Mês dos Professores BrELT com Catarina Pontes & Carla Arena

O Mês dos Professores BrELT fecha hoje com chave de ouro. Catarina Pontes, da Cultura Inglesa São Paulo, e Carla Arena, da Casa Thomas Jefferson de Brasília, são dois nomes de tamanho vulto no ELT brasileiro que praticamente dispensam apresentações. Vê-las na BrELT é perceber a relevância que a comunidade tem tomado no panorama de ensino de inglês no Brasil. Afinal, dize-me quem te curte, que te direi quem és!

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1. Em que contextos vocês atuam?

Catarina Pontes: Trabalho como teacher trainer e course designer na Cultura Inglesa São Paulo.

Carla Arena: Sou professora de inglês na Casa Thomas Jefferson, coordenadora do Departamento de Inovação e Tecnologias, moderadora online, voluntária em projetos de inclusão digital, líder do grupo de Educadores Google de Brasília e Presidente do BrazTesol Brasília.

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

Catarina PontesConfesso que ser professora de inglês não foi minha primeira opção profissional, mas me apaixonei pela profissão bem no começo da carreira. Ver o progresso dos alunos com o passar das aulas é extremamente satisfatório e compensador.

Carla ArenaLarguei emprego estável como funcionária pública em um órgão do governo federal no dia que pisei em sala de aula. Pedi minha carta de exoneração porque percebi que queria contribuir para o crescimento dos outros, queria compartilhar o que sabia, e sempre amei o fato da gente trabalhar duro e ver o resultado de nosso esforço. Sempre amei inglês e hoje ensino na instituição que é parte da minha vida desde os 8 anos de idade.

3. Como foi sua trajetória profissional?

Catarina Pontes: Antes de ser Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa São Paulo, estive em sala de aula por quase dez anos e atuei também na área administrativa em algumas de nossas filiais, mas nunca saí da sala de aula – nem como professora, nem como aluna. Acredito que essa seja a característica de um professor verdadeiramente preocupado com ensino e aprendizagem: estar sempre no papel de aluno.

Carla ArenaEntrei no curso de Relações Internacionais para me tornar diplomata. Estagiei no Itamaraty, me desiludi. E como brasiliense, meu caminho já parecia ter sido traçado, tornar-me funcionária pública. Uma tradição local e familiar também. Passei em alguns concursos, trabalhei como funcionária pública, mas era inquieta. Sabia que não poderia parar por lá. Comecei a fazer um curso de desenvolvimento profissional oferecido pela Casa Thomas Jefferson em Brasília para continuar em contato com a língua, mas acabei parando na sala de aula e de lá nunca mais saí. Alguns me chamaram de louca, outros não entenderam, mas nunca olhei para trás. Faço o que amo. Depois, na minha jornada, encontrei a minha tribo ed tech, me especializei na área. Estou em constante aperfeiçoamento para me manter atual. E assim foi minha jornada. Hoje, tenho o prazer de ajudar outros professores de trabalhar como voluntária na capacitação para o letramento digital, e estou sempre em projetos colaborativos com colegas e alunos. Isso é o que me move. Quero poder deixar minha contribuição na educação.

4. Por que vocês participam da BrELT? No que a BrELT auxilia/auxiliou na sua formação profissional?

Catarina PontesAcho extremamente importante existir um espaço em que professores possam contribuir, compartilhar e interagir com o fim de fortalecer a profissão e ajudar tanto profissionais que estejam ingressando na área quanto os que já estão lecionando há mais tempo.

Carla Arena: A BrELT é um movimento de conexão e aprendizado para professores brasileiros. Faltava esse espaço para a gente, com temas que são super relevantes e precisam ser compartilhados e discutidos pela comunidade educacional.

Queria ser mais ativa na BrELT, mas estou sempre acompanhando de longe as discussões. Os tópicos que o pessoal aborda me levam a procurar mais informações. O que aprendo com o pessoal posso levar e aplicar no meu dia a dia.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Carla ArenaVocês são guerreiros, mantém a comunidade ativa, buscam inovar, trazem temas relevantes para a nossa área. Parabéns, pessoal.

