Um pouco de treinamento reflexivo ajuda a lidarmos melhor com problemas em sala?: mensagens da discussão no FB

Footprint by @sandymillin from #eltpics

“O conhecimento exige uma presença curiosa do sujeito em face do mundo. Requer uma ação transformadora sobre a realidade. Demanda uma busca constante. Implica em invenção e em reinvenção”.  Paulo Freire

O #BRELTchat busca estimular a reflexão profissional entre nós educadores de língua inglesa. Por isso, estamos em fase experimental, testando novos meios para as nossas discussões.

O #BRELTchat é baseado na inovação introduzida em 2010 com o #ELTchat, onde o Twitter foi utilizado como plataforma para o diálogo profissional entre professores de inglês no mundo inteiro. Criamos o #BRELTchat em abril de 2011, buscando um modelo que tivesse a cara de nós Brasileiros. Depois de quase um ano utilizando o Twitter, estamos agora tentando o Facebook, para ver se este é um veículo melhor para nós.

O #BRELTchat não seria possível sem vocês. Portanto, adicionem seus comentários, idéias e sugestões ao final deste post.

Até.

Os Moderadores: Valéria Benévolo França, Henrick Oprea, Bruno Andrade, Raquel de Oliveira.

———————

Valeria Benevolo França Olá, boa noite, pronto para o nosso chat?

Bruno Andrade Você concorda que treinamento ajuda a diminuir problemas típicos de sala de aula, como discipline

Valeria Benevolo França ‎Vaddie Najman é aqui mesmo.

Shirley Rodrigues Hey everyone! (^^)

Aline Guimarães Hi!

Bruno Andrade ‎Giselle Menoio eh uma das minhas alunas de um projeto social da Cultura Inglesa. Bem vinda, Giselle! O quão importante eh o treinamento para aliviar as usuais tensões de sala de aula na sua opinião?

Giselle Menoio acho que esses problemas como disciplina são melhores tratados com um pouco de intuição ou instinto… falo isso pq não tive nenhum tipo de treinamento desse tipo, mais acho que o fato de eu ser mãe consigo lidar com esse fato por instinto…

Ana Paula Cypriano Concordo. Além do que ao refletirmos acabamos por tentar compreender melhor o contexto, pensar em possíveis soluções, etc

Valeria Benevolo França Olá a todos. Como é que conceituamos a questão de treinamento reflexivo para alunos, pensando sobre a questão da disciplina, por exemplo?

Leandra Dias Levar os alunos a refletir sobre suas obrigacoes e action plans para sucesso no processo de apredizagem eh sem duvida de grande ajuda na sala de aula

Aline Guimarães Acredito que exemplificar, fazê-lo passar pelo exercício da reflexão é mais fácil do que conceitua-lo.

Teresa Gomes de Carvalho Olá, boa noite!

Shirley Rodrigues Quando flamos em “treinamento de alunos” me soa como condicionamento… Não que os alunos não tenham q estar “condicionados” a algumas rotinas de sala de aula.

Valeria Benevolo França Isso Giselle Menoio e Ana Paula Cypriano, a ideia de achar soluções é um ponto vital nisso tudo.

Eduardo Santos Acho que também o fato dos alunos decidirem sobre as regras em sala de aula, disciplina e, porque não, punições também, ajuda bastante na hora da reflexão e a responder os porquês das medidas tomadas pelo professor.

Valeria Benevolo França Sim, bom ponto Aline Guimarães, a experiencia de algo, que pode vir da troca de ideas…

Giselle Menoio isso eu concordo, mais os alunos precisam de rotinas, certo?

Shirley Rodrigues Mesmo em grupos de YLEs gente?

Aline Guimarães quando o assunto é disciplina, uma checagem ao final da aula com algumas perguntas, por exemplo, pode fazê-los entender o pr=orque se comportaram bem ou não na aula…

Leandra Dias Sim Shirley Rodrigues, eles podem refletir sobre o contrato de sala de aula e podem se auto -avaliarem

Bruno Andrade Hoje participei de um worshop dado por Teresa Gomes de Carvalho, mentora da Cultura Inglesa e foi uma ótima oportunidade para os professores refletirem sobre o que chamamos de “The D-Word”. Acho que poucos professores se unem para construir um plano de idéias para combater problemas de classroom management, como disciplina

Valeria Benevolo França Okay, vamos então falar de “prática” reflexiva em vez de treinamento? Funciona melhor assim?

