Bolsas de mestrado no exterior

Todo professor gosta de estudar, não é mesmo? Agora imagina tirar umas “férias” do trabalho e fazer um mestrado e ainda… ganhar pra isso! Parece um sonho, não é mesmo? Mas é sim muito possível.

Aqui vou trazer as informações que reuni nos últimos tempos buscando essas oportunidades.

 

  1. Bolsas de mestrado no Brasil

Para quem deseja estudar aqui mesmo, a Capes, o CNPq e os fundos de fomentos dos estados oferecem bolsas de mestrado acadêmico. O valor delas é de R$1500 para Capes e CNPq e de cerca de R$1800 para a FAPESP, por exemplo.

A Capes ainda oferece bolsas para mestrado em universidades privadas através do PROSUP. A bolsa inclui todo o valor do curso e mais um auxílio de R$1500 ao mês.

Vale lembrar que por conta da atual situação econômica do país, porém, a liberação desses benefícios está mais restrita.

 

  1. Hornby Trust – Reino Unido

Trata-se de uma bolsa de mestrado em TESOL no Reino Unido que inclui passagem aérea, tuition waivers (isenção das taxas escolares) e ajuda de custo mensal. As inscrições são abertas em dezembro de cada ano. A data pode sempre mudar, então, é bom ficar ligado no site http://www.hornby-trust.org.uk.

 

  1. Fundación Carolina – Espanha

Quer fazer mestrado e de quebra aprimorar o espanhol? As bolsas da Fundación Carolina são uma ótima pedida! Cada uma delas tem características distintas. Recomenda-se, então, ler bem as informações disponíveis.

Todas elas financiam sua passagem aérea, mas algumas incluem isenção total de taxas, outras pedem uma contrapartida, digamos, simbólica. Algumas oferecem ajuda de custo mensal de 750 euros, outras não.

Diferente de muitas outras, as bolsas da Fundación Carolina têm um processo de inscrição simplificado. Não requer cópias autenticadas, traduções juramentadas e nem recomendações profissionais ou acadêmicas num primeiro momento.

Talvez por essa razão o número de inscrições é altíssimo. Até 21 de março o número de solicitações de bolsas ultrapassava os 160 mil para uma oferta de 529 bolsas. E olha que as inscrições acabam em abril!

Não há em 2017 oportunidades para Linguística, mas sim para Educação. Então, se você tiver interesse, corre lá! https://www.fundacioncarolina.es

 

  1. Bolsas Chevening – Reino Unido

As bolsas Chevening são as bolsas de mestrado oferecidas pelo governo britânico e geridas pelas Embaixadas do Reino Unido. O programa inclui tuition fees, passagem aérea, ajuda de custo mensal e outros benefícios mais.

É realmente uma ótima oportunidade! As próximas inscrições serão abertas em agosto de 2017 e mais informações podem ser obtidas em http://www.chevening.org

 

  1. Bolsas do governo sul-coreano

Apesar de um destino pouco explorado, o governo da Coreia do Sul possui uma das melhores bolsas de mestrado que encontrei. Ela cobre passagem aérea, auxílio mensal, curso de idioma, todos os custos de instrução, seguro médico e um valor para pesquisa e até para impressão da dissertação.

Mais informações podem ser obtidas aqui.

 

  1. Bolsas Endeavour – Austrália

Estas são as bolsas do governo australiano que cobrem despesas com passagens, auxílio mensal, seguro de saúde e viagem, além de um valor para instalação.

As inscrições começam agora em abril. Mais informações neste link.

 

  1. Orange Tulip – Holanda

São 80 bolsas do governo holandês exclusivas para brasileiros. Elas cobrem até 50 mil euros em anuidades e ajuda de custo. Os prazos e instruções para inscrição podem ser encontrados aqui.

 

  1. Bourses Victor Hugo – França

As bolsas Victor Hugo também são umas das melhores que encontrei. As inscrições estão fechadas no momento, mas devem abrir outra vez em janeiro. Cobre os gastos de matrícula e mensalidades, aulas de francês, alojamento e alimentação. Veja aqui o site das BVH.

