BrELT Queer Day Part 3: Isadora Bernandes & Elton Medeiros

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Wrapping up our great BrELT Queer Day, Isadora Bernandes and Elton Medeiros will deliver the talk “Giving voice to the voiceless LGBT students”.


This webinar aims at raising teachers’ awareness of the LGBT classroom issues, at giving some tips on how to deal with some situations by showing attendees some case studies, and providing teachers with the opportunity to discuss, learn and develop professionally on the topic.

Join us on YouTube http://youtu.be/xZ-8EsfVbI8 or Hangout http://bit.ly/2c6QhXe

BrELT Queer Day Part 2 – Starting Now: Sergio Viula’s and Luciana Rocha’s Talks and Debate

Don’t miss Sergio Viula’s and Luciana’s Rocha talks on LGBT issues in the ELT classroom. Join us on the Hangout https://hangouts.google.com/hangouts/_/ytl/RpvqJff3q6jawsTE822VnGKhGzGsVLxDTaB6BOzewyw=?hl=pt_BR&authuser=0 or on YouTube http://youtu.be/fUQKzpUe8O4 

14:45 14086264_1673497276304879_8281793484367987678_oSérgio Viula – “My Teacher is an LGBT activist”

On one hand, it is not always easy to approach issues related to LGBT people in class. On the other hand, it should not be way too complex. After all, human beings are varied in their sexual orientation and gender identities. Oddly enough, sexual orientations and gender identities still accounts for a lot of fuss. In this conversation Sergio Viula will be sharing some of his own experiences on this subject. None of them should be seen as a paradigm, but they will hopefully inspire some good ideas among the participants.

15:15 Luciana Lins Rocha – “Queerizando a Sala de Aula de Línguas na Escola Pública em Tempos de Conservadorismo”

A seleção de conteúdos a serem ensinados e o modo como são apresentados se relacionam profundamente com o tipo de pessoa que se espera formar. Essa função constitutiva da escola está agora em foco com uma onda de conservadorismo que tem crescido pelo mundo. No Brasil, uma preocupação com “doutrinação ideológica” fez surgir o projeto “Escola sem Partido”, que parece se utilizar da função formadora de vidas da escola da maneira mais sórdida: legitimando apenas um tipo humano, a saber, homem, branco, classe média, cisgênero e heterossexual. Vemos nesse desejo de cercear discursos divergentes o efeito de uma tradição que há tempos estabeleceu certas narrativas como naturais por meio de sua repetição exaustiva, legitimando certas vidas e desumanizando outras. C14086474_1673497722971501_6342949328243202128_oonsiderando o papel importante da escola na constituição de vidas e a orientação de desnaturalizar discursos causadores de sofrimento das teorias queer, defende-se aqui a coadunação entre a sala de aula de línguas e o pensar queer. Em decorrência de metodologias de ensino de língua estrangeira que consideram linguagem como um sistema ao qual recorremos, e não como performance, a sala de aula de línguas é, tradicionalmente, o local onde menos ainda se considera que a discussão sobre gêneros, sexualidades e processos de racialização deva acontecer. Entretanto, se a linguagem não é apenas um sistema de regras que descreve o mundo, mas sim constitui aquilo de que fala, se somos seres da linguagem, a sala de aula de línguas se mostra o local mais apropriado para repensar a vida social, especialmente os tipos de vida que a escola (des)legitima.

15:40 Q&A with Sérgio Viula and Luciana Lins Rocha

BrELT Queer Day – Schedule & How to Participate

Today is the day we’ve all been waiting for: BrELT Queer Day!

Here’s the schedule of today’s event, followed by instructions on how to participate.

BrELT Queer Day Schedule

August 28, 2016

13:30 Opening

13:40 Thorsten Merse – “A dialogue on LGBT Issues in ELT: General Considerations and Practical Implications” 14054323_1673496432971630_7900660633667518420_o.jpg

14:40 Five-minute break.

14:45 Sérgio Viula – “My Teacher is an LGBT activist”

15:15 Luciana Lins Rocha – “Queerizando a Sala de Aula de Línguas na Escola Pública em Tempos de Conservadorismo”

15:40 Round table with Sérgio Viula and Luciana Lins Rocha.

