (fazendo papel de adv do diabo sempre. eu nem sei qual é minha posição, só fico contra-argumentando pq até me ajuda a pensar.)

Bruno Andrade Quais exemplos vcs conhecem?

Kelly Amorim Se vivemos em uma sociedade onde os números, as quantidades, são importantes porque não discutirmos a melhor forma de elaborar uma avaliação somativa eficaz? Afinal, o aluno ficará anos sendo avaliado continuamente e depois cairá nas mãos de uma sociedade regida pelo número: pontos em concurso, notas em provas de ingressos e etc.

Valeria Benevolo França Isso Jossely Oliveira concordo que teria que mudar muita coisa mesmo. E acho que talvez o ideal seria uma combinação sensata de as duas formas de avaliação…sempre pensando na razão pela qual estariamos utilisando ambas as formas de avaliação….o que acham disso?

Teresa Gomes de Carvalho É preferivel uma avaliacao somativa bem aplicada e bem elaborada que uma avaliacao continua mal aplicada.

Teresa Gomes de Carvalho O aluno precisa tb acreditar na avaliacao.

Valeria Benevolo França Isso Kelly Amorim e na verdade tudo em nossa sociedade como adultos acaba sendo somativa, até provas de concursos, para obter um emprego, para entrar no mestrado e etc.

Natália Guerreiro sim, Valeria Benevolo França, os objetivos de uma avaliação têm de estar mto claros, bem como os critérios, o construto, as especificações… tt coisa. e em pensar q poucas faculs falam de avaliação!

Kelly Amorim Desde o início tenho argumentado a favor da utilização de ambas as formas. Porém, acredito firmemente que a avaliação somativa precisa melhorar a qualidade.

Natália Guerreiro a credibilidade, como a Teresa Gomes de Carvalho falou…

Jossely Oliveira qualquer decisão nas formas de avaliação precisa envolver direção, professor, alunos e responsáveis (quando é o caso)… se a gente entende que a forma atual de avaliação está ruim, a gente precisa se comprometer com o processo de melhorá-la, e isso envolve uma mudança de mente, às vezes até da própria direção da escola… esse processo é longo, assim como todo processo de aprendizagem :)

Shirley Rodrigues ‎Natália , como documentar o progresso do aluno de maneira continua para efetivamente mostrar (e convencer) os pais , por exemplo?

Valeria Benevolo França Agora, algum de vocês já passou por alguma avaliação contínua? Como foi a experiência de vocês como “aluno”?

Bruno Andrade Boa pergunta, Natália Guerreiro me indaguei o mesmo. Muito já eh usado por aí…. O que será que o pessoal pensa sobre como podemos mensurar um curso de avaliacao continua?

Natália Guerreiro parte-se do pressuposto q quem é prof sabe avaliar a produção do aluno só de olhar uma tabela de critérios (ou até mesmo sem ela), e não é assim! requer um treinamento.

Shirley Rodrigues ‎”envolve uma mudança de mente” concordo, mas, o problema é que depois a sociedade vai mandar ele sentar e fazer a prova do concurso, mestrado, ENEM e tals , Jossely

Natália Guerreiro uai, vc mesmo aí já disse, Bruno Andrade! um portfolio, redações, project work! tudo com feedback do prof enviado para o aluno e os pais. (pode ser oral msm, mas por documento em geral se pensa em algo escrito.)

Kelly Amorim ‎Valeria Benevolo França eu já passei por avaliação contínua e como aluna senti falta da prova, da nota, do ver meu desenvolvimento sendo quantificado. Gostei de ser avaliada continuamente, mas assim como me sinto quando avaliada somente somativamente, faltou algo.

Valeria Benevolo França Sim Natália Guerreiro alguem falou acima que se colocarmos alunos em grupos e monitorarmos eles, como anotamos isso? Como acompanhamos cada grupo? Se eu monitoro eu ajudo também? Qual nível de interferência eu posso ter? São multiplas dúvidas.

Bruno Andrade Com certeza, Natália Guerreiro, mesmo porque muitos dos professores foram educados através do método tradicional Cumulativo. Para passar para qq outro tipo de método, eh necessário bastante conhecimento e pratica. Falta isso

Valeria Benevolo França Super interessante seu depoimento Kelly Amorim.

Natália Guerreiro bem, até numa prova de proficiência, é possível q o interlocutor interfira. (as provas de cambridge não são assim, mas é algo possível teoricamente, ao menos.) portanto, eu não veria prob de fazer uma avaliação continuada num trab q o prof interferiu, pois ele pode verificar o qto de scaffolding foi necessário.

Teresa Gomes de Carvalho Concordo Natália Guerreiro!

Jossely Oliveira Isso Natália Guerreiro.. confiança no trabalho do professor é crucial

Natália Guerreiro bem, este assunto me é muito caro, e a conversa está mto edificante, mas tenho de pedir licença, q hj acordei às 5h, viajei, estou um caco. abraços a todos! boa noite.

Bruno Andrade Realmente, Kelly Amorim a avaliacao continua peca pela subjetividade

Valeria Benevolo França Não há dúvida que a tecnologia pode vir a nos ajudar na elaboração e criação de confiabilidade e “reliability” de uma prova, e também com os elementos que escolhes para estes portfolios de avaliação contínua. No nosso blog ao final deste chat vou postar links de leituras sobre as duas vertentes.

Natália Guerreiro ‎Bruno Andrade, mas não precisa pecar! pode ter os msms critérios da aval somativa.

Shirley Rodrigues E não é que no dia da avaliação, até o facebook se comportou direitinho… (^^)´ Esse tema tem um peso grande , hein? LOL

Jossely Oliveira mesmo com a tecnologia e exames precisos, existem momentos num diagnóstico médico que a avaliação é subjetiva, e a gente precisa confiar no médico, na formação e atualização dele… reconheço que o professor precisa de uma boa formação e que ela seja continuada, assim como outros profissionais precisam de atualização

Kelly Amorim ‎Natália Guerreiro uma tendo o mesmo critério da outra? Não faz sentido para mim…parece que só mudaremos a capa.

Valeria Benevolo França Bom gente, estamos chegando ao fim do chat e acho que exploramos de forma interessante o assunto sem é claro, exaustar tudo que tinhamos que falar, não é?

Kelly Amorim Bem, pessoal, sempre recomendo os posts deHenrick Oprea no site http://hoprea.wordpress.com/tag/assessment/Ele já escreveu vários sobre o assunto. #ficadica

Valeria Benevolo França Voces devem ter visto que como resultado do chat da ultima vez, lançamos um “mensagem a mensagem” blog post logo após o chat e em seguida tivemos um resumo escrito por uma das participantes. Como continuação tivemos uma entrevista com um especialista. Tudo está no blog: http://breltchat.wordpress.com/

Bruno Andrade Queridos, momentos finais…. Quem gostaria de fazer o resumo?

Teresa Gomes de Carvalho Bem, preciso ir, mas pra finalizar, a avaliacao somariva na minha opiniao precisa preparar o aluno para situacoes comunicativas que fazem ou farao parte da sua realidade. porem nao podemos esquecer que a vida real tb esta repleta de avaliacoes somativas e ele precisa se preparar para isso. Mas eu nao acho que avaliacoes em que o aluno preenche lacunas oubfaz multipla escolha realmente avaliem a capacidade do aluno de se expressar. Minhas provas de latim e grego da faculdade que o digam!

Valeria Benevolo França Eu e Bruno Andrade gostariamos de agradecer a participação de voces. Sugestões de como dar continuídade ao tópico?

Jossely Oliveira ‎Kelly Amorim, pensei, pensei… acho que os critérios de uma avaliação variam com cada avaliação… no geral, o que precisa ser verificado é o quão bem o aluno consegue cumprir uma determinada função da língua… ok… parei :)

Kelly Amorim Obrigada por mais um maravilhoso encontro, pessoal! Discutir com vocês é sempre enriquecedor para mim.