Eduardo Santos Concordo Aline Guimarães, reflexão logo após a aula é também uma forma de evitar que tudo que aconteceu seja esquecido na aula seguinte, por exemplo.

Ana Paula Cypriano Um ponto me chama atenção que o treinamento reflexivo demanda um certo tempo. Então, é importante que o professor não desista se não obtiver os resultados esperados inícialmente.

Shirley Rodrigues Acho q estabelecer rotinas é fundamental para a disciplina, principalmente com YLES. 😉

Aline Guimarães como uma checklist…algo do tipo…você usou somente Inglês para se comunicar durante a aula? Trouxe o material didático? Fez trabalho de casa?

Giselle Menoio isso e verdade Bruno Andrade… depende muito do grupo em que trabalhamos e o quanto estamos conectados para discutirmos esse assunto com outros professores

Bruno Andrade Concordo plenamente, Ana Paula Cypriano. Consistência eh parte importanit

Teresa Gomes de Carvalho Eu acredito que podemos sim levar os alunos a refletir e a mudar alguns hábitos para melhorar o aprendizado e a convivência.

Shirley Rodrigues Funciona Valeria. \o/

Bruno Andrade Consistência eh parte importante na construção de uma comunicação de qualidade entre professores e alunos. Isso tudo leva tempo até que os alunos internariam

Valeria Benevolo França Sim, bom ponto Ana Paula Cypriano eEduardo Santos, ainda mais com crianças, talvez precisamos da repetição da ação para ajudar na compreensão, aceitação e adesão ao que foi combinado.

Bruno Andrade Internalizem o conceito de disciplina

Shirley Rodrigues Coinsistência e insistência Ana Paula & Bruno.;) (^^) Regras para chklist acabam virando parte da decoração do mural ao fim do semestre se não forem lembradas constantemente…

Aline Guimarães Creio que a motivação tb deve ser trabalhada ao longo do processo para que a checklist não se perca. Por vezes essa será intrínseca outras extrínseca…

Valeria Benevolo França Bom, falamos muito do problema de disciplina em sala, que acaba sendo algo mais tangível e fácil de lidar por estar bem claro. Mas como podemos pensar em aspectos mais “pedagógicos”, por exemplo, fazer o dever de casa? Já que o “não fazer do dever” é um problema que enfrentamos.

Eduardo Santos ‎Valeria Benevolo França, eu acho que a prática reflexiva ajuda muito para problemas com soluções imediatas, para o dia-a-dia. Já o treinamento é ótimo para auto reflexão, ou reflexão do grupo de professores e usado para organizar e preparar o que será feito durante o semestre. Talvez com uma visão mais ampla ?

Bruno Andrade ‎Aline Guimarães eu até simpatizo com a idéia de checklist. Mas fico pensando até que ponto nao estamos cerceando o aprendizado dos alunos que não ganharam o “tick”. Temo que a boa disciplina se torne uma moeda de troca…

Shirley Rodrigues Acho q o chklist, traffic lights ou qq coisa do gênero funciona melhor em relação a feitura das atividades de casa , por exemplo. Vc acaba tendo algo “material” para mostrar , principalmente para os responsáveis. Além do mais, à medida que el vai ficando cheio de bolinhas vermelhas, ele percebe o gap no seu processo.

Ana Paula Cypriano A consistência e insistência são importantes porque as vezes os alunos testam o professor para saber se ele manterá sua posição quanto a uma regra ou atitude previamente acordados

Eduardo Santos Bom ponto Bruno Andrade. As vezes me preocupo com algumas medidas que faço em sala pois noto que acabam virando ‘moeda’ de troca – o que resulta na ‘não reflexão’ por parte do aluno.

Valeria Benevolo França Então fica uma coisa de estímulo resposta, em vez de ser pela razâo certa, é isso Bruno Andrade?

Bruno Andrade Homework eh um problema e tanto, Valeria. Já vi professores levando 40 minutos pra corrigir um homework. Que aluno teria prazer em fazer um dever desses? HW não pode servir de filler. Tem que ser motivador, desafiante, curto e objetivo.

Aline Guimarães Creio que a boa disciplina deve reconhecimento e as perguntas ajudam os alunos a entender o que esperamos dele. Por vezes exaltamos o errado e damos pouco valor ao certo. Quantas vezes enfatizamos em público o bom comportamento de um aluno? Creio que isso faz a diferença. Ao mostrar ao aluno como proceder, estamos de uma certa forma orientando-o…

Eduardo Santos Isso acontece muito mesmo Ana Paula Cypriano. Consistência e insistência são pontos importantes.

