Prof, como está a sua profissão?

Temos visto com certa frequência posts de professores desapontados com o mercado, seja ele formal no esquema CLT ou de professores empreendedores. Pensando nisso, convidamos Vinicius Diamantino para falar sobre o assunto.
Esperamos que vocês se encham de ânimo e ideias com esse artigo!

Aviso inicial: este é um texto longo que fala sobre professores que querem encontrar e/ou criar soluções para as insatisfações que passam.

Prof, até onde você está disposto a ir, até que ponto está disposto a estudar e até que risco está disposto a correr em sua carreira?

Nós fazemos parte de uma das profissões mais antigas do mundo e daquela que com certeza é a mais importante: nós ensinamos. Sabe aquelas frases clichê como “se não houvesse um professor você sequer saberia ler” ou ainda “atrás de todo profissional bem sucedido existem vários professores”?

Pois é, são todas muito verdadeiras.

Sabia que junto com os bombeiros, que arriscam a vida em prol de salvar a vida de outras pessoas, nós, professores, somos a profissão mais querida pela população em geral?

Veja bem, “querida” não no sentido de que as pessoas querem ser professores também, mas no sentido de carinho. Aquele carinho à distância, de quem admira, sabe que é importante, mas que na hora da necessidade prefere estudar inglês pelo aplicativo de celular porque “um curso é caro e longo demais”.

Houve um tempo em que eu falava mal das escolas e empresários como se fossem todos exploradores do trabalho alheio e que pagavam migalhas àqueles que realmente faziam o negócio dar lucro. Hoje, como empreendedor, como responsável por contratar e pagar serviços terceirizados, como consultor e orientador de muitos professores contratados, autônomos e escolas, posso garantir que as coisas não são tão preto no branco assim.

Hoje eu falo muito de perfis de profissionais. Com a maturidade e especialmente a exposição a clientes de tudo quanto é perfil, hoje posso dizer que a cada um compete levar a vida que preferir, mas que não é legal culpar os outros pelas situações que estamos a passar.

Hoje sei que existem saídas. E, se parecer que todas as portas estão fechadas, a gente precisa achar uma janela.

Tenho trabalhado com aulas particulares junto a escolas desde que comecei a dar aulas, há 12 anos. Há aproximadamente 5 anos peguei pesado em aulas particulares, larguei sistematicamente as escolas e fui ter meus próprios alunos, sem os benefícios que a CLT oferece. Há 3 anos estou trabalhando 100% online, com alunos e professores, repassando conhecimento e aceitando os cada vez maiores riscos inerentes a ter o próprio negócio no Brasil.

Recentemente ganhei publicamente um reconhecimento que no início parecia anos-luz de distância: passei da marca dos 100 mil reais de faturamento online. Como minha estratégia digital envolve custos baixíssimos de anúncios, isso significa que meu faturamento está muito próximo do meu lucro, tendo crescido com baixos investimentos.

Existem muitas excelentes escolas, com excelentes administradores e gestores. Existe diretor e coordenador que valoriza o profissional, que quer que o professor se sinta valorizado a nível financeiro, profissional e pessoal.

Existem também muitas escolas ruins, nas quais os administradores não entendem de administração, os gestores não entendem de gente, o diretor não entende de gestão e o coordenador não entende do pedagógico.

E você? Qual o seu perfil? Qual a sua parte ativa nisso tudo?

Eu me recuso a acreditar que tenho que ir pra escola porque é o que todo mundo faz. Assim como me recusei a prestar cursos mais bem valorizados quando escolhi Letras no vestibular e conseguia ver nos olhos dos meus familiares, amigos e professores um olhar de pena e/ou desperdício.

Correndo o risco de soar palestrante motivacional – não que eu me importe de passar essa impressão já que todos nós precisamos de nos motivar diariamente para seguir nossas vidas – pra mim a vida é aquilo que fazemos com ela.

Se o seu perfil profissional é ser professor e não querer correr riscos, talvez um concurso público seja a sua melhor opção.

Se o seu perfil profissional é ser professor com direitos trabalhistas, quer ter um pouco de liberdade, mas não quer vender, talvez um trabalho CLT seja a sua melhor opção.

Agora, se o seu perfil profissional é ser incomodado, daqueles que enlouquecem quando não têm liberdade pra criar as ideias “malucas” que brotam na sua cabeça; daqueles que não se importam de ter que vender cada ideia, de cada aula, pra cada aluno e professor; daqueles que lutam diariamente com a burocracia, carga tributária e má vontade governamental; daqueles que precisam estar sorridentes e firmes mesmo quando tudo parece desabar ao redor; daqueles que correm – muitos – riscos pra manter o negócio aberto e – não têm – segurança do seguro-desemprego e FGTS se tudo der errado; então talvez empreender seja a sua melhor opção.

Se parece loucura é porque talvez seja mesmo. Mas, na boa? Pergunte a um empreendedor se ele voltaria a trabalhar em escola ganhando salário com carteira CLT assinada e a resposta raramente é positiva.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, com um monte de riscos e sem segurança externa que não seja os “pés de meia” que eu mesmo crio pra mim.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, tendo completa liberdade pra desenvolver o que eu quiser, da forma que eu quiser, do jeito que eu achar que será melhor pro meu aluno.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, trabalhando de casa no horário que eu quero, do jeito que eu quero, traçando minhas próprias metas e escolhendo minhas próprias funções.

O mundo digital abriu oportunidades que antes eram inimagináveis e essas oportunidades continuam abertas para quem as ousar desbravar.

Vou compartilhar um dado curioso: Das quase mil vendas (estou próximo de 950 no momento em que escrevo este texto) que já fiz até hoje pela DeProfPraProf, contando somente professores que me pagaram por algum produto ou serviço, e dos incontáveis professores que eu apoio com respostas e orientações gratuitas, somente 1 cliente pago e 2 orientados gratuitos são da minha cidade natal, que conta com ~650 mil habitantes, situada no Triângulo Mineiro.

Permita-me repetir pra deixar muito claro:

DENTRE 950 CLIENTES, SÓ 1 (UM!) É DA MINHA CIDADE!

Chega a ser redundante dizer que sem internet a DeProfPraProf não existiria e todos os milhares de professores que já foram impactados por mim, sequer me conheceriam.

Veja que não tive um mentor pra sentar do meu lado e oferecer a mão, como eu faço hoje com tantos professores.

Veja que a DeProfPraProf desbrava novos ângulos do mercado e se reinventa constantemente, sendo o primeiro e maior de sua área em vários pontos. Principal ponto de apoio de professores particulares, a DeProfPraProf tem o maior canal do YouTube brasileiro direcionado para esse tema e produz muito, mas muito conteúdo em mídias sociais, assinaturas, cursos e mentorias para todos os que procuram conhecimento nessas áreas.

Tudo a partir do meu computador, quietinho aqui no meu escritório em home office.

Se este for o seu perfil, eu preciso te dizer que é sim muito possível se libertar da vida de CLT e da mercê do empregador. Mas saiba que há um árduo caminho a ser trilhado e que você precisará aprender novas habilidades, fazer novos cursos e se esforçar em direção à automotivação, tecnologia, entender que o marketing é seu amigo e compreender que persuadir é bem diferente de manipular.

Se seguir o caminho particular é a sua vontade, acompanhe o trabalho da DeProfPraProf e entre em contato com o que precisar!

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Vinicius Diamantino é fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog http://www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato com ele através do email contato@deprofpraprof.com.br! 😉

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