Shirley Rodrigues Gente, adorei! Bjks a todos!

Valeria Benevolo França Boa noite a todos e bom fim de semana. Logo logo vou subir as mensagens no nosso blog.

Sugestões de mais leituras e links:

Cecilia Lemos- Box of Chocolates: http://cecilialcoelho.wordpress.com/tag/assessment/

 

http://www.cambridgeassessment.org.uk/ca/digitalAssets/113878_ICT_in_Assessment.pdf





Entrevista com o Professor Antônio Borges: Como fazer a inclusão de alunos com necessidades especias na sala de aula

9 05 2012

Em continuação ao nosso tema de discussão do dia 26/04, a professora Maria do Carmo Xavier entrevistou o Professor José Antônio Borges, que explica um pouco mais sobre a sua opinião do que devemos pensar quando falamos da inclusão de alunos com necessidades especiais em nossas salas de aula.

Lei mais:

http://www.sac.org.br/CEN_DOS.htm

http://inclusaoecia.blogspot.com.br/2012/01/inclusao-cia-entrevista-jose-antonio.html

Veja mais:

http://www.youtube.com/watch?v=siqFiFFedM0





Como lidar com alunos com necessidades especiais? Um resumo do chat do dia 26/04

30 04 2012

kept out by @fionamau

O resumo do chat do dia 26/04 foi escrito pela professora Maria do Carmo Xavier, que é do Rio e nova ao #BReltchat. Muito obrigada por um resumo tão detalhado.

Esta foto do #eltpics foi escolhida para ilustrar este resumo pensando no tópico do nosso chat como uma forma de rompermos barreiras e permitir que todos tenham acesso ao florescer de idéias, conhecimento e felicidade.

O que é um aluno com necessidades especiais?

O educando que apresenta desvio da média considerada padrão para uma faixa etária determinada, para menos ou para mais, nos aspectos: físico, sensorial e mental.

Alunos com necessidades especiais também são aqueles que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizado devido a: TDAH, problemas de dicção, bloqueio e rejeição ao aprendizado de uma língua estrangeira (filtro afetivo) e/ ou transtornos comportamentais. Alunos superdotados também são considerados alunos com necessidades especiais.

Apesar disso, alunos de baixa cognição são capazes de aprender desde que tenhamos um atendimento diferenciado e individualizado. Eles têm um aprendizado mais lento, mas aprendem.

O professor deve diagnosticar?

Existe uma confusão generalizada entre comportamento, diagnóstico e rendimento. Como professores, não devemos diagnosticar distúrbios de aprendizagem, pois não somos qualificados para tal. Os pais são chave importante nesse processo, devendo informar à escola onde seus filhos precisam de mais apoio. Manter esse diálogo franco e aberto com os pais é fundamental. Porém, o fato é que muitos escondem ou nem sequer aceitam que o filho tenha necessidades especiais, o que dificulta mais ainda o trabalho do professor. Sem este diálogo, o diagnóstico pode ser arriscado e errôneo. Muitos dos distúrbios podem ser confundidos com falta de interesse, bagunça e hiperatividade. A prática de sala de aula não necessariamente trará ao professor segurança suficiente para traçar ou identificar a média de aprendizagem de uma determinada faixa etária.

Existe uma avalanche de diagnósticos equivocados: afinal, ao “medicar”, a responsabilidade deixa de ser dos pais, educadores e passa a ser médica, isto é, é mais fácil medicar do que lidar com problemas que possam nem passar pelo aluno. Por exemplo, um aluno apático e briguento por conta de problemas e brigas constantes dos pais – é mais fácil dizer que a criança está com problemas do que aceitar um fracasso no casamento. Ou, um aluno que vem de outras atividades, várias vezes, sem almoçar e com poucas horas de sono pode ser facilmente considerado como alguém que tem déficit de atenção. Há também pais que informam a escola sobre a condição dos filhos, mas proíbem que o professor fale sobre o assunto com o próprio aluno, e não admitem concessões ou adaptações para ele.

Como lidar com estes casos, já que em nosso campo raramente estudamos isso na universidade? Mesmo com o diagnóstico, como fica o papel do professor diante deste desafio?

Primeiro, os pais é que devem informar o problema. O professor não deve diagnosticar o aluno ou sequer, levantar suspeita. Porém, às vezes, é possível identificar uma dificuldade com que um aluno lida com certas coisas na sala de aula, e, como pedagogos, vamos ter que encontrar soluções pedagógicas. Uma pergunta possível para os pais seria: “E na escola, como anda o trabalho do aluno?”

Além disso, diante do diagnóstico um professor deve, acima de tudo, procurar também ajuda profissional, validada pela instituição onde trabalha. Alguns pais, inclusive, podem não saber com lidar com um diagnóstico que muitas vezes parece sentenciar o aluno ao fracasso. A inclusão só será possível mediante um diálogo franco e aberto entre pais e escola, e suporte intenso da instituição de ensino ao professor. Também devemos ter muita paciência e compreensão, e sempre experimentar novas técnicas.

Desafios

Existem muitos desafios para a educação inclusiva:

* Salas de aula cheias, com condições nem sempre favoráveis.

* Tempo limitado e aulas “corridas”, sem tempo suficiente para identificarmos problemas e pensarmos em soluções para lidar com o aluno e, às vezes, coma família do mesmo.

* Achar/procurar estratégias para incluir e envolver essas crianças.

* Descobrir seus pontos fortes e francos, múltiplas inteligências, etc.

* Currículo ambicioso e “apertado”, provas com todo o conteúdo, horário mínimo de aula, professores com horários cheios.

* Instituições de ensino oferecendo opções a estes alunos.

* Trabalhar com “testes prontos”, que não estão adaptados para estes alunos.

* Prover condições de trabalho que permitam acomodação às necessidades do aluno.

* Trabalhar com as expectativas de forma diferente, encontrando uma forma de envolver este aluno, mas ainda continuando nosso trabalho com os outros alunos.

* Trabalhar com estes alunos em níveis mais avançados (aulas de idiomas).

* Falta de compreensão de turmas que reclamam da “lentidão” de uma aula que favoreça um aluno com necessidades especiais.

* Grande esforço para integrar o aluno à turma e à aula, seguido de avaliação que trata a todos como iguais.

* Baixa autoestima destes alunos com necessidades especiais.

* Livros excessivamente calcados no paradigma visual.

As dicas e técnicas descritas aqui surgiram a partir de leitura, e da própria experiência de cada um dos participantes:

Carminha Pimentel relatou sua experiência com um aluno que conversa a aula inteira, e toma remédios para controlar o problema. Aurélio Araújo tem um aluno com hiperatividade diagnosticada e que toma medicamentos controlados. Além disso, ele apresenta dificuldades de socialização, e tem comportamentos agressivos. Na mesma turma há um aluno que parece ser hiperativo, é extremamente indisciplinado e age como um líder negativo em sala de aula. O professor se diz confuso e sobrecarregado ao zelar pela integridade deste aluno enquanto também gerencia uma sala de aula. Luciana Berner conta que conheceu um aluno que só foi diagnosticado após a intervenção do professor, pois os pais não havia percebido a necessidade do filho. Kelly Amorim relata um caso em que um aluno de 8 anos, novo aluno na instituiçào. Logo de início a mãe procurou a professora para relatar o problema de dicção, até mesmo para o Português. Desde o início ela vem tralhando de forma diferente com ele e semana passada e mãe do menino trouxe um feedback, de que o aluno está melhorando a fala desde que entrou para o curso. Ela também tem um aluno com baixa cognição aos 9 anos. Maria Xavier relatou o caso de uma aluna de nível básico que foi diagnosticada com um tumor

