Calendar of ELT Events: Ano Novo, CPD de novo

Ano Novo, promessas novas. Se sua resolução para 2017 é dedicar-se mais ao seu desenvolvimento profissional, já dá para começar com os eventos agora mesmo de janeiro.

Nesta sexta-feira às 13h (horário de verão de Brasília, UTC-2), o BRAZ-TESOL abre sua temporada de webinars com our very own Ricardo Barros, moderador BrELT extraordinaire, em “Practical Tips to Teach Pronunciation”. Corram para se inscrever porque essa sala vai lotar muuuuito!

Por falar em lotação esgotada, dia 28 São Paulo recebe o III Teacher Development Day by Caltabiano Idiomas. Mas se você paulistano não está na lista desse evento, não fique triste, que dias 23 e 24 o Instituto Singularidades hospeda o  17º Encontro de Férias da SBS, em que se discutirão temas quentes como ensino com novas tecnologias e bilinguismo.

Quem não tem acesso à capital paulista também não tem do que reclamar, pois janeiro conta com bastante evento on-line, além do webinar do Ricardo Barros. Nesta segunda-feira, dia 16 às 21h, a Target oferece um workshop on-line e gratuito para quem está pensando em fazer o CELTA. No dia 21, o Pronunciation SIG do IATEFL terá o webinar ‘The role teacher’s manuals play in pronunciation teaching: an answer key or a complete guide?’ com Sinem Sonsaat. Nos dias 23 e 25, a Cambridge dará o webinar “Understanding reading comprehension assessment: What every teacher should know“. Aliás, toda essa série de webinars “Understanding … assessment” vale a pena acompanhar e buscar as gravações. E o último fim de semana do mês está dominado por dois eventos bombásticos. Para o sábado dia 28/01, o Teacher Development SIG da IATEFL organizou 4 palestras sobre o tema “Learnings when the wheels fall off”. Porque a gente aprende a dar aula nas condições normais de temperatura e pressão, mas os 4 apresentadores de continentes diferentes vão contar o que fizeram quando tudo deu errado. Muito legal, né?

Só que o domingo dia 29 vai ser mais legal ainda. A comunidade BrELT tem trazido muitas dúvidas sobre o que exatamente é o CELTA, ICELT, DELTA, os exames de Cambridge e outras opções de desenvolvimento profissional disponíveis para professores de inglês no Brasil. Por isso, a gente organizou o primeiro, o único, o incomparável BrELT Certified in 2017: Pursuing Professional Development, com as presenças confirmadas de Alberto Costa (Cambridge Assessment), Henrique Moura (Seven), Ricardo Barros (Target/Seven), Marcela Cintra (Cultura Inglesa SP), entre outros. Tudo de graça com live streaming no nosso canal do YouTube, de onde os participantes logados poderão fazer bastantes perguntas e tirarem todas as suas dúvidas. Fiquem ligadxs para mais informações e please help spread the word!

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BrELT coLAB -“A Leitura em Sala de Aula: Lendo além do Texto” por Teresa Carvalho.

Salve BrELTers!

Esperamos que todos tenham aproveitado bastante as festas!

2017 já está trazendo coisa muito legal por aqui. Dessa vez compartilhamos mais uma coLABoração para lá de especial. A partir de uma discussão super rica que rolou na comunidade sobre leitura, convidamos Teresa Carvalho para elaborar mais sobre o assunto.

     15042274_10211009857792458_6381144091068830279_oTeresa é formada em letras e linguística pela USP e está completando quase 30 anos como professora de inglês e português para estrangeiros. Ao longo destes anos ajudou centenas de pessoas a se comunicarem em inglês e Português, apresentou trabalhos em congressos dentro e fora do Brasil, fez muitos cursos, dentre eles os módulos 1 e 2 do DELTA, e compartilhou o que aprendeu com outros professores durante seus anos de mentoria na Cultura Inglesa, onde dá aulas há 10 anos. No momento, ela está terminando o curso de especialização em língua inglesa na PUC-Rio e está pesquisando e aprendendo sobre o uso de imagens e letramento visual no ensino de inglês como língua estrangeira.

Obrigado, Teresa!