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Energizados assim nos 220V dessas profissionais (no caso da Carla Arena, movido a muito café!) e de todos os demais entrevistados (Eduardo Zito & Virginia BorgesDanúbia Galvão & Viviane Kirmeliene; Ilá Coimbra & Natália PinhoWill Eduardo & Stephan HughesTati Casoria & Silvia GubertAislan Ferreira & Rob HowardJoyce Fetterman & Andreia MacambiraGraeme Hodgson & Isabela Villas BoasBruno Coriolano & Bruna CaltabianoAna Maria Menezes & Roseli SerraMarina Macedo & Ricardo Barros) e muito gratos a todos que participaram e participam, encerramos nossas entrevistas em homenagem ao dia dos professores 2015, mas mantemos o trabalho com garra renovada. Afinal, com os BrELTers não tem isso de novembrite, não! Vêm ainda webinars e BrELT chats por aí, assim como o sharing e caring de sempre. Até logo, pessoALL! 😀

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Mês dos Professores BrELT: entrevista com Eduardo Zito & Virginia Borges

Os entrevistados de hoje vivem em partes muito diferentes do Brasil: Eduardo Zito habita a maior cidade do país, a cosmopolita São Paulo; Virginia Borges mora no interior de Goiás, numa cidade que é mais de 100 vezes menor! E não é linda essa diversidade?

Em comum, esses dois profissionais possuem um empreendedorismo admirável. Além disso, mesmo com muito trabalho em seus negócios próprios, eles sempre arrumam tempo para contribuir na BrELT como membros e às vezes até como moderadores honorários, dando aquela forcinha para a moderação da BrELT quando ela precisa. É muito amor, não é não? ❤

Por falar em amor, ambos também têm uma dedicação incomum ao desenvolvimento profissional. Ao ler tudo que a Virginia já fez e faz, sobram só interjeições: “Oooh! Uau! Ufa!” E o Zito não fica para trás: além de cursos e certificados, ele mantém uma bem-sucedida comunidade facebookiana chamada Vocabulário em Inglês, que agrega mais de 4 mil alunos e professores do idioma que diariamente aprendem com o incansável administrador da comunidade. (Aliás, vocês já viram o workshop virtual sobre o assunto que o Zito deu para a BrELT?)

Com vocês, nossos queridíssimos Eduardo Zito e Virginia Borges.

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1. Em que contextos vocês atuam?

Eduardo ZitoTrabalho como professor de inglês via Skype,com alunos adolescentes e adultos, desde nível básico até proficiência.

Virginia BorgesAtuo como professora particular de inglês e possuo grupos pequenos de alunos entre kids e teens.

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

Eduardo ZitoPaixão por participar de processo de ensino e aprendizagem.

Virginia BorgesO destino me fez escolher a profissão de educadora, a qual se reveste em minha paixão desde minha infância, tendo minha mãe como um grande exemplo de alguém que se dedicou anos e anos à educação infantil.

3. Como foi sua trajetória profissional?

Eduardo ZitoTrabalhei como professor, coordenador e teacher trainer em escolas de idiomas (CNA, Wizard,Yázigi, Skill, etc.) Tenho certificados de proficiência (Cambridge, Trinity e Michigan). Há tanto aprendizado… em linha geral, o maior aprendizado tem sido sobre como as pessoas aprendem de formas distintas, interagem de formas distintas e como eu posso trabalhar com esta diversidade para aprimorar o processo de ensino e aprendizagem.

Virginia BorgesAssim que me casei, mudei juntamente com meu esposo para uma cidade no interior de Goiás, Ceres. Como toda cidade pequena, as ofertas de emprego eram restritas, ainda mais se pensando em quinze anos atrás. Como tinha bastante conhecimento em informática, pois tinha acabado de terminar o curso de Ciências da Computação, comecei a dar aulas em uma escola particular da cidade e no Senac. Sempre fui uma pessoa muito observadora e a cada dia na escola era um aprendizado, a convivência com os professores e direção sempre tinha muito a me ensinar. Ao mesmo tempo para não perder a fluência no Inglês, me matriculei na escola FISK e passados alguns meses, parte da franquia estava à venda. Fazer parte daquela família foi um grande passo na carreira, já que estava na sala de aula, na direção e vivenciando cada movimento de um centro de idiomas. Para aprimoramento, passei uns meses nos Estados Unidos e fiz uma pós-graduação na FGV em Tecnologia da Informação. Mas após quatro anos, tivemos que nos mudar para outra cidade no sudoeste do Estado de Goiás, Rio Verde. Foi difícil deixar tudo para trás. Nesta cidade, nossa estadia foi mais curta, por apenas dois anos, e lá dei aulas em escolas particulares e ministrei aulas particulares em minha própria casa, tendo a oportunidade de fazer uma pós-graduação em Metodologias da Língua Inglesa, a qual foi de grande proveito.
E assim chegamos na nossa atual cidade, Jataí, onde já estamos há dez anos. Permaneci por volta de três anos cuidando dos filhos enquanto menores, sendo que logo após consegui algumas turmas em uma renomada escola da cidade, na qual lecionei por cinco anos. Neste período, participei de vários congressos e fiz cursos de aperfeiçoamento nos Estados Unidos e no Canadá.