que faz com que ela tenha crises de ausência, não consegue abstrair e tem muita dificuldade. A professora nunca tinha tido uma aluna com este perfil, e a mãe, que é especialista em necessidades especiais, não quis que a aluna fosse encaminhada ao departamento de necessidades especiais. Valéria Franca relatou que já teve uma aluna parecida com a de Maria Xavier. Conversando com ela, começou a identificar os dias em que ela teria uma convulsão. Valéria também relatou a experiência que teve com dois cadeirantes, que mudou totalmente sua dinâmica em sala de aula. Natália Guerreiro contou-nos sobre uma mulher adulta de pouquíssimo estudo que tinha uma deficiência que só a permitia enxergar de cabeça pra baixo. Ela escrevia da direita pra esquerda, se sentia envergonhada, e usava o livro “normal” para que os outros alunos não soubessem. Ela também não aceitava que a professora escrevesse diferente no quadro. Giselle Santos teve uma aluna narcoléptica, que dormia durante as aulas, inclusive durante as falas. Gustavo Barcellos relatou que teve uma aluna totalmente surda, e notou quando viu o aparelho em seus ouvidos. Shirley Rodrigues já teve vários alunos com necessidades especiais, e relata que o mais difícil de todos foi um superdotado.

Técnicas e dicas

1. Ter conhecimento de como o cérebro processa a língua ajuda a personalizar as atividades e catalisar aprendizagem.

2. Utilizar elogios e estabelecer bom relacionamento com o aluno, estabelecer rapport (chamar o aluno pelo nome, estabelecer contato visual, sorrir, estabelecer relação amigável, atentar para dúvidas e ter paciência com elas, usar bom humor, etc…).

3. Alunos que precisam se movimentar mais durante uma aula – usar como assistente e dar também um pequeno intervalo para tomar água, para os hiperativos um brinquedinho bem pequeno que não produz som nenhum (tipo bichinho de pelúcia) para acalmar, passar conforto.

4. “Scaffolding” das tarefas e uma forma diferente de apresentação de tarefas, ou seja, utilizar o conhecimento e auxílio de colegas de classe, trabalhos em pares, grupos, etc…

5. Demandar que o aluno produza dentro de sua capacidade de produção. Cada aluno deverá trabalhar dentro de suas possibilidades (isto é inclusão). Não idealizar e sim aceitar que nós professores não estamos na sala de aula para criarmos gênios. Temos que ter MUITA paciência.

6. Kelly Amorim relatou a história de um aluno com baixa cognição aos 9 anos de idade. Como as aulas possuem sempre histórias e músicas, ela sempre solicita a ele, no final da aula, que na próxima aula ele leve uma historinha sobre o que aprendeu e o que lembra da aula. Assim ele vem se mantendo motivado, pois está conseguindo acompanhar a turma, uma vez que está fazendo, à sua própria maneira, um apanhado do que foi aprendido e esse trabalho, em casa, o faz pensar mais e ter mais tempo de contato com o livro e a matéria, além do dever de casa.

7. Apoio emocional em casa e na escola. Isso pode ajudar a superar os traumas de ser um aluno diferente de seus colegas.

8. Personalização, observando quando um aluno se sai melhor em sala, com o que ele se sente mais confortável, se é mais auditivo, sinestésico ou visual.

9. Conversar com o coordenador pedagógico, e uma vez tendo o aluno diagnosticado, estabelecer parceria com os pais com tarefas que sejam a extensão do mundo do aluno em sala de aula e vice-versa.

10. Fazer um pequeno exercício em sala de aula, usando habilidades diferentes.

11. Trabalhar dentro das possibilidades dos alunos, aceitando que não estamos em sala para criar gênios.

12. Valorizar cada habilidade que um aluno demonstrar ter para a leitura e histórias…

13. Incentivar o aluno a sentar-se próximo ao professor.

14. Desenvolver avaliações que ensinem a “olhar a diferença”, e a medir o que o aluno consegue fazer, ao invés daquilo que ele não consegue fazer.

15. Conhecer bastante cada aluno, conversar com eles, e em alguns casos, ter os números de contato da família sempre à mão.

16. Contar histórias pode ajudar disléxicos com leitura/escrita.

17. Trabalhar a consciência da turma em relação a alunos com necessidades especiais. Não se responsabilizar sozinho pela administração da aula, mas compartilhar necessidades também com outros alunos, incentivando a cooperação.

18. Estar atento às dificuldades destes alunos aula após aula.

19. Inclusão requer sensibilização da família, escola, colegas de classe, TODOS devem trabalhar juntos.

20. Usar sensibilidade durante o planejamento e avaliação destes alunos.

21. Em alguns casos será necessário usar tradução e repetição, e levar outras tarefas para manter os outros alunos ocupados enquanto damos atenção ao aluno com necessidades especiais.

22. Pensar em como registrar a aula, e considerar se será necessário falar do conteúdo antes da aula. Identificar se haverá alguém para passar a matéria para o aluno após a aula.

23. Usar gravação de voz para os exercícios em vez de escrita (para tarefas de casa) e também para memorização da pronúncia.

24. Provas podem ser lidas para o aluno, separadamente do restante da turma, em alguns casos.

25. Solicitar o apoio de instituições como associações de classe, e nos cursos de formação. Também, pressionar editoras para fornecer opções para alunos com necessidades visuais.

26. Os pais podem levar alguns materiais para casa, como joguinhos da memória por exemplo.

Links sugeridos pelos participantes: (http://www.conteudoescola.com.br/inclusao/17/68 Necessidades Especiais – Glossário de termos www.conteudoescola.com.br

http://carlysvoice.com/

http://www.profala.com/arteducesp53.htm

http://luz.cpflcultura.com.br/20 http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-dos-conhecimentos-basicos-sobre-o-sistema-cognitivo-cerebral-na-formacao-do-pedagogo/67141/





Mensagem a mensagem: Alunos com necessidades especiais em aulas de inglês: desafios e soluções (26/04)

27 04 2012

Bruno Andrade Olá! Quem esta online?

Valeria Benevolo França Ola gente, prontos para começar?

Giselle Santos presente! ;)

Mila Navarro hello!

Valeria Benevolo França Boa noite Giselle Santos e Mila Navarro

Bruno Andrade Olá Mila e Giselle! Voces já tiveram algum caso de aluno special needs?

Luciana Berner Boat noite

Valeria Benevolo França Talvez possamos começar considerando o que é um aluno com necessidade especial?

Giselle Santos Boa noite !

Aurelio Araujo Boa noite a todos

Valeria Benevolo França Boa noite Luciana Berner

Bruno Andrade Olá Luciana! Welcome aboard!

Valeria Benevolo França Olá Aurelio Araujo

Mila Navarro na nossa filial temos vários alunos com TDAH e dificuldades de aprendizagem

Giselle Santos Bruno como Valeria colocou tão bem, antes de dizer se já tive uma experiência gostaria de fazer uma observação sobre diagnosticar alunos. Acho muito importante que os conceitos não sejam trocados

Vaddie Najman Oi gente!

Giselle Santos e também acho que muitas vezes existe uma confusão generalizada entre comportamento, diagnóstico, rendimento e assim vai.

Valeria Benevolo França Segue uma definição: O educando que apresenta desvio – da média considerada padrão para uma faixa etária determinada, para menos ou para mais – nos aspectos: físico, sensorial e mental.(http://www.conteudoescola.com.br/inclusao/17/68) Concordam com esta visão?

Necessidades Especiais – Glossário de termos www.conteudoescola.com.br

Valeria Benevolo França Boa noite Vaddie Najman

Giselle Santos Boa noite!