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A Leitura em Sala de Aula: Lendo além do Texto  – Teresa Carvalho

   Você já imaginou dar aula para 100 alunos em uma só turma utilizando apenas um aparelho de áudio e uma lousa? Pois um professor que conheci faz isso diariamente em uma localidade remota da África. Como você adaptaria a sua abordagem e a sua metodologia para esta realidade provavelmente bem diferente da sua?

   Agora pense nas diferenças entre um e-mail pessoal e em um e-mail de solicitação de emprego. O que torna um diferente do outro? Pense no formato e no vocabulário utilizado em ambos. O que acontece quando uma receita de bolo é transmitida em um canal de vídeos?

   Todas as situações acima podem ser definidas como gêneros. Em todas estas situações — ou gêneros –, nos valemos de recursos verbais e não-verbais para podermos nos comunicar de forma efetiva e alcançar os nossos objetivos.  Como participantes, podemos transitar entre uma situação ou outra se tivermos familiaridade com as convenções de cada gênero, ou poderíamos nos sentir pouco à vontade se estivermos em uma situação desconhecida, como em uma defesa de tese de doutorado ou até mesmo em uma sala de aula com 100 alunos. Gênero é vida. Os diferentes gêneros “codificam os traços característicos e as estruturas dos eventos sociais, bem como os propósitos dos participantes discursivos envolvidos naqueles eventos ” (Balloco, 2005:65). Eles formam uma espécie de “inventário” dos eventos sociais de uma Instituição, seja ela a venda de um carro ou de um e-mail pessoal.

   No ensino de uma segunda língua, os gêneros desempenham papel fundamental para os nossos alunos. Através da vivência em diversas situações como a leitura de um cardápio ou em uma entrevista de emprego, os nossos alunos aprendem quem fala o que, com quem e como. A leitura em uma segunda língua também exige do aluno familiaridade com o formato, o vocabulário e também a quem o texto se dirige. A escolha dos gêneros que serão trabalhados em sala de aula dependerá em grande parte das necessidades dos nossos alunos. Hoje em dia, com a Internet, ler é fundamental. Porém note o crescente uso dos recursos audiovisuais que acompanham os textos escritos ou que sozinhos dão conta das informações. Portanto, o letramento visual também precisa ser trabalhado no ensino de uma segunda língua. Ler imagens também tornou-se fundamental para os nossos alunos compreenderem o mundo.

   Além de ter-se tornado uma exigência do mundo lá fora, a leitura é privilegiada pelas escolas no ensino de uma segunda língua como ferramenta para o letramento da língua materna. Os alunos também precisam desenvolver a competência leitora para realizar os exames vestibulares. E por isso é preciso que nós professores estejamos familiarizados com os exames e com as questões do ENEM, por exemplo, e a forma como elas são elaboradas. Que textos e gêneros são utilizados nas questões? O que cada questão procura testar? Quais os níveis de dificuldade as diferentes questões apresentam, e que nível de compreensão textual estes exames exigem do candidato?

   ESP (English for Specific Purposes) geralmente está relacionado ao ensino de inglês em uma área de conhecimento específica como finanças, medicina, engenharia, etc. E envolve as habilidades necessárias para o grupo de alunos. Assim, se o aluno precisa fazer apresentações sobre hidrelétricas, o professor o ajudará a fazê-lo ajudando-o a desenvolver fluência e conhecimento de língua específica para aquele gênero.

   No Brasil, no entanto, ESP — ou IFE (Inglês para fins específicos), costuma estar associado à leitura de textos específicos de uma área. Algumas pessoas já ouviram falar de inglês instrumental, que tem como objetivo fazer com que alunos, mesmo tendo baixo nível de proficiência, consigam entender um texto através do reconhecimento dos cognatos, sufixos, prefixos ou de formas verbais. Dependendo do nível de inglês do aluno, a aula poderá ser em português ou em inglês, porém não confundam ESP com métodos de tradução. O aluno deverá buscar no texto elementos linguísticos que o ajudem a compreender as ideias nele contidas e não apenas traduzir o que lê. O objetivo é fazer com que o aluno se desenvolva de forma autônoma a partir do reconhecimento de como a língua funciona tanto no nível lexical como sintático, e também através de estratégias de leitura.

