BrELT Calendar of ELT Events – May 2019

Another month, and more opportunities for continuous development come along. Special attention to our BrELT Hand In Hand on May 11th. Join us for professional development with ELT names such as Claire Venables and Bruna Caltabiano and help the LGBTQ+ community at Casa 1. If you want to know more, go to
https://www.sympla.com.br/brelt-hand-in-hand—-helping-english-to-trans-form-from-casa-1__495976

Prof, como está a sua profissão?

Temos visto com certa frequência posts de professores desapontados com o mercado, seja ele formal no esquema CLT ou de professores empreendedores. Pensando nisso, convidamos Vinicius Diamantino para falar sobre o assunto.
Esperamos que vocês se encham de ânimo e ideias com esse artigo!

Aviso inicial: este é um texto longo que fala sobre professores que querem encontrar e/ou criar soluções para as insatisfações que passam.

Prof, até onde você está disposto a ir, até que ponto está disposto a estudar e até que risco está disposto a correr em sua carreira?

Nós fazemos parte de uma das profissões mais antigas do mundo e daquela que com certeza é a mais importante: nós ensinamos. Sabe aquelas frases clichê como “se não houvesse um professor você sequer saberia ler” ou ainda “atrás de todo profissional bem sucedido existem vários professores”?

Pois é, são todas muito verdadeiras.

Sabia que junto com os bombeiros, que arriscam a vida em prol de salvar a vida de outras pessoas, nós, professores, somos a profissão mais querida pela população em geral?

Veja bem, “querida” não no sentido de que as pessoas querem ser professores também, mas no sentido de carinho. Aquele carinho à distância, de quem admira, sabe que é importante, mas que na hora da necessidade prefere estudar inglês pelo aplicativo de celular porque “um curso é caro e longo demais”.

Houve um tempo em que eu falava mal das escolas e empresários como se fossem todos exploradores do trabalho alheio e que pagavam migalhas àqueles que realmente faziam o negócio dar lucro. Hoje, como empreendedor, como responsável por contratar e pagar serviços terceirizados, como consultor e orientador de muitos professores contratados, autônomos e escolas, posso garantir que as coisas não são tão preto no branco assim.

Hoje eu falo muito de perfis de profissionais. Com a maturidade e especialmente a exposição a clientes de tudo quanto é perfil, hoje posso dizer que a cada um compete levar a vida que preferir, mas que não é legal culpar os outros pelas situações que estamos a passar.

Hoje sei que existem saídas. E, se parecer que todas as portas estão fechadas, a gente precisa achar uma janela.

Tenho trabalhado com aulas particulares junto a escolas desde que comecei a dar aulas, há 12 anos. Há aproximadamente 5 anos peguei pesado em aulas particulares, larguei sistematicamente as escolas e fui ter meus próprios alunos, sem os benefícios que a CLT oferece. Há 3 anos estou trabalhando 100% online, com alunos e professores, repassando conhecimento e aceitando os cada vez maiores riscos inerentes a ter o próprio negócio no Brasil.

Recentemente ganhei publicamente um reconhecimento que no início parecia anos-luz de distância: passei da marca dos 100 mil reais de faturamento online. Como minha estratégia digital envolve custos baixíssimos de anúncios, isso significa que meu faturamento está muito próximo do meu lucro, tendo crescido com baixos investimentos.

Existem muitas excelentes escolas, com excelentes administradores e gestores. Existe diretor e coordenador que valoriza o profissional, que quer que o professor se sinta valorizado a nível financeiro, profissional e pessoal.

Existem também muitas escolas ruins, nas quais os administradores não entendem de administração, os gestores não entendem de gente, o diretor não entende de gestão e o coordenador não entende do pedagógico.

E você? Qual o seu perfil? Qual a sua parte ativa nisso tudo?

Eu me recuso a acreditar que tenho que ir pra escola porque é o que todo mundo faz. Assim como me recusei a prestar cursos mais bem valorizados quando escolhi Letras no vestibular e conseguia ver nos olhos dos meus familiares, amigos e professores um olhar de pena e/ou desperdício.