Bruno Andrade Sim! Isso eh verdade. Mesmo pq não somos (pelo menos eu não) qualificados para diagnosticarmos os muitos distúrbios de aprendizagem. Os pais são chave importante nesse processo, devendo informar à escola onde seus filhos precisam de mais apoio

Natália Guerreiro Eu já tive, mas foi bem no início da carreira. Eu não sabia nem dar aula feijão com arroz, que dirá ter sensibilidade e buscar conhecimento sobre necessidades especiais.

Raquel de Oliveira boa noite :)

Giselle Santos Sim, Valéria concordo com a visão mas não sei se a prática de sala de aula nos dá segurança para traçar ou identificar essa média, esse foi o motivo que mais me chamou a atenção na discussão de hoje

Mila Navarro difícil é que as vezes os pais escondem/não aceitam que o filho tem difficuldades/necessidades especiais

Natália Guerreiro Boa noite a todos!

Bruno Andrade Hello parceira Raquel!

Aurelio Araujo A meu ver, alunos com necessidades especiais são aqueles que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizado devido a: TDAH, problemas de dicção, bloqueio e rejeição ao aprendizado de uma língua estrangeira (filtro afetivo) e/ou transtornos comportamentais.

Valeria Benevolo França Pois é, acho que já tocamos em um dos pontos fundamentais desta discussão: como saber se o aluno realmente tem uma necessidade especial sem que temos este diálogo aberto com os pais e eles nos informem sobre isso.

Raquel de Oliveira acredito que jpa devo ter tido sim, mas nenhum diagnosticado… este viés é bem sútil

Valeria Benevolo França Isso Mila Navarro sem a cooperação dos pais fica muito difícil de começar o diálogo.

Marília Barreto de Souza Oi Gente! Perdoem o atraso..

Valeria Benevolo França Boa noite Marília Barreto de Souza

Bruno Andrade Pois eh! Acho que sem esse dialogo com os pais, o diagnostico pode ser arriscado e errôneo. Muitos dos distúrbios podem ser confundidos com falta de interesse, bagunça e hiperativismo. E o pior eh que The other way round eh tão perigoso quanto, Valéria..

Aurelio Araujo Neste semestre, estou a lidar com a seguinte situação: um aluno com hiperatividade diagnosticada e que toma medicamentos controlados. Além disso, ele apresenta dificuldades de socialização, e tem comportamentos agressivos.
Não só isso, na mesma turma tenho um aluno que eu desconfio ser hiperativo, é extremamente indisciplinado e age como um ‘negative leader’ em sala de aula.

Valeria Benevolo França Voltando ao ponto da Natália Guerreiro, como lidar com a questão da inclusão já que em nosso campo raramente estudamos isso na universidade?

Raquel de Oliveira qual deve ser nossa postura qd os pais não são abertos ao diálogo?

Carminha Pimentel Boa noite. Ao conversar com uma mãe semana passada fiquei sabendo que meu aluno que conversa a aula inteirinha toma remédio para controlar o problema. Alguém sabe me dizer se conversar muito, o tempo todo é um sintoma?

Mila Navarro alguem tem experiencia com alunos com baixo nível de cognição? Como ajudar?

Bruno Andrade Olá Marilia!!! Que bom ter vc aqui! Lets share!

Raquel de Oliveira ‎Bruno Andrade, ressaltar q o diagnóstico não é nosso…

Giselle Santos o que observo e tenho lido sobre o assunto é uma avalanche diagnósticos desencontrados, afinal a responsabilidade deixa de ser dos pais, educadores e passa ser médica isto é, mais facil medicar do que lidar com problemas que possam nem passar pelo aluno, Exemplo aluno apatico e disruptive por brigas constantes dos pais, masi facil dizer que a criança está com problemas do que aceitar um fracasso no casamento.

Valeria Benevolo França ‎Aurelio Araujo você levanta um ponto interessante, mesmo com o diagnóstico, como fica o papel do professor diante do desafio. A quem pedimos uma apoio?

Luciana Berner Oi Raquel de Oliveira. E qd os pais ate informam, mas proíbem vc de falar sobre o assunto c o aluno e não querem concessões ou adaptações p ele?

Marília Barreto de Souza Pois é, Valéria, quando você diz ” … como saber se o aluno realmente tem uma necessidade especial sem que temos este diálogo aberto com os pais e eles nos informem sobre isso”, fico confusa, porque fui orientada a jamais levantar suspeita. Os pais é que devem vir a nós, professores, e informar o problema, …

Raquel de Oliveira ‎Marília Barreto de Souza e Luciana Berner colocaram pontos relevantes…

Marília Barreto de Souza É isso mesmo, Giselle. Infelizmente, hoje é muito mais fácil medicalizar a educação. Afinal, educar dá muito trabalho … (se você quer tentar fazer um trabalho sério com o seu filho/aluno)

Luciana Berner ‎Marília Barreto de Souza minha experiência (1 caso na família e outro c amigos) o diagnostico so foi procurado depois da intervencão do professor. Os pais nao tinham “percebido”. Como fica esta orientação nestes casos? Eu tb sempre ouvi q não podemos levantar suspeita.

Valeria Benevolo França Sim Marília Barreto de Souza, nós devemos sempre esperar os pais conversarem com agente…porém, as vezes identificamos uma dificuldade com que o aluno lida com certas coisas na sala de aula, e como pedagogos vamos ter que encontrar soluções pedagógicas. É claro, que com o diálogo, ficaria mais fácil encontrar a solução ou trabalhar com os pais, ao contrário, temos que adequar as necessidades daquele aluno, como faríamos com qualquer aluno…

Aurelio Araujo ‎Valeria, eu sinto-me às vezes como cego em tiroteio, pois tenho que gerenciar uma sala de aula, delegar tarefas, seguir (ou não e adaptar) o plano de aula, lidar com alunos ‘disruptive’, monitorar os demais alunos, e ainda zelar pela integridade deste aluno em específico.

Valeria Benevolo França Acho Luciana Berner que uma fala nossa, se os pais não suspeitam e não queremos tocar primeiro no assunto é perguntar: “E na escola, como anda o trabalho do aluno?”

Giselle Santos diante de um diagnóstico acho que o professor deve acima de tudo procurar tb uma ajuda profissional, validada pela instituição onde trabalha para que todo um trabalho sério e consistente possa ser feito, até mesmo prq alguns pais podem não saber como lidar com um diagnóstico que muitas vezes parece uma sentença de fracasso para o aluno

Bruno Andrade Ótimo ponto, Marília Barreto de Souza! Medicalizar a educação não tem que ser a solução. Muito se fala de educação inclusiva, mas pouco se faz a respeito. Há de haver, principal,e

Aurelio Araujo ‎Carminha, esse tipo de comportamento pode ser um sintoma de hiperatividade ou também uma forma que o aluno tem de chamar a atenção para si mesmo. Talvez este aluno possa te ajudar a entendê-lo se você tiver uma conversa informal com ele após a aula.

Bruno Andrade ‎…, principalmente um dialogo franco e aberto com os pais do aluno e um suporte muito intenso da instituição a esse professor. De contrario, não na inclusão

Marília Barreto de Souza Quanto ao apoio, ele existe sim, Valéria, só que é outro ‘campo minado!!!

Aurelio Araujo ‎Bruno, concordo com você e Marília ao dizer que não devemos “medicalizar” a situação. Por outro lado, tantos têm sido os problemas que fica um tanto difícil garantir que o ensino/aprendizado de inglês transcorra sem problemas para professores e alunos…

Marília Barreto de Souza Envolve não apenas o professor, mas toda a instituição, a empresa

Kelly Amorim boa noite!! desculpem o atraso e as constantes faltas, mas esse semestre está tirando o melhor de mim :)

Mila Navarro acho que, al[em de tudo, temos que ter muita paciência e compreensão e sempre experimentar novas técnicas

Aurelio Araujo Além disso, há pais que preferem não perceber que o filho apresenta dificuldades.