   Dentre as estratégias de leitura que costumamos usar estão skimming e scanning, que geralmente ensinamos aos nossos alunos. Também utilizamos atividades que têm como objetivo gerar curiosidade e interesse dos nossos alunos no texto que irão ler assim como atividades que testam desde o reconhecimento de palavras do texto como a capacidade do aluno de conectar ideias dentro do texto durante a leitura. Após a leitura, podemos pedir ao aluno que dê a sua opinião sobre o texto ou relacione as ideias deste texto a outros textos. Ao fazermos estas atividades, proporcionamos aos nossos alunos a oportunidade de ler um texto em vários níveis, porém nem sempre nos damos conta de como estas atividades são elaboradas e dos seus objetivos, uma vez que muitos de nós trabalhamos com materiais didáticos que já trazem estas atividades prontas.

   Precisamos também nos darmos conta de que ler envolve muito mais do que apenas decodificar palavras. Embora seja considerada uma habilidade receptiva, a leitura requer interação entre o leitor e o texto, a partir da qual significados são construídos e reconstruídos. Diferentes leitores constroem diferentes significados na interação com um mesmo texto dependendo dos seus conhecimentos anteriores e do contexto onde circula este texto. Portanto, os textos têm muito mais a oferecer, e por isso, os nossos alunos podem e devem ir além das questões de reconhecimento de palavras, ou seja, de um conhecimento localizado, e da compreensão das ideias do autor, ou seja, um conhecimento global do texto. Devemos tentar entender como o texto constrói e desconstrói ideias e como os diferentes gêneros nos ajudam a entender as relações sociais.

   Talvez não nos preocupemos muito com estas questões porque muitas vezes, o material didático que utilizamos, e da forma como utilizamos, limita-se à compreensão do texto em si. Muitas vezes sequer temos tempo para trabalharmos os textos de forma mais aprofundada, e não raramente, o texto serve apenas como fonte de vocabulário para a lição ou para gerar interesse do aluno por um tema específico. Textos — quando autênticos ou mesmo adaptados  –, são recursos semióticos riquíssimos, ou seja, repletos de significados, e também como gêneros socialmente construídos e aceitos pelas diferentes comunidades discursivas — jornalistas, médicos, músicos, cientistas, professores, incluindo os próprios alunos através das suas produções textuais  –, inseridos no tempo e no espaço, que podem ser explorados em sala de aula das formas mais variadas.

   Para que possamos ir além, no entanto, precisamos nós mesmos ter uma visão crítica de como ajudamos os nossos alunos a desenvolverem a competência leitora em sala de aula e aproveitarmos os textos para que os nossos alunos tenham também uma visão crítica do que leem. Como eles relacionam o texto às suas realidades? Em que o texto contribui para a visão de mundo dos nossos alunos? O que eles diriam ao autor se pudessem escrever algo para ele? Que significados a ilustração de um texto constrói em conjunto com ele? Que ideologias e relações de poder este texto constrói? Estas e outras perguntas podem ser feitas na busca de uma compreensão dos textos como prática social e como discurso em permanente diálogo com o leitor.

 

Referências:

BALOCCO, A. E. (2005). A Perspectiva Discursivo-Semiótica de Gunther Kress: O Gênero como um Recurso Representacional. In Meurer, J. L. et all (eds). Gêneros: Teorias, Métodos, Debates. Parábola, pp. 65-80.

 

Retrospectiva BrELT 2016

Fmeme preocupada.jpgim de ano, e lá vem a Simone cobrando em repeat: “E o que você fez?”

Mas não temam: a BrELT está mais do que preparada para o inquérito da D. Simone. Olha só o tantão de coisa legal que rolou por aqui em 2016:

1. A comunidade cresceu ainda mais: celebramos 8 mil membros em 12/02 e batemos o marco dos 10 mil em 23/11*. Estamos fechando o ano com mais de 10.400 participantes — e o mais legal: com um engajamento diário dos membros que é de cair o queixo.

2. Tivemos 16 BrELT Chats, perfazendo um total de 6343 comentários, ou seja, uma média de quase 400 participações por chat. Só o último BrELT Chat do ano contou com 654 comentários. Frenéééético e com dicas e reflexões imperdíveis!