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15:55 Fifteen minute-break.

16:10 Isadora Bernandes and Elton Medeiros – “Giving voice to the voiceless LGBT students”

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16:55 Closing.

N.B.: The schedule is on Brasilia time, UTC-3.

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How to participate:

The easiest way to participate is to watch the talks on our YouTube Channel: www.youtube.com/breltchatchannel. You can do that even if you’re not logged in, but you’ll only able to interact with other participants via chat if you’re logged in as a YouTube or Google user. That’s how you’ll be able to ask questions to the presenters as well, because BrELT moderators will bring questions from YouTube participants to the speakers.

The speakers will be presenting from a Google Hangout platform, whose link will be made available a few minutes prior to each talk on our community and event page. You can join us on Hangout, too, but bear in mind that Google only allows 10 places there.

BrELT Queer Day: é nesse domingo às 13:30!!

 

 

BrELT QUEER DAY HORARIO2 (2)

Salve, BrELTer!

É nesse domingo às 13:30h o nosso primeiro evento online que vai trazer discussões sobre sexualidade, gênero e identidades e o ensino de inglês: BrELT Queer Day, Embracing Differences in ELT.

Sabe o que vai rolar?

  • Apresentações em português e inglês;
  • Professores brasileiros e um estrangeiro;
  • Muitas perguntas e debate;
  • Intervalos pra fazer pipi ou esticar as pernas;
  • Muito aprendizado!!

Como de costume, usaremos a ferramenta Google Hangouts para o nosso evento online. Assim, disponibilizaremos o link para acesso lá na comunidade BrELT 5 minutos antes do início! Fiquem ligados.

Em breve divulgaremos o timetable completo! Aguardem!!

BrELT Team

Ilá Coimbra, Bruno Andrade, Natalia Guerreiro, Thiago Veigga, Priscila Mateini e Ricardo Barros.

 

 

BrELT Queer ELT: Como? Onde? Quando? Por quê?

Olá, BrELTers!

Semana que vem teremos um evento inesquecível na BrELT: o BrELT Queer day. Será uma rodada de debates online sobre o ensino de língua inglesa e o tema LGBT.

A ideia surgiu logo após a 15a conferência internacional do Braz Tesol em Brasília, quando o #rovingBrELT do nosso querido moderador Thiago Veigga gerou uma série de reflexões e dúvidas.

Gostaríamos de coletar as dúvidas e questionamentos referentes a como/por que/quando abordar o tema queer na nossa sala de aula. Deixe aqui a sua pergunta e faremos de tudo para que o professor Thorsten Merse, da Universidade de Münster, a responda durante a palestra de domingo, dia 28.08. Apenas pedimos que as perguntas sejam feitas em inglês, para que possamos encaminhá-las ao professor na íntegra.

Participe e nos ajude a transformar o ensino de língua inglesa no Brasil! Contamos com vocês!

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Talk to the expert: Priscila Mateini e educação inclusiva

Amanhã, sábado, é o segundo dia da 2nd IATEFL Web Conference cujo tema é Making connections across borders in ELT. O evento é gratuito para membros e não membros da IATEFL. Você só precisa se registrar neste link aqui e fornecer alguns dados, como nome e endereço de email.

Dentre as inúmeras talks, gostaríamos de destacar o painel de discussão que acontecerá depois da apresentação de Susan Hillyard e Mercedes Viola. A banca virtual será composta de profissionais envolvidos em educação inclusiva (clique aqui para ver o programa e a biografia de cada palestrante), dentre eles nossa querida Priscila Mateini.

Priscila trabalha como mediadora e pesquisadora no campo de adaptação de materiais e gentilmente nos concedeu uma entrevista.

BrELT: Como começou a sua história com educação inclusiva?