 

  1. Organização dos Estados Americanos – Américas

As bolsas da OEA são das mais variadas. Algumas oferecem auxílio mensal e pagamento das taxas de inscrição, enquanto que outras oferecem um desconto. A minha sugestão nesse caso é acompanhar a página http://www.oas.org/es/becas e ficar atento às novidades.

 

Este post foi escrito pelo nosso querido BrELT member Caio Albernaz, que anteriormente nos concedeu uma entrevista maravilhosa sobre a experiência dele como professor no Uruguai na série de entrevistas BrELTers pelo Mundo. Muito obrigado, Caio! Temos certeza de que seu texto fará com que muitos professores tenham oportunidades incríveis.
E você, sabe de outras bolsas que não foram incluídas na lista? Deixe aqui nos comentários para uma continuação desse post!

Bio

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Residente em Cúcuta na Colômbia, Caio Albernaz é professor de idiomas há sete anos com experiência no Brasil, Uruguai e Colômbia. Possui formação em Letras, TESOL Diploma pelo TESL-Canada e está atualmente especializando-se em Ensino de Língua Espanhola.  Apresentou trabalhos no 11th Southern Cone TESOL Conference em Buenos Aires e no 15th Braz-Tesol International Conference em Brasília.

Entrevista com Nayara Bernardes sobre o M.A. in Applied Linguistics na Trinity University (Irlanda)

IMG_6868.JPGCelebrando o dia de São Patrick, entrevistamos a goiana Nayara Cordeiro Bernardes, que está cursando um M.A. em Linguística Aplicada na Irlanda. Nayara já atua como professora de Inglês há mais de 10 anos no ensino público e particular e também tem experiência em treinamento de professores. Formada em Letras/Inglês, possui especialização em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Goiás e CELTA. Mas a vontade de aprender só cresceu, e ela foi buscar um novo desafio do outro lado do oceano e conta para nós essa experiência.

1) Primeiramente, gostaríamos de saber um pouco mais de você como professora. Em que contexto(s) você atuava no Brasil?

No Brasil eu atuava em dois contextos totalmente diferentes. Sou professora concursada pela prefeitura de Goiânia e pelas manhãs ensinava inglês para crianças entre 9-12 anos. No momento estou de licença por interesse particular. Trabalhei também por sete anos na Cultura Inglesa, onde fui aluna, monitora, professora e também mentora.

2) Como você ficou sabendo desse programa de pós-graduação? E por que você escolheu cursar o M.A. nessa universidade especificamente?

Desde que terminei minha especialização em Linguística Aplicada, pensava em fazer um mestrado fora do Brasil, mas fui deixando esse plano de lado. Em 2014, fui para a Irlanda para um ano sabático, para vivenciar de perto a cultura de um país de língua inglesa. Durante esse ano, comecei a pesquisar sobre mestrados no país, já que a Irlanda já havia ganhado meu coração, e o primeiro nome que me veio à mente foi a Trinity College, por ser considerada uma das melhores universidades do mundo. No processo de escolha do curso, fiquei em dúvida entre o mestrado em ELT ou Linguística Aplicada. Optei pelo último. Fui aceita em 2015 e concorri a uma bolsa, mas não consegui. A minha oferta foi deferida para o ano seguinte. Voltei para o Brasil, trabalhei duro, poupei, vendi o carro e voltei para fazer o curso em 2016.

3) Por que você escolheu Linguística Aplicada em vez de ELT?

Eu me apaixonei pela área de Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas quando fiz a especialização. Na hora de decidir sobre qual mestrado fazer, pensei primeiramente em ELT, mas quando li a ementa do curso, percebi que pouco seria novo pra mim, e as matérias que mais me interessavam também estavam presentes na grade de Linguística Aplicada , com a possibilidade de aprofundar mais em aspectos da aquisição de Língua, que é uma área pela qual tenho muito interesse.

4) Como o programa desse M.A. é organizado?

