Como lidar com alunos com necessidades especiais? Um resumo do chat do dia 26/04


kept out by @fionamau

O resumo do chat do dia 26/04 foi escrito pela professora Maria do Carmo Xavier, que é do Rio e nova ao #BReltchat. Muito obrigada por um resumo tão detalhado.

Esta foto do #eltpics foi escolhida para ilustrar este resumo pensando no tópico do nosso chat como uma forma de rompermos barreiras e permitir que todos tenham acesso ao florescer de idéias, conhecimento e felicidade.

O que é um aluno com necessidades especiais?

O educando que apresenta desvio da média considerada padrão para uma faixa etária determinada, para menos ou para mais, nos aspectos: físico, sensorial e mental.

Alunos com necessidades especiais também são aqueles que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizado devido a: TDAH, problemas de dicção, bloqueio e rejeição ao aprendizado de uma língua estrangeira (filtro afetivo) e/ ou transtornos comportamentais. Alunos superdotados também são considerados alunos com necessidades especiais.

Apesar disso, alunos de baixa cognição são capazes de aprender desde que tenhamos um atendimento diferenciado e individualizado. Eles têm um aprendizado mais lento, mas aprendem.

O professor deve diagnosticar?

Existe uma confusão generalizada entre comportamento, diagnóstico e rendimento. Como professores, não devemos diagnosticar distúrbios de aprendizagem, pois não somos qualificados para tal. Os pais são chave importante nesse processo, devendo informar à escola onde seus filhos precisam de mais apoio. Manter esse diálogo franco e aberto com os pais é fundamental. Porém, o fato é que muitos escondem ou nem sequer aceitam que o filho tenha necessidades especiais, o que dificulta mais ainda o trabalho do professor. Sem este diálogo, o diagnóstico pode ser arriscado e errôneo. Muitos dos distúrbios podem ser confundidos com falta de interesse, bagunça e hiperatividade. A prática de sala de aula não necessariamente trará ao professor segurança suficiente para traçar ou identificar a média de aprendizagem de uma determinada faixa etária.

Existe uma avalanche de diagnósticos equivocados: afinal, ao “medicar”, a responsabilidade deixa de ser dos pais, educadores e passa a ser médica, isto é, é mais fácil medicar do que lidar com problemas que possam nem passar pelo aluno. Por exemplo, um aluno apático e briguento por conta de problemas e brigas constantes dos pais – é mais fácil dizer que a criança está com problemas do que aceitar um fracasso no casamento. Ou, um aluno que vem de outras atividades, várias vezes, sem almoçar e com poucas horas de sono pode ser facilmente considerado como alguém que tem déficit de atenção. Há também pais que informam a escola sobre a condição dos filhos, mas proíbem que o professor fale sobre o assunto com o próprio aluno, e não admitem concessões ou adaptações para ele.

Como lidar com estes casos, já que em nosso campo raramente estudamos isso na universidade? Mesmo com o diagnóstico, como fica o papel do professor diante deste desafio?

Primeiro, os pais é que devem informar o problema. O professor não deve diagnosticar o aluno ou sequer, levantar suspeita. Porém, às vezes, é possível identificar uma dificuldade com que um aluno lida com certas coisas na sala de aula, e, como pedagogos, vamos ter que encontrar soluções pedagógicas. Uma pergunta possível para os pais seria: “E na escola, como anda o trabalho do aluno?”

Além disso, diante do diagnóstico um professor deve, acima de tudo, procurar também ajuda profissional, validada pela instituição onde trabalha. Alguns pais, inclusive, podem não saber com lidar com um diagnóstico que muitas vezes parece sentenciar o aluno ao fracasso. A inclusão só será possível mediante um diálogo franco e aberto entre pais e escola, e suporte intenso da instituição de ensino ao professor. Também devemos ter muita paciência e compreensão, e sempre experimentar novas técnicas.

Desafios

Existem muitos desafios para a educação inclusiva:

* Salas de aula cheias, com condições nem sempre favoráveis.

* Tempo limitado e aulas “corridas”, sem tempo suficiente para identificarmos problemas e pensarmos em soluções para lidar com o aluno e, às vezes, coma família do mesmo.

* Achar/procurar estratégias para incluir e envolver essas crianças.

* Descobrir seus pontos fortes e francos, múltiplas inteligências, etc.

* Currículo ambicioso e “apertado”, provas com todo o conteúdo, horário mínimo de aula, professores com horários cheios.

* Instituições de ensino oferecendo opções a estes alunos.

* Trabalhar com “testes prontos”, que não estão adaptados para estes alunos.

* Prover condições de trabalho que permitam acomodação às necessidades do aluno.