Giselle Santos ‎Bruno Andrade a educação inclusiva infelizmente não é tangível dentro do padrões de sala de aula de uma escola dita comum, estamos falando de salas cheias, com condições nem sempre favoráveis

Mila Navarro o nosso tempo com o aluno também é muito limitado e progresso é as vezes lento

Bruno Andrade Sim, Giselle Santos - mas aí são os muitos desafios que nos como professores passamos na nossa carreira… I guess it comes with the territory, although some might prefer to neglect them

Maria Xavier Olá pessoal, desculpe o atraso, mas levo um tempo pra chegar em casa…

Kelly Amorim Gostaria de colocar aqui um caso que estou lidando com esse semestre: Tenho um aluno na idade de 8 anos que começou o curso esse ano. Logo de início a mãe me informou do problema de dicção que o aluno tem, até mesmo para o Português (não sei se o caso entra como especial). Desde de o início venho trabalho de forma diferente com ele e semana passada e mãe me trouxe um feedback de que o aluno está melhorando a fala desde que começou no curso.

Valeria Benevolo França Sim, a paciência é fundamental. Bom, mas vamos agora pensar em o que podemos de fato fazer, tem técnicas ou dicas que cada um já tenha experimentado? Por exemplo: uma criança que precise se movimentar mais durante a aula, este não pode passar a ser o seu “assistant”? Isso ajuda?

Aurelio Araujo Concordo plenamente com você, Mila. O nosso tempo com o aluno é limitado e um tanto corrido para identificarmos problemas e pensarmos em soluções para lidar com o aluno e, às vezes, com a família do mesmo.

Marília Barreto de Souza Quanto ao comentário da Mila, o aluno de baixa cognição é capaz de aprender, sim, desde que tenhamos um atendimento diferenciado e individualizado. Ele tem um aprendizado mais lento, mas aprende.

Vaddie Najman e temos que achar/procurar estratégias para inclui e envolver esses crianças – discover their strengths and weaknesses – multiple intelligences etc.

Aurelio Araujo Alguém poderia me dar uma ajuda sobre como lidar com esse meu aluno que tem TDAH e dificuldades de socialização? É um garoto de 12 anos, que tem bom domínio do inglês e que evita ao máximo participar das aulas.

Giselle Santos Mila tocou em outro ponto crucial, um aluno que vem de outras atividades, varias vezes sem almoçar e com poucas horas de sono pode ser facilmente considerado com algum déficit de atenção

Mila Navarro ser ‘assistant’ ajuda sim, também como um mini-intervalo p/tomar água, para os hiperativos um briquedinho bem pequeno que não produz som nenhum (tipo bichinho de pelúcia) p/acalmar, passar conforto..

Marília Barreto de Souza Sim, Aurélio, mas se fizermos um trabalho conjunto, creio que conseguiremos minimizar os problemas. Por isso, estamos aqui, certo?

Maria Xavier Olá, tenho um caso diferente este semestre. Uma aluna de nível básico foi diagnosticada há 2 anos (ela hoje tem 18 anos) com um tumor que faz com que ela tenha crises de ausência, não consegue abstrair e tem muita dificuldade. Nunca tinha tido uma aluna com esse perfil. A mãe não quis que levássemos para o dpto de special needs.

Bruno Andrade Bem vinda querida Maria Xavier

Aurelio Araujo Concordo, Marília.

Natália Guerreiro sinceramente, alunos de baixa cognição para mim não combinam com syllabi apertadíssimos, prova com o conteúdo todo, horário mínimo de aula, prof com horários cheios… acho q é responsabilidade da instituição de oferecer opção q ñ o mainstream q vai atropelar o aluno.

Valeria Benevolo França Isso, acho que um aluno com uma cognição diferenciada vai precisar de “scaffolding” das tarefas e uma forma diferente de apresentarmos os trabalhos…e acredito muito que exigimos que o aluno produza dentro de sua capacidade de produção…alias, isso é o que desejamos de todos alunos…cada um trabalhando dentro de suas possibilidades..que nunca vai ser a mesma para todos os alunos na sala, não é? Será que a inclusão não é sobre isso? Ou isso é uma fala muito idealizada?

Marília Barreto de Souza Aí você toca na ferida, Natália. Tenho um grupo bem fraquinho. Eu consigo ajudá-los a prender, mas não no ritmo que o curso exige.

Marília Barreto de Souza Ofereci-me para fazer provas diferenciadas, mas PRECISO usar os testes pronto que a escola oferece. Logo, tenho que ‘encaixá-los’ no curso, e não o contrário, que seria o ideal, …

Natália Guerreiro acho um pouco idealizada, sim. infelizmente, as condições de trab na maior parte dos cursos ñ me parecem permitir mta acomodação às necessidades do aluno. já acho isso para alunos sem necessidades especiais, q dirá estes e ainda por cima com profs despreparados para isso (eu inclusa aí!).

Kelly Amorim Tenho um aluno com baixa cognição na idade de 9 anos. Como as aulas possuem sempre histórias e músicas, sempre solicito a ele, no fim da aula, que na próxima aula me traga uma historinha sobre o que aprendeu e o que lembra da aula. Assim ele vem se mantendo motivado, pois está conseguindo acompanhar a turma, uma vez que está fazendo, do jeitinho dele, um apanhado do que foi aprendido e esse trabalho em casa o faz pensar mais e ter mais tempo de contato com o livro e a matéria, além do dever de casa.

Mila Navarro ‎Marília, tenho o mesmo problema e por enquanto consigo lidar com a turminha mas me preocupo com o próximo semestre. O rítimo deles é muito lento.

Raquel de Oliveira a avaliação para alunos com special needs deve ser diferente?

Bruno Andrade As técnicas sempre ajudam! Mas acima disso,Valeria Benevolo França acredito que o aluno especial precisa de muito apoio emocional. Tanto em casa quanto na escola. Isso vai ajudar a superar os traumas de ser um aluno “diferente” de seus colegas

Bruno Andrade Usei “diferente” entre aspas pois acho que assim que um aluno especial deve se sentir

Valeria Benevolo França Sim, concordo Natália. Mas nestes casos temos que trabalhar as expectativas de forma diferente. Ai que torna o desafio de nosso trabalho, encontrar uma forma de envolver este aluno, mas ainda dirigindo nosso trabalho com os outros.

Maria Xavier O complicado é que , quanto mais esses alunos vão avançando no curso, mais difícil fica (ao menos pra mim) dar uma atenção tão individualizada. Essa minha aluna, por exemplo, precisa muito de tradução, mas como ela já está no YEX3, eu tb não posso ir tão longe com isso…

Kelly Amorim ‎Valeria Benevolo França concordo plenamente com você. “Trabalhar dentro das possibilidades dos alunos” não é idealizar e sim aceitar que nós professores não estamos na sala de aula para criarmos gênios. Temos que ter paciência para que o conteúdo seja apreendido. Tenho alunos que acompanho a alguns semestres e alguns demoram mais de um para aprender algo específico, mas, eventualmente aprende.

Bruno Andrade E como vc procede, Maria Xavier? Fico receoso quanto aos outros alunos também

Maria Xavier Raquel, acho que as avaliações precisam ser diferentes como um todo, acho que atualmente poucas escolas estão preparadas para receber estes alunos.

Raquel de Oliveira personalização ajuda… observar qd o aluno se sai melhor em sala, com o que ele se sente mais confortável… se é mais auditivo, cinestésico ou visual… conversar com o cooordenador pedagógigo, e uma vez o aluno diagnosticado, estabelecer parceria com os pais com tarefas que sejam a extensão do mundo do aluno em sala de aula e vice-versa…

Maria Xavier Acho que as avaliações precisam ensinar a “olhar para a diferença”

Valeria Benevolo França Gente, está difícil responder a todos, mas vou tentar. Maria Xavier já tive um caso como o seu, só que era adulta e além de ausência, eram convulsões epiléticas em sala de aula…

Bruno Andrade ‎(…)Também… Já tive uma turma que reclamava da lentidão da aula que favorecia um aluno com necessidade especial. O que fazer?