Teresa Gomes de Carvalho Checklist é uma boa idéia Shirley Rodrigues, mas o aluno precisa ter um mínimo de vontade de progredir e precisa ser motivado para isso. Há alunos que não estão nem aí. Para estes é preciso fazer um trabalho diário de auto-reflexão e prática.

Valeria Benevolo França Hmm, Shirley Rodrigues a ideia de ver algo cheio de bolinhas vermelhas me cria um certo arrepio…já numa segunda bolinha eu já estaria conversando com o aluno ou pai etc.

Henrick Oprea Não creio que homework tem que ser curto e objetivo. Homework tem que ter um propósito claro e ser algo que leve ao aprendizado – a quantidade se torna irrelevante se o foco for a qualidade.

Teresa Gomes de Carvalho ‎Bruno Andrade, concordo plenamente! HW é para tirar dúvidas e deve ser dinâmico, interessante com a participação de todos. Quando pergunto algo a um aluno que não fez, dou um tempo para ele trabalhar na questão e depois volto para ele. “Dou de presente a questão e marco o nome ao lado dela. Há algumas atividades interessantes para correção de hw.

Ana Paula Cypriano Semana passada fui a uma palestra da Professora Fernanda Liberalli em que ela disse que as vezes a mesma coisa aparentemente pode ser diferente. Que tudo depende de como é feito. Talvez seja isso, não sei. Será que se utilizarmos esses procedimentos que nos rememtem ao behaviourismo, mas adicionarmos o aspecto reflexivo não podemos gerar uma mudança não só de atitude, mas de consciência por parte dos alunos

Henrick Oprea Bem, acabei de chegar, mas pelo que li, senti falta de um melhor entendimento do treinamento reflexivo. Estamos falando apenas de disciplina ou de uma prática reflexiva como um todo para o aprendizado?

Bruno Andrade Pois eh, Valeria Benevolo França. Tenho repensado bastante sobre o lado humanista do ensino. Estimulo-resposta eh demasiadamente behaviorista, IMHO. Muitas vezes a gente deveria buscar no proprio aluno uma razão pra que as atividades sejam produtivas e engaging, dentro delas o homework tb.

Eduardo Santos Verdade Teresa Gomes de Carvalho, mas talvez se voltarmos ao que Valéria falou no início sobre ‘treinamento’, então, toda a prática diária, problemas apontados pelo grupo de professores, juntamente com coordenador e histórico da turma, ajudam a ‘criar’ soluções para o trabalho diário. Se há planejamento e reflexão periodicamente, os problemas em sala podem ser antecipados.

Shirley Rodrigues Sim, Valeria, esta é a idéia das bolinhas 😉 Mas, lembrei alunos que correm o dia todo e sempre vem para a aula com o uniforme que estão usando desde as 7h da manhã… Fazem o dever no carro… O pai/tia/avó acaba levando o material para ele e ele não pode fazer o dever… Há que haver algo para mostrar a este pai, senão ele simplesmente vem choramingar sobre o tempo, o trânsito… etc., sem preocupação com o progresso do filho…

Valeria Benevolo França Sim, vamos voltar a pergunta do Henrick Oprea: Estamos falando apenas de disciplina ou de uma prática reflexiva como um todo para o aprendizado?

Shirley Rodrigues Pois é Henrick, eu tb tô com mixed feelings sobre este tópico de hoje… (^^)

Henrick Oprea Bem, posso estar equivocado, mas acredito que o princípio de uma prática reflexiva se dá no momento em que você questiona o aluno sobre os reais motivos de estar em uma sala de aula, e como melhor aproveitar a situação na qual se encontram. Uma conversa franca, ouvindo bastante do aluno, sem respostas prontas, mas com boa capacidade de argumentação.

Teresa Gomes de Carvalho Planejamento é uma ótima palavra,Eduardo Santos. Quando existe troca entre os professores, podemos ver bons resultados. As experiências de cada um contam.

Aline Guimarães Sobre HW, certamente ele deve ser objetivo.E necessário que o aluno possa entender o porque está fazendo e tb sentir progresso.

Raquel de Oliveira chegando em casa das aulas agora… vou ler e começar a participar: boa noite!