Priscila: Começou em 2011 quando estava dando aula de inglês em uma instituição em São Gonçalo. Uma psicóloga sugeriu que a criança fizesse inglês por ter facilidade em cantar as músicas da banda favorita e a deixava tranquila. Nessa época era pouco difundida a Musicoterapia, então a família foi à instituição e conversou com a coordenadora e informou que ela era portadora de Síndrome de Down. Na mesma hora, a coordenadora não hesitou em acolher a criança e colocou na minha turma. Aí que começou tudo.

Meses depois, fui indicada para dar aula a uma criança com autismo. Nessa época não sabia que teria um contato mais profundo, pois foi em 2012 que descobri que meu filho era autista.

BrELT: Como foi a experiência de dar aula para uma criança autista?

Priscila: Foi uma experiência bem marcante, pois eu não sabia lidar com uma criança especial, nem sabia que tipo de metodologia, material que poderia fazê-la mais participativa a minha aula. Foi então que entrei em contato com os pais e pedi para falar com a psicóloga. Ela foi me orientando, e aí fui adaptando o conteúdo a ela. A turma a acolheu muito bem, não tivemos problemas. Os pais até gostaram pois os filhos estavam aprendendo de uma forma mais afetiva e carinhosa.

BrELT: Que idade tinha o seu filho quando recebeu o diagnóstico?

Priscila: O Lucas foi diagnosticado com 2 e meio. Nesse mesmo período, eu já dava aula para 2 crianças, e a instituição começou a ser procurada pelas famílias de outras crianças. Assim tive contato com crianças com dislexia, hiperatividade e com distúrbio de aprendizagem.

BrELT: Como foi para você, como mãe, lidar com o diagnóstico?

Priscila: Foi um grande balde de água fria, pensei em desistir com tudo, e focar no meu filho. Tive que parar uma pós-graduação e buscar ajuda para lidar com a situação. Mas tive anjos ao meu lado. Com apoio da minha família, a equipe multidisciplinar do Lucas e do trabalho me fizeram ver de outra forma a situação. Então aquilo que era doloroso tornou-se um campo de pesquisa e aprendizado.

Hoje me sinto muito feliz por ser convidada em mesas redondas aqui no Brasil e fora para ajudar professores, educadores e pais a buscarem uma real inclusão para essas crianças. Não basta dizer que é uma escola ou um profissional que acredita na inclusão, tem que colocar a mão na massa e fazer acontecer.

BrELT: Parece que você teve uma ótima rede de apoio. Qual é o maior dificuldade de pais de crianças autistas que porventura não podem contar com esse apoio?

Priscila: Infelizmente, ainda é um tratamento caro. Existe na Rede Pública, porém só 1 vez ao mês não adianta. O tratamento é semanal, com fonoaudióloga, psicóloga e terapeuta ocupacional. No caso de crianças que estudam em escolas publicas, elas raramente possuem um apoio desse semanal, então fica muito difícil o professor sozinho lidar com uma situação dessas, por isso a necessidade de mediadores. Por lei essas crianças precisam de mediação. Uma professora sozinha com um autista na sala com mais 30 alunos não tem como ele se desenvolver. É o que mais vejo quando faço estudo de campo em algumas escolas.

BrELT: O que podemos esperar do painel amanhã?

Priscila: No painel de amanhã falaremos sobre a inclusão dessas crianças nas escolas, o que o professor pode fazer, como lidar com essas crianças já que não somos formados com ênfase em educação especial, e como adaptar materiais. Discutiremos esse tema tão importante às 9:15 (horário de Brasília) com especialistas no assunto de 4 países: Susan Hillyard- Argentina, Mercedes Viola- Uruguai, Phil Dexter – Reino Unido e eu. Como profissional da área de educação, será um grande apoio para os professores. Como mãe de criança especial, será a chance de trazer a tona a inclusão para nossos filhos.

BrELT: Muito obrigado pela entrevista, Priscila. É um orgulho tê-la representando a comunidade brasileira.

Priscila: Muito obrigada ao Brelt por divulgarem essa questão tão importante.

“O mundo necessita de todos os tipos de mentes”
Temple Grandin

Terminamos este post com uma sugestão de vídeo da própria Priscila. Esperamos todos vocês amanhã!