BrELT Interview session with Juan Uribe

 

Hello BrELTers,

 

This month we are thrilled to annouce our  1st BrELT interview session -2016  with one of our fellows.

Juan Uribe is a teacher and a teacher educator who has researched, taught, and shared affective language learning since 1994. He is the founding director of Juan Uribe Ensino Afetivo, a language school for young learners, where children learn English affectively through play, games, storytelling, and puppeteering.

His focus is on empowering language teachers to create rich learning environments in which young learners are truly engaged, motivated, and energized. Juan has been in an amazing journey visiting language schools for children around the world where he has both conducted teacher development programs as well as enchanted young audiences with Buddy the Frog.

So, check out his interview below:

 

 

 

Brelt Juan

 

Bio: Juan holds a Bachelors degree in Education from the Catholic University in São Paulo (PUC-SP) and a Masters in Education in Human Development and Applied Psychology from the University of Toronto. He writes a blog called Children Learning English Affectively and  BrELT member.

 

Follow up do chat sobre escolas bilíngues e internacionais: entrevista com o Prof. Eduardo Vasconcellos

No nosso bate-papo sobre escolas bilíngues e internacionais, muita gente ficou interessada em saber mais sobre o projeto fluminense de escolas públicas bilíngues. O Prof. Eduardo Vasconcellos, diretor adjunto do CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos, gentilmente se pôs à disposição para tirar as dúvidas dos membros da comunidade e nos concedeu esta esclarecedora entrevista.

******************************************************************************

1. Qual foi a motivação de fundar escolas bilíngues na rede pública do Rio de Janeiro?

A motivação da SEEDUC-RJ (Secretaria Estadual de Educação – RJ) foi de formar mão de obra qualificada para atender visitantes estrangeiros que vêm ao Brasil, mais especificamente ao Rio de Janeiro, para os grandes eventos: Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016).

Foi confirmado que o estado do Rio de Janeiro possui uma grande demanda para megaeventos e que o estado precisa formar mão de obra com uma base intercultural e globalizada, fazendo com que os aprendizes se tornem aptos a promover discussões e criar pontes para um maior entendimento entre sociedades diversas.

2. Qual é o alcance desse projeto e que línguas são contempladas? Há planos de ampliar o projeto?

Há 4 escolas estaduais que compõem o Programa Dupla Escola na Rede estadual do Rio de Janeiro. Elas são: CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos (bilíngue Português/Inglês); CIEP 449 Governador Leonel Brizola Brasil França (bilíngue Português/Francês); Colégio Estadual Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto (bilíngue Português/Espanhol) e o Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Souza (ênfase em ciências exatas e algumas aulas sendo ministrados em Inglês e Mandarim).

Há conversas com Consulados de outros países para a implantação de mais programas interculturais na rede.

3. Qual é a filosofia pedagógica dessas escolas?

Cada escola com ênfase intercultural tem um eixo temático a seguir. No caso do CIEP 117, esse eixo é a Globalização. Com isso, há algumas disciplinas específicas ao Programa, tais como Núcleo Linguístico, em que o aluno aprende um idioma como se estivesse em uma escola de línguas;  Projeto de Integração Global, em que o aluno é incentivado a problematizar e buscar soluções com uma perspectiva local, inicialmente, até chegar à uma visão global; Matemática em Inglês e Geografia em Inglês, disciplinas estas que buscam a universalidade e um foco mais intercultural ao ensino.

4. Havia professores capacitados na rede em número suficiente para trabalhar nessas escolas bilíngues? Se não, como foi feita essa capacitação?

Em 2013, quando esse modelo de escola foi pensado, a Secretaria de Educação promoveu uma Mobilidade Interna para identificar os docentes que tinham fluência nesses idiomas. Depois disso, fez um processo seletivo e nós, do CIEP 117, tivemos uma capacitação em um fim de semana em setembro desse ano para integração da equipe e discussão de uma abordagem de ensino pautada nas matrizes do Séc. XXI. Depois desse momento, tivemos outros encontros com esse enfoque, até a inauguração da escola nesse formato em 30 de janeiro de 2014.

Há uma carência muito grande de professores de Matemática que dominam Inglês para fazer um trabalho transdisciplinar nesse modelo. Esperamos que esse modelo de escola busque a capacitação desses profissionais, visando uma atuação trans/interdisciplinar do conteúdo ministrado.

5. Há quanto tempo essas escolas estão funcionando? Como está sendo a recepção das comunidades?

As interculturais com ênfase em Inglês, Francês e Espanhol foram inauguradas no final de janeiro de 2014. A ‘Brasil-China’ foi inaugurada em janeiro de 2015.