Correndo o risco de soar palestrante motivacional – não que eu me importe de passar essa impressão já que todos nós precisamos de nos motivar diariamente para seguir nossas vidas – pra mim a vida é aquilo que fazemos com ela.

Se o seu perfil profissional é ser professor e não querer correr riscos, talvez um concurso público seja a sua melhor opção.

Se o seu perfil profissional é ser professor com direitos trabalhistas, quer ter um pouco de liberdade, mas não quer vender, talvez um trabalho CLT seja a sua melhor opção.

Agora, se o seu perfil profissional é ser incomodado, daqueles que enlouquecem quando não têm liberdade pra criar as ideias “malucas” que brotam na sua cabeça; daqueles que não se importam de ter que vender cada ideia, de cada aula, pra cada aluno e professor; daqueles que lutam diariamente com a burocracia, carga tributária e má vontade governamental; daqueles que precisam estar sorridentes e firmes mesmo quando tudo parece desabar ao redor; daqueles que correm – muitos – riscos pra manter o negócio aberto e – não têm – segurança do seguro-desemprego e FGTS se tudo der errado; então talvez empreender seja a sua melhor opção.

Se parece loucura é porque talvez seja mesmo. Mas, na boa? Pergunte a um empreendedor se ele voltaria a trabalhar em escola ganhando salário com carteira CLT assinada e a resposta raramente é positiva.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, com um monte de riscos e sem segurança externa que não seja os “pés de meia” que eu mesmo crio pra mim.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, tendo completa liberdade pra desenvolver o que eu quiser, da forma que eu quiser, do jeito que eu achar que será melhor pro meu aluno.

Nunca fui tão feliz como sou hoje, trabalhando de casa no horário que eu quero, do jeito que eu quero, traçando minhas próprias metas e escolhendo minhas próprias funções.

O mundo digital abriu oportunidades que antes eram inimagináveis e essas oportunidades continuam abertas para quem as ousar desbravar.

Vou compartilhar um dado curioso: Das quase mil vendas (estou próximo de 950 no momento em que escrevo este texto) que já fiz até hoje pela DeProfPraProf, contando somente professores que me pagaram por algum produto ou serviço, e dos incontáveis professores que eu apoio com respostas e orientações gratuitas, somente 1 cliente pago e 2 orientados gratuitos são da minha cidade natal, que conta com ~650 mil habitantes, situada no Triângulo Mineiro.

Permita-me repetir pra deixar muito claro:

DENTRE 950 CLIENTES, SÓ 1 (UM!) É DA MINHA CIDADE!

Chega a ser redundante dizer que sem internet a DeProfPraProf não existiria e todos os milhares de professores que já foram impactados por mim, sequer me conheceriam.

Veja que não tive um mentor pra sentar do meu lado e oferecer a mão, como eu faço hoje com tantos professores.

Veja que a DeProfPraProf desbrava novos ângulos do mercado e se reinventa constantemente, sendo o primeiro e maior de sua área em vários pontos. Principal ponto de apoio de professores particulares, a DeProfPraProf tem o maior canal do YouTube brasileiro direcionado para esse tema e produz muito, mas muito conteúdo em mídias sociais, assinaturas, cursos e mentorias para todos os que procuram conhecimento nessas áreas.

Tudo a partir do meu computador, quietinho aqui no meu escritório em home office.

Se este for o seu perfil, eu preciso te dizer que é sim muito possível se libertar da vida de CLT e da mercê do empregador. Mas saiba que há um árduo caminho a ser trilhado e que você precisará aprender novas habilidades, fazer novos cursos e se esforçar em direção à automotivação, tecnologia, entender que o marketing é seu amigo e compreender que persuadir é bem diferente de manipular.

Se seguir o caminho particular é a sua vontade, acompanhe o trabalho da DeProfPraProf e entre em contato com o que precisar!

