Entrevista com Luciana de Oliveira, futura presidente eleita da TESOL International

Em nome da BrELT, nossa querida membro Cecilia Nobre entrevistou a simpatissíma Profa. Dra. Luciana de Oliveira, que a partir de março de 2017 atuará como President-Elect da TESOL International Association. A TESOL International é nada mais, nada menos que a maior associação de professores de inglês do mundo, e a Luciana é a primeira latino-americana a ser eleita para esse cargo! Ela nos conta suas experiências de sucesso e de superação de preconceito na terra do Tio Sam.

Ela conta também um pouco da história do Nonnative English Speakers Movement. Para quem estiver interessado, o artigo que ela cita no vídeo é:

Selvi, A.F. (2014). Myths and misconceptions about Nonnative English Speakers in the TESOL (NNEST) Movement. TESOL Journal 5.3, pp.573-611.

Clique no link para baixar o artigo.

BrELTers pelo Mundo #12: Eduardo Santos, China

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E tem mais BrELTer morando (e adorando) na Terra do Dragão: desta vez, Eduardo Santos, um querido amigo da BrELT que agora divide seu tempo entre passeios por esse país tão singular e aulas no departamento internacional de uma escola local.

Vejam a trajetória desse profissional que veio de Recife, terra linda no nordeste do nosso país e que agora se aventura no país mais populoso do mundo:

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Eduardo Santos e seus alunos na escola chinesa

  1.  Há quanto tempo você trabalha nessa escola  e quais suas funções? 

Trabalho no departamento internacional da Nanchang no. 3 High School desde agosto desse ano. O campus onde trabalho tem mais de 1000 alunos de middle e high school, mas o departamento internacional possui cerca de 100 alunos de high school que irão estudar no exterior após conclusão do ensino médio. Sou professor de inglês e tenho 3 turmas. Em duas turmas ensino gramática de língua inglesa para alunos no programa GAC (Global Assessment Certificate), preparatório para alunos que irão ingressar universidades de países de língua inglesa, e em outra turma ensino IELTS Listening.

Para saber mais sobre o  GAC: http://actinternationalservices.com/en/gac/

  1. Você já trabalhou em outros locais fora do Brasil? 

Em 2012 morei 2 meses em Buenos Aires para fazer o Cambridge DELTA na International House. Dei aula para adultos e foi minha primeira vez ensinando inglês para estrangeiros. Atualmente estou no meu segundo ano na China. Saí do Brasil em agosto de 2015 para Qingdao, norte da China, onde trabalhei por um ano como professor de inglês com alunos chineses e coreanos na Premier English, curso de inglês para crianças, jovens e adultos. Metade dos meus alunos eram crianças de 8 a 12 anos, 20% dos meus alunos eram adolescentes e 30% eram adultos de General e Business English.

  1. O que te levou a procurar emprego fora do país? E por que essa país em especial?

Sempre quis ter experiência internacional e adiei esse objetivo por muitos anos por ter focado na carreira no Brasil. Trabalhei como professor de inglês no Brasil por 10 anos na Cultura Inglesa e outros cursos de inglês, 1 ano como consultor acadêmico na Oxford University Press e nos últimos 3 anos como D.O.S. na Cultura Inglesa. Além disso, fui presidente do BRAZ-TESOL Pernambuco Chapter por 3 anos e apresentei em conferências de ELT na América do Sul, Europa e na China no ano passado. Após ter viajado bastante para países da Europa e para os EUA, pude concluir que não há país com tanta beleza natural como o Brasil. Por outro lado, os problemas sociais, políticos e a constante insegurança no país mudaram meus objetivos. Não pretendo ficar na China minha vida toda, mas acho que depois daqui irei morar em outro país e quero voltar para o Brasil somente para visitar minha família e meus amigos.

  1. Quais os requisitos que você precisou cumprir para conseguir esse emprego, em termos de qualificações, certificações, experiência prévia, etc.?

img_9896Os requisitos mínimos para conseguir o visto de trabalho na China (Z Visa) como professor de inglês é ter um diploma de bacharelado e 2 anos de experiência como professor. Algumas escolas pedem que seu diploma seja autenticado pela embaixada chinesa no Brasil para comprovar a veracidade do mesmo já que no passado alguns estrangeiros usaram diplomas falsos para conseguir emprego aqui. O governo chinês agora está bem cauteloso e rígido com toda a documentação que você utiliza para conseguir o visto de trabalho. Além disso, é necessário enviar um comprovante de antecedentes criminais e fazer um exame médico nas primeiras semanas aqui na China.