A vontade de crescer, expandir horizontes, me fez iniciar meu próprio negócio: ter alguns alunos particulares, inclusive meus filhos, os quais tiverem grande peso em minha decisão. E assim, continuo trabalhando da melhor forma possível para a formação de alunos e pais que confiaram em meu trabalho.

4. Por que vocês participam da BrELT? No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Eduardo ZitoEntrei na comunidade procurando contato com profissionais da área. Gosto demais dos chats, pois permite ter uma visão ampla dos assuntos, uma vez que há vários perfis de docentes/ coordenador@s no grupo.

Os posts sempre me remetem a reflexão, e à necessidade de estudar e pesquisar mais. E ter sempre esta necessidade é, na minha visão, a base sobre a qual construo minha formação contínua.

Virginia Borges: A BrELT é uma comunidade que nos inspira, expande nossa visão como um todo, sendo o local onde temos a chance de estarmos em contato com outras pessoas, possuidoras dos mesmos objetivos, as quais vivenciam os mesmos problemas, buscando melhorar a cada dia em suas profissões. Faço parte desta comunidade há quase dois anos.

5. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Eduardo ZitoBom, não sei poderia usar este espaço para isso, mas gostaria de colocar como voluntário para o grupo. Tempo é sempre limitado, mas minha vontade de auxiliar é maior.

Moderadores: Zito, não oferece muito não, que trabalho é o que não falta, haha! Mas você sabe que a gente já conta com você e com a Virginia. 😀

Agradecemos pela participação nesta entrevista e na comunidade. E continuamos esperando o dia de nos conhecermos todos pessoalmente! 🙂

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Gostou deste post? Então veja outras entrevistas que já rolaram por aqui durante o mês de Outubro:  Danúbia Galvão & Viviane Kirmeliene; Ilá Coimbra & Natália PinhoWill Eduardo & Stephan HughesTati Casoria & Silvia GubertAislan Ferreira & Rob HowardJoyce Fetterman & Andreia MacambiraGraeme Hodgson & Isabela Villas BoasBruno Coriolano & Bruna CaltabianoAna Maria Menezes & Roseli SerraMarina Macedo & Ricardo Barros; Joyce Fetterman & Andreia Macaimbra.

Mês dos professores BrELT: Danúbia Galvão & Viviane Kirmeliene

Dessa vez, temos a honra de apresentar no Mês dos Professores BrELT duas professoras do estado de São Paulo e que são bastante ativas nas discussões que rolam na comunidade: Danúbia Galvão e Viviane Kirmeliene.

As duas ainda compartilham mais uma característica: são profissionais liberais no ramo do ensino de inglês. Danúbia é professora particular e Viviane elabora e edita materiais.

Vamos conhecê-las mais de perto?

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1- Em que contextos vocês atuam?

Danúbia Galvão: No momento apenas professora de inglês particular, mas já trabalhei em escolas de idiomas como professora e coordenadora de ensino.

Viviane Kimerliene: Trabalho com elaboração e edição de material didático para diversos segmentos, para editoras no Brasil e no exterior.

2- O que motivou vocês a seguir carreira no ensino de inglês?

Danúbia Galvão: Gosto muito da língua e acho que com o aprendizado de uma é possível aprender muito além de sinais linguísticos como, por exemplo, uma nova forma de pensar, além da bagagem cultural de uma língua que é muito ampla.

Viviane Kimerliene: Quando eu tinha 17 anos, buscava um emprego e caí de paraquedas na profissão (como muitos professores, aliás). Eu me apaixonei pela área de ensino, tanto que tranquei a faculdade de Editoração na ECA-USP para cursar Letras, na mesma instituição. Hoje percebo que mais do que o gosto pela língua, o que mais me encantava era estar com pessoas diferentes todos os dias, compartilhando experiências e vivências.