Como há um processo seletivo que consiste na avaliação dos conteúdos em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, além da Redação, a relação candidato/vaga para o CIEP 17 foi de 10 por 1. Essa procura é fruto da ideia de que a escola é a única nessa proposta que está localizada em Nova Iguaçu, um dos municípios da Baixada Fluminense, região carente de aparelhos culturais e esportivos. A proposta dessa escola é fazer com que o(a) aluno(a) tenha um diferencial no mercado de trabalho em alguns anos e que ele/ela possa ascender socialmente.

6. A escola pública bilíngue é mais cara que uma escola pública monolíngue? Como manter essas escolas?

A escola pública bilíngue requer a infraestrutura de muitas escolas da rede. Acrescido a esse detalhe, existe a preocupação de fazer um programa bilíngue acontecer com laboratórios de idiomas, livros específicos, manutenção e compra de ferramentas mais tecnológicas. São necessárias verbas extras para dar suporte a essa proposta inovadora de ensino.

 7. Falando agora sobre sua escola especificamente, qual você diria é o grande ponto forte?

 O grande trunfo do CIEP 117 como escola bilíngue se faz no comprometimento dos professores com o trabalho pedagógico desenvolvido dentro da Unidade Escolar. Sem a motivação desses profissionais, seria mais complicado colocar esse programa em andamento.

Nos encontramos às quartas-feiras no Horário de Planejamento Integrado para trazer ideias e propor a integração das disciplinas nessa proposta intercultural. Os docentes recebem uma gratificação e destinam 30 horas da sua jornada à escola, com uma reunião obrigatória que, na nossa escola, acontece às quartas-feiras à tarde.

 8. E qual seria a maior dificuldade do CIEP 117?

A maior dificuldade é dispor de uma infraestrutura para atender à proposta pedagógica diferenciada, como por exemplo ter laboratórios de idiomas e fazer com que funcionem. Outra dificuldade é fazer com que as matrizes do século XXI possam acontecer de uma forma estruturada dentro da escola.

******************************************************************

eduardoEduardo Vasconcellos é professor de Inglês da rede estadual do Rio de Janeiro desde 1998. Recentemente, assumiu o posto de Diretor Adjunto do CIEP 117 Carlos Drummond de Andrade Brasil Estados Unidos.

Acredita na importância da educação para fazer com que os alunos consigam ter melhores condições socioeconômicas para realizar as maiores aspirações.

Ele é graduado em Letras (Inglês/Literatura) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e especialista em Linguística Aplicada: Ensino/Aprendizagem de Inglês como Língua Estrangeira pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

Follow-up do BRELTCHAT sobre Escolas Bilíngues/Internacionais: Entrevista com Viviane Bonfim

Para você que participou do último BRELTCHAT sobre Escolas Bilingues e Escolas Internacionais ou para você que não participou mas quer saber mais sobre esse segmento, preparamos uma entrevista com a professora Viviane Bonfim.

Confiram:

1. O que caracteriza uma escola internacional e como ela se difere de uma escola bilíngue?

Existem muitas diferenças entre as escolas internacionais e as bilíngues que encontramos no Brasil. Eu começaria dizendo que as escolas bilíngues seguem os Parâmetros Curriculares Nacionais, enquanto não vemos isso nas internacionais. O ano letivo nas escolas internacionais também segue parâmetros do exterior, começando em agosto/setembro e terminando em junho, assim como o horário das aulas é diferenciado. Em escolas internacionais, as aulas começam às 8:00 e terminam às 15:30, enquanto nas bilíngues também temos horário integral, porém, no geral, ainda prevalece o turno da manhã ou da tarde.

Numa escola Internacional, o idioma que prevalece é o do país de origem da escola (todas as aulas no idioma do país de origem, incluindo Artes, Educação Física e Música), sendo o português a segunda língua (aulas diárias de 45 minutos). Numa escola bilíngue, os alunos podem ter aulas nos dois idiomas.

O que eu diria que é o grande diferencial de uma escola bilíngue e uma escola internacional seria o diploma. Enquanto numa escola bilíngue o aluno recebe um diploma brasileiro (Parâmetros Curriculares Nacionais), na escola internacional, ele pode receber tanto o diploma brasileiro ou do país de origem da escola.

2. Como você começou a trabalhar nesse meio?

Em 2002, estava no meu sétimo período de Letras (Inglês/Literaturas –UERJ/RJ) e, à procura de estágio, fui parar na EARJ – Escola Americana do Rio de Janeiro. Como estagiária, me apaixonei pela maneira como uma escola funcionava naqueles parâmetros e quis ficar. Fui efetivada como professora assistente no ano seguinte e pude observar e vivenciar uma sala de aula internacional. Após alguns anos já nesse meio, fui trabalhar na outra escola americana no Rio, OLM- Our Lady of Mercy, e lá pude crescer profissionalmente me tornando “homeroom teacher” (professora titular). Eu, sempre procurando crescer profissionalmente, me mudei recentemente para SC para buscar novos caminhos e, hoje, trabalho numa escola internacional com currículo de bacharelado internacional – IB (International Baccalaureate).