  1. Como você ficou sabendo da vaga? Há algum site específico para saber de vagas na China?

Achei a vaga no www.tefl.com . Gosto muito do site porque podemos salvar nosso CV, documentos e informações e isso facilita na hora de enviar o material para escolas. Tudo é feito pelo site e somos contatados via e-mail para uma possível entrevista. Outro site muito bom é o http://jobs.echinacities.com/ e é sempre bom verificar escolas que devem ser evitadas pois estão na black list aqui na China . O Dave´s ESL Café tem uma lista dessas escolas http://eslcafe.com/. Dica importante: não aceite um emprego com salário inferior a 8,000 RMB (cerca de 4,000 reais), acomodação, seguro saúde e custos com o visto pagos e também a passagem Brasil-China-Brasil paga.

  1. Tendo em vista o custo de vida, a remuneração é compatível, inferior ou superior ao que você recebia no Brasil?

A remuneração aqui é maior que no Brasil. Já o custo de vida é bem mais baixo, e a grande diferença é que a maioria das escolas oferece acomodação, então não precisamos pagar aluguel. No meu primeiro emprego aqui, tive que pagar somente contas de energia, gás e condomínio. Já no meu emprego atual, eles cobrem todas as taxas e moro num apartamento dentro do campus com quarto, banheiro, varanda, sala e cozinha. Custos com transporte, celular, alimentação e lazer são bem mais baixos que no Brasil, e o salário de um professor de inglês na China é, no mínimo, duas vezes maior que a média salarial no resto país. Consigo juntar 3 vezes mais que do que juntava no Brasil no fim do mês.

  1. Você sofreu algum preconceito por ser não nativo? 

Não sofri qualquer tipo de preconceito por não ser nativo. Os chineses conseguem diferenciar bem um professor de carreira de um estrangeiro sem experiência, que dá aula de inglês por um ou dois anos e volta para o seu país. Por outro lado, mesmo com quase 15 anos de experiência na área de língua inglesa e certificados, ter um passaporte de países de língua inglesa ainda vale bem mais do que toda experiência de um não nativo aqui na China. Conseguir um emprego como professor de inglês em Pequim ou Xangai sendo não nativo é extremamente difícil, mas a China é um país continental, então outras cidades menores aceitam e precisam urgentemente de não nativos. Já conheci e trabalhei com professores da Rússia, Filipinas, Madagascar, Espanha, Eslováquia, Holanda e outros países onde o inglês não é o idioma oficial.

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  1. Como está sendo a experiência de trabalhar na China sendo brasileiro?

É muito bom ser brasileiro fora do Brasil. Sempre que digo que sou brasileiro aqui, as pessoas lembram imediatamente do futebol, belezas naturais, alegria e gente bonita. Eles também perguntam da violência e dos problemas sociais que temos no Brasil, algo bem distante para os chineses, já que aqui é mais seguro que a maioria dos países da Europa. Andar na rua de madrugada, usar transporte público e celular no meio da rua são coisas que evito ou faço no Brasil com muito cuidado. Aqui eles não têm essa preocupação com segurança, já que é bem seguro, inclusive nas grandes cidades.

  1. Qual conselho você daria a professores brasileiros que querem trabalhar aí?

A China é um país magnífico com tradições milenares e uma cultura riquíssima. É o segundo país mais rico do mundo e está em constante transformação. É, sem dúvida, o maior mercado de ensino de língua inglesa do mundo e precisa de profissionais qualificados, algo escasso por aqui. Por ser tão longe do Brasil, aprendemos pouco e sabemos quase nada na China. As notícias que chegam no Brasil sobre a China são negativas e falam da poluição e outros desastres naturais. O mesmo acontece com as notícias sobre o Brasil que chegam por aqui. Morar na China e ensinar crianças, adolescentes e adultos de uma cultura tão diferente é extremamente rico e valioso para qualquer profissional da área de educação.

  1. Algo mais que você queira dizer aos BrELTers?

Temos a sorte de trabalhar com língua inglesa e poder conseguir emprego no exterior com mais facilidade que outras profissões. Trabalhar em outro país e ter a experiência de ensinar alunos de uma cultura tão diferente da nossa é único. Em 2017 completarei 15 anos de carreira e só continuo na mesma profissão por duas razões: a paixão pelo ensino e o fato de poder atuar em diferentes contextos, segmentos e funções na mesma área. Morar fora do país e atuar como professor nos dá uma visão mais abrangente do papel da educação na sociedade e enriquece nosso CV de todas as formas possíveis.

