Resumo BRelt Chat: Dicas para minimizar o gap entre as 4 habilidades linguísticas.

Este resumo foi escrito pela Professora Marina Macedo e consegue sintetizar os pontos que surgiram durante o chat. Super obrigada Marina.
https://www.facebook.com/marinasmacedo

Photo taken by @sandymillin - ELTpics

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Nossa discussão começou com o questionamento acerca do que, especificamente, é este gap entre as habilidades linguísticas. Muitos de nós acreditam que o maior vilão para a fluência oral e escrita é a vergonha e a falta de prática dos alunos, como apontaram Priscila Mateini e outros. Ainda nessa linha, vimos alguns exemplos de maior qualidade na produção escrita em detrimento da produção oral, e podemos notar que em alguns momentos esse gap se torna nulo quando o aluno não se sente cobrado a produzir. Como sugestão, foi apresentada a ideia de “trabalhar com atividades de formas mais naturais, ou seja, não tornar o contato com a língua acadêmico demais” (Rose Bard).
Foi levantado o questionamento sobre a influência dos outros níveis, já trabalhados, com a insegurança ou falta de conteúdo apropriado, como também o nivelamento de alguns alunos, sua forma de avaliação e aplicação. Seria a melhor forma de avaliar o aluno com prova de múltipla escolha, redação e entrevista, como dado no exemplo de Shirley Rodrigues, ou existe alguma forma mais adequada para tal?!

Próximo questionamento levantado pela Raquel Oliveira foi se conseguimos trabalhar com todas as estratégias de leitura e práticas orais em nosso tempo de aula e qual a melhor forma para incentivar nossos alunos a compreender criticamente o que leem e escutam. Alguns de nós mencionaram que, com base no tempo de aula, optam trabalhar somente com algumas destas estratégias por aula.

Outro ponto importante discutido foi se os nossos “gaps em assessment” geram problemas de aprendizagem para nossos alunos. Será que damos aos nossos alunos chance de participar ativamente tanto das atividades escritas, quanto das orais? Notamos que a busca em tornar os alunos mais ativos é crescente, e aí a criatividade deve andar de mãos dadas com os conteúdos. Mas também vimos que também devemos dar liberdade aos alunos, em um determinado momento, falar sobre o que os agradam no intuito de obtermos melhores resultados com a produção e participação destes, segundo Ramon Silveira e Marina Macedo.

Seguindo o chat, versamos sobre a importância que o planejamento de aula tem para possibilitar melhora nesse gap, e se temos devido tempo para preparação de um planejamento de aula eficaz. Tendo em mente que o planejamento é primordial, para otimizarmos nosso tempo e conseguirmos dar enfoque as pré activities, e com isso facilitar o entendimento do aluno sobre os propósitos da aula e muitas vezes se faz necessário adaptar, ou personalizar, o material didático à realidade de nossos alunos.

Não se pode pensar em obter resultado nos alunos, sem antes pensar nas nossas próprias habilidades. E assim, Raquel propôs uma reflexão positiva sobre este aspecto. Norah Dietrich apontou que assim como nossos alunos, nós temos que acompanhar as inovações do século 21 e com isso fazer uso de uma abordagem colaborativa. Embora capacitados, muitos não estão abertos a mudanças e outros se sentem perdidos destro de um universo repleto de opções de atualizações. Assumirmos um papel como mediador auxilia na exploração de conteúdo, dando oportunidade de participação ativa dos alunos na abordagem do conteúdo, e não podemos jamais deixar de lado nossa percepção para com cada aluno e a turma como um todo, assim sempre seremos capazes de adaptar cada conteúdo a cada aluno/turma com maior qualidade.
O que, de fato ensinamos? Língua? Leitura? Através da citação feita por Raquel Oliveira, “Nas escolas (Ensino Fundamental e Médio), de acordo com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), estudados nas disciplinas de pedagogia das faculdades que oferecem cursos de licenciatura, como é o caso da Faculdade de Letras, a ênfase é no uso instrumental da língua estrangeira. Em outras palavras, nas escolas se ensina leitura.” >>> concordam??”, essa questão foi levantada, e em resposta Marina Macedo mostrou discordar, alegando que tanto nas escolas, quanto nos cursos de idiomas além da abordagem linguística, existe a abordagem de cultura e comportamento dos países falantes da língua estrangeira foco da aula. Mas ainda existe dificuldades de criar situações positivas para fornecer as 4 habilidades em escolas públicas, e que no ensino privado existe melhor possibilidade, como citado por Priscila Mateini.

Com um ponto de vista bem pontual, Elivan Souza, versou sobre a importância de desenvolver bem o listening comprehension, pois, em suas palavras, “se ele não entende o que escuta ele não vai saber responder Por outro lado, ele pode até ter um vocabulário limitado, mas se ele entendeu o que é esperado dele, com certeza ele encontrará formas de se fazer entendido”, e também contribuiu atribuindo que o aluno travar no momento de falar também se faz por falta da pouca exposição que tem com o idioma.

Nos momentos finais, versamos sobre o tema tradução em sala de aula, que ao ponto de vista de Tiago Santos não é bom para a produção oral dos alunos, e a tática de Marina Macedo para lidar com ela é, além de desenhos no quadro, tentar várias formas de ilustrar o conteúdo sem recorrer a esta ferramenta.

Para encerrar, Raquel Oliveira coloca que “este gap é nosso também… porque não conseguimos identificar onde há estes entraves no processo de aprendizagem do aluno”, deixando um questionamento na nossa mente, e Tiago Santos, acertadamente coloca que devemos sim tentar preencher esses gaps, mas sem esquecer que eles também existem nas línguas maternas, e que aconselhá-los sobre hesitação pode ser a chave. Outro ponto abordado no final do chat foi a importância da observação das nossas aulas, e a contribuição que isso tem em nosso processo de evolução pedagógica, no que tange a sinalização de possíveis problemas, ou até mesmo apresentação de novos caminhos possíveis na elaboração de nossas aulas.

E assim encerro este resumo dizendo que nossa função está além de meramente cobrir gaps que venham interferir no aprendizado dos nossos alunos, mas em conjunto com o aprendizado do aluno, devemos sempre estar abertos a nossa evolução, e assim proporcionar momentos de aprendizagem e prazer, pois estes juntos possibilitaram cada vez mais um ambiente ideal para melhores resultados.

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