Bruno Andrade Mas pensando pelo lado do aluno, HW muito longo fica chato e eles perdem o interesse. Além de reclamarem dos muitos outros deveres que tem pra fazer de outras matérias, Henrick Oprea– quando o dever eh longo, busco novas formas de correção, pra que a aula não fique centrada só nele e que em 10 minutos todos já estejam dormindo.

Shirley Rodrigues vez em qdo é legal corrigir HW no final Bruno, ou no meio da aula… tira a previsibilidade…

Eduardo Santos Sim Henrick Oprea, concordo com seu ponto sobre prática reflexiva. O que eu estava comentando era o ponto inicial sobre treinamento de professores, isso aliado à prática reflexiva.

Teresa Gomes de Carvalho Precisamos ser mais seletivos quanto ao hw dado o número cada vez maior de alunos, o perfil da turma, inclusive podemos pegar algumas atividades de hw e transformá-las em um warmup no inicio da aula.

Henrick Oprea Entendo, compreendo e não discordo, Bruno Andrade. Entretanto, o problema não está na duração do homework. O problema é quando o HW é puramente mecânico, que não estimula a o pensamento crítico do aluno, e que não possibilita nenhum washback em sua correção.

Bruno Andrade Concordo plenamente!!! Mesmo pw pega eles de surpresa. Já tive uns alunos que chegavam atrasados de propósito pra não pegarem a correção do HW

Bruno Andrade Welcome Raquel de Oliveira

Henrick Oprea Mas volto a pensar na questão de uma prática reflexiva voltada ao aprendizado. Por exemplo, quantos de nós compartilham com os alunos o racional de práticas de aprendizagem para que os alunos identifiquem o que funciona e o que não funciona para eles?

Aline Guimarães Sobre planejamento, nosso papel em sala de aula é de encorajar autonomia no processo de aprendizagem e buscar a sensação de progresso visando a motivação dos alunos. Sendo assim, a reflexão está diretamente ligada a todos os momentos da aula e, claro, passa muito pelo planejamento da cada aula.

Teresa Gomes de Carvalho Hoje mesmo, corrigimos um hw mais curto mas os alunos tiveram algumas dúvidas e surgiu um vocabulário e daí expandimos para uma conversa interessante sobre saúde.

Eduardo Santos SObre HW, concordo com Bruno e Henrick. Um ponto fundamental é deixar claro para o aluno a razão e a importância do HW, especialmente para o ensino de uma língua estrangeira. Muitas vezes bem diferentes de tarefas escolares ‘mecânicas’ que os alunos estão acostumados a fazer.

Shirley Rodrigues Ah, isso vemn do diálogo Henrick, com certeza: tive um grupo que reclamou do “checking instructions”, já que eu perguntava algo que , segundo eles estava óbvio no enunciado. Expliquei que não estava subestimando a capacidade deles mas sim usando uma técnica que nos dava segurança em relação ao entendimento de todos. Pronto, fim do mal estar… 😉

Teresa Gomes de Carvalho Durante a correção dar a devida importância e buscar a participação de todos. se a gente corrige de qualquer maneira, o aluno não compra a idéia e se a gente sobrecarrega com muitos exercícios (alguns nem tão relevantes assim) a gente não tem a adesão dos alunos.

Bruno Andrade Concordo plenamente. Henrick Oprea, na verdade nesse ponto a duração do HW vira um problema menor

Henrick Oprea Em uma conversa com alunos mais novos sobre o ato de aprender, todos concordaram que se aprende mais quando se faz as coisas ao invés de apenas sentar na sala e ouvir o professor. Por outro lado, todos preferem que o sistema continue como está porque, palavras dos alunos, “é mais fácil assim. Fazer as coisas por nós mesmos dá muito trabalho.” Mas aí entra um belo gancho para começar a mostrar a importância do fazer para aprender.

Eduardo Santos ‎Henrick Oprea, pude explorar esse ponto com meus alunos durante o Delta. Conclui que os alunos se sentem mais motivados, encorajados e focados no que é preciso para o seu próprio melhoramento. É visível a mudança quando conversamos abertamente com o grupo sobre práticas de aprendizagem.

Teresa Gomes de Carvalho Podemos utilizar muitos recursos para ‘acender’ no aluno a percepção do que ele pode fazer para o seu progresso, desde passar um video e discutir sobre o aprendizado até contar nossas próprias experiências como aluno, etc.

Henrick Oprea ‎Eduardo Santos, geralmente todos nós costumamos responder positivamente quando vemos os outros preocupados com nosso aprendizado. E, vamos concordar, aprender é um fator de motivação muito grande. Ter sucesso no que estamos tentando é um catabolizador da motivação. A conversa aberta, direta e sem rodeios pode ser muito benéfica mesmo!