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Nosso muito obrigado ao Eduardo pela entrevista e suas super dicas. :) Para conhecer mais BrELTers pelo Mundo, clique aqui.

BrELT Chat Hoje! Como ensinar gramática de um jeito mais legal!

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Que aprender gramática faz parte do aprendizado de uma língua todo mundo sabe. Mais ou menos explicitamente, a estrutura está lá. Mas os alunos veem essa parte da língua (e por extensão das aulas) como um abacaxi azedo ou uma fruta docinha? Como tornar o ensino de gramática menos espinhoso?

Venha discutir esse tema às 22h de hoje (horário de verão de Brasília) e compartilhar suas experiências bem e malsucedidas, bem como suas dúvidas a respeito.

Aguardamos vocês neste tópico: https://www.facebook.com/groups/brelt/permalink/1207614872646991/ !

BrELTers pelo Mundo #11: Audrey Duarte – China

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We have got a lot of questions about working in China and can now count on Audrey Duarte‘s experience of going from São Paulo to living and working in the other side of the world.

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1. Where do you work and how long have you been working there?
I currently work at two public primary schools in Chaoyang District in Beijing, China. Both are regular Chinese public schools for which the government recruits foreign teachers to teach English to primary, middle and high school students. The goal is for the foreign teacher to introduce a teaching style focused on oral English as this is the area in which Chinese foreign language education lacks the most.
I’ve been working at these schools since the start of September of this year. I teach English to primary and middle school kids, grades 3-6.
2. Had you ever worked abroad before?
I’ve worked abroad before in the U.S.A. and France. While I was in college in New York, I taught English to refugees at the Mohawk Valley Refugee Center in Utica, New York.  I worked in charity fundraising in New York City following my graduation from Hamilton College. In France, I worked at a second-hand francophone and anglophone bookshop called The Abbey . If you’re ever in the Latin Quarter, be sure to check out their more than 35,000 titles all piled up in a little medieval shop!
3. What motivated you to look for another job abroad?
After five years living in the U.S., I returned to Brazil and started teaching  general and business English through language schools in Sao Paulo. After a year, though, the itch for that immersive learning experience I had had a taste of living abroad came back, and I paid attention. I have always been one to thrive and flourish in challenging environments, and shrink when I don’t feel like I’m “working for” my experience. I craved the feeling of “working for” a rewarding and rich output of a new experience that would push me personally and professionally. I chose not to ignore that call, did my research and applied to some 6 different countries in Asia. So far I had lived in places that had been quite accessible to me regarding convenience, comfort and language, like North America and Europe. This time, I wanted a bigger, even more foreign challenge to wake me up to life and grant me a true adventure. After a few offers, I settled on a foreign teacher recruitment company in Beijing, called HYZD International Education. These were the most important factors in my decision-  1. Beijing is a big city and I wanted to be in a place easy to travel from. 2. As a language enthusiast,  I could try to pick up some Chinese while I’m there. 3. The English teacher salary in China tends to be higher than in countries in Southeast Asia. The company was also very attentive and clear with me throughout the entire process of application, from the first email exchanges to answering any questions I had in a prompt fashion, to now, a proactive and responsive employer.
4. What kinds of pre-requisites were there for this position? What qualifications and experience were required?
As I was job hunting, I found that almost every English teaching position abroad requires some form of teaching training. Most require TEFL, some allow the online certification, but the really great and competitive positions want CELTA-certified foreign workers. For my current job, I was required to have a B.A. degree in any subject, to obtain a 120-hr CELTA, and 2 years experience teaching English. However, a CELTA was not compulsory for applicants with a B.A. in Education. Furthermore, and this is the tricky part, most job ads- mine included- call for Native English speakers only. In some places, once you tell them you’re from Brazil, i.e. you don’t possess a passport from an English speaking country, they will unfortunately not consider you, regardless of your level of fluency, even if you’ve lived in an English speaking country. You can sound native-like and they still will say no, in many cases. Some companies recruiting foreign workers are more lenient, though. The company I currently work for agreed to have an interview with me after going through my documents,  such as a cover letter, resumé, and a copy of my college degree. That’s your time to shine and show them not only your command of English but also your teaching knowledge and qualifications.
5. Which documents were required? How did you get a visa to work in China?
As far as bureaucracy goes, it was a long but organized process. The Chinese company that hired me was in charge of requesting the work permit on my behalf. I was required to Fedex in a medical check and my B.A. degree. Because I was in the process of obtaining a CELTA, I didn’t send them a certificate, though they will usually require it. A month or so later, I received the letter of employment and the official visa request in the mail from China and made my way to the Chinese General Consulate in Sao Paulo. The visa was ready in 3 business days and my experience at the consulate smooth and efficient.