3. Quais foram as etapas de sua carreira desde então?

Como não sou nativa, passei por um processo natural que se tornou exigência nas escolas internacionais. Fui estagiária. Embora não seja necessário começar como estagiária, eu ainda cursava Letras quando fui contratada pela escola. Depois fui professora assistente por alguns anos (nesse período trabalhei em várias séries e com várias professoras diferentes) e por fim virei professora titular.

4. Em sua opinião, que formação e competências um professor de escola internacional precisa ter?

Para trabalhar com séries iniciais, o professor precisa ter magistério e/ou pedagogia. Letras é recomendável, mas pedagogia é necessário. Certificados são bem vistos, vivência e experiência no exterior são valorizadas. Mestrado e Doutorado são o “next step” lá dentro. Para trabalhar com Middle School e High School, nativos são mais presentes e professores-mestres e/ou doutores são mais facilmente encontrados. Todos os professores destes segmentos têm licenciatura na disciplina que lecionam. O professor de uma escola internacional precisa ter a mente aberta para novas culturas, saber apreciá-las e valorizar a cultura do país de origem da escola. Trabalhar em grupo é muito valorizado. Flexibilidade e jogo de cintura também.

5. E que formação e competências não são estritamente necessárias, mas são bem vistas pelas escolas?

Como eu disse acima, certificados de língua são bem vistos, mas não exigidos. A exigência fica mais na parte de formação do professor. Vivência e experiência de trabalho no exterior fazem a diferença, mas não são primordiais, uma vez que o professor “faz a carreira” lá dentro. Organização, saber trabalhar com tecnologia, apresentação pessoal e “postura” são esperados do professor de escola internacional.

6. Quais são as vantagens de se trabalhar numa escola internacional?

A escola internacional oferece todos os benefícios (seguro saúde, salário acima da média, seguro de vida, bolsa para dependentes) e plano de carreira. Existe ajuda de custo anual para capacitação profissional e até mesmo um plano de carreira é organizado pelo próprio professor e coordenação para os próximos 5 anos. Trabalhamos de 8:00 até 15:30 com 1 hora de almoço (7 horas e 30 minutos de trabalho) e não trabalhamos fins de semana, a não ser datas já pré-programadas e que estejam no calendário que sai cerca de 3 meses antes do ano letivo começar.

7. Quais são as maiores dificuldades e como superá-las?

Como qualquer escola, também encontramos muitos desafios. Podemos ter questões de disciplina em sala de aula e contamos com a ajuda de psicólogos para ajudar a resolver questões que envolvam pais e/ou problemas de aprendizagem (muitos professores se especializam em Psicopedagogia).

8. Há algo mais que você gostaria de dizer para os membros da comunidade BrELT?

Trabalhando numa escola e lecionando em inglês, posso dizer que uni duas das coisas que mais amo. Consigo ver o crescimento de uma criança, participar de sua vida, dar sentido à mesma. Sinto que educar é a minha missão. Para quem estiver com vontade de se candidatar para uma escola internacional, acredito que o momento é esse. Com o mundo globalizado, mais e mais escolas estão surgindo e oportunidade para o bom profissional não faltará.

————————————————————————————————————————————————–

slimmerweb100817900578x1v9Tenho 35 anos, nascida e criada no Rio de Janeiro, recentemente me mudei para Santa Catarina.   Cursei Letras (Inglês/Literaturas), Pedagogia e pós em Psicopedagogia. Trabalho em Escolas Internacionais desde 2002. Tenho certificados CAE e Michigan.

Muito obrigado, Viviane! Até a próxima!

The BRELT Team.

BrELT Chat 30/04/2015 comentário a comentário: Escola bilíngue x Escola Internacional

Às vésperas do Dia do Trabalho, os incansáveis membros da BrELT participaram de um bate-papo frenético sobre escolas bilíngues e internacionais. Algumas questões discutidas foram:

  • Quais as diferenças entre os dois termos (escola bilíngue x escola internacional)?
  • Toda escola bilíngue é internacional e vice-versa?
  • O que constitui uma escola bilíngue? Quantas horas do idioma, etc?
  • Qual a formação necessária para trabalhar como professor nessas escolas nos diferentes segmentos?
  • O que é o International Baccalaureate?
  • Os professores de escolas bilíngues são mais bem remunerados e respeitados?
  • Qual a metodologia dessas escolas?
  • O que é CLIL e Understanding by Design?
  • Dar aula de uma matéria (ex.: ciências) numa escola bilíngue é só traduzir a aula dada no ensino monolíngue?
  • Existe escola pública bilíngue?
  • Como é a legislação dessas escolas?

Quer saber mais? Você pode (re)ler o chat aqui.breltchat_comentarios.

Aprendemos muito em pouco tempo com a experiência de diversos colegas, mas não vamos parar por aí. Sentimos uma necessidade de follow-up, então fiquem ligados.