Valeria Benevolo França E a prática reflexiva com os alunos também pode significar que em algum momento possamos ouvir algo que não nos agrade…o olhar do aluno a nosso respeito pode aparecer através da voz do aluno sobre questões pedaógicas, e temos que estar preparado para também refletir sobre isso.

Ana Paula Cypriano Acho que você Henrick Oprea mencionou um ponto super importante: o pensamento crítico. O desenvolvimento do pensamento crítico é essencial para uma prática reflexiva. Entretanto, se o grupo ( professor e alunos) não estiverem desarmados e abertos a ponderar sobre o ponto de vista do outro, em vez de solucionarmos problemas e questões que previnam a construção do conhecimento, teremos um problema de relacionamento no grupo e brigas.

Shirley Rodrigues professor = mediador Ana , tem jeito não… (^^)

Raquel de Oliveira Os alunos fazerem este debriefing sobre atitudes, assim como tb o educador, é essencial na busca de estratégias que melhorem o processo de aprendizagem.

Henrick Oprea Um ponto crucial, Valeria Benevolo França e Ana Paula Cypriano. Estarmos desarmados, preparados para ouvir críticas é importantíssimo para tudo funcionar. Em uma sala de aula, temos que ser os “adultos”, aprender a separar o pessoal do profissional, e ter segurança de que fazemos nossas escolhas buscando o melhor para o aluno. E nunca levar as coisas para o lado pessoal. Se não formos os exemplos, aí a coisa descamba mesmo…

Teresa Gomes de Carvalho Há atividades muito interessantes para levar os alunos a estas reflexões sobre o aprendizado. Podem ser feitas atividades que ressaltem a importância de uma atitude positiva em relação ao curso, aos colegas, etc. Não podemos nunca subestimar a capacidade deles de mudar e progredir.

Fernando Guarany Parece-me haver um consenso sobre a importancia de dialogar abertamente com os alunos sobre o seu processo de aprendizagem (sucessos, dificuldades, etc.). Concordo plenamente com a indispensabilidade desse dialogo, mas o que vejo muito comumente na pratica sao professores sem tempo ou (ate mesmo) energia para tal.

Eduardo Santos Ótimo ponto Valeria Benevolo França. Ouvindo o aluno e os problemas que às vezes não percebemos e vai passando, podem (e devem) ser transformados em solução. Isso leva ao termo ‘problematização’ sugerido por Paulo Freire.

Raquel de Oliveira ‎Valeria Benevolo FrançaHenrick Oprea e Ana Paula Cypriano, se educação vem de educare, transformare, concordo que é fundamental que modifiquemos também nossas estratégias tendo como crivo as diretrizes da instituição onde trabalhamos, os preceitos pedagógicos e o feedback de nossos pares (alunos, mentores, workmates e etc…)

Shirley Rodrigues Concordo com a Teresa: muitas vezes , ao invés de discutir as práticas “erradas”, é melhor enaltecer as boas práticas, mostrando que eles sabem o caminho certo 😉 Ressaltar as boas atitudes.

Teresa Gomes de Carvalho Críticas são bem-vindas. Precisamos escutar e mudar se for preciso. Flexibilidade é importante. O nosso aluno é a razão de estarmos na sala de aula.

Henrick Oprea Isso vai muito de nossas próprias crenças em relação ao ensinar e aprender. Se o professor vem de um background bem conservador e tradicional, onde o professor fala e o aluno abaixa a cabeça, o que estamos falando aqui de diálogo aberto não fará sentido… A mudança tem que começar de nossa própria busca por melhorar. Ensinar é constantemente buscar aprender.

Raquel de Oliveira ‎Fernando Guarany, o ‘tempo’ é um algoz dos professores? e para os alunos? damos tempo para que eles pensem em suas estratégias de aprendizagem? e temos tempo de pensar em como fazê-lo?

Aline Guimarães Algumas vezes o dia-a-dia e suas tarefas sem fim podem nos levar a automatizarmos procedimentos esquecendo então a reflexão não só nossa, mas também a qual queremos atingir no nosso aluno…isso não pode acontecer.

Henrick Oprea Só acho que é necessário ter um equilíbrio. Nem tanto ao céu e nem tanto ao inferno. Não acho correto pecarmos pelo excesso e acreditarmos que os alunos sempre saberão o que querem e o que precisam aprender… já dizia Steve Jobs, “Não fazemos pesquisa de mercado porque as pessoas não sabem o que querem.”