3- Como foi sua trajetória profissional?

Danúbia Galvão: Comecei trabalhando em uma escola no bairro, chamada Ascent Idiomas, logo depois fui para uma outra escola chamada Influx. A partir daí comecei a entender que existiam métodos diferentes em cada escola. Tive mais algumas oportunidades mas acabei entrando na rede Wise Up como professora e depois me tornei coordenadora, o que me fez crescer muito pois precisei ser treinada, pesquisar, ler muito e estudar de forma continuada. Concluí uma pós-graduação (Lato Sensu) em junho deste ano em língua inglesa a fim de adquirir mais conhecimentos sobre o ensino da língua e foi extremamente produtivo e interessante. No momento estou finalizando a minha monografia e no ano que vem vou estudar para o CAE.

Viviane Kimerliene: Comecei em uma escola pequenininha, em 1994. Em 1997, fui contratada pelo SENAC, onde tive a oportunidade de realizar treinamentos fantásticos. Nesse mesmo ano, comecei com as aulas em empresas, atividade bastante prazerosa, e que sempre levei em paralelo com as aulas em escolas de idiomas. No ano 2000, tive uma rápida passagem como coordenadora em uma escola de idiomas de franquia – um período bacana, mas frustrante, devido à administração da escola. Em 2001, tive a grande oportunidade da minha carreira, ao começar a trabalhar no CEL-LEP, na unidade de São Caetano do Sul. Aprendi MUITO, tanto com a equipe de treinamento quanto no dia-a-dia com meus colegas (alguns são amigos queridos até hoje). O primeiro “turning point” nessa época de CEL-LEP foi fazer o ICELT, em 2007. Aprendi conceitos que uso até hoje, passei a refletir sobre a minha prática em sala de aula e fiz amigos e contatos profissionais que foram muito importantes para a minha carreira. A certificação de Cambridge também contribuiu para que um sentimento de inquietude em relação à carreira, que eu não entendia muito bem, aflorasse e fosse acolhido e compreendido… Nesse mesmo ano, pedi demissão do CEL-LEP para trabalhar como consultora freelance na Richmond Publishing. Foi meu primeiro emprego com mesa, computador, crachá, no horário comercial… pensei que fosse ter dificuldades de adaptação, mas as coisas aconteceram naturalmente. Na Richmond tive a oportunidade de viajar para diversos estados, conhecer realidades educacionais muito distintas. Ministrei meus primeiros treinamentos e palestras, além de aprender bastante sobre marketing, relacionamento com clientes e sobre materiais didáticos. Sou muito grata ao time Richmond/Santillana por todo o aprendizado. Em 2009, fui para a Pearson com a função de Consultora Acadêmica. Trabalhei com um time maravilhoso de consultores e representantes por alguns meses, mas logo fui convidada a trabalhar no departamento editorial da Pearson, que estava sendo reformulado. Posso dizer que me encontrei como Editora. O desejo de trabalhar na área vinha desde a adolescência, e as oportunidades profissionais me levaram a ela. Com o nascimento da minha filha, em junho de 2012, optei pela carreira freelance. Desde então, tenho trabalhado com edição e, mais recentemente, com a elaboração de material didático. Tenho prestado serviços a diversas editoras nacionais e internacionais, e no momento estou envolvida com dois projetos de autoria de materiais didáticos. Sou privilegiada por trabalhar com algo de que gosto muito. Minha carreira profissional é fruto de trabalho árduo, estudo, dedicação e bom relacionamento com as pessoas.

4- Por que vocês participam da BrELT?

Danúbia Galvão: Já faz um tempo que participo mas há poucos meses descobri os chats. São muito produtivos, pois muitas vezes não temos oportunidades de nos reunirmos com outros professores e trocar ideias é sempre algo bom.

Viviane Kimerliene: Eu adoro o grupo! É muito bom ver pessoas apaixonadas (em maior ou menor grau, hehehehe) pelo ensino, como eu. Aprendo muito com as discussões e fico feliz em compartilhar informações que chegam ao meu conhecimento.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Danúbia Galvão: Acredito que, como já disse, os chats são muito informativos e saber da experiência dos outros é muito interessante.