3. Combinando com as Olimpíadas da diversidade, organizamos um dia dedicado às questões LGBTQIA+ no ensino de inglês: o BrELT Queer Day. Mais do que o impressionante número de views (uma média de 195 por palestra), foi lindo ver o feedback de nossos colegas ressaltando a importância desse tema para que nossa prática seja cada vez mais inclusiva. Ficam nossos agradecimentos aos palestrantes pela qualidade das discussões propostas, que ainda podem ser vistas em nosso canal do YouTube.

4. Fizemos nosso primeiro evento presencial: um painel sobre Teacher Development em parceria com o TD-SIG do BRAZ-TESOL na BRAZ-TESOL International Conference em julho, em Brasília. O desenvolvimento profissional de educadores é a nossa principal preocupação na BrELT, e os nossos panelistas mostraram os desafios e resultados conseguidos em diferentes contextos: na BrELT, em escolas públicas, cursos de inglês e escolas particulares bilíngues. De novo, nosso grande obrigado aos palestrantes e ao moderador.

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5. Também teve BrELT no evento do BRAZ-TESOL Rio Chapter. Nossos moderadores Bruno Andrade e Priscila Mateini falaram do que nossa comunidade faz para o desenvolvimento profissional do ELT no Brasil.

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6. Completamos 5 anos de BrELT Chat e celebramos com um sorteio de 23 prêmios, entre livros e cursos ofertados pelas editoras e escolas que curtem a BrELT.

7. Consolidamos o RovingBrELT, trazendo para a comunidade as discussões e reflexões de 17 eventos ELT no Brasil e 3 do exterior.rovingbrelt

8. Entrevistamos 20 membros nossos, trazendo diferentes perspectivas sobre ensino de Young Learners e de Seniors, divulgando bolsas para professores de inglês, aprendendo sobre as associações TESOL e APIES, e sabendo mais sobre os BrELTers que foram tentar a carreira no exterior.

9. Ilá Coimbra nos manteve atualizados com o ELT Calendar, avisando-nos mensalmente dos principais congressos, seminários e webinars da nossa área.

10. Trouxemos o talento de Eduardo de Freitas para a Moderação BrELT. Não só ele desenhou muitos dos pôsteres lindos que você viu neste ano (outras tantas lindezas são do Bruno Andrade), como ele já chegou dando o sangue na comunidade.

11. Criamos o selo BrELT CoLAB, um espaço para que membros da BrELT compartilhem seus planos de aula, material didático ou reflexões sobre o ensino. Começamos em dezembro com uma lição fascinante e bem crítica da Mariana Casals, mas ao longo do ano, antes de o selo ser criado, tivemos outras contribuições com o mesmo espírito.

12. Lançamos a BrELT no Insta.

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Sigam lá: @brelt_brelt

13. Tivemos 3 enquetes para deixar a comunidade do jeito que você quer. Discutimos os Termos de Uso, o dia do chat e parâmetros para o Roving BrELT.

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14. Tivemos a primeira fase do nosso Language Development SIG, projeto que almeja oferecer um espaço de prática do idioma para professores brasileiros.

15. E tem pesquisa de mestrado na UFRJ sendo feita sobre nós! Participe também aqui.

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Ufa, escrevemos um post gigante e nem foi só isso não, hein. Veja mais no nosso Histórico!

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* Nosso agradecimento a todos que ajudaram a divulgar nosso espaço, em especial Marcio Pantoja, Paulo Torres, Fernando Guarany, Higor Cavalcante e Bruna Caltabiano.

Bolsa Hornby – Faça um M.A. na Inglaterra!

Muitos professores brasileiros relatam que têm vontade de fazer uma pós-graduação na área no exterior, mas teriam dificuldades de arcar com a anuidade e o custo de viver lá fora. Por que então não tentar a Bolsa Hornby? Ela custeia o mestrado em Ensino de Língua Inglesa (M.A. in ELT) da excelente Universidade de Warwick para professores de inglês com no mínimo dois anos de experiência. E não é só a anuidade, a bolsa também lhe oferece um valor mensal para ajudar a bancar a vida por lá, as passagens de ida e volta, as taxas do visto e um reembolso do IELTS, que é pré-requisito. Como se não bastasse, o Hornby scholar é agraciado com visitas técnicas a escolas e outros lugares de interesse no Reino Unido, além de participar do Congresso da IATEFL, um dos principais eventos da nossa área.