Raquel de Oliveira ‎Aline Guimarães, como evitar esta automatização?

Valeria Benevolo França ‎Eduardo Santos, para quem não esteja familiarizado com o termo, esta definição de problematização está okay com vc?: Etapa de Problematização: etapa em que o professor desafia e inspira o aluno a superar a visão mágica e acrítica do mundo, para uma postura conscientizada.

Henrick Oprea A questão do tempo pode ser solucionada, hoje em dia, muito mais facilmente do que no passado. Criamos um bom rapport com nossos alunos através de relações ‘virtuais’, o que facilita no rapport em sala de aula e no aprendizado, mesmo com pouco tempo de contato em sala de aula é possível conhecer um pouco melhor nossos alunos.

Raquel de Oliveira a prática reflexiva implica em termos um plano de ação. temos isto? em suas escolas / instituições há algum exemplo de sucesso a ser compartilhado? (pergunta a todos e genuína)

Teresa Gomes de Carvalho Sim concordo Henrick Oprea, mas algumas vezes temos que reconhecer que o que estamos fazendo não está dando certo. No entanto é claro precisamos ser coerentes com as nossas crenças do que é ensinar e aprender. Se não acreditarmos no nosso trabalho, não passaremos segurança para o aluno.

Aline Guimarães Lembrando do real motivo que nos leva a cada dia para a sala de aula…o cuidado na formação de uma PESSOA. O que acho mais bonito em nossa profissão é isso: pensar que mudo vidas…

Henrick Oprea Pois é, Teresa Gomes de Carvalho. É aí a nossa hora de mostrarmos na prática os benefícios da prática reflexiva. 🙂

Raquel de Oliveira ‎Henrick Oprea, e em situações onde não há ainda esta interface digital? é assim em grande parte do ensino público brasileiro.

Eduardo Santos Ótimo ponto levantado Fernando Guarany, acho que é aí que entra o quadro de professores, o grupo atuando e refletindo juntamente com a coordenação pedagógica da escola focando no professor(es) desmotivado. Também concordo comShirley Rodrigues e essa é uma boa hora para mostrar os bons exemplos em busca da motivação daquele professor que anda cansado e desestimulado.

Shirley Rodrigues Eu completo a pergunta da Raquel com: e quando temos um grupo com 50/60 alunos?

Valeria Benevolo França Sim, temos colegas online agora que trabalham no ensino público e podem falar sobre a possibilidade desta prática reflexiva em turmas grandes.

Teresa Gomes de Carvalho Quando chamo uma turma ao diálogo aberto como fiz na 2a feira e hoje mesmo com os pais de um aluno e ele mesmo, sou a primeira a falar que em algumas situações de conflito precisamos todos mudar alguma coisa, o que em inglês é compromise para alcançarmos uma situação em que todos saiam ganhando.

Shirley Rodrigues Eu completo a pergunta da Raquel com: e quando temos um grupo com 50/60 alunos? é assim em grande parte do ensino público brasileiro.

Aline Guimarães Não sei se respondi sua pergunta Raquel de Oliveira.

Bruno Andrade Pois eh, Teresa Gomes de Carvalho – muito tem se falado sobre critical thinking, mas pouch eh colocado em pratica

Aline Guimarães Tenho turmas com 50 alunos na Prefeitura de Nova Iguaçu. Eles sabem quem são os professores que se importam com o aprendizado deles e sabem valorizar tais aulas…

Raquel de Oliveira a sala dos professores funciona como um belo laboratório de cases e idéias, Teresa Gomes de Carvalho… e cria vínculos entre os membros da equipe pedagógica… laços de confiança : experiências vivenciadas e que podem ser úteis ao outro par…

Henrick Oprea ‎Raquel de Oliveira e Shirley Rodrigues aí vamos extrapolar ainda mais o problema de nosso atual sistema educacional e realidade dos professores, mas o ideal seria termos um tempo FORA da sala de aula para conversar com os alunos. Nem sempre possível, né?!

Shirley Rodrigues Mas, na prefeitura de N.Iguaçu é diferenteAline: o público de N.Iguaçu é diferente. 😉

Raquel de Oliveira ‎Aline Guimarães, sim, vc respondeu… e me fez lembrar da Adriana Graciano 🙂

Henrick Oprea Alguém acompanha o quadro MISSÃO ALUNO, na CBN às segundas -feiras por volta das 13h15? Tem muita coisa interessante discutida lá…

Valeria Benevolo França E vc consegue engajar eles numa prática reflexiva Aline Guimarães? Como?