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Vinicius Diamantino é fundador da DeProfPraProf, Professor de Inglês há mais de 10 anos, Master Coach e Treinador de Professores, criador do blog http://www.deprofpraprof.com.br e de vários cursos para professores particulares. Fique à vontade para entrar em contato com ele através do email contato@deprofpraprof.com.br! 😉

BrELTers pelo Mundo: Greicy Ferreira – Vietnam

Hoje viajamos para a Ásia e desembarcamos no Vietnam! Muitos nos perguntam sobre lugares para os quais brasileiros podem ir com o passaporte Brasileiro, alguns locais, como o Vietnam, são opções. Conversamos com a BrELTer Greicy Ferreira sobre essa experiência.

1 – Há quanto tempo você trabalha nesse local e quais suas funções?

Eu me mudei para Hanoi em novembro do ano passado. Meu cargo é de ‘Learning Experience Coordinator’, equivalente a coordenadora pedagógica. Eu dou suporte e treinamento para o time de professores, assim como entrevisto e contrato professores, dou aulas demonstrativas e aplico testes de nível à potenciais alunos novos, realizo workshops, entre outras tarefas.

2 – Você já trabalhou em outros locais fora do Brasil?

Minha primeira experiência no exterior foi em Dublin, na Irlanda, logo após ter finalizado o CELTA. Uma semana após a finalização do curso, fui contratada pela própria escola, onde trabalhei por cerca de 6 meses.

3- O que te levou a procurar emprego fora do país? Como você escolheu essa cidade, país e esse modo de trabalho?

Eu me mudei para a Irlanda a fim de ter vivência no exterior e tirar certificados de proficiência (CAE e, posteriormente, o CPE). Eu já possuía alguns anos de experiência no Brasil e, tendo decidido que gostaria de me aprimorar na indústria do ensino de língua inglesa, meu próximo passo foi o CELTA. Eu não tinha intenções de voltar a morar no Brasil no short-term, e sabia que o certificado seria um dos requisitos básicos no exterior independente do país.

4 – Quais os requisitos que você precisou cumprir para conseguir emprego nessa escola, em termos de qualificações, certificações, experiência prévia, etc.?

Para se tirar o Work Permit no Vietnam, é necessário ter algum certificado EFL (no meu caso o CELTA) e um diploma (no mínimo Bacharel). Experiência afeta a escala de salário, mas não é um MUST. No geral, a oferta de professores qualificados na Ásia é baixa e a demanda alta, o que torna conseguir emprego sem experiencia algo tranquilo.

5 – Quais foram os requisitos em termos de documentação?

Precisei traduzir meu diploma, reconhecer firma das assinaturas dos reitores, pegar um carimbo com o Ministério das Relações Exteriores e, depois de tudo isso, enviá-lo para a Embaixada Vietnamita em Brasília para eles carimbarem. Mesmo procedimento com o atestado de antecedentes criminais (à exceção do reconhecimento de firma). O procedimento foi parecido com o CELTA, exceto que como o certificado é emitido por Cambridge, eu tive que enviá-lo para Londres. Como sou casada, tive que fazer o mesmo procedimento com minha certidão de casamento e pude trazer meu marido comigo com um “family reunion” visa.

6 – Como você ficou sabendo da vaga? Há algum site específico para saber de vagas deste tipo?

Quando estava fazendo o CELTA meu tutor já havia mencionado essa escola, pois eles eram parceiros da escola onde estava fazendo o curso, mas na época não me interessava mudar para o Vietnã. Meses depois eu decidi que queria passar um tempo pela Ásia e comecei a checar vagas no site ‘tefl.com’, quando vi que a escola estava contratando novamente. Eu me candidatei à uma vaga de professora, mas fui oferecida coordenação por conta da minha experiência.

7 – Tendo em vista o custo de vida, a remuneração é compatível, inferior ou superior ao que você recebia no Brasil?

Muito superior. Mesmo em vagas de coordenação eu não acredito ser possível ter, no Brasil, um um salário equiparável ao que tenho aqui. O custo de vida é super baixo e se ganha, no geral, em torno de $20/hora. Meu salário sustenta eu e meu marido de forma bem confortável e ainda conseguimos manter uma “poupança” para viagens.

8 – Você sofreu algum preconceito por ser não nativo?

