BrELT Chat 28/05 sobre uso de livros didáticos: leituras interessantes

breltchat2805 Hoje, quinta-feira dia 28/05/15, vamos discutir na nossa comunidade sobre os usos e limitações de livros didáticos no ensino de inglês no Brasil. Mas essa polêmica é também mundial. Para enriquecer nosso debate, trazemos aqui algumas vozes:

  • Lindsay Clandfield lista os principais argumentos pró e contra livros.
  • Lewis Lansford resume a relação de amor e ódio que professores têm com os livros.
  • Damian Williams defende os livros dos principais ataques.
  • Scott Thornbury descreve as falácias em que se baseia o ensino de inglês.
  • A palestra de Geoff Jordan argumenta que livros se baseiam em três pressupostos falsos. E aqui ele sugere alternativas para o uso de livros didáticos.
  • Anthony explica por que os mitos de que Geoff fala não se aplicam a todos os livros.
  • Rose Bard redireciona a polêmica a partir da posição de Geoff, inclusive em resposta ao Anthony.
  • Nina MK relata sua experiência local, que inclui aspectos positivos e negativos do uso de livros internacionais.
  • E não é só no inglês: um professor de química acredita que seus alunos aprendem mais sem livro.
  • Também se referindo a livros para todas as matérias, Tamim Ansary conta sobre o lado não tão bonito do backstage editorial.
  • E nesse empoderamento de profs para produzirem seu próprio material, será que não caberia também que profs elaborem as avaliações?

E mais um artigo compartilhado no Twitter traz uma reflexão sobre o tema, levando em considerações questões históricas, culturais e sociais e socializando como foi o processo de elaboração de materiais pela comunidade local. Segundo o artigo,

In short, teaching does not necessarily lead to learning, does not always result in learning. In spite of all the research in the field, the gap between ‘teaching’ and ‘learning’ remains un-bridged.

Chamada para BrELT Chat 28/05/15 – Livros didáticos: usos e limitações

breltchat2805

Este BrELT Chat promete! Nesta quinta-feira, às 22h, na nossa comunidade de professores de inglês no Brasil, vamos discutir a polêmica do uso de livros didáticos. Quais as vantagens e desvantagens de adotar esse tipo de material? Como contornar as limitações? Trabalhar sem livros didáticos é possível nas realidades brasileiras?

Como participar:

1. Se você ainda não é membro da BrELT, peça para entrar em https://www.facebook.com/groups/brelt 
2. Na quinta-feira, às 22h, é só procurar o post afixado.

publicação fixada

Obs.: Se você não encontrar o post afixado, comente na chamada do tópico pedindo para ser marcado na publicação como forma de encontrá-la. De praxe, os moderadores já fazem isso com os nomes de quem curtiu a chamada do tópico ou votou nele.

3. Vá acompanhando a discussão (em português) pelos comentários no tópico. E não esqueça de explicitar sua opinião e compartilhar sua experiência! :D

Não pode estar presente na quinta-feira às 22h?

Não tem problema: é só ficar ligado aqui no blog. Logo após o chat, disponibilizamos neste espaço o link para a discussão que ocorreu. Havendo interesse da comunidade, também fazemos follow-ups. Você pode ver aqui os chats anteriores e o que mais aconteceu na nossa comunidade.

6 mil membros!

Hoje, dia 19/05/2015, chegamos ao número de 6000 membros! São muitos anos de sala de aula e de leituras e reflexões acumuladas. Mas não há dúvida: juntos somos mais que a soma das partes. 6000brelters

E segue a BrELT com muitos bate-papos, debates, dicas, webshops, entrevistas… Veja o histórico dos nossos eventos aqui: https://breltchat.wordpress.com/o-que-ja-aconteceu-na-brelt/

Mas claro que tem muito mais acontecendo na página da comunidade. S’imbora continuar sharing and learning together. After all, sharing is caring.

Follow up do chat sobre escolas bilíngues e internacionais: entrevista com o Prof. Eduardo Vasconcellos

No nosso bate-papo sobre escolas bilíngues e internacionais, muita gente ficou interessada em saber mais sobre o projeto fluminense de escolas públicas bilíngues. O Prof. Eduardo Vasconcellos, diretor adjunto do CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos, gentilmente se pôs à disposição para tirar as dúvidas dos membros da comunidade e nos concedeu esta esclarecedora entrevista.

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1. Qual foi a motivação de fundar escolas bilíngues na rede pública do Rio de Janeiro?

A motivação da SEEDUC-RJ (Secretaria Estadual de Educação – RJ) foi de formar mão de obra qualificada para atender visitantes estrangeiros que vêm ao Brasil, mais especificamente ao Rio de Janeiro, para os grandes eventos: Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016).

Foi confirmado que o estado do Rio de Janeiro possui uma grande demanda para megaeventos e que o estado precisa formar mão de obra com uma base intercultural e globalizada, fazendo com que os aprendizes se tornem aptos a promover discussões e criar pontes para um maior entendimento entre sociedades diversas.

2. Qual é o alcance desse projeto e que línguas são contempladas? Há planos de ampliar o projeto?

Há 4 escolas estaduais que compõem o Programa Dupla Escola na Rede estadual do Rio de Janeiro. Elas são: CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos (bilíngue Português/Inglês); CIEP 449 Governador Leonel Brizola Brasil França (bilíngue Português/Francês); Colégio Estadual Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto (bilíngue Português/Espanhol) e o Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Souza (ênfase em ciências exatas e algumas aulas sendo ministrados em Inglês e Mandarim).

Há conversas com Consulados de outros países para a implantação de mais programas interculturais na rede.