Se você quiser saber mais sobre a bolsa, leia a chamada do British Council, devore o edital e aprenda mais sobre o curso de M.A. em Warwick. Confira também a entrevista que fizemos com Larissa Goulart, a simpaticíssima BrELTer que ganhou a bolsa no ano passado e que se prontificou a ajudar os membros da comunidade que tenham dúvidas sobre o processo. Mas corram: as inscrições para a bolsa 2017 vão até o dia 16 de janeiro!

Boas festas!

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Compartilhar, colaborar, confraternizar — temos a felicidade de contar com o espírito natalino em nossa comunidade durante todo o ano. Hoje não poderia ser diferente. Que este momento de renovação nos encha de muita energia e paz para um 2017 pleno de oportunidades de aprendizado, desenvolvimento e amizade! Um abraço fraterno de todos nós da moderação e nosso muito obrigado por fazerem deste espaço um grande presente.

BrELT coLAB -Lesson Plan on “Privileges” by Mariana Casals

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Teenage Privileges by Mariana Casals

Autor: Mariana Casals
Level: Pre-intermediate
Age: 10-13
Objective: To get students think critically about privileges.

Esta é uma aula para alunos pre-intermediate de 10 a 13 anos, como um convite à reflexão de privilégios que adolescentes têm.

Foi desenvolvida tendo em mente alunos de classe média alta de um curso particular na zona sul do Rio de Janeiro. Percebo que eles são muitas vezes desrespeitosos com seus pares e com os professores e fazê-los pensar em outras realidades e nas suas próprias vem como mais um recurso para que eles ganhem a consciência de que não são todos que têm a mesma realidade que eles e que muitas crianças não possuem.

Eu gosto de trabalhar com as minhas turmas atividades que promovam valores de gratidão e de percepção de múltiplas realidades, para que possam desenvolver empatia e tenham conhecimento cultural de outros países e a forma como as pessoas vivem ao redor do mundo.

A atividade de nenhuma forma vem para chocar ou inferir valor nem a eles nem àqueles que nos comparamos. Observei que os alunos se surpreenderam entre eles, pois mesmo entre crianças de um mesmo grupo uns possuem acesso ou facilidades que outros não possuem; e eles ficaram, ao final, ou gratos pelo que possuem ou mais perceptivos às suas realidades.colab

Normalmente usamos materiais didáticos que oferecem aspectos culturais do dia-a-dia de um adolescente estadunidense ou britânico e é interessante que preparemos os cidadãos do futuro, que sejam capazes de transitar num mundo globalizado e sejam conscientes das mais diversas realidades e até mesmo que possam reconhecer a si e a seus pares em suas comunidades e percebam que podem se tornar agentes de transformação desse mundo.

Gostaria de imaginar que não apenas os alunos possam chegar em casa e sejam mais gratos por poderem ocupar um lugar de privilégio, como também se interessem por buscar informações sobre lugares onde outras crianças e adolescentes vivem cenários bem diferentes dos deles e possam ser empáticos e, quem sabe, ao ver a história de outras crianças que não têm acesso ao que eles muitas vezes consideram como básico possa inspirá-los a pensar em modificá-las e a si mesmos.

Existem múltiplas formas de usar essa lista e no plano de aula abaixo seguem três sugestões de atividades de produção baseadas nela. Gostaria de receber o feedback de vocês e ver outras soluções que encontraram para a lista.

DOWNLOAD LESSON PLAN HERE

Último BrELT Chat do ano!

No último BrELT Chat do ano de 2016, vamos discutir um tema que é sempre solicitado na comunidade: aulas particulares. Como captar alunos? Como mantê-los? Como lidar com a parte administrativa e financeira das aulas particulares? Que materiais funcionam melhor num contexto one-to-one?  Quais são as especificidades desse contexto de ensino e aprendizagem? Como adaptar nossas técnicas de ensino em sala de aula para esse contexto?

São muitas as perguntas que as aulas particulares geram! Venha compartilhar suas experiências e dificuldades e aprender com os colegas às 22h (Horário de Brasília de verão = UTC-2) no post afixado na comunidadehttps://www.facebook.com/groups/brelt/permalink/1229470660461412/

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Pôster por Eduardo de Freitas