Pelo contrário, aqui você é visto como bem sucedido simplesmente por ser branco e ocidental. é comum as pessoas virem falar com você na rua e perguntar de onde você é na ânsia de ter uma oportunidade de praticar inglês e fazer amigos estrangeiros. Quando digo que sou brasileira sempre recebo sorrisos e comentários sobre futebol e Pelé (eles AMAM futebol aqui).

9 – Como está sendo a experiência de trabalhar nesse país sendo brasileiro?

Aqui tem gente de tudo quanto é canto do mundo e, como disse acima, eles amam futebol então isso por si só já é uma conexão. Para mim, particularmente, ser brasileira não faz a menor diferença em como levo a vida aqui.

10 – Você passou por alguma situação inusitada em sala de aula por não compartilhar a cultura/língua dos alunos?

Todo dia! Eu leciono para crianças, o que torna a comunicação diferente mesmo quando compartilhamos da mesma língua mãe. Eu não falo uma palavra de Vietnamita, mas já entendo quando eles querem ir ao banheiro ou quando estão pedindo lápis/borracha. Mas eu trabalho com teacher assistants em sala, então eles traduzem pra mim e, em último caso, para os alunos também.

11- Acha que elas são diferentes das crianças daqui do Brasil?

Olha, faz quase 4 anos que não dou aula para crianças brasileiras, mas a meu ver o respeito com o professor aqui e maior. Desde os pais, até os alunos. Tem aluno difícil, bagunceiro, as vezes precisa chamar o pai pra conversar mas, na maioria são os alunos mais novos (entre 3 e 7 anos), conforme eles ficam mais velhos fica mais fácil de lidar, pois as escolas regulares aqui são bem rígidas, ou seja, eles ja vem com a cabeça diferente de que tem regras e tal. Eu gosto muito das crianças vietnamitas pra ser bem sincera.

12 –Qual conselho você daria a professores brasileiros que querem trabalhar aí no Vietnã?

Se especializem! É muito comum não precisar de requisito nenhum para começar a dar aula de inglês em centros de línguas no Brasil. Eu comecei assim, sem experiência ou conhecimento teórico, pois eu precisava de dinheiro para pagar a faculdade. Não é necessário ter um diploma em Letras necessariamente (mas algumas escolas/cargos podem requerer), mas precisa ter, no mínimo, um curso superior de 4 anos e algum tipo de certificado em ELT.

Greicy Ferreira tem 27 anos e é de São Paulo. Dá aula há cerca de 5 anos . Formada em administração, concluiu o CELTA em março de 2018. CAE e o CPE holder (ambos Grade A), seus planos incluem o Trinity Dip-TESOL ou o DELTA.

Edupreneurship com Troika

🗣 No ultimo domingo rolou um encontro super legal na @troika.br sobre Edupreneurship (empreendedorismo na educação) com @carinafragozo , @ricardobarroselt e @vinnie_nobre.

🇧🇷 A BrELT estava presente! Temos muito orgulho de participar como parceiros de iniciativas como esta.

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💥Sigam @troika.br e conheçam mais sobre esse e outros cursos de altíssima qualidade para professores.

⚡️👏🏼

BrELT Live: Escola Sem Partido? 01/5 às 20h

🗣Hoje tem BrELT Live com assunto pra lá de polêmico.

🤔A escola é sem partido mesmo? Até que ponto a política deve influenciar e informar as nossas práticas pedagógicas? Como você tem se sentido com o governo que prega a máxima de que escola não é lugar pra doutrinação político-partidária?

💥🔓 Vem debater com a gente!

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🎙✨ Got something to say? Come and share!

RAFFLE – A ticket for BrELT Hand in Hand

BrELT is a truly collaborative and supportive community of teachers.

You all know about our initiative Hand in Hand in which all the money goes to an NGO. On 11 May, BrELT Hand in Hand will help Casa 1 and the project English To Trans-form.

What you may not know is that a teacher decided to make an anonymous donation and we’re raffling a free ticket for:
– State school teachers
– LGBTQIA+ teachers
– Black teachers
– Indigenous teachers
(Who are able to be in São Paulo on 11 May)

If you belong to any of these social groups, fill in form and cross your fingers. The raffle will take place on 7 May. Stay tuned!

https://forms.gle/Qzo2dzDe3RdEsMdY6