3. Qual é a filosofia pedagógica dessas escolas?

Cada escola com ênfase intercultural tem um eixo temático a seguir. No caso do CIEP 117, esse eixo é a Globalização. Com isso, há algumas disciplinas específicas ao Programa, tais como Núcleo Linguístico, em que o aluno aprende um idioma como se estivesse em uma escola de línguas;  Projeto de Integração Global, em que o aluno é incentivado a problematizar e buscar soluções com uma perspectiva local, inicialmente, até chegar à uma visão global; Matemática em Inglês e Geografia em Inglês, disciplinas estas que buscam a universalidade e um foco mais intercultural ao ensino.

4. Havia professores capacitados na rede em número suficiente para trabalhar nessas escolas bilíngues? Se não, como foi feita essa capacitação?

Em 2013, quando esse modelo de escola foi pensado, a Secretaria de Educação promoveu uma Mobilidade Interna para identificar os docentes que tinham fluência nesses idiomas. Depois disso, fez um processo seletivo e nós, do CIEP 117, tivemos uma capacitação em um fim de semana em setembro desse ano para integração da equipe e discussão de uma abordagem de ensino pautada nas matrizes do Séc. XXI. Depois desse momento, tivemos outros encontros com esse enfoque, até a inauguração da escola nesse formato em 30 de janeiro de 2014.

Há uma carência muito grande de professores de Matemática que dominam Inglês para fazer um trabalho transdisciplinar nesse modelo. Esperamos que esse modelo de escola busque a capacitação desses profissionais, visando uma atuação trans/interdisciplinar do conteúdo ministrado.

5. Há quanto tempo essas escolas estão funcionando? Como está sendo a recepção das comunidades?

As interculturais com ênfase em Inglês, Francês e Espanhol foram inauguradas no final de janeiro de 2014. A ‘Brasil-China’ foi inaugurada em janeiro de 2015.

Como há um processo seletivo que consiste na avaliação dos conteúdos em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, além da Redação, a relação candidato/vaga para o CIEP 17 foi de 10 por 1. Essa procura é fruto da ideia de que a escola é a única nessa proposta que está localizada em Nova Iguaçu, um dos municípios da Baixada Fluminense, região carente de aparelhos culturais e esportivos. A proposta dessa escola é fazer com que o(a) aluno(a) tenha um diferencial no mercado de trabalho em alguns anos e que ele/ela possa ascender socialmente.

6. A escola pública bilíngue é mais cara que uma escola pública monolíngue? Como manter essas escolas?

A escola pública bilíngue requer a infraestrutura de muitas escolas da rede. Acrescido a esse detalhe, existe a preocupação de fazer um programa bilíngue acontecer com laboratórios de idiomas, livros específicos, manutenção e compra de ferramentas mais tecnológicas. São necessárias verbas extras para dar suporte a essa proposta inovadora de ensino.

 7. Falando agora sobre sua escola especificamente, qual você diria é o grande ponto forte?

 O grande trunfo do CIEP 117 como escola bilíngue se faz no comprometimento dos professores com o trabalho pedagógico desenvolvido dentro da Unidade Escolar. Sem a motivação desses profissionais, seria mais complicado colocar esse programa em andamento.

Nos encontramos às quartas-feiras no Horário de Planejamento Integrado para trazer ideias e propor a integração das disciplinas nessa proposta intercultural. Os docentes recebem uma gratificação e destinam 30 horas da sua jornada à escola, com uma reunião obrigatória que, na nossa escola, acontece às quartas-feiras à tarde.

 8. E qual seria a maior dificuldade do CIEP 117?

A maior dificuldade é dispor de uma infraestrutura para atender à proposta pedagógica diferenciada, como por exemplo ter laboratórios de idiomas e fazer com que funcionem. Outra dificuldade é fazer com que as matrizes do século XXI possam acontecer de uma forma estruturada dentro da escola.

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eduardoEduardo Vasconcellos é professor de Inglês da rede estadual do Rio de Janeiro desde 1998. Recentemente, assumiu o posto de Diretor Adjunto do CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos.

Acredita na importância da educação para fazer com que os alunos consigam ter melhores condições socioeconômicas para realizar as maiores aspirações.

Ele é graduado em Letras (Inglês/Literatura) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em Linguística Aplicada: Ensino/Aprendizagem de Inglês como Língua Estrangeira pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

BrELT Chat de 14/05/2015: Pensando a carreira

No dia 14/05/2015, tivemos mais um BrELT Chat, desta vez para discutir possibilidades de cursos e certificados para crescer na carreira.

O bate-papo contou até moderadores honorários, os excelentes T. Veigga e Eduardo Zito, e a participação de vários membros da comunidade, além da costumeira equipe de moderação. Nosso muito obrigado a todos.

Entre as diversas questões que foram discutidas, figuraram as seguintes:

  • Quais são os requisitos e as vantagens de CELTA e DELTA? O que se aprende nesses cursos?
  • O que são o TKT, o ICELT, o certTESOL e outros?
  • O que é necessário para dar aula em escola regular? E em universidade?
  • Vale mais a pena fazer pós-graduação ou cursos fora da universidade?
  • O que se aprende num curso de Letras? Ele é exigido onde?
  • Como decidir os próximos passos da minha carreira?
  • Certificados e cursos aumentam a remuneração e as possibilidades de emprego?
  • O que é possível cursar online?
  • O que são os portais iTDi, Cambridge English Teacher, British Council Teaching English e afins?
  • Que outras formas de desenvolvimento profissional existem?

breltchat140515

Tinha gente de todos os walks of life trocando experiência. São diferentes histórias de carreira, funções atuais, cidades de origem e atuação, tempos de participação na comunidade… Todos juntos, agindo da forma mais característica da BrELT: sharing and caring.

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Ficou curios@? Leia o bate-papo aqui.