Viviane Kimerliene: Como estou afastada de sala de aula há algum tempo, o grupo me ajuda a ter contato com professores e a tomar conhecimento de tendências na área de ELT. Indiretamente, mato um pouquinho das saudades que tenho das aulas também.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Viviane Kimerliene: Eu acho que o grupo é um dos mais eficientes de que eu já participei no FB. Estão todos de parabéns! 🙂

Moderadores: É um grande prazer ter profissionais que amam o que fazem como vocês no nosso convívio! Aprendemos a cada encontro e a cada discussão! Obrigado pelo carinho, apoio e pelo voto de confiança em nosso trabalho.

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Mês dos Professores BrELT: Ilá Coimbra & Natália Pinho

O Mês dos Professores BrELT traz hoje duas professoras da capital de São Paulo que, mais do que escolheram, foram escolhidas pela profissão: Ilá Coimbra e Natália Pinho. E elas devolvem o carinho dessa escolha com muita dedicação ao desenvolvimento profissional.

Ilá, inclusive, é a responsável pela criação do BrELT Calendar of ELT Events, atendendo a uma demanda de dentro e fora da comunidade por notícias de webinars e congressos da nossa área. Afinal, muito evento acontece, muitas vezes de graça, e a gente nem ficava sabendo. Mas a Ilá é gente que faz e resolveu nosso problema!

Bora conhecer melhor essas super profissionais?

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1. Em que contextos vocês atuam?

Ilá CoimbraEnsino de inglês como segunda língua para adultos e capacitadora de professores em escolas privadas de idiomas.

Natália PinhoAtuo como professora particular há cerca de 6 anos e, esporadicamente, sou tradutora na área de cultura e saúde.

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

lá CoimbraComecei minha carreira de professor como professora de português e literatura e, quando eu terminei meu curso de inglês, a coordenadora, que sabia que eu era professora e que gostava do meu nível de inglês, me convidou para dar aula na mesma escola.

Natália PinhoSempre quis ser professora, mas durante a adolescência tive outros desejos de profissão. Contudo, ao me iniciar no mercado de trabalho em uma empresa, me vi como sendo a única que sabia inglês e meus colegas de trabalho quiseram que eu os ajudasse e comecei a dar aulas informalmente. Depois disso, acabei tomando muito gosto e me especializando e também procurando empregos em escolas de idiomas.

3. Como foi sua trajetória profissional?

lá CoimbraApós 5 anos dando aula na primeira escola que me contratou como professora de inglês, resolvi procurar cursos de desenvolvimento profissional. Comecei pelo TKT, o que me garantiu emprego em uma escola que pagava mais. Daí para frente, não parei de buscar desenvolvimento profissional e melhores oportunidades tanto de carreira quanto financeira. Hoje sou professora e teacher trainer na Seven Rebouças em São Paulo.

Natália PinhoComecei “trabalhando” como plantonista em uma escola de idiomas em troca de bolsa de estudos. Depois disso entrei em uma empresa de outro segmento pois ainda não tinha idade para dar aulas e o período do curso havia acabado. Depois de dar aulas informais para meus colegas de trabalho, iniciei duas frentes de trabalho: aulas particulares e monitoria em um acampamento em inglês. Foi lá que meu contato com as crianças começou. Após isso sempre busquei tempo para alunos particulares e me dividia em escolas de idioma também. Cheguei a coordenar uma escola por um ano e aprendi muito. Porém, por um tempo tive que parar para poder desenvolver minha paixão acadêmica: o Mandarim. Morei na China para estudar a língua, mas lá minha paixão profissional também apareceu: dei aulas de inglês particulares para crianças. De volta ao Brasil me dediquei apenas as aulas particulares e traduções. Acabo de terminar o CELTA e agora me especializo em aulas particulares, visando trazer um tom cada vez mais profissional às minhas aulas.

4. Por que vocês participam da BrELT?

lá CoimbraPorque é um espaço que me permite interagir e trocar experiências com profissionais qualificados de todo o Brasil.

Natália PinhoAcredito que aquela comunidade agrega muito valor a discussões pois possui inúmeros pontos de vista e é isso que nossa profissão mais deve valorizar, pois é assim que precisamos lidar com nossos alunos: sempre respeitando as diferenças e também ouvindo o que o outro tem para dizer e aprender com isso. Além do mais, sendo professora particular 24/7, BrELT é o meu Teachers’ Room!