6. How did you become aware of this position? Where did you look for it?
I became aware of this teaching position through one of many websites prospective teachers can browse for jobs abroad. My partner had just finished CELTA in Ireland and he had garnered online resources with a lot of job posts abroad. I found my current position through Seek Teachers (http://www.seekteachers.com/). Others include Dave’s ESL Cafe (http://www.eslcafe.com/joblist/) and Teach To Travel (http://teachtotravel.com/). Those are the ones I used primarily, but there are others you’ll likely find as you go.
7. Taking into account the cost of living, how does the salary compare with what you used to earn in Brazil?
A very compelling factor of coming to work in Beijing was the salary. Foreign teachers who come to work in Beijing are well rewarded for their work, while Chinese nationals who teach English here are unfortunately underpaid, as is the predominant case in Brazil for Brazilians teaching classroom English. Keeping in mind the cost of living, my current remuneration here is considerably higher than what  I earned as a teacher in Brazil, or even than what I would earn as almost any other corporate professional at the age of 24, with the exception of large multinational companies and banks, probably. Two important factors to consider when analyzing the salary offer of a prospective workplace abroad are  the cost of life in the city you will work in, and whether or not you will be provided accommodation. I chose Beijing because, though not as cheap as some places in Southeast Asia (think Vietnam or Thailand), the Beijing salary is considerably more attractive while not boasting a high cost of living. Life in Beijing isn’t expensive, and so far I’ve been able to save more than half of my salary each month.
8. What was the most difficult part of the process?
The application process was surely draining. It was both upsetting and exhausting to hear No from jobs in Middle Eastern countries, Japan, South Korea and some places in China, for the simple reason that I am a Brazilian national. Nevermind that I went to college in the States, that I had prior teaching experience and that I have native-sounding English. You can know more grammar (and probably do!) than any native applicant, and they will still get the job before you do. It’s a tough fight, but it’s not nearly as impossible as people will try to make you believe. There are currently many companies looking to recruit foreign teachers who don’t necessarily have a passport from an English speaking country. Having gone through the job hunting journey with my Irish partner, I can fairly say he had a much easier time “convincing” employers than I did… while he was qualified by default, I found myself having to go the extra mile to prove myself to them. My advice to you is- Know your worth, try for every position that interests you – even the ones that advertise native English speakers only- and take it from there. Let go of the ones that reject you on that merit, keep your eyes on the prize and don’t sell yourself short! You shouldn’t get paid less in any job just for being Brazilian. Now that I am here in Beijing, the native speaker obsession has subsided. There is such a high demand for English teachers in China that, if your oral English is strong- native or non-native- you will be well-received and grouped as a Foreign Teacher. People won’t bother making a nominal distinction between you and a native speaker unless they are looking for private lessons, which pay excellent hourly rates. But again, it’s all about presentation and how you sell yourself. At the public schools, most Chinese teachers teaching English here have very limited command of the language, so it is highly likely that a foreign-certified teacher with a good attitude will be seen as an asset in any school.
9. Have you suffered any prejudice for being Brazilian?
I feel no difference between how I am treated from how my fellow foreign teachers, who are native speakers, are treated. HYZD treats their employees with equal professionalism, from the moment they make a commitment to you. That has been my experience in this company so far. As far as my contact with Chinese people outside work, there seems to be some confusion and even curiosity over Brazilian culture, and contrary to the stereotypes we Brazilians get when we travel to other Western countries, most people here in Beijing aren’t aware of much about Brazil. I am often asked questions along the lines of “What is this or that like in Brazil?”. I can’t say I’ve felt any prejudice as a Brazilian here.
10. What has the experience of teaching Chinese children been like?
My average classroom is 35 children whose knowledge of English is at the elementary level at best and who often don’t understand the most basic instructions beyond “No Chinese please”. This has proved to be a real challenge, but it has made me a significantly better teacher. From increasing my use of visual aids and body language, to using universal humor, to exploring kinaesthetic learning styles, my lessons are that much more original and effective because of the language barrier. The students’ inability to communicate more complex thoughts to me pushes them to look for alternative routes of expression, which range from body language to breaking down and reformulating familiar phrases in different ways to try to convey something new. That´s where the magic happens! I get them to practice thinking in English. That’s the beauty foreign teachers bring to an often rigid Chinese curriculum of rote learning: language assimilation through creativity and pushing comfort zones.
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Audrey and her students.