O mestrado tem duração de um ano e é regime integral para os alunos que não são europeus. O curso é dividido em três períodos: o primeiro inicia em setembro e vai até meados de dezembro, com um mês de recesso para escrever os trabalhos do primeiro período. Nesse período tive as seguintes disciplinas: Second Language Curriculum Planning and Implementation, Describing Grammar, Research Dissertation e a disciplina eletiva de Technology Language and Communication. O segundo período iniciou em janeiro e vai até abril, quando encerram as aulas do mestrado  As disciplinas desse período são: Language Acquisition, Pragmatics e Language Testing. Em maio teremos um mês para escrevermos os trabalhos do segundo período. O terceiro e último período inicia-se em maio e vai até agosto, momento esse para coletar os dados, analisar e escrever a dissertação.

5) Como foi o processo seletivo da universidade?

O primeiro passo para o processo seletivo foi fazer o IELTS, já que para ser aceito é necessário apresentar comprovante de proficiência. A nota mínima para ser aceito no mestrado da Trinity é 6.5. Outros testes de proficiência como o TOEFL, CAE e CPE também são aceitos. O processo seletivo ocorre todo online com vários formulários a serem preenchidos e documentos a serem enviados. Além do teste de proficiência, há a necessidade de apresentar o histórico acadêmico e diplomas (no caso, eu enviei tanto o da minha graduação em Letras quanto o da minha especialização em Linguística Aplicada) devidamente traduzidos oficialmente. Também é necessário fornecer o contato de duas referências acadêmicas para que a universidade entre em contato com eles. Por fim é preciso enviar seu currículo atualizado. Após enviar sua candidatura, eles fazem uma análise e enviam a resposta por e-mail.

6) Como está sendo a experiência numa universidade estrangeira?

Tem sido uma experiência incrível, tanto na questão de conhecimento acadêmico quanto humano. No primeiro período tivemos a oportunidade de nos dedicarmos a fundo ao tema currículo, tanto em teoria quanto na prática. Tivemos oportunidade de criarmos um currículo levando em consideração aquilo que havíamos estudado em sala e baseado nas leituras. Temas instigantes como “learner centeredeness” e “learner autonomy” me fizeram refletir bastante a minha prática. Outra disciplina fascinante, porém muito desafiadora, foi Describing Grammar, na qual tivemos a oportunidade de estudar sintaticamente várias línguas e ao final escolhemos uma língua para descrevermos que não fosse nem nossa língua materna e nem inglês. Não foi fácil, mas ao fim obtive uma boa avaliação. Em relação aos professores, todos são muito acessíveis e solícitos.

A universidade em si proporciona aos alunos uma série de recursos desde apoio psicológico, academia, sala de leitura exclusiva para pós-graduandos com acesso livre por 24 horas, ajuda na escrita do cúrriculo e dicas para entrevistas de trabalho, palestras em diferentes temas como: planejamento da dissertação,  procrastinação, preparar e apresentar trabalhos orais e outros.

Por ser uma universidade multicultural, é muito rica a experiência de conviver diariamente com pessoas de diferentes países. Na minha turma algumas das diferentes nacionalidades são: chineses, espanhóis, americanos, irlandeses, vietnamitas, dentre outras. Conversamos sempre e aprendo diariamente sobre a cultura deles, como diferentes celebrações, comida, hábitos, etc., e é claro que ensino sobre a minha cultura também. E dessa forma aprendemos a conviver tranquilamente com as nossas diferenças.

7) Em que sentido você considera que essa experiência pode impactar sua carreira e sua prática pedagógica?

Quando você faz mestrado ou doutorado aqui na Irlanda, você tem direito de se candidatar para mais um ano de visto para tentar trabalhar na sua área. Inicialmente gostaria de tentar essa possibilidade, visto que tenho curiosidade de ter experiência de trabalhar com inglês como segunda língua. Sei que é um plano ambicioso, mas não custa tentar, afinal conheço professoras brasileiras que dão aula nesse contexto por aqui. Após isso, tenho interesse em tentar me aventurar pela área acadêmica e quem sabe tentar o doutorado em um futuro não muito distante. Em relação à minha prática pedagógica, acredito que umas das práticas que pretendo com certeza adotar é ajudar a  desenvolver a autonomia dos meus alunos para que eles se tornem mais ativos em seu processo de aprendizagem e dessa forma possam alcançar resultados mais satisfatórios.  Saber mais sobre o processo de aquisição de língua e segunda língua com certeza irá influenciar na minha prática, pois é necessário refletir sobre o processo e levar em consideração  as variantes individuais dos alunos e a influência da primeira língua (e a importância dela também).