Aline Guimarães Hoje mesmo passei a manha lá e noto que com o passar do tempo eles aprendem a valorizar quem os valoriza

Teresa Gomes de Carvalho Lidar com pessoas é um desafio a cada dia, e nós lidamos com as expectativas do aluno, da família do aluno, as nossas próprias expectativas.

Shirley Rodrigues Nossa, I second that Teresa!!!

Fernando Guarany ‎Henrick Oprea, como voce disse “a questão do tempo pode ser solucionada, hoje em dia, muito mais facilmente do que no passado.” Pegando o gancho da Shirley, há contextos e contextos. Tenho alunos da pos-graduacao que lecionam um universo de 600,700,800 alunos.

Henrick Oprea O primeiro passo para essa valorização é valorizarmos, nós mesmo, o nosso trabalho. Por exemplo, corrigir redações com capricho toma tempo, mas mostra uma preocupação com o aprendizado dos alunos. É só a partir daí que podemos cobrar que eles também valorizem o nosso trabalho.

Eduardo Santos Exatamente Henrick!

Raquel de Oliveira O importar-se é fundamental… affective teaching: mts vezes o não fazer o trabalho ou o silêncio em aula é uma resposta mais completa do que 10 linhas redigidas…

Henrick Oprea Acho que o primeiro passo é focar no que conseguimos resolver, e não reclamarmos do que não podemos resolver. “OK, isso é um problema, mas como não posso mudar essa situação agora, o que é que POSSO fazer de mudança para melhorar?” Ficar lamentado e usando o “Ah, se…” não leva a nada..

Bruno Andrade Eu já ouvi algumas vezes, Henrick Oprea. Bastante interessante como toda a programação da CBN eh.

Teresa Gomes de Carvalho ‎Henrick Oprea, eu mostro aos meus alunos como as redações são corrigidas e quais os critérios. Se fizerem de qualquer maneira, devolvo e mando reescrever.

Valeria Benevolo França Sim Fernando Guarany então nestes casos a relação professor-aluno é claro que acaba sendo diferente, mais necessário do que nunca achar uma maneira de lidar com esta “massa” de alunos não como “massa” mas conseguindo atribuir algum cunho de individualidade, se não, eu não sei como eu conseguiria manter a minha motivação….

Shirley Rodrigues ‎Henrick, vc não acha q os 50/60 também tem q estar engajados em seu processo aprendizagem? É algo real? Tenho q engajar este número de pre teens no Municipio do RJ.

Raquel de Oliveira para os que moram no Rio de Janeiro, temos um grupo na PUC-RIO que trabalha com prática exploratória… e por sinal, teremos reunião amanhã :):) né, Maria Isabel A. Cunha?http://www.letras.puc-rio.br/epcentre/index.htm

Teresa Gomes de Carvalho Faço comentários na redação de forma que eles saibam o que precisam melhorar e o que fizeram bem.

Valeria Benevolo França Caros o chat de hoje foi magnífico e de certa forma brotou de uma reflexão crítica entre o grupo de moderadores e participantes sobre o melhor veículo para o nosso chat.

Aline Guimarães Engajar 50 Valeria Benevolo França é um desafio enorme. Sou realista e reconheço isso. Mas tenho respostas bastante positivas que vão desde me encontrarem na rua ou no Facebook e falarem inglês até mesmo demonstrarem carinho. Sei que talvez não pareça tecnico o que vou dizer, mas ensino tem relação direta com relações e vinculos que criamos com as pessoas. Creio que tenho algum exito com gruposgrandes porque valorizo minha relação com cada aluno ao maximo que consigo.

Henrick Oprea ‎Shirley Rodrigues Acho que é necessário, até mesmo como prática reflexiva, que os alunos entendam o contexto em que estão inseridos, as dificuldades existentes por conta disso, e passarem a agir para solucionar o problema. Deixa eu achar uma reportagem aqui… para compartilharque mostra uma solução possível para problemas com turmas grandes.

Valeria Benevolo França Tinhamos decidido no início seguir o modelo “Europeu” no Twitter…mas talvez este não fosse o melhor lugar para o chat para nós Brasileiros, que gostamos mais de expandir as ideías e nossa linguagem é menos cirurgica, não é? Gostaram do chat aqui no FB? Mantemos aqui ou voltamos para o Twitter. Aceitamos déias.