11. What advice would give to other teachers who would like to teach in China?
My advice to you is: 1. Take a teaching training course before setting out on a teaching adventure. My classes have been filmed and I have been repeatedly asked for my lesson plans and powerpoint presentations so that my coworkers and managers can use as examples for themselves and other inexperienced teachers. I can only attribute the quality I am now able to deliver to CELTA. One intensive month  of the course has changed everything. I don’t say that lightly. My tutors helped me understand what an effective lesson structure looks like, how to hone the details so that the whole is cohesive and smooth. It has made me more confident and it has given me the surprising ability to simultaneously teach, keenly observe myself, and make quick adjustments from my mistakes. It will make all the difference in the world.  2. If health is a concern to you, beware of Beijing’s air quality. Both my partner and I wear masks and have air purifiers at home, but my partner suffers from slight asthma and it has flared up since being here. To me, the protection is effective, but the air quality remains an inconvenience, bothersome, and a true threat for Chinese people. Also, make sure to obtain a travel health insurance before coming as bureaucracy will keep you waiting for your medical card for a couple of months. 3. You won’t feel culturally isolated in Beijing as there is a pretty vibrant expat community, mostly from English-speaking countries.  4. Making the move to China also means encountering a lot of cultural differences, and some can appear to be huge barriers. It is important to be flexible in the workplace, but don’t be afraid to speak up and inform your employer if you find yourself truly uncomfortable. They will likely be very responsive and help you through any issues. 5. Beijing offers incredible (and cheap!) travel opportunities in China and to surrounding countries. Take advantage of it if you like to travel.
12. Anything else you would like to tell us?
Working abroad, you will see your professional and personal life, confidence and capabilities expanding at an exponential pace. You will have tough and perhaps lonely days. You will have thrilling and rewarding days. The good days are so much better than the bad days are bad. You will be proud of yourself for choosing, every day, challenge over comfort. That will give you confidence. For me, it has taught me everything I know. And more than ever you’ll see that the world is your classroom and there is so much to learn.
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Audrey, nosso muito obrigado pelas suas super dicas. :) Para conhecer mais BrELTers pelo Mundo, clique aqui.

10000 membros!

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A BrELT acaba de chegar a 10000 membros!😄

Parabéns a todos nós por fazermos desta comunidade um local de troca, de apoio e de desenvolvimento! E um especial agradecimento a todos que divulgam a comunidade entre os colegas, sobretudo a Paulo Torres — responsável pela infindável caravana capixaba na BrELT –, Márcio Pantoja — que está aumentando nosso número de paraenses e os envolvendo nas discussões –, Anamaria Welp, Caio Albernaz — que adicionou ninguém mais ninguém menos que a 10000a membra, a Karina Silvestre — e a tantos queridos que fazem questão de falar da BrELT sempre que podem. Nosso muito obrigado também, a nosso designer Eduardo de Freitas pelo lindo pôster comemorativo!

Karina e novos membros, esperamos que vocês gostem deste espaço tanto quanto quem os adicionou.

E parabéns, galerinha do bem! Uhu! Que o tamanho da comunidade apenas multiplique as experiências e as trocas frutíferas que são a marca de nosso espaço!

BrELTers pelo Mundo #10: Felipe Bello Labiapari – Inglaterra

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Será que só inglês consegue trabalhar na terra da Rainha? O paulista Felipe Bello Labiapari mostra que não.

Nesta entrevista ele nos conta como foi a experiência de trabalhar numa Summer School em Londres.

1. Por quanto tempo você trabalhou nesse local e quais suas funções?

Trabalhei durante 2 meses na ICS International Community School e tinha duas funções: EFE Teacher e Office Assistant. Por uma semana fui Teacher Assistant na unidade dos alunos mais novos.

A ICS Funciona como uma escola regular durante o ano letivo, mas trabalhei para a Summer School. No caso da escola em que eu trabalhei, a Summer School acontece no período de junho a agosto e recebe alunos de diversos países. No ano de 2016, eram 3 unidades: uma para alunos bem novos entre 3 a 7 anos, outra para alunos de 8 a 10 anos e por último para alunos de 11 a 17 anos. Como fiquei a maioria do tempo na unidade para os alunos mais velhos, vou focar só na grade de aulas deles. Além das aulas de Inglês, os alunos tinham aula de Música, Artes, Drama, Ciências e Matemática, Esportes, PSHE (Physical, Social, Health and Economy) e excursões toda sexta-feira.