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

lá Coimbra: A troca de ideias e experiências com professores do país todo é essencial para o meu desenvolvimento profissional.

Natália PinhoExatamente o fato de ouvir e aprender com quem tem mais ou menos experiência do que você: a quantidade de anos que uma pessoa ensina pode até ajudar, mas acredito que a bagagem das pessoas com quem converso e sobre quem leio é o que mais me ajudou profissionalmente.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

lá CoimbraYou rock, guys! 🙂

Natália PinhoAgradeço a iniciativa e espero poder ajudar futuramente!

Moderadores: Ilá, ficamos envaidecidos com seu elogio. Um “you rock” vale mais quando vem de roqueiro de verdade, né não? Natália, adoraríamos a ajuda, sempre! 😀 E claro, agradecemos às duas pela participação nesta entrevista e na comunidade.

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Mês dos Professores BrELT: entrevista com Stephan Hughes & Will Eduardo

Um sempre quis ser professor. O outro foi se descobrir aqui quando veio para o Brasil. Um dedica-se ao ensino público, o outro, ao privado. Ao contrário do que você deve estar pensando, nossos entrevistados de hoje têm muito em comum. Ambos estão envolvidos no ensino de pós-graduação e são profissionais altamente reconhecidos.

A mistura de hoje é entre Trinidad e Tobago e Brasil e o resultado pode ser conferido aqui. Com muito prazer apresentamos Stephan Hughes e Will Eduardo, nossos entrevistados.

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  1. Em que contextos vocês atuam?

Will: Atuo como professor numa instituição pública federal na Baixada Fluminense, RJ, com alunos de 15 anos em diante. Leciono na Educação Básica (nível médio-técnico) e na Educação Superior (graduação e pós-graduação).

 Stephan: Como coordenador acadêmico no departamento de treinamento da Cultura Inglesa.

  1. O que os motivou a seguirem carreira no ensino de inglês?

Will: Desde criança, gostava de inglês e sabia que seguiria a carreira de professor.

Stephan: Como quase todo gringo que pousa aqui no Brasil, optei por dar aulas de inglês, algo pelo qual acabei descobrindo que levo jeito. Um “chamado” que amadureceu em uma paixão até hoje.

  1. Como foram suas trajetórias profissionais?

Will: Comecei a lecionar inglês já no último ano do curso regular e terceiro ano do 2o. grau. Nesse momento, a paixão pela língua inglesa e a certeza de seguir a carreira de professor só cresciam. Fiz vestibular para a UERJ e comecei a cursar Letras: Inglês/Literaturas no primeiro semestre de 1995. Ao me formar 1999, cursei a Especialização em Línguística Aplicada na UFF e em Língua Inglesa na PUC-Rio (2002). Trabalhei em várias escolas de idiomas e em faculdades, lecionando para crianças, jovens e adultos, do nível básico ao avançado. Também tive a experiência de trabalhar com a formação de professores (disciplinas de metodologia de ensino, gramática e fonética e fonologia do inglês). Em 2011, defendi a minha dissertação na área de Estudos da Linguagem, pela PUC-Rio. O estudo versava sobre a aprendizagem de inglês para fins específicos (ESP) em contexto digital – um estudo de caso com alunos do curso superior de Química sobre a aprendizagem de leitura de gêneros textuais específicos da área de Química, com o apoio da plataforma Moodle. O ESP foi um grande diferencial na minha carreira, pois tive a chance de aprimorar as minhas habilidades de organização de cursos e de elaboração de materiais didáticos com base em teorias mais sólidas. Atualmente, curso o doutorado em Linguística Aplicada na UNESP de São José do Rio Preto (SP), com pesquisa na área de avaliação de proficiência em língua estrangeira e formação de professores.

Stephan: Foi de professor e coordenador de curso Wizard, para cursos de inglês para negócios, para aulas no projeto CLAC da Faculdade de Letras da UFRJ, para professor e diretor pedagógico de filial, para professor, mentor e agora coordenador acadêmico da Cultura Inglesa. Ministro aulas nos cursos de pós-graduação de Ensino de Língua Inglesa e de Tradução.