* Trabalhar com as expectativas de forma diferente, encontrando uma forma de envolver este aluno, mas ainda continuando nosso trabalho com os outros alunos.

* Trabalhar com estes alunos em níveis mais avançados (aulas de idiomas).

* Falta de compreensão de turmas que reclamam da “lentidão” de uma aula que favoreça um aluno com necessidades especiais.

* Grande esforço para integrar o aluno à turma e à aula, seguido de avaliação que trata a todos como iguais.

* Baixa autoestima destes alunos com necessidades especiais.

* Livros excessivamente calcados no paradigma visual.

As dicas e técnicas descritas aqui surgiram a partir de leitura, e da própria experiência de cada um dos participantes:

Carminha Pimentel relatou sua experiência com um aluno que conversa a aula inteira, e toma remédios para controlar o problema. Aurélio Araújo tem um aluno com hiperatividade diagnosticada e que toma medicamentos controlados. Além disso, ele apresenta dificuldades de socialização, e tem comportamentos agressivos. Na mesma turma há um aluno que parece ser hiperativo, é extremamente indisciplinado e age como um líder negativo em sala de aula. O professor se diz confuso e sobrecarregado ao zelar pela integridade deste aluno enquanto também gerencia uma sala de aula. Luciana Berner conta que conheceu um aluno que só foi diagnosticado após a intervenção do professor, pois os pais não havia percebido a necessidade do filho. Kelly Amorim relata um caso em que um aluno de 8 anos, novo aluno na instituiçào. Logo de início a mãe procurou a professora para relatar o problema de dicção, até mesmo para o Português. Desde o início ela vem tralhando de forma diferente com ele e semana passada e mãe do menino trouxe um feedback, de que o aluno está melhorando a fala desde que entrou para o curso. Ela também tem um aluno com baixa cognição aos 9 anos. Maria Xavier relatou o caso de uma aluna de nível básico que foi diagnosticada com um tumor

que faz com que ela tenha crises de ausência, não consegue abstrair e tem muita dificuldade. A professora nunca tinha tido uma aluna com este perfil, e a mãe, que é especialista em necessidades especiais, não quis que a aluna fosse encaminhada ao departamento de necessidades especiais. Valéria Franca relatou que já teve uma aluna parecida com a de Maria Xavier. Conversando com ela, começou a identificar os dias em que ela teria uma convulsão. Valéria também relatou a experiência que teve com dois cadeirantes, que mudou totalmente sua dinâmica em sala de aula. Natália Guerreiro contou-nos sobre uma mulher adulta de pouquíssimo estudo que tinha uma deficiência que só a permitia enxergar de cabeça pra baixo. Ela escrevia da direita pra esquerda, se sentia envergonhada, e usava o livro “normal” para que os outros alunos não soubessem. Ela também não aceitava que a professora escrevesse diferente no quadro. Giselle Santos teve uma aluna narcoléptica, que dormia durante as aulas, inclusive durante as falas. Gustavo Barcellos relatou que teve uma aluna totalmente surda, e notou quando viu o aparelho em seus ouvidos. Shirley Rodrigues já teve vários alunos com necessidades especiais, e relata que o mais difícil de todos foi um superdotado.

Técnicas e dicas

1. Ter conhecimento de como o cérebro processa a língua ajuda a personalizar as atividades e catalisar aprendizagem.

2. Utilizar elogios e estabelecer bom relacionamento com o aluno, estabelecer rapport (chamar o aluno pelo nome, estabelecer contato visual, sorrir, estabelecer relação amigável, atentar para dúvidas e ter paciência com elas, usar bom humor, etc…).

3. Alunos que precisam se movimentar mais durante uma aula – usar como assistente e dar também um pequeno intervalo para tomar água, para os hiperativos um brinquedinho bem pequeno que não produz som nenhum (tipo bichinho de pelúcia) para acalmar, passar conforto.

4. “Scaffolding” das tarefas e uma forma diferente de apresentação de tarefas, ou seja, utilizar o conhecimento e auxílio de colegas de classe, trabalhos em pares, grupos, etc…

5. Demandar que o aluno produza dentro de sua capacidade de produção. Cada aluno deverá trabalhar dentro de suas possibilidades (isto é inclusão). Não idealizar e sim aceitar que nós professores não estamos na sala de aula para criarmos gênios. Temos que ter MUITA paciência.

6. Kelly Amorim relatou a história de um aluno com baixa cognição aos 9 anos de idade. Como as aulas possuem sempre histórias e músicas, ela sempre solicita a ele, no final da aula, que na próxima aula ele leve uma historinha sobre o que aprendeu e o que lembra da aula. Assim ele vem se mantendo motivado, pois está conseguindo acompanhar a turma, uma vez que está fazendo, à sua própria maneira, um apanhado do que foi aprendido e esse trabalho, em casa, o faz pensar mais e ter mais tempo de contato com o livro e a matéria, além do dever de casa.