8) Você já verificou a questão da revalidação de seu diploma? 

Eu pesquisei superficialmente sobre o processo de revalidação e, pelo que vi na época, tenho grandes chances de conseguir a revalidação, por ser um mestrado que existe no Brasil, pelo prestígio da universidade e a questão das horas também, já que, apesar de estar fazendo o mestrado em um ano, faço em tempo integral, então seria como se fossem dois em um. Mas certeza que será aprovado não tenho, só terei quando aplicar para o reconhecimento.

9) Que dicas você pode dar para quem quiser trilhar o mesmo caminho?

Fiquem sempre atentos às bolsas de estudo oferecidas, façaIMG_6590.JPG pesquisas constantes, pesquise sobre o país onde o curso que você tem interesse é realizado porqu
e você precisa se identificar com o país (cultura, clima, etc.) em que irá estudar, caso contrário, será um ano de experiência negativa. Caso não consiga uma bolsa, economize, invista no seu sonho, pois vale muito a pena. Não há dinheiro que pague a realização desse sonho. Eu estou muito contente com a minha decisão.

10) Gostaria de deixar um recado para seus fellow BrELTers?

Pode parecer um sonho distante fazer mestrado em outro país. Eu também pensava assim, mas não é. Pelo contrário, é totalmente possível. Temos mestrados incríveis no Brasil de muita qualidade, mas se além de aumentar seus conhecimentos acadêmicos, você estiver interessado em imersão cultural e linguística, recomendo o mestrado em algum país de língua inglesa.

Entrevista com Larissa Costa Campos sobre o M.A. in Applied Linguistics da Texas Tech University

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A carioca Larissa Costa Campos tinha o sonho de fazer o M.A. nos Estados Unidos e conseguiu uma bolsa diferente para isso: uma assistantship! Professora há 10 anos, Larissa já possui os certificados TKT 2 e 3 e CAE, além do diploma em Letras Português-Inglês pela Faculdade CCAA. Após ser bolsista FLTA (Foreign Language Teaching Assistant) da Fullbright em Utah, ficou sabendo do M.A. em Linguística Aplicada da Texas Tech University (TTU), arriscou e conseguiu. Muito disposta a ajudar, ela tirou um tempinho de sua vida de estudante e professora assistente para nos ensinar o caminho das pedras.  
1) Primeiramente, gostaríamos de saber um pouco mais de você como professora. Em que contexto(s) você atuava no Brasil?

Bem, eu comecei a atuar como professora no fim de 2006, com apenas 17 anos. Minha primeira oportunidade foi dada pela Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa no Rio de Janeiro, em que atuei como monitora, dando aulas de reforço para alunos que encontravam dificuldades no idioma. Trabalhei como monitora ou, como chamam atualmente, trainee teacher, pelo período de 2 anos, sendo convidada para me tornar professora, porém na época não pude assumir o cargo, devido a outros planos e motivos pessoais. No entanto, me tornei professora de lá anos depois. Também trabalhei em outros cursos privados, sendo que o curso em que trabalhei a maior parte da minha carreira no Brasil foi na Cultura Inglesa, onde aprendi e cresci muito profissionalmente. Além disso, também atuei como professora particular sempre que aparecia a oportunidade.

2) Como você ficou sabendo desse programa? E por que você escolheu cursar o M.A. nessa Universidade especificamente?

Fui bolsista da Fulbright entre 2012 e 2013, quando trabalhei como professora assistente de português na Utah Valley University. Com essa oportunidade, conheci muitas pessoas da área, incluindo uma outra professora que veio para a Texas Tech University. Na minha universidade em Utah, não havia oportunidade de mestrado, e eu também tinha o desejo de voltar ao Brasil para trabalhar e me preparar para uma possível oportunidade de mestrado nos EUA. Foi quando essa amiga que estava aqui no Texas publicou no nosso grupo de bolsistas que a sua universidade estava fazendo seleção para o mestrado em Linguística Aplicada. Como a área sempre me interessou, foi o incentivo extra. Foi a única universidade para qual eu me candidatei e aqui estou.