  1. Por que vocês participam da BrELT?

Will: Gosto das trocas entre os membros (principalmente dos BrELTchats, como meio de desenvolvimento profissional). Já estou na comunidade há pouco mais de um ano.

Stephan: Para trocar ideias com professores de diversos contextos e formações.

  1. No que a BrELT auxilia/auxiliou na sua formação profissional?

Will: Eventos, referências de textos e livros, links para materiais, e a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas.

Stephan: A troca de informações e recursos aumenta meu “kit” de ferramentas.

  1. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Will: Parabéns ao BrELt team, pelas oportunidades de troca e de crescimento profissional. É importante reconhecer o interesse e o esforço desse grupo em melhorar a formação de professores e o ensino de inglês no Brasil.

Stephan: As redes sociais potencializam nossa capacidade de crescer juntos e de promover uma comunidade de aprendizagem de fato. Valorizem este espaço!

Moderação BrELT: Obrigado, pessoal. Faremos o possível para que a nossa comunidade possibilite muitas trocas e muito desenvolvimento professional para todos!

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Se você gostou deste post, também poderá gostar das entrevistas anteriores: Tati Casoria & Silvia GubertAislan Ferreira & Rob HowardJoyce Fetterman & Andreia MacambiraGraeme Hodgson & Isabela Villas Boas; Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano; Ana Maria Menezes & Roseli Serra; Marina Macedo & Ricardo Barros; Joyce Fetterman & Andreia Macaimbra e Tati Casoria & Silvia Gubert.

Mês dos Professores BrELT: entrevista com Tati Casoria & Silvia Gubert

O Mês dos Professores BrELT continua com Silvia Gubert, de Caxias do Sul – RS, e Tati Casoria, de Arujá – SP. Membros valiosos da BrELT já há um bom tempo, as duas contam com mais de 10 anos de experiência e atuam no contexto de aulas particulares. E não só: ambas são polivalentes. Com vocês, duas profissionais super poderosas:

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1. Em que contextos vocês atuam
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Silvia Gubert: Atuo como professora particular, ministrando aulas na minha casa ou no local que o aluno preferir. Atuo também como tradutora e intérprete freelancer.

Tati Casoria: Sou professora particular de inglês e italiano e leciono há 34 anos com toda vontade e alegria sempre!

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

Silvia GubertDesde muito cedo fui convidada a lecionar num curso de inglês que eu frequentava, e comecei a dar aulas, adorava lecionar e desde então, continuo este trabalho, porém com aulas particulares.

Tati Casoria: Resolvi que meu caixa dois, as aulas de inglês, me davam muito mais prazer do que trabalhar na área de administração.

3. Como foi sua trajetória profissional?

Silvia GubertIniciei minha carreira de professora de inglês num curso de inglês aqui na minha cidade, e depois que sai de lá, continuei lecionando e traduzindo, mesmo trabalhando em empresas, como intérprete.

Tati Casoria: Comecei a trabalhar aos 16 numa escola ao lado do Mofarrej hotel, viajava de outra cidade para tal… Nunca a distância e a dificuldade me desanimaram. Já trabalhei em grandes escolas de línguas e escolas particulares, como Objetivo e Pueri Domus. Sou “peixinho” da Alumni e quando trabalhava em marketing e propaganda, desenvolvi com orgulho o logo deles! Jamais parei de estudar.

4. Por que vocês participam da BrELT?

Silvia GubertGosto do grupo, dos contatos, das dicas, das ideias que trocamos, o grupo é muito conciso e sempre antenado. Tenho uns dois anos de BrELT.

Tati Casoria: Participo porque é muito direto e aprendo, dividi e conheço pessoas envolvidas com os mesmos assuntos que eu gosto e estudo/trabalho. Acho dinâmico e produtivo.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Silvia Gubert: Auxilia muito no âmbito profissional, sim, porque nos faz desenvolver o nosso lado critico e nunca parar de pesquisar para ficar sempre a frente em pesquisas e recursos para melhorar nossas estratégias didáticas e para uma melhor interação com todo o grupo.

Tati Casoria: Sharing.

Moderadores: … is caring, já diria a Raquel Oliveira.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Silvia GubertAdoro o grupo. Fui muito bem aceita, e, ao contrário de outros grupos dos quais participo, nunca vi nenhum dos membros ofender, criticar os outros membros. O respeito e o nível de profissionalismo neste grupo é algo inigualável e o ambiente de amizade e cooperação é maravilhoso. Obrigada a todos e vamos em frente, para alcançar mais e mais membros. Sucesso a todos!