7. Apoio emocional em casa e na escola. Isso pode ajudar a superar os traumas de ser um aluno diferente de seus colegas.

8. Personalização, observando quando um aluno se sai melhor em sala, com o que ele se sente mais confortável, se é mais auditivo, sinestésico ou visual.

9. Conversar com o coordenador pedagógico, e uma vez tendo o aluno diagnosticado, estabelecer parceria com os pais com tarefas que sejam a extensão do mundo do aluno em sala de aula e vice-versa.

10. Fazer um pequeno exercício em sala de aula, usando habilidades diferentes.

11. Trabalhar dentro das possibilidades dos alunos, aceitando que não estamos em sala para criar gênios.

12. Valorizar cada habilidade que um aluno demonstrar ter para a leitura e histórias…

13. Incentivar o aluno a sentar-se próximo ao professor.

14. Desenvolver avaliações que ensinem a “olhar a diferença”, e a medir o que o aluno consegue fazer, ao invés daquilo que ele não consegue fazer.

15. Conhecer bastante cada aluno, conversar com eles, e em alguns casos, ter os números de contato da família sempre à mão.

16. Contar histórias pode ajudar disléxicos com leitura/escrita.

17. Trabalhar a consciência da turma em relação a alunos com necessidades especiais. Não se responsabilizar sozinho pela administração da aula, mas compartilhar necessidades também com outros alunos, incentivando a cooperação.

18. Estar atento às dificuldades destes alunos aula após aula.

19. Inclusão requer sensibilização da família, escola, colegas de classe, TODOS devem trabalhar juntos.

20. Usar sensibilidade durante o planejamento e avaliação destes alunos.

21. Em alguns casos será necessário usar tradução e repetição, e levar outras tarefas para manter os outros alunos ocupados enquanto damos atenção ao aluno com necessidades especiais.

22. Pensar em como registrar a aula, e considerar se será necessário falar do conteúdo antes da aula. Identificar se haverá alguém para passar a matéria para o aluno após a aula.

23. Usar gravação de voz para os exercícios em vez de escrita (para tarefas de casa) e também para memorização da pronúncia.

24. Provas podem ser lidas para o aluno, separadamente do restante da turma, em alguns casos.

25. Solicitar o apoio de instituições como associações de classe, e nos cursos de formação. Também, pressionar editoras para fornecer opções para alunos com necessidades visuais.

26. Os pais podem levar alguns materiais para casa, como joguinhos da memória por exemplo.

Links sugeridos pelos participantes: (http://www.conteudoescola.com.br/inclusao/17/68 Necessidades Especiais – Glossário de termos http://www.conteudoescola.com.br

http://carlysvoice.com/

http://www.profala.com/arteducesp53.htm

http://luz.cpflcultura.com.br/20 http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-dos-conhecimentos-basicos-sobre-o-sistema-cognitivo-cerebral-na-formacao-do-pedagogo/67141/

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6 thoughts on “Como lidar com alunos com necessidades especiais? Um resumo do chat do dia 26/04

  1. Tópico importantíssimo e resumo de extrema utilidade para TODOS os professores de redes públicas e particulares. As necessidades dos nossos alunos precisam ser reconhecidas. discutidas (com escolas, pais, professores, psicólogos, etc) e finalmente, trabalhadas com a finalidade de ajudá-los da melhor maneira possível.

  2. Maria do Carmo,
    Que ótimo resumo! Obrigada!
    Tive um aluno cego no Colégio Pedro II (ensino médio). Ele havia recebido uma ótima orientação no Instituto Benjamim Constant e era um dos meus melhores alunos.
    Em uma escola estadual, tive um aluno surdo. A única coisa que ele pedia era que eu falasse sempre de frente para a turma, para que ele pudesse fazer leitura labial.

  3. Olá a todos, obrigado pelos comentários. Com certeza essa foi uma discussão muito rica e portanto pensamos em levar a diante. O que acham?
    Just to keep the ball rolling, gostariamos de deixar aqui dois vídeos indicados pela professora Singoalla da Cultura Inglesa – RJ.
    http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/seminario_medicalizacao/seminario_medicalizacao.html

    http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/medicalizacao_vida/4_vida_escolar/vida_escolar.html

    Obrigado a todos!