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3) Como o programa desse M.A. é organizado?

Aqui na TTU (Texas Tech University), temos que fazer a carga horária de 36 horas durante todo o curso, isso equivale a três matérias com carga horária de 3 horas semanais por 4 semestres até a conclusão, o que equivale a mais ou menos 18 meses de estudos. A minha parte prática vem com as aulas em que sou a instrutora. Como dou aulas de português, posso aplicar teorias e metodologias com as turmas que trabalho. A tese não é obrigatória, pode fazer ou não. A obrigatoriedade geralmente só vem no doutorado. No entanto, no mestrado temos que fazer os Comprehensive Exams, provas em quatro áreas que escolhemos. Esse é um dos requisitos para a obtenção do diploma, além de matérias específicas.

4) O que é uma assistantship? Quais as vantagens e desvantagens, a seu ver, de cursar o M.A. sendo uma T.A. (Teaching Assistant)?

Assistantship ou T.A.ship é quando a universidade lhe oferece a possibilidade de estudar e trabalhar, e geralmente isso lhe permite um desconto na sua mensalidade. No meu caso, foi um bom desconto, então uso o meu salário para pagar minhas contas e a mensalidade da faculdade. É um valor considerável, mas ainda assim limitado. Aconselho que quem esteja pensando em fazer algo assim se prepare e guarde dinheiro para poder trazer, senão fica bem complicado. No entanto, depende da universidade: umas universidades oferecem salários melhores e, dependendo, a mensalidade fica bem baixinha mesmo. Não é o caso da TTU, mas ser professor assistente (TA) é sempre maravilhoso. A única desvantagem pode ser o valor que recebemos.

5) Como foi o processo seletivo da universidade e da bolsa?


Quando eu me inscrevi para o mestrado, já me inscrevi para a assistantship pois eles precisavam de professores para o curso de português. Preenchemos vários formulários com dados pessoais, tradução de diploma e histórico acadêmico, comprovação de proficiência em inglês (usei o CAE), cartas de recomendação, além de cartas explicando o porquê de você querer fazer o mestrado, entrevistas pelo skype, etc. A papelada é trabalhosa mas não é nada impossível. Com organização e calma, dá tudo certo!

6) Como está sendo a experiência numa universidade estrangeira?

Eu já havia tido a experiência no passado, então está sendo bem tranquilo e culturalmente enriquecedor.

7) Em que sentido você considera que essa experiência pode impactar sua carreira e sua prática pedagógica?

Do ponto de vista teórico aprendi muitas coisas novas e tive a oportunidade de expandir meus conhecimentos pedagógicos com muitas leituras relevantes aos tópicos que envolvem a Aquisição da Segunda Língua. Além disso, também pude me aperfeiçoar no ensino do português, e a cada dia me apaixono mais por ensinar a minha língua materna.

8) Que dicas você pode dar para quem quiser trilhar o mesmo caminho?

Pesquise muito sobre o que você quer cursar, pesquise universidades que oferecem os cursos e não tenha medo de mandar e-mails com perguntas. E, é claro, tentar!!! Fique atento às datas: geralmente as seleções para o outono (agosto) do ano seguinte começam em outubro do ano anterior. Fique de olho e, claro, se prepare financeiramente! E como dizemos em inglês “The world is your oyster”, literalmente o céu é o limite. Com preparação e organização, você consegue.

9) Gostaria de deixar um recado para seus fellow BrELTers?

Se você sonha em estudar fora do Brasil, saiba que isso é possível. Pesquise bastante, compartilhe ideias nos fóruns como a BrELT e mande brasa! Como disse anteriormente, você consegue! Boa sorte a todos. Não é fácil, mas vale a pena!

Quem são as profissionais no pôster do dia da mulher?

