Follow-up da discussão sobre “Avaliação Contínua x somativa”

Olá a todos,

Como nosso último chat gerou bastante discussão, iremos extendê-la uma pouco mais. Além do resumo feito pela colaboradora Jossely Silva, buscamos duas novas visões sobre o assunto.

A primeira veio em forma de video entrevista com Scott Thornbury, criador do método Dogme ou Teaching Unppluged (juntamente com Luke Meddings). Para aqueles que não conhecem, dogme teaching é o mais novo approach para Language teaching e que se baseia em três pilares:

– Conversation-driven Teaching:
Dentro da perspectiva Dogme, conversação é vista como parte vital do processo de aprendizagem uma vez que conversação é a parte mais universal e fundamental das línguas. Os fundamentos do Dogme Teaching valorizam o tipo de comunicação que promove interação social. Além disso, dogme teaching dá mais enfase ao nível do discurso em detrimento do nível da sentença, já que a análise do discurso prepara melhor os alunos para situações reais de comunicação.

– Materials light approach
O dogme approach considera mais eficaz os materiais produzidos pelos próprios alunos do que aqueles pré-fabricados por editoras. Dogme teachers não usam livros textos e por isso o método é bastante criticado por professores por não terem a oportunidade de usa uma gama completa de materials e recursos. O foco da crítica sobre textbooks que Scott e Luke dão é que os livros didáticos, em geral, dão mais enfoque à gramática do que competência comunicativa.

– Emergent Language
Para Dogme Teaching, a aquisição de uma língua estrangeira acontece quando a língua emerge através conversação ao invés de ser adquirida. Isso pode acontecer de duas maneiras: primeiramente, as atividades feitas em sala levam a uma comunicação colaborativa entre os alunos. Em seguida, os alunos produzem falas que ainda não foram necessariamente ensinados. Assim, parte do papel do professor em uma dogme lesson é facilitar o “aparecimento” da linguagem. É necessário também encorajar os alunos a se engajarem com esse novo tipo de linguagem para que o aprendizado seja realizado.

Adaptado de “Teaching Unppluged: Dogme in ELT” by Luke Meddings and Scott Thornbury – Delta Publishing

AVALIAÇÃO: A VISÃO DOS ALUNOS

Alguns alunos foram entrevistados sobre o tópico de avaliação e como eles se sentiam sobre tal assunto. Nossas perguntas foram:

– Para você, o que é avaliação?
– Você está satisfeito com a forma que é avaliado?
– (Em caso de negativo) Que outras opções de avaliação refletiriam melhor seu aproveitamento?
– Você já participou dessas outras forma de avaliação?
– O que você acha de um curso sem provas?

E as respostas deles foram:

Aluno1
Para mim, avaliação é uma forma de o professor ver se o aluno realmente aprendeu a matéria ou não.
Eu acho que as avaliações são boas, principalmente na parte em que as provas são divididas entre 3 formas ( A,B,C ), evitando, dessa forma, a cola. Mas acho que deveria ter pelo ou menos uma prova para testar nossa pronuncia, afinal, Inglês não é apenas escrita! Em meu colégio, ás vezes, meu professor de Inglês faz esse tipo de avaliação.
Um curso sem provas não teria sentido! Você não iria saber se está errando ou acertando, pois não haveria como você ser avaliado. Por mais que eu não goste de provas, elas atuam com muita importância em nossa vida; em nosso futuro.

Aluno2
Para mim, avaliação é um método para o professor avaliar se seus alunos aprenderam a matéria dada. Ou até para o aluno ver como ele está se saindo. (…) Sinceramente, eu não gosto de provas, eu e ninguém, eu acho. Mas eu acho que um curso sem provas, as pessoas não iam aprender. Elas iriam pro curso para se encontrar com os amigos e nem prestariam atenção na aula. Eu estou falando de um modo geral. É obvio que tem pessoas que têm noção do quanto os pais pagam nesses cursos, mas enfim. Acho que deveria ter mais uma prova oral.

Aluno3
Pra mim avaliação é quando você aprecia, calcula o valor de algo (no caso o aprendizado). Eu estou sim, satisfeito com a forma como sou avaliado. Eu não acho uma ideia muito boa um curso sem avaliação, provas e testes, porque se não a maioria dos alunos iriam somente estudar dentro da salas, não teríamos uma rotina de estudos em casa se n fosse a preocupação q temos com as avaliações.

Aluno4
É uma forma qualitativa e/ou quantitativa de mensuração, ou seja, de comprovar argumentos apresentados. As formas de avaliação não devem se resumir a provas e testes formais, devem ser considerados aspectos diários, como o comprometimento do aluno.
Já participei de avaliações globais que avaliam todo o processo de aprendizado do estudante. Porém,     não sou a favor de um curso sem provas, pois desta maneira, o estudante não desenvolve o ritmo de competitividade, de forma sadia, não passando por provas será mais difícil para esse aluno participar de qualquer concurso.

Através dessas respostas podemos ver que os alunos ainda veem o aprendizado e estudo de línguas da mesma forma que veem outras matérias como Geografia e História. É nosso papel instruir os alunos sobre como se preparar para o real aprendizado da língua inglesa. Precisamos entender que apesar de grande importancia, toda forma de avaliação tem suas vantagens e desvantagens. O que deve ser transmitido aos alunos é que o processo de estudo de línguas e os resultados obtidos por tal são diferentes dos de outras matérias.

E vocês, o que acham?

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