Resumo: O ensino de ingles como lingua franca – democratização da língua x aspectos culturais

Dessa vez a colaborado Teresa Carvalho, escreveu um otimo resumo sobre o ultimo #breltchat. Teresa tuita em @teresa1999.

Obrigado Teresa!

O Inglês como língua franca: Democratização da língua vs. Aspectos culturais

Na verdade um tema polêmico ainda mais em tempos de globalização. É possível falar e ensinar inglês desconsiderando os aspectos culturais inerentes ao idioma — refletidos nas expressões idiomáticas, na escolha do léxico e da pronúncia, por exemplo? É possível que falantes de outras línguas possam utilizar o inglês apenas como uma ferramenta de comunicação? Quando utilizamos ELF (english as a língua franca) e quais os resultados obtidos? Afinal de contas, os nossos alunos têm como objetivo aprender a cultura ou aprender a utilizar o idioma apenas?

Em primeiro lugar, precisamos definir e ilustrar ELF e bilingüismo, uma vez que os falantes de ELF são necessariamente falantes de outras línguas ou oriundos de culturas distintas que transitam entre uma língua e outra com desenvoltura. Eis as nossas conclusões:

@GrammyLatino #breltchat Pra mim, ELF tem a ver com o terreno comum entre povos de culturas linguísticas diferentes….

@hoprea #breltchat Inglês como língua franca é o uso do inglês para comunicação entre não-nativos. A língua pura e simplesmente como ferramenta.

@BrunoELT Ou com uma tentativa canhestra de mostrar prestígio social… #breltchat

@vbenevolofranca #breltchat Para mim ser bilingue é quando fazemos “code switching” sem pensar.Portanto considero muitos professores como falantes bilingues.

Mais adiante discutimos a nossa identidade cultural vs. Identidade cultural dos países anglófonos. ELF é uma ameaça a nossa identidade cultural? Podemos manter a nossa identidade cultural mesmo falando um outro idioma?

@GrammyLatino #breltchat Acho que está havendo confusão entre ‘conhecer’ aspectos culturais e ‘exibi/adotá-los’… não devemos mudar nossa identidade!!

@GrammyLatino #breltchat Creio que ELF pode e deve ser usado para valorizar a diversidade cultural… compartilhar com o mundo (em inglês?) o melhor daqui

@ncguerreiro @GrammyLatino #breltchat concordo! compartilhar o melhor daqui e ouvir o melhor de cingapura, indonésia, venezuela, polônia…

@CeciELT @hoprea @BrunoELT @GrammyLatino Também acho que a gente pode colocar muito da cultura da gente quando fala outra língua #breltchat

@hoprea #breltchat ELF é um fato, uma realidade. Transcende barreiras culturais ou imposições.

@nickelnoisy #breltchat pra mim é uma ponte em que ambos os interessados podem caminhar sem intermediarios culturais. Nao?

@vbenevolofranca RT @teresa1999: #breltchat quando falamos um idioma que não é o nosso passamos para ele a nossa cultura e nossas perspectivas. Ñ existe neutralidade em língua.

Falar em ELF é falar também sobre a vivência do inglês de alguma forma. Eis que nos perguntamos se hoje em dia em um mundo globalizado viver em um país de língua inglesa ainda é um requisito importante para se poder ensinar inglês. Bem, talvez antes da globalização e da internet, professores nativos ou com vivência no exterior fossem mais valorizados, mas e hoje?

@vbenevolofranca @BrunoELT Pois é, eu acho que isso era verdade um tempo atras…será que isso ainda vale hoje? #breltchat

@ncguerreiro @vbenevolofranca @llea_dias @BrunoELT #breltchat a história d morar fora! depende mt d qt realmente praticou, daí fora o no br dá qs na msm

@shirleyteacher .#breltchat esta hist de morar fora é= “prof nativo”: imagina um nativo q vive no cais do porto RJ vai a outro pais ensinar’ “PORT DO CAIS”

Justamente por ter se tornado uma língua franca falada por um número cada vez maior de não-nativos, o inglês pode apresentar inconsistências em sua forma. A noção de ‘certo’ ou ‘errado’ cabe no conceito de ELF uma vez que o objetivo é a comunicação apenas?