Valeria Benevolo França Conversando muito com ela sobre os sintomas eu comecei a identificar os dias quando ela iria ter uma convulsão e assim já estava preparada com os contatos dela de família etc. A aula tinha um passo diferente e eu tinha a compreensão dos colegas…trabalhamos 2 anos assim. Ela se formou.

Raquel de Oliveira ‎Maria Xavier, eu fui diagnosticado com dislexia quando eu tinha 9 anos, e ainda não sabia ler … lembro de como foi mágico o momento que uma professora me abriu o mundo de leitura/escrita através de contação da histórias…

Mila Navarro ‎Bruno , eu também tve uma turma assim depois de muitas conversas os outros entenderam a situação e aprenderam a lidar com a situação. (foi uma turma de adultos)

Kelly Amorim Já tive esse caso também Bruno Andrade … quando ocorreu eu acelerei o andamento da aula e quando percebia que o aluno não estava acompanhando esperava um tempo de exercícios para me aproximar e ajudá-lo na mesa dele.

Maria Xavier Sim Valeria Benevolo França, a mãe me disse que ela tb tem as crises, mas esse semestre, até agora, graças a Deus, ainda não aconteceu nada… Estou sendo muito sincera pessoal, eu não sei muito o que fazer… a mãe é excelente, mas eu não sei como ela aprende, não consigo me colocar no lugar da aluna…

Jossely Oliveira Acho que o professor não pode se responsabilizar sozinho por administrar o ambiente de sala de aula com um aluno especial. Acho que deve-se compartilhar com o resto da turma, no sentido de se criar e incentivar a cooperação nesse processo.

Valeria Benevolo França Gente, cada um tem um passo de aprendizagem e acho que as vezes precisamos fazer um pequeno exercício em sala, usando habilidades diferentes para mostrar como cada um tem um talento para uma habilidade diferente….e Kelly Amorim está super certa dizendo que valoriza as habilidades que o aluno dele demonstrar ter para a leitura e histórias…o foco é no aluno, isso é que é a inclusão.

Kelly Amorim As vezes, não estou generalizando, mas, às vezes, colocar o aluno perto de você e falar mais próximo também ajuda nos casos de alunos que não conseguem acompanhar o ritmo da aula.

Natália Guerreiro eu tive dois casos. uma era uma mulher adulta de pouquíssimo estudo (o q em si já dificultava pq o material pressupunha um certo nível de cultura letrada, por assim dizer) que tinha uma deficiência que só a permitia enxergar de cabeça pra baixo. ela escrevia assim e da direita para esquerda. como ela tinha vergonha, usava o livro normal (para ninguém sabre) e não aceitava q eu escrevesse diferente no quadro para ela. era minha 1a experiência como profa e eu não consegui ensinar sequer o verbo to be para a turma, ela inclusa.

Giselle Santos eu tive uma aluna narcoleptica, e devo confessar que era bem difícil lidar com a situação

Mila Navarro acho que PRAISE é uma das melhores técnicas nestas situações, junto com rapport

Marília Barreto de Souza É muito difícil falar de inclusão quando não estamos preparados para a mesma. A inclusão requer sensibilização da família, escola, colegas de classe, e todos, TODAS as esferas da vida do aluno trabalhando juntas. Parece meio utópico não? Mas, é possível, Galera. Só dá um pouquinho mais de trabalho.

Maria Xavier ‎Giselle Santos, o que é isso?

Marília Barreto de Souza Não existe receita de bolo. Existe o cuidado da observação, a sensibilidade no planejamento e avaliação, e o respeito às diferenças de cada um

Raquel de Oliveira Inclusão já implica que alguém estava a margem… Ao ser carimbada pelo professor e pelos pais, a criança desenvolveria uma equivocada noção de si e passaria a se ver como incapaz de avançar?

Bruno Andrade Pois eh! O que fiz foi o que faço com fast finishers, else acabavam antes dela então eu dava uma atenção especial como leitura em conjunto, tradução e repetição, enquanto os outros faziam uma bateria de quizzes ou exercícios num handout

Valeria Benevolo França Acho também que além de pensar onde este aluno pode sentar em sala, podemos pensar, como será feito o registro da aula? Iremos falar do conteúdo com o aluno antes da aula? Tem alguem para passar parte da matéria depois com o aluno? Podemos usar a gravação de voz para os exercícios em vez de a escrita para registro de dever? As provas podem ser lidas para o aluno em vez de o aluno fazer em sala com os outros colegas? O laudo pode ter mais tempo de prova? São tantas possibilidades, que acho que isso rende uma discussão rica também.

Kelly Amorim A Maria Xavier levantou uma questão muito importante…o que me me preocupa, muitas vezes, é o esforço feito pelo professor e pelo aluno durante as aulas, e chegar na avaliação todos serem tratados iguais.

Giselle Santos a aluna tb tinha ausencias, na verdade ela caia em sono profundo por minutos, ou segundos e muitas vezes durante a própria fala

Valeria Benevolo França Mas Kelly Amorim e Maria Xavier eu não sei se a avaliação pode ser igual não….tem que ser algo que mostre a capacidade deste aluno e não o que ele/ela não consegue fazer.

Giselle Santos e outros tipos de necessidades especiais, as visuais, auditivas e de locomoção?

Raquel de Oliveira A discriminação é muito pior do que qualquer distúrbio porque destrói o interesse da criança pelo aprender. Reverter esse quadro é um longo trabalho… Estamos capacitados para tal? Como?

Maria Xavier Pessoal, na pós estou tendo aulas com o Prof. Antonio Borges, o criador do DosVox (programa que auxilia cegos para usar o computador). Ele defende umas idéias bem interessantes, ele acha que a inclusão só é possível se todo o sistema for reformulado, e que isso parte por ensinar , desde sempre, a conviver com as diferenças. Ele não acredita muito no sistema de avaliação atual (provas), mas ele defende uma mudança TOTAL no sistema de educação.

Marília Barreto de Souza Praise é um excelente caminho mesmo. Além de trabalhar constantemente a auto-estima destes alunos.

Mila Navarro todas as sugestões da Valeria são valiosas, tenho usado gravações de pronuncia com um aluno (ele usa o celular) e está produzindo resultados – pequenas melhoras na pronuncia, memorização…

Kelly Amorim Pois é Valeria Benevolo França, eu concordo. Mas, aonde fica isso em uma prova de multipla escolha?

Marília Barreto de Souza Uma característica marcante de alunos especiais é a baixa estima.

Maria Xavier Vou mostrar pra ele nossa discussion e pedir a ele uma opinião. Ele é super acessível, vai gostar.

Natália Guerreiro sinto um despreparo total meu (o q já ñ é prob pq hj trab num contexto em q essas deficiências não existem). mas tenho pra mim q mts colegas professores sentem o mesmo.

Valeria Benevolo França Teve um semestre quando tive dois cadeirantes em minha sala de aula…foi uma experiência maravilhosa. Mudou totalmente minha dinâmica em sala de aula e eu aprendi muito

Kelly Amorim Não acredito que provas objetivas nos ajudem no campo de avaliar o que o aluno é capaz ou não.

Bruno Andrade dica: SUPR@ISE them! :-)

Teresa Gomes de Carvalho Olá para todos! Sem a participação da família neste processo, dificilmente haverá inclusão no sentido do aprendizado. É logico que o aluno estará incluido, mas ele precisa de apoio em casa também. A gente percebe quando a familia está dando o apoio necessario qdo ele chega no horario, traz os deveres feitos, traz o material, etc.