Tati Casoria: Congrats, I am so proud to see Brelt growing! Godspeed for Brelt!

Moderadores: Agradecemos pela participação nesta entrevista e na comunidade. Tomara mesmo que a BrELT continue crescendo em alcance tanto numérico quanto em profundidade, mas mantendo esse respeito e o profissionalismo que adoramos ver!

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Se você gostou deste post, também poderá gostar das entrevistas anteriores: Aislan Ferreira & Rob HowardJoyce Fetterman & Andreia MacambiraGraeme Hodgson & Isabela Villas Boas; Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano; Ana Maria Menezes & Roseli Serra; Marina Macedo & Ricardo Barros; e Joyce Fetterman & Andreia Macaimbra.

Mês dos Professores BrELT: entrevista com Aislan Ferreira & Rob Howard

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Seguindo com as entrevistas em comemoração ao Dia dos Professores BrELT, hoje é a vez de Aislan Ferreira & Rob Howard.

Aislan é de Guarulhos (SP) e Rob é americano, mas mora no Rio de Janeiro (RJ).

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1. Em que contextos vocês atuam?

Aislan Ferreira: Atuo como coordenador pedagógico numa escola de idiomas na cidade de Guarulhos com 1000 alunos.

Rob Howard: I am owner of an online language school teaching advanced level professionals.

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

Aislan Ferreira: Sempre tive o sonho de aprender inglês. Como tive sempre bons exemplos de professores, decidi seguir essa carreira.

Rob Howard: It started as an easy option for an American in Brazil, but then I grew to love it and decided to dedicate the rest of my career to it.

3. Como foi sua trajetória profissional?

Aislan Ferreira: Iniciei minha carreira aos meus 15 anos e desde então tenho buscado melhorar em minha carreira. Minha primeira oportunidade foi na mesma escola em que estudei, chamada Sunshine. Depois, comecei a trabalhar no aeroporto e continuei como professor particular com alunos do próprio aeroporto e então tive a oportunidade de trabalhar na PBF, onde iniciei como professor, auxiliar de coordenação e hoje como coordenador pedagógico. Na PBF, tive a oportunidade de obter os certificados Cambridge TKT e CAE e me tornei membro da BRAZ-TESOL recentemente onde participei esse ano como MINDER NO BRAZ-TESOL Tech Seminar.

Rob Howard: I was a businessman and musician in the US. I started my own small school in Pernambuco, and on moving to Rio, went to work for IBEU as a classroom teacher and later an online teacher.

4. Por que vocês participam da BrELT?

Aislan FerreiraGosto do BrELT pelo fato de sempre ter webinars gratuitos e a possibilidade de um network com profissionais de diferentes partes do país. Estou participando do BrELT há 3 meses.

Rob Howard: I love the atmosphere of sharing with other teachers in order that we all improve and better the profession and the students capability to learn.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Aislan FerreiraNão consigo responder essa pergunta no momento pelo pouco tempo em que participo do grupo.

Rob Howard: Always has interesting materials and speakers.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Aislan FerreiraEsta comunidade tem sido de grande valor para mim por que é composta por pessoas que têm muita vontade, vontade de se desenvolver e compartilhar o conhecimento. Continuemos unidos para que nosso país seja influenciado por nós professores e que possamos ver daqui a algum tempo uma outra realidade.

Rob Howard: Not because of me, but because this is a group of English language professionals, to stay with Higor’s webinar cry, I think this should all be done in English in order to help some professionals improve their English skills by learning to express themselves professionally in the language they are teaching. This will probably appear to be a “chato” statement, but I think it speaks to the problem of teacher development.

Moderadores: Agradecemos pela participação nesta entrevista e na comunidade. And stay tuned! Com certeza continuaremos unidos e visando sempre o desenvolvimento profissional do professor de inglês brasileiro.

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Se você gostou deste post, também poderá gostar das entrevistas anteriores: Joyce Fetterman & Andreia MacambiraGraeme Hodgson & Isabela Villas Boas; Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano; Ana Maria Menezes & Roseli Serra; Marina Macedo & Ricardo Barros; e Joyce Fetterman & Andreia Macaimbra.