Raquel de Oliveira ‎”O que é Prática Exploratória?

A Prática Exploratória é uma maneira indefinidamente sustentável em que professores e alunos, dentro de suas salas de aula e enquanto trabalhando no processo de aprender e ensinar, se engajam para desenvolver o seu entendimento da vida na sala de aula.”

Shirley Rodrigues ‎Aline \o/ Popis é… não são 50/60 cabeças…. É tudo isso de gente. 😉

Aline Guimarães Tive a experência de participar da Prática Exploratória com encontros promovios pela CUltura Inglesa…certamente me ajudaram muito e entender melhor minha prática docente.

Fernando Guarany Sim, Valeria, voce usou uma palavra-chave ai: “individualidade” – pois na verdade, educacao nao se trata de ensinamos turmas/grupos de alunos, mas pessoas singulares, uma a uma.

Valeria Benevolo França Hora de trazer as coisas para um fim. Alguem gostaria de fazer um resumo para a página do nosso blog #breltchat?

Henrick Oprea http://www.npr.org/2012/01/01/144550920/physicists-seek-to-lose-the-lecture-as-teaching-tool

Physicists Seek To Lose The Lecture As Teaching Tool : NPR

www.npr.org

Shirley Rodrigues ‎Valeria o “problema” do caht aki é que tem menos visibilidade…

Bruno Andrade E eu tenho certeza que vc cria uma rapport incrível com qualquer um que esteja ao seu redor Aline Guimarães

Valeria Benevolo França Mas visibilidade para quem Shirley Rodrigues a comunidade de professores de inglês no Brasil? Será que conseguimos uma divulgação maior entre colegas? O que os outros acham?

Henrick Oprea Vamos colocar essa pergunta depois como uma votação, Valeria Benevolo FrançaBruno Andrade e Raquel de Oliveira? Sobre o chat aqui ou no twitter e etc?

Teresa Gomes de Carvalho Eu prefiro o facebook, no twitter não consigo ver todos os posts, como eu já falei antes e fico meio perdida.

Raquel de Oliveira Sim 🙂 Henrick OpreaValeria Benevolo FrançaBruno Andrade

Shirley Rodrigues Sim, um professor que entrar no tewtter agora, pode ver o # nos tweets de um colega … já aki no Fb isto não acontece de imediato Valeria Játive muito aluno q me segue perguntando o q é o #breltchat (^^)

Valeria Benevolo França Algum voluntário para o resumo?

Henrick Oprea Pessoal, muito obrigado pelo bate-papo de hoje! Um grande abraço a todos e nos falamos mais por aqui! 🙂

Raquel de Oliveira Como já dizia o maravilhoso Paulo Freire: Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão 🙂

Aline Guimarães Gostei muito de participar aqui pela primeira vez! Aprovado!!! =)

Fernando Guarany Abraço, Henrick. Bom fds

Henrick Oprea ‎Shirley Rodrigues, realmente não sei se o universo é assim tão grande… mas vamos debater entre o grupo que quer participar e buscar esse desenvolvimento profissional.

Valeria Benevolo França Gente, super obrigada pela participação…como a conversa é threaded, sei que muitos ainda vão continuar postando idéias…how exciting! Até a próxima.

Ana Paula Cypriano Obrigada. Bom trabalho a todos amanhã e bom fds.

Fernando Guarany Valeu, Valeria.

Bruno Andrade Algum voluntário para escrever o resumo?

Eduardo Santos Obrigado Valéria, Henrick e todo mundo. Uma ótima sexta para todo mundo. É ótimo estar de volta ao BRELTChat!

Shirley Rodrigues Bons sonhos a todos! Bjks!

Giselle Menoio obrigada pela oportunidade de aprender mais com vcs…

Fernando Guarany Um abraço a todos. Take good care!

Bruno Andrade Entrem em contato comigo, Valeria Benevolo FrançaHenrick Oprea ou Raquel de Oliveira

Raquel de Oliveira A leitura do mundo precede a leitura da palavra – mais uma de Paulo Freire… Obrigada a tds e aos amigos moderadores Valeria Benevolo FrançaBruno Andrade e Henrick Oprea pela chance de compartilhar aqui… Boa noite de sono a tds e que possamos ser amorosos e corajosos o bastante para lermos o mundo que cada aluno nosso é… 🙂

Teresa Gomes de Carvalho Boa noite para todos!

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