Raquel de Oliveira Os livros didáticos atuais são TODOS calcados no paradigma visual… Mesmo que passados para Braile, como se fazer entender uma frase como: a luz atravessou a grade da janela e desenhou uma sombra de zebra no chão da sala…? E td a exploitation que há via figuras?

Valeria Benevolo França Concordo Natália Guerreiro e temos um grande caminho pela frente mesmo, mas acho que enquanto discutimos isso e vemos que cada vez mais todos nós temos pelo menos 1 aluno com necessidade especial quem sabe podemos começar a solicitar mais apoio pelas nossas instituições, pelas nossas Associações (Braz-Tesol) e nos cursos de formação também.

Natália Guerreiro sim, sim, Valeria Benevolo França. não estava querendo ser negativa, não. é que a Raquel de Oliveira perguntou se estávamos capacitados. mas, realmente, qd eu cursei a faculdade, nem se mencionava o tema. discussões como esta, só por existirem, já mostram um grande avanço.

Valeria Benevolo França Sim Raquel de Oliveira bom ponto, e num mundo cada vez mais visual isso nos leva a refletir como será a inclusão de uma pessoa com visão reduzida na vida em geral…mas será que o potencial da voz e audio não passa a ser uma saída? Precisamos é colocar pressão em editoras para ter opções para alunos com necessidades visuais.

Natália Guerreiro e estou aprendendo mto com as técnicas listadas aqui. eu nunca as cogitaria. (aliás, podemos um dia discutir sb superdotados. acho q o assunto é parecido e complicado tb.)

Marília Barreto de Souza Bem, se me permitem, poderíamos ouvir a opinião de quem vive isso na pele. Trabalho com alguns professores que têm deficiência, e são excelentes profissionais. Talvez eles possam facilitar o entendimento de nossos alunos

Mila Navarro o que ajuda muito não é somente a conversa com os pais, mas também ‘as tarefinhas para os pais’ – passo algumas atividades pra casa – tipo os pais levam pra casa o jogo de memória que foi usada na sala de aula e eu ensino como brincar

Raquel de Oliveira com certeza, Valeria Benevolo França… na Puc-Rio, discutíamos com Barbara Hemais formais multimodais de operacionalizarmos os materias pedagógicos…

Valeria Benevolo França Muioto bom ponto Natália Guerreiro, necessidade especial inclui o aluno que faz tudo super rápido e acha tudo fácil. Este também muitas vezes gera dificuldades de comportamento em sala por terminar tudo muito antes dos outros e se distrair totalmente.

Gustavo Barcellos Gente, entrei agora e não li o que foi escrito, mas já falaram sobre alunos com necessidades especiais auditivas?

Bruno Andrade Ótima idéia Marília Barreto de Souza exemplos são sempre bem vindos

Natália Guerreiro ainda não, Gustavo Barcellos.

Raquel de Oliveira e quando eu trabalha em Editoras, que não era de didáticos, meu Editor sempre falava: Ah Raquel… libera estes direitos autorais para Braile, eles não vão entender nada mesmo nas escolas… Isto mexeu tanto comigo que resolvi estudar Psicolinguística… Me sentia numa mescla de impotente e covarde naquele momento, sabe, Natália Guerreiro?

Valeria Benevolo França Adorei sua idéia Marília Barreto de Souza, alias,t alvez eles possam nos ajudar em nossa discussão. Nada como ter o outro lado da moeda. Tem uma moça americana, Carly, que é severamente autista e precisam ver como ela descreve as dificuldades que tem. Ler sobre isso me ajudou muito entender isto: http://carlysvoice.com/

Carly’s Voice | Order yours today!

Natália Guerreiro eu não entendi direito o q seu editor falava,Raquel de Oliveira

Shirley Rodrigues Oi gente!! cheguei no fim… better late than never… traffic jam ¬¬

Valeria Benevolo França Como estamos chegando quase ao fim, vou postar alguns links que possam ajudar, mas quem tiver mais outro link, nos passa e vamos colocar no blog:http://www.profala.com/arteducesp53.htm

ProFala.com – Site Especializado em Terapias de Reabilitação

www.profala.com

Marília Barreto de Souza Isso aí, valéria. A ideia é essa mesmo: “beber da água da fonte”.A professora Beth Canejo fez Mestrado comigo. É totalmente cega e trabalha através do Dos Vox. Já assisti a algumas aulas dela, e as pessoas não acreditam se tratar de uma pessoas cega.

Raquel de Oliveira ela dizia que não importava se o livro seria liberado para Braile ou não, pq os leitores nao iriam entender mesmo, sabe? Natália Guerreiro

Natália Guerreiro há comediantes de stand-up com deficiências tb. já vi autista e deficiente físico. estou pensando aqui q trabalhar vídeos com esses profissionais pode ajudar a turma a ver o lado do colega e se envolver.

Shirley Rodrigues vou ler os posts e ficar meio q lurking ;) espero q de tempo de colaborar

Natália Guerreiro ah tá, que triste, Raquel de Oliveira. :(

Gustavo Barcellos Tive uma aluna que era 100% surda. E descobri isso pq vi o aparelho no ouvido dela.

Maria Xavier como faço pra enviar um material pro blog?

Raquel de Oliveira O professor é quase um terapeuta da linguagem… ter conhecimento de como o cérebro processa a língua ajuda a personalizar as atividades e catalisar aprendizagem. Ressalto: não é nosso papel diagnosticar, mas nossa responsabilidade encontrar novas formas do aluno ler o mundo, e se expressar…

Valeria Benevolo França Pode mandar para mim via e-mail ou message me no Facebook Maria Xavier

Valeria Benevolo França Acredito que nem chegamos na metade do caminho, mas vamos tentar chegar a um consenso. 1) Hoje ter um aluno com necessidade especial já faz parte da rotina, mas como professores isso não faz parte ainda de nosso treinamento. Não nos sentimos equipados. Concordam?

Marília Barreto de Souza Entendo que é hora de pararmos por hoje. Mas, creio que o papo de hoje foi apenas ‘uma provinha’ do que podemos trocar e aprender. Poderíamos voltar ao assunto tão logo possível, pois tenho a impressão de que o numero de alunos especiais vem aumentando nos últimos anos.

Marília Barreto de Souza SIM!!

Natália Guerreiro concordo com o ponto 1, Valeria Benevolo França

Marília Barreto de Souza Não estamos equipados at all!

Natália Guerreiro ai, eu queria compartilhar um artigo q outro dia linkei aqui (qd uma profa pediu material), mas quem diz q acho agora? =(

Valeria Benevolo França ‎2) Precisamos sempre do apoio da escola, dos pais e tentar estabelecer um diálogo, sempre escutando primeiro e depois buscando soluções pedagógicas criativas, inovadoras e que realmente fazem estes alunos se sentirem incluídos na sala de aula.

Bruno Andrade Queridos, nossa discussão vem chegando ao fim! Aprendi bastante! Precisamos, porém, de um voluntário para escrever um resumo desse rico chat. Quem se habilita?

Gustavo Barcellos Concordo com a Marília. E concordo com a Valéria quando diz que não nos sentimos equipados.

Maria Xavier ‎Valeria Benevolo França, acho que treinamento é bacana, mas nós temos que organizar estas informações aqui e o que mais surgir, registrar mesmo…

Maria Xavier ‎Bruno Andrade, conte comigo!

