BrELT Chat de 08/10/15: Como lidar com alunos com baixa autoestima

12118686_10153000174971577_1901844583429141733_nHoje tivemos um BrELT Chat animado, que contrabalançou o peso do tópico (“Como lidar com alunos com baixa autoestima”) com a leveza da interação entre os membros. Foi muita troca de experiência prática e de leituras, que você pode ler aqui. Mas, para facilitar, segue um resumo do que foi discutido:

1. Como identificar se o problema é autoestima?

Foi dito que cada faixa etária pode apresentar baixa autoestima de forma diferente, mas alguns participantes sentem essa questão mais forte nos alunos adultos. Apontaram que o aluno com baixa autoestima pode ser aquele que não participa (inclusive crianças), aluno negativo — que acha que não aprendeu nem aprenderá –, ou aluno muito rigoroso com seus erros. Mas às vezes a falta de autoestima está escondida numa agressividade ou no desânimo. Cabe ao professor usar intuição e se aproximar do aluno para descobrir.

2. Que dificuldades se associam a essa questão? 
O sense of achievement já costuma ser mais difícil de atingir depois do intermediário; como levar o aluno a ser mais autônomo se ele não tem confiança em si mesmo; falta de psicólogo na escola; falta de formação em affective teaching.

3. Como agir com os alunos com baixa autoestima?

Foi aqui o coração do chat. Diversas sugestões foram feitas:

a) comparar resultados do aluno consigo mesmo em forma de produções (redações, gravações, provas…);
b) pedir para escrever no fim 
da aula o que aprendeu;
c) evitar elogiar em excesso, pois pode ser um tiro 
pela culatra;
d) conversar sobre expectativas de aprendizado mais concretas e desmistificar o que é “aprender uma língua”;
e) desmistificar o erro, esclarecer que faz parte da aprendizagem;
f) trabalhar metacognição;
g) pedir para aluno mostrar em sala algo que domina (uma música ou poema de que goste);
h) dividir responsabilidades de aprendizado com o aluno;
i) trabalhar dentro do interesse 
do aluno;
j) affective teaching (que não é kissing and hugging);
k) promover 
um ambiente sem julgamento;
l) mudar patterns of interaction para aluno não se isolar (entre os pair works e afins, foi relatado por Caroline Barqueta o uso técnica de sociogram, proposta por Harmer no Essential Teaching Knowledge);
m) desenvolver relação de confiança com o aluno e mostrar que você está ali pra ele também;
n) explicar a abordagem comunicativa, esp. para alunos que tenham experiências mais tradicionais de ensino;
o) cultivar apoio do grupo;
p) sugerir que alunos sejam outros personagens em sala.

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A Moderação da BrELT gostaria, novamente, de agradecer a todos pela participação e convidá-los para o nosso próximo webinar sobre correção oral com Luiz Otávio Barros. 

WEBINAR_LUIZOTAVIO_2015_colorido2

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