IATEFL 2016 – Plenary by David Crystal [Who would of thought it? – Changes in the English Language]

Salve, salve Brelts!

Para quem ainda não sabe, a 50º IATEFL (International Association of Teachers of English as a Foreign Language) conference está rolando em Birmingham, UK até dia 16 de Abril. Mas para quem não pode participar, nós da Brelt somos “official IATEFL bloggers” (Yay!) e vamos trazendo para vocês o máximo que conseguirmos dessa que é considerada a maior conferência sobre o ensino de inglês no mundo.

Ontem, o Professor David Crystal (quem dispensa apresentações) falou sobre as mudanças  na língua inglesa que aconteceram desde a primeira conferência IATEFL , em 1966, e as possíveis mudanças que ainda acontecerão nos próximos 50 anos.

Professor Crystal começou sua palestra dizendo que uma das perguntas que ele mais ouve é: “Por que você se interessa tanto por línguas e, assim, se tornou um linguista?” A qual ele responde sempre: “Porque as línguas mudam”. E isso é ainda mais evidente na língua inglesa, já que ela é usada por mais de 2 bilhões de pessoas e é considerada uma língua global.

David acrescentou ainda que o que para ele é uma fonte de curiosidade e estímulo, pode ser um pesadelo para muitos professores. Alguns podem ter sentimentos contrários ao dele uma vez que a língua que passaram a vida ensinando não será a mesma amanhã.  Ele completa que as únicas línguas que não mudam são aquelas que já morreram, como o latim. Portanto, se este, professor, é um medo que você sente; a melhor tática é usar a máxima militarista: “conheça seu inimigo”. Devemos alertar nossos alunos sobre essa volatilidade da língua e prepará-los para enfrentá-la.

Segundo Crystal uma forma de conhecer melhor sobre as mudanças na língua é através de empresas que publicam dicionários, já que eles são a mais óbvia fonte que reflete essas mudanças. Todo ano, algumas dessas empresas elegem o que eles consideram “palavra do ano”. Vejamos:

Em 2015, a palavro do ano foi:

  • Oxford Dictionary: escolheu o símbolo emoji que representa uma figura chorando de rir. Isso na verdade é uma “pictograph” que para o pessoal da Oxford simboliza o ethos, estado de espírito e as preocupações de 2015. Forte, né?
  • Collins: binge-watch Sabe aquela vontade incontrolável de assistir o próximo episódio da sua série favorita? E quando você se dá conta passou o dia vendo TV e finalizou todos os episódios de uma temporada inteira? Então… “I spent the whole weekend binge-watching Game of Thrones”
  • Merriam-Webster: escolheu o sufixmo -ism como reprensentante de 2015
  • Dictionary.com: escolheu a palavra “identity” – o que não pode parecer uma palavra nova mas com todas as questões atuais de gênero, sexualidade e identidade que têm aflorado nos últimos meses, esse sentido da palavra é bastante relevante.
  • Australian Dictionary: também embarcou na onda da identidade porém mais focada no feminismo e escolheu a palavra “mansplain” que significa “quando um homem tenta explicar a uma mulher algo que ela já sabe, desqualificando assim o seu posicionamento”

Porém, poucos dicionaristas declaram quais palavram serão ou foram deixadas de lado em suas publicações. David deu o exemplo do dicionário Collins que ao anunciar que a palavra “fubsy” (modo carinhoso de se chamar alguém de gordinhx) seria removida,  foram procurados por pessoas que fizeram uma petição para manter a palavra nos seus dicionários. O próprio David Crystal fez uma publicação sobre o assunto em seu “The Dissapearing Dictionary”

Vejam outros pontos que nos chamaram a atenção durante a palestra:

  • Livros didáticos são fontes de língua que podem facilmente se tornar datados. Portanto, é de responsabilidade das editoras se manterem informadas e monitorar a frequência de uso do vocabulário apresentado;
  • A velocidade das mudanças sugere cuidado ao usar a Internet como fonte de vocabulário atualizado;
  • Professores devem usar fontes constantemente e com regularidade para que não pensem que um certa palavra é bacana quando na verdade nenhum adolescente a usa por se tratar de uma palavra usada semana passada, mês passado ou ano passado que já não faz mais parte do repertório deste grupo.

Ele ainda fala sobre mudanças na pronúncia, ortografia e gramática, discutindo sobre os fatores que são envolvidos nessas mudanças: mobilidade social, globalização e a Internet.

Deixamos vocês, então, com a palestra na íntegra para que vocês possam entender mais sobre esse intrincado universo de constante mudança linguística. Aproveitem!

IATEFL 2016 – Plenária de David Crystal

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