Raquel de Oliveira concordo, Valeria Benevolo França!! 1 – Faculdades pouco exploram a área de Linguagem E Cognição aplicada ao ensino; 2 – Editoras ainda não se coçaram para este mercado editorial… E há demanda e verba do governo. 3 – Os pais ainda não estão abertos ao diálogo e os professores se sentindo um “faz-tudo-ao-mesmo-tempo” pode ou se sentir salvador da pátria ou um fracasso ( e ambos extremos são perigosos)

Raquel de Oliveira Super obrigada Maria Xavier :)

Shirley Rodrigues Gente, é muito post! Então vou relatar aki minhas experiências, pq vô te contar – já tive vários casos diagnosticados mesmo!! Lá vai meu muro das lamentações: SURDEZ, TDAH, e , sinceramente, o mais difícil de todos um SUPERDOTADO! (sim, eles são considerados necessidades especiais) ;)

Maria Xavier Isso super me interessa, pq estou tendo essa matéria lá no Fundão este mês mesmo… veio a calhar!! ;)

Raquel de Oliveira E nós: somos professores especiais? #vivaapluralidadedalíngua

Henrick Oprea Mil desculpas… Só agora consegui chegar… :(

Mila Navarro only you, Raquel de Oliveira, to end this discussion (for now) :-)

Natália Guerreiro um vídeo sobre dislexiahttp://www.youtube.com/watch?v=Ojt_WgVxqKY&feature=youtu.be

Raquel de Oliveira O fato é que cada ser humano é único, cheio de sutilezas e tem uma intrincada e singular forma de observar e interagir com o mundo… Viva as diferenças :)

Jossely Oliveira Parabéns, professores! Minha primeira vez no chat, comentei 1 vez só, dei vários likes e saio com um monte de coisas pra pensar a respeito!

Teresa Gomes de Carvalho O maior desafio no meu contexto consiste em atender o aluno e todos os demais alunos em suas individualidades, necessidades (especiais ou não) em turmas de quase 20 crianças, algumas com problemas sérios de disciplina em 1 hora ou um pouco mais de aula com conteúdo para passar 2 vezes por semana. É possível? Sim, mas muitas vezes frustrante também e não vejo isso com pessimismo, mas sim como um desafio a ser vencido no dia-a-dia.4 minutes ago ·

Valeria Benevolo França Vamos ter que terminar por aqui. Agradeço muito a presença de todos, e vamos via o nosso blog do #BReltchat levar este assunto adiante. Logo mais vou subir a discussão para o blog e depois teremos um resumo. Vamos ver se convidamos especialistas para conversar com agente via o blog. Boa noite a todos.

Maria Xavier ‎Raquel de Oliveira, chego a me perguntar se todos nós, de alguma forma, não temos “necessidades especiais”… quando falamos em múltiplas inteligências, não lidamos com a pluralidade?

Natália Guerreiro por isso q o desafio não pode ser só nosso. precisamos de apoio da instituição (inclusive de repente prof assistente!), dos pais, etc.

Valeria Benevolo França Obrigada por participar Joselly Oliveira.

Jossely Oliveira Prazer foi todo meu, Valeria Benevolo França! :)

Valeria Benevolo França Nosso blog é: http://breltchat.wordpress.com/

Shirley Rodrigues Concordo muito gente: nos casos que eu já vivenciei, tive uma psicologa/psicopedagoga na filial que entrevistou e ,me deu algumas dicas, no caso do TDAH. No caso de SURDEZ, a mãe era muito acessível e conversou comigo e ate´o aparelho q o menino se negava a usar conseguimos convencê-lo a usar! Mas, o que eu tinha eram “dicas”, muita boa vontade, apoio de meus gestores/ coordenadores na época, parceria dos pais e muito, mas, MUITO amor pelo ser humano MESMO!!! ;)

Raquel de Oliveira ‎Maria Xavier, exato…Em outras palavras, todos os estudantes apresentam afinidade com diferentes linguagens. Titio Gardner já dizia isto desde há algumas décadas, né?

Bruno Andrade O resumo dessa semana fica com a Maria. Obrigado Maria Xavier - se precisar desajuda

Marília Barreto de Souza Claro que somo especiais. Não sou radical como a Claudia Werneck em seu livro “Você é gente?”, masé por aí mesmo. Somos únicos e especias à nossa maneira. É isso que faz o trabalho com o ser humano fascinante. Desafio constante.

Shirley Rodrigues Tudo foi feito a custa de seguir as dicas, diagnósticos e conselhos e, acima de tudo, a intuição!

Bruno Andrade De ajuda, procure-me ou Valeria Benevolo Françaou Raquel de Oliveira :-)

Raquel de Oliveira ‎Valeria Benevolo França, Bruno Andrade,Henrick Oprea: obrigada por mais esta chance de interação e aprendizagem!!

Maria Xavier pode deixar, Bruno Andrade, qq coisa “grito”…;P

Marília Barreto de Souza Intuição e … afeto. Como dizia Wallon.

Raquel de Oliveira A todos que participaram do nosso BRELTCHAT de hoje… meu muito obrigada tb! Como sugestão, que tal coletarmos depoimentos de professores e catalogarmos cases de sucesso?

Raquel de Oliveira Dar aulas com olhos de açúcar…

Kelly Amorim Esse semestre tenho uma turma de Junior C com 19 alunos entre 8 e 10 anos. Como vocês podem imaginar é uma turma repleta de casos especiais, do aluno “lento” ao aluno “agitado” demais. Essa turma apresentava sérios problemas de comportamento, uma vez que as diferenças o afastavam. Resolvi trabalhar de forma diferente. Cada um tem sua responsabilidade consigo e com um colega. Assim misturei os alunos espertos que acabavam rápido com os alunos que tem mais dificuldades. Eles devem trabalhar juntos, um ajudando o outro e isso tem dado muito certo. Eles usam mais o inglês para se comunicarem e ficam motivados, quase que ensinando a matéria “over and over again” ao amigo que ainda não aprendeu.

Teresa Gomes de Carvalho Qual é mesmo o nome daquele filme de animação que trata da sindrome de Asperger? muito bom mesmo para nos professores e alunos.

Gustavo Barcellos Boa noite a todos.

Jossely Oliveira ‎Teresa Gomes de Carvalho: Mary & Max

Maria Xavier Obrigada pela oportunidade, pessoal! boa noite!

Marília Barreto de Souza Boa noite. Muito obrigada pelo papo. Amei!

Kelly Amorim Boa noite pessoal! A discussão de hoje foi maravilhosa! Muito feliz por ter conseguido participar novamente! :)

Raquel de Oliveira ‎Teresa Gomes de Carvalho… eu aaaaaaaaamo aquela animação… Mary and Max :-)  http://www.youtube.com/watch?v=KPULUwu0Wm8

Shirley Rodrigues Muro das lamentações – para finalizar: (^^) -> o pior caso é ter um “necessidades especiais as avessas” (como eu costumava chamar um aluno superdotado, porque os pais chegam com uma pose de que vc está com a reencarnação de Einstein em ..

Shirley Rodrigues boa noite a todos!

Shirley Rodrigues bjks

Giselle Santos boa noite, sorry tive que me ausentar para atender um telefonema de família

Giselle Santos mas achei muito proveistoso. Bjs

Raquel de Oliveira http://luz.cpflcultura.com.br/20 > O cérebro e as novas subjetividades no mundo contemporâneo
Existe um espaço para os diferentes na sociedade

Raquel de Oliveira A IMPORTÂNCIA DOS CONHECIMENTOS BÁSICOS SOBRE O SISTEMA COGNITIVO CEREBRAL NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO
http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-dos-conhecimentos-basicos-sobre-o-sistema-cognitivo-cerebral-na-formacao-do-pedagogo/67141/�(?itf�O� `� y:”Times New Roman”;mso-fareast-language:PT-BR’> Isso aí, valéria. A ideia é essa mesmo: “beber da água da fonte”.A professora Beth Canejo fez Mestrado comigo. É totalmente cega e trabalha através do Dos Vox. Já assisti a algumas aulas dela, e as pessoas não acreditam se tratar de uma pessoas cega.









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