IATEFL 2015: Interview with Nicolas Prentis & Russel Mayne

Por Natália Guerreiro

Liste mentalmente os maiores nomes do ELT mundial.

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Já pensou?

Agora confira com esta foto:

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Foto de Steve Brown

E aí, bateu?

Essa lista saiu de um estudo de Nicola Prentis e Russel Mayne com 500 professores. E eles fazem a pergunta: onde estão as mulheres? Numa profissão tão feminina, em que a sala dos professores é quase exclusivamente “dAs professorAs”, cadê seus nomes na lista dos bambambãs? Só a Ur no Top 10? E por que quase não se vêem mulheres nas plenárias e nos lugares de destaque dos congressos da área?

(E tem mais: cadê os jovens profissionais, que essa galera já é famosa tem uns 30 anos? E eu acrescento: onde estão os não nativos?)

Infelizmente, não se pode ver a apresentação, mas lá no site do IATEFL há uma entrevista com Nicola Prentis e Russel Mayne. Além disso, o Steve Brown escreveu um post imperdível sobre o assunto.

E vem aquele papinho de “ah, as mulheres não têm confiança ou não querem lugar de destaque”. Sério, pleno século XXI e temos ainda de ouvir uma dessas… Ainda bem que a curiosidade intelectual do Russel não tem limites e ele levanta a bola: se fosse o caso de as mulheres estarem sendo convidadas para essas posições e não aceitando, por que essa recusa? Será que o meio não é hostil a elas?

O entrevistador defende que não é culpa de quem está no topo que mulheres não estejam lá com eles. Claro que não, Nicola diz, e não se está apontando o dedo. Russel complementa que o fato de não ser culpa não quer dizer que não tenha nada que eles possam fazer para aumentar a igualdade e menciona algumas iniciativas interessantes que já estão sendo tomadas.

Obviamente, querer mais mulheres, mais não nativos e mais jovens no topo não quer dizer que estejamos declarando guerra contra os homens anglófonos com muito tempo de carreira. Não quer dizer que a gente não reconheça o valioso input desses profissionais, que têm, sim, muito a contribuir. Só quer dizer que precisamos discutir os motivos que levam o pódio internacional do ELT ser tão distinto da constituição da maioria no ramo… E, quem sabe, semear um futuro que possa ser diferente, com a diversidade mais reconhecida.

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