Era da responsabilidade dos professores de Inglês as aulas de PSHE também. Para aqueles que se perguntam como eram as aulas de PSHE, era algo bem amplo como comportamento na escola, respeitar as diferenças culturais, dicas para usar a internet com segurança, etc. Além dos professores de Inglês, os alunos tinham professores para as outras matérias. Cada semana os professores precisavam basear as aulas em um tema diferente, e o tema da semana sempre estava ligado as excursões de sexta-feira. Portanto as aulas eram bem livres e os materiais e conteúdo ficavam por conta do professor. A turma da qual fiquei encarregado era de alunos entre 12 a 14 anos, pre-intermediate e a variedade de nacionalidades era bem grande.

2. Você já trabalhou em outros locais fora do Brasil? 

Minha experiência profissional fora do Brasil foi só em Londres.

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Felipe no Battersea Park

3. O que te levou a procurar emprego fora do país? E por que essa cidade em especial?

Eu tinha planos de morar fora do país durante um período. Escolhi Londres por gostar bastante da cultura da Inglaterra e da cidade.

4. Quais os requisitos que você precisou cumprir para conseguir esse emprego, em termos de qualificações, certificações, experiência prévia, etc.?

Ter o CELTA me ajudou a conseguir esse emprego como professor lá, mas além disso o que me ajudou foi a experiência profissional que já tinha anteriormente tanto como professor e auxiliar de escritório. Eu acredito que o fato de eu ter o terceiro grau também influenciou na minha contratação.

5. Quais foram os requisitos em termo de documentação? 

Tenho o passaporte de Portugal. E no momento ter um passaporte europeu é o suficiente para se candidatar a vagas no Reino Unido.

6. Como você ficou sabendo da vaga? Há algum site específico para saber de vagas como essa?

Existem diversos sites de empregos aqui, mas esse emprego não encontrei nesse tipo de sites. Eu procurei todas as escolas de idiomas que tinham o certificado do British Council e me candidatei ou mandei um e-mail para essas escolas. Foi assim que consegui essa vaga. Também foi preciso preencher um formulário deles e dar referências e estas foram contatadas no Brasil.

7. Tendo em vista o custo de vida, a remuneração é compatível, inferior ou superior ao que você recebia no Brasil?

Diria que um pouco superior.

8. Você sofreu algum preconceito por ser não nativo?
Não, aliás, tinham muito professores não nativos. E a escola tinha o conceito de uma comunidade internacional onde todos deveriam respeitar e conviver com diferentes culturas.

9. Como foi a experiência de trabalhar nesse país sendo brasileiro?
A experiência de trabalhar lá foi muito boa e, geralmente quando mencionava ser brasileiro,era muito bem recebido pelas pessoas. Elas associam o Brasil a coisas boas como o sol, praias, povo alegre. Na época em que trabalhei lá foi quando aconteceram as Olimpíadas no Rio e todos me perguntavam sobre isso.

10. Você passou por alguma situação inusitada em sala de aula por não compartilhar a cultura/língua dos alunos?
Acho que quando há uma barreira de idiomas às vezes fica complicado extrair do aluno até que ponto ele precisa de uma ajuda maior. Muitas vezes ele quer expressar alguma coisa, mas usa a primeira língua e, se essa não for próxima da sua língua mãe ou se você não tem conhecimento nenhum sobre ela, fica difícil captar a mensagem do aluno. Já no Brasil o aluno poderia falar diretamente em português e você poderia compreender melhor e fornecer ajuda.

11. Qual conselho você daria a professores brasileiros que querem trabalhar no mesmo país em que você está?
Isso vai depender muito de que tipo de emprego esse professor está procurando, por exemplo se é algo temporário ou um emprego onde possa trabalhar por mais tempo. Mas os conselhos básicos seriam buscar as certificações e documentos necessários para se trabalhar no país de destino, entender como o sistema educacional do país funciona, ser bastante persistente e ir com a “mente aberta” para exercer outras atividades até alcançar o que deseja, por exemplo trabalhar como assistente de professor antes de chegar no objetivo principal de ser professor .

12. Algo mais que você queira dizer aos BrELTers? 

It ain’t easy but everything you thought is possible when you believe.

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Nosso muito obrigado ao Felipe por suas super dicas. :) Para conhecer mais BrELTers pelo Mundo, clique aqui.