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Quem você reconheceu no pôster que colocamos em nossa homenagem ao dia da mulher ontem? Sabe as contribuições dessas profissionais à educação em geral ou ao ELT? Aqui você pode conhecer um pouquinho dessas mulheres incríveis:

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  • Anne Sullivan (1866 –1936), educadora norte-americana com deficiência visual, mais conhecida por ter sido a professora da escritora Hellen Kellen, 1a pessoa surda e cega a concluir uma graduação.

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  • Antonieta de Barros (1901-1952), primeira mulher negra a ser parlamentar no Brasil, foi professora e diretora do Instituto de Educação e criou um curso de alfabetização de pessoas carentes.

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  • Diane Larsen-Freeman (1946- ), professora emérita daUniversidade de Michigan, famosa autora de livros de ensino de inglês (ex.: Techniques and Principles in Language Teaching, The Grammar Book e Grammar Dimensions) e precursora da aplicação da teoria da complexidade nos estudos de aquisição de segunda língua.


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  • Emma Willard (1787 –1870), ativista dos direitos femininos à educação nos EUA, fundou a primeira escola secundária e pós-secundária para mulheres no país a trabalhar com um currículo acadêmico avançado.

 

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  • Emilia Ferreiro (1936- ), psicolinguista argentina radicada no México e discípula de Piaget, revolucionou com suas obras – sobretudo Psicogênese da Língua Escrita – a visão de alfabetização que se tinha no Brasil na década de 1980.


 

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  • Liz Soars (1945- ), teacher trainer e co-autora da influente série Headway, que trouxe a gramática de volta ao ensino comunicativo, lecionou inglês na Tanzânia, na França e no Reino Unido e hoje é detentora da medalha da Excelentíssima Ordem do Império Britânico.


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  • Maria Montessori (1870-1952), pedagoga e médica italiana que trabalhou na Itália, na Espanha, no Sri Lanka, na Índia e na Holanda. Criou o método Montessori, que, em suas próprias palavras, “descobriu a criança”.

 

marion williams

  • Marion Williams, teacher trainer, ex-presidente do IATEFL e autora de muitos livros, entre eles o Psychology for Language Learners.

 

merril swain

  • Merrill Swain (1944- ), professora emérita da Universidade de Toronto, conhecida pelo conceito de competência comunicativa que desenvolveu com Michael Canale e por sua “Output Hypothesis”, que concebeu em resposta à “Input Hypothesis” de Krashen, além de inúmeros pontos de artigos e livros da área.

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  • Penny Ur (1943- ), inglesa radicada em Israel e detentora da medalha da Excelentíssima Ordem do Império Britânico, é conhecida internacionalmente como teacher trainer e por seus livros A Course in Language Teaching, Discussions that Work, 5-Minute Activities, entre outros.

 

silvia becher

  • Silvia Becher (19?? -2015) pode não ter fama internacional, mas não foi menos incrível por isso: é uma lembrança doce para muitos professores do Rio, incluindo quatro moderadores da BrELT. Foi professora da UFRJ,  PUC-Rio, Colégio Pedro II e muito produtiva como pesquisadora, tendo infelizmente partido muito cedo.

 

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  • Wilga Rivers (1919-2007), autora australiana que foi uma das grandes precursoras do ensino comunicativo.

 

Dia Internacional da Mulher

Hoje é 8 de março, dia de relembrar as vitórias femininas do passado e recarregar as forças para as lutas que ainda são muito necessárias.

Nossa profissão é eminentemente feminina: segundo estudo do British Council com base no Censo da Educação Básica, 81% dxs professorxs de inglês da escola pública brasileira são mulheres. No entanto, essa forte presença feminina não necessariamente se reflete em equidade. Por exemplo, um levantamento da Catho apontou que, na área de idiomas e cursos pré-vestibulares, a média salarial masculina é 116,4% maior do que a média salarial feminina.

Além disso, na história do ELT e da Educação em geral, parece que muitos dos nomes femininos são esquecidos ou apagados. Por exemplo, você reconhece as mulheres abaixo? Sabe de que forma contribuíram para o ensino de inglês ou a educação de forma mais ampla? Que outras mulheres você gostaria de ter visto em nossa montagem? Quais são as nossas ‘Hidden Figures’?

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