@pollyspice @nickelnoisy #breltchat Haverá interferência cultural e fonológica, mas o approach da Lingua Franca é ignorá-los.

@teacherfab @GrammyLatino Tudo em inglês. E descobri aí a variação do chamado “Japanese English”. Existe até em bibliografia. #breltchat

@vbenevolofranca @GrammyLatino Meu marido em conference call com colegas de TI na India, EUA e Holanda. Não era inglês de livro didático!Funcionou!#breltchat

@teacherfab @vbenevolofranca Exatamente, não é um inglês de livro didático, mas um ‘inglês comunicacional’ (existe isso?) #breltchat

Para concluir,  a questão se volta para o ensino do inglês. Que inglês de fato ensinamos para os nossos alunos? Retornamos para o início do nosso chat para procurarmos um equilíbrio entre ELF e EFL  e nos perguntarmos sobre o que os nossos alunos esperam aprender.

@ncguerreiro @hoprea #breltchat =D pergunta: o que devemos ensinar: ing geral (já q o resultado vai ser uso como língua fr msm) ou ing língua franca?

@teacherfab Eu acho que sim, IMHO. RT @Raquel_EFL: ELF seria uma personalização compartilhada do EFL ensinado? #BRELTCHAT

@pollyspice @Gusbarcellos E como ensinar a língua sem ao menos mostrar a cultura?#breltchat

@Gusbarcellos Tentamos passar aos alunos um pouco da cultura da L2, mas esse não é o objetivo principal da maioria dos alunos. #breltchat

@vbenevolofranca RT @teresa1999: #breltchat Em sala de aula eu mostro possibilidades. Em ingles americano é assim, em ingles britânico…

@teacherfab #breltchat Acho que é isso o cerne da questão para nós professores: encontrar a motivação do aluno para o uso da língua e abrir-lhe portas.

Bem, estas foram algumas das perguntas que fizemos no nosso chat. Em linhas gerais, concluímos que está de fato havendo uma democratização do inglês já que já está sendo cada vez mais falado com sotaques variados emprestados de outras línguas. Muitos falantes já não têm a preocupação com os conceitos de  certo ou errado da gramática desde que consigam se comunicar e atingir seus objetivos ‘comunicacionais.’ Com as ferramentas da internet já é possível se expor ao inglês sem precisar colocar os pés em países anglófonos, portanto já não podemos limitar o  inglês à territórios definidos, mas sim ao grande espaço virtual do qual fazemos parte e aos movimentos migratórios impulsionados pelas mudanças econômicas.

As respostas encontradas nem sempre foram unânimes, mas  afinal de contas, a pluralidade das nossas idéias nos faz descobrir diferentes olhares para o mesmo tema, assim resumido:

@GrammyLatino #breltchat Para mim um ponto importante levantado hoje é que o ELF existe certamente, mas cada um tem uma relação diferente com o idioma…

E para quem quer saber mais sobre o tema, aqui vão algumas dicas deixadas no chat.

@ncguerreiro @vbenevolofranca @CeciELT http://t.co/T8q4BrOf “Assessing English as a Lingua Franca” Cathie Elder & Alan Davies #breltchat

@hoprea #breltchat Recommended reading based on the discussion today: David Crystal’s “The Cambridge Encyclopedia of Language” – Language & identity

@hoprea #breltchat Para algumas informações sobre ELF, veja David Graddol, página 87: http://t.co/rFbxFtnT Vale a pena ler!

@vbenevolofranca Quem desejar mais leitura sobre ELF, segue aqui escrito pela Jennifer Jenkins: http://t.co/93zwWCr0 #breltchat

@CeciELT @thornburyscott also did a thought-provoking post on ELF here tinyurl.com/3rpgvsw Don’t forget to read the comment thread! #breltchat

 

 

 

One thought on “Resumo: O ensino de ingles como lingua franca – democratização da língua x aspectos culturais

  1. Obrigada pelo resumo! Infelizmente, agora q descobri q havia várias pessoas participando q não apareciam no meu search pelo #breltchat (nem no browser, nem no tweet deck). Como fazer para acompanhar a todos?

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