Aulas Individualizadas One-to-One: como manter a motivação

 

 

 

 

 

 

 

GRUPO BRELT – BRAZILIAN ENGLISH TEACHERS AS A FOREIGN LANGUAGE 

BRELTCHAT

 

Data: 14.11. 2013

Horário: 22h30 (horário de Brasília, BR).

 

PAUTA: AULAS INDIVIDUALIZADAS (ONE-TO-ONE): COMO MANTER A MOTIVAÇÃO.

 

Participantes: 11 professores

Raquel de Oliveira, Natália Guerreiro, Vaddie Najman, Fátima Santos, Ana H. Licourt, Cecilia Nobre, Bruno Andrade, Silvia Gubert, Teresa Gomes de Carvalho, Lu Martin, Leonor Sevilha.

 

Apresento a seguir, de forma resumida, as questões tratadas durante o chat.

1)    Alguns conceitos considerados importantes para uma aula individual foram discutidos:

  1. Respeito ao ritmo do aluno,
  2. Atenção às necessidades de aprendizagem do aluno,
  3. De quem depende o sucesso da aula: professor ou aluno?
  4. Atmosfera da aula,
  5. Construção de confiança
  6. Influências externas à aula individual
  7. Falta de tempo
  8. Emergência marcante de qualidades e falhas
  9. Estabelecimento de objetivos claros
  10. Incentivo ao aluno

2)    O grupo considerou:

  1. A busca pelo levantamento de necessidades do aluno, sem ater-se somente ao que o aluno prefere ou quer, mas o professor pode agregar outros conteúdos que ele julgue pertinentes para o desenvolvimento da proficiência do aluno.
  2. O gerenciamento do tempo e ritmo do ensino-aprendizagem dever ser flexível, respeitando o aluno.
  3. A reflexão sobre a concepção de ensino que subjaz à prática docente precisa fazer parte do trabalho do professor. Nesse sentido, cuidar para que o TTT não exceda à participação e produção do aluno, por exemplo, se o professor se pautar em um ensino tradicional. Todavia, muitas vezes, o TTT faz parte do processo de ensino-aprendizagem, quando o professor é par do aluno, colaborando na promoção do STT, de forma eficiente e criativa.
  4. A manutenção de postura reflexiva de como a ensinagem afeta, contribui (ou não) para a aprendizagem do aluno, colocando-se, o professor, em seu lugar; e manter mente aberta para não pasteurizar estilos de aprendizagem.
  5. O ensino pautado em uma troca de experiência e de construção de aprendizagem, a partir de um bom conhecimento de seu aluno.
  6. O bom humor é um elemento a ser considerado na aula individual, favorecendo a aprendizagem e a interação aluno-professor.
  7. Em tempos contemporâneos, aulas particulares englobam, mais do que o livro didático (que pode ser usado como um orientador do curso, mas não tão-somente), ampliando o uso de TICs – redes sociais, Youtube, Skype, voxpopop –; de recursos didáticos variados – textos, imagens, áudio, vídeo, debates etc., para tornar as aulas dinâmicas e potencializar a aprendizagem, pois a h/a não é suficiente. Como também, na tentativa de tirar o aluno da zona de conforto.
  8. O estabelecimento de objetivos pode ser de curto, médio ou longo prazo, a depender das metas do aluno na aprendizagem da língua: prestar exames, entrevistas de emprego, apresentação oral em congresso, puro prazer etc.
  9. O desenvolvimento de outras habilidades, além daquela preferida pelo aluno (‘falar’), para que o aluno tenha uma apropriação integral da língua (não ser um analfabeto funcional, por exemplo), uma vez que as habilidades não são autônomas.
  10. O uso de L1 pode ser um bom recurso no ensino de LE ou L2, se funcionar como medium entre os dois universos linguísticos. Quer dizer, a L1 atuará como um elemento mediador.
  11. A avalição de desempenho não desaparece por ser aula individual. Ela pode funcionar como um termômetro da aprendizagem do aluno, porém sem o caráter obrigatório dos cursos regulares.

 

Em resumo, em termos didático-pedagógicos, para manter ou desenvolver a motivação do aluno, a aula individual precisa dar conta de compreender o estilo de aprendizagem do aluno; levantar suas necessidades linguísticas e de cultura do povo de língua alvo; estabelecer objetivos claros e cumpri-los; garantir certa flexibilidade de tempo e ritmo, manter um ambiente agradável e dinâmico; fazer uso de TICs contemporâneas e de diversos recursos e materiais didáticos, considerar a avaliação como parte do processo de ensino-aprendizagem; conhecer seu aluno como sujeito; manter a constante reflexão no processo de ensinagem e de aprendizagem.

 

Relação professor-aluno

O grupo entendeu que, apesar de ser inevitável uma relação de amizade com o aluno, deve-se cuidar para que não entrar em espaços de intimidade que possam comprometer a relação comercial, pessoal e pedagógica do trabalho de docência em aula individual e particular. Além disso, soma-se o estabelecimento de regras claras de funcionamento do trabalho de ensino de língua em caráter particular e individual, por meio de um contrato comercial, fazendo-as serem cumpridas. Não esquecer que somos profissionais do ensino de línguas.

 

Links compartilhados:

http://www.teachingenglish.org.uk/…/teacher-talking-time

http://www.teachingenglish.org.uk/…/test-teach-test

http://www.washingtonpost.com/…/

http://www.howjsay.com/

http://busyteacher.org/…

  

Redatora: Fátima Santos

19.11.2013. 

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