  4. Gostaria de começar por elogiar não só o resumo da Profª Maria, mas também a foto escolhida para ilustrar a questão da “inteligência aprisionada” e a discussão a respeito de como “set it free”.
    Seguindo o fluxo do resumo, gostaria de substituir a palavra aluno pela palavra aprendente, pois a questão da aprendizagem para os portadores de necessidades especiais não está restrita à sala de aula apenas, mas sim à vida como um todo.
    Além do aspecto físico, que inclui as questões sensoriais, físicas e mentais, a qual denominamos obstáculo funcional, devemos considerar também o obstáculo epistêmico (que se refere à estrutura cognitiva do aprendente), o obstáculo epistemofílico (que se refere ao vínculo afetivo que o aprendente estabelece com os objetos e situações de aprendizagem), e o obstáculo epistemológico (que se refere ao meio cultural em que o aprendente está inserido e cujas características interferem no processo da aprendizagem). As dificuldades de aprendizagem não devem ser vistas como patogenias e sim como obstáculos que dificultam a aprendizagem. Tendo esta consciência, nós professores, ao suspeitarmos ou identificarmos a presença de um portador de necessidades especiais em nossa sala de aula, devemos primeiramente entrar em contato com o psicopedagogo ou psicólogo da instituição. Estes profissionais estão capacitados para o “approach” com as famílias, que muitas vezes comunicam a condição do aprendente à instituição e trazem inclusive laudos de neurologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas. Infelizmente, outras tantas famílias não comunicam nada e até se mostram surpresos quando a abordagem é feita.
    Enquanto professores não devemos tentar diagnosticar o tipo de obstáculo que o aprendente apresenta, pois todo diagnóstico é feito através de técnicas de investigação que inclui entrevistas com o aprendente, a família e a escola, aplicação das provas piagetianas para o diagnóstico operatório, as provas projetivas psicopedagógicas e outros tantos instrumentos de pesquisa complementares que se façam necessários para que a(s) causa(s) da(s) dificuldade(s) seja encontrada e o(s) agente(s) corretor(es) indicado(s). A parceria psicopedagogo, escola (professor) e família é crucial para que o agente corretor seja “successful”.
    Uma dica, cuidado com os TDAHs. O déficit de atenção somado à hiperatividade é diagnosticado por um neurologista que irá inclusive medicar o indivíduo. Muitas vezes a falta de educação e de limites é rotulada TDAH.
    Outra dica, psicólogos fazem diagnósticos nas áreas do comportamento e afetiva.
    Última dica do dia, neurologistas e fonoaudiólogos em parceria fazem o diagnóstico dos seguintes obstáculos: alexia, dislexia, agrafia, disgrafia, disortografia, discaligrafia, dissintaxe, escrita em espelho, acalculia e discalculia.
    As a teacher, we must:
    1. be aware of how the individual learns (multiple intelligences) in order to enhance what he is able to do;
    2. create conditions which enable him to be aware of his achievements;
    3. praise him;
    4. work in the zone of proximal development to stimulate the progress of his potential;
    5. be in contact with the family in order to find out some important information about the learner’s a-historical life;
    6. be in contact with the psychoeducator to help the learner to achieve success.
    Obrigado a todos!

  5. Caso queiram saber mais sobre necessidades especiais e o papel do psicopedagogo junto ao professor e à família, recomendo a seguinte bibliografia:
    COBRA, Rubens Queiroz. Sigmund Freud: educação e comportamento. Disponível em: . Acesso em: 31 jan 2008.
    DOLLE, Jean Marie. Para além de Freud e Piaget. Petrópolis: Vozes, 1993.
     
    FERNÁNDEZ,  Alícia. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
    ______. O saber em jogo: a Psicopedagogia propiciando autorias de pensamento. Porto Alegre: Artmed, 2001.
     
    FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a sexualidade. Rio de Janeiro: Imago, 1997. Es MANDARINI, Isabel Cristina Cardoso. Teoria da Psicopedagogia. 2006. Texto para uso didático. Coordenação de Pós-Graduação e Atividades Complementares, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.
     
    PAÍN, Sara. Diagnóstico  e  tratamento  dos  problema   de   aprendizagem. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986.
     
    PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. 24a Ed . Rio de Janeiro: Forense, 1998.
    PICHON-RIVIÈRE, Enrique. Teoria do vínculo. 6. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
    VYGOTSKY, Lev Semionovitch. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos superiores. São Paulo: Martins Fontes.1998.
     
    VISCA, Jorge. Clínica psicopedagógica: epistemologia convergente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.
    ______. Psicopedagogia: novas contribuições. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991.
    ______. Psicopedagogia: teoría clínica e investigación. Buenos Aires: AG, 1993.
    WEISS, Maria Lúcia L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 10. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.

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