Mês dos professores BrELT: entrevista com Joyce Fetterman & Andreia Macambira

O dia 15 de outubro passou, mas o mês dos professores BrELT continua, claro, por motivos óbvios: a gente merece no mínimo um mês inteiro; novembro vem aí e temos de estocar amor pela profissão para evitar a novembrite nossa de todo ano; e, o mais importante de tudo, tem muita gente boa na BrELT para conhecermos ainda.

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As entrevistadas de hoje, ambas do estado do Rio de Janeiro, têm experiências em realidades bem diversas. As duas trazem no currículo tanto o ensino público quanto institutos de idiomas, em contextos dos mais diversos, mostrando que a diversidade da BrELT também reside nos profissionais que a compõem.

Com vocês, Joyce Fettermann, de Itaperuna, & Andreia Macambira, de Resende.

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1. Em que contextos vocês atuam?

Joyce Fettermann: Atuo como professora da rede pública do estado do Rio de Janeiro e no CNA Idiomas em Itaperuna, com alunos adolescentes e adultos.

Andreia MacambiraAtuei no contexto de ESP inglês militar por 8 anos na Academia Militar das Agulhas Negras. Atuo agora com aulas particulares e crianças de 1 a 8 anos de idade com a metodologia Learning Fun, de que sou franqueada.

2. O que motivou vocês a seguirem carreira no ensino de inglês?

Joyce Fettermann:  Sempre gostei de estudar inglês, isso me motivou a seguir a carreira. Ter professores inspiradores também influenciou bastante em minha escolha.

Andreia MacambiraSempre gostei do inglês e gosto de ensinar de trabalhar com educação. Acho que a carreira tem várias oportunidades, mas não é valorizada como profissão, pois muita gente está no mercado sem ter formação específica

3. Como foi sua trajetória profissional?

Joyce Fettermann:  Logo no último ano da faculdade de Letras, comecei a substituir professores no curso onde estudava inglês e comecei a trabalhar em outro, onde aprendi, na prática, a ser professora e atuei por quatro anos. Um tempo depois, passei no concurso da SEEDUC [Secretaria de Estado de Educação do RJ] e comecei a trabalhar na escola pública com o ensino fundamental e médio.  Tive também experiências em escola particular.

Hoje, minhas salas de aula são também meu campo de pesquisa. Pesquiso sobre a utilização de novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem de língua inglesa em cursos livres e na escola pública, formação de professores e produção de recursos educacionais abertos para o ensino do idioma.

Andreia MacambiraJá atuei em curso de inglês, como o CNA e a Cultura Inglesa, colégios particulares e públicos e ensino superior.

4. Por que vocês participam da BrELT?

Joyce Fettermann:  Conheci a BrELT neste ano, e logo me interessei porque gosto de trocar experiências, ler sobre o que os outros professores estão falando e passando, saber de eventos e participar de discussões produtivas, como as que existem nela.

Andreia Macambira:  Gosto das discussões da Brelt, dos links de cursos e artigos, de saber o que está acontecendo na área.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Joyce Fettermann:  Esta comunidade me ajuda nas postagens que os colegas fazem de eventos, webinários, entrevistas, expressões em inglês, entre outras. E eu tento postar sobre esses assuntos também, pois acredito que podem ser interessantes para outras pessoas.

Andreia Macambira: Estar em contato com outros profissionais que atuam em diferentes contextos nos mostra como a profissão está andando.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Joyce Fettermann:  Sugiro que pensemos em um futuro encontro presencial para nos conhecermos mais de perto em um dia para trocar de informações pessoalmente. Acho que seria bem bacana. 😊

Andreia Macambira: Seria interessante que, além dos encontros virtuais e webinars, pudéssemos promover encontros presenciais, principalmente aqui no interior para que atingíssemos um público variado e não só os membros da comunidade.

Moderadores: Agradecemos pela participação nesta entrevista e na comunidade. And stay tuned! O desejo de vocês pode se concretizar mais rápido do que vocês imaginam.

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Se você gostou deste post, também poderá gostar das entrevistas anteriores: Graeme Hodgson & Isabela Villas Boas; Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano; Ana Maria Menezes & Roseli Serra; e Marina Macedo & Ricardo Barros.

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15 de outubro de 2015

Feliz dia do…

… “é para copiar?”

… “vai cair na prova?”

… “posso fazer de caneta?”

… “posso deixar a lápis?”

… “tem que passar a limpo?”

… “hoje é prova!? ”

… “é com consulta?”

… “era pra hoje?”

… “vale nota?”

… “pode ser em dupla?”

… “pode ser grupo de 3?”

… “pode ser grupo de 4?”

… “já corrigiu a prova?”

… “só um pontinho, por favor! não custa nada!”

… “meu filho não faz isso.”

… “mais dever de casa!?”

… “pode repetir do começo?”

… “é pra responder em inglês?”

… “por que você não falta nunca?”

… “você trabalha ou só dá aula?”

… tchitchâ!

Depois de um ano de muita dedicação aos alunos, ao trabalho e ao nosso desenvolvimento como profissionais e pessoas, merecemos um pouquinho de humor para celebrar nosso dia. A BrELT tem orgulho de agregar tantos educadores dedicados,  reflexivos, amigos e, claro, muito bem-humorados e gostaria de desejar a todos um ótimo 15 de outubro!

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Quer conhecer os BrELTers?

Leia as entrevistas com nossos membros Graeme Hodgson & Isabela Villas Boas; Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano; Ana Maria Menezes & Roseli Serra; e Marina Macedo & Ricardo Barros. E deixe um abraço virtual na comunidade.

Mês dos professores BrELT: entrevista com Graeme Hodgson e Isabela Villas Boas

É difícil começar o texto sobre os entrevistados de hoje, e o motivo não é a falta do que dizer, pelo contrário. Nossos convidados, ambos moradores de Brasília, representam o objetivo de muitos profissionais que gostariam de exercer funções relacionadas ao ensino de inglês que não necessariamente a sala de aula em tempo integral. Se o amor pelo ensino nos une, também é legal vermos o quanto a nossa profissão é sim cheia de possibilidades.

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  1. Em que contextos vocês atuam?

Graeme: Como gerente de Parcerias Educacionais da Cultura Inglesa S.A. / Learning Factory Ltda. (essencialmente formação de professores e gestão do relacionamento com Culturas Inglesas em todo Brasil). Também atuo como membro do BRAZ-TESOL National Advisory Council (chapter liaison officer), Secretary BT Brasilia Chapter e Secretary BT Teacher Development SIG.

Isabela: Instituição de ensino de inglês sem fins lucrativos.

  1. O que as motivou a seguirem carreira no ensino de inglês?

Graeme: Sempre gostei da comunidade escolar, desde a infância, admirando professores e valorizando o conhecimento. Como desenvolvi fortes habilidades como comunicador, inclusive na área de Public Speaking enquanto adolescente, ensinar pareceu uma opção natural. Sempre gostei muito de línguas estrangeiras e de leitura e, aos 17 anos, antes mesmo da faculdade, tive a oportunidade de ensinar inglês durante um ano, o que apenas confirmou minha opção.

Isabela: Paixão pela língua inglesa; num primeiro momento, desejo de trabalhar enquanto cursava jornalismo, mas me apaixonei pela profissão e decidi me dedicar a ela, focando minha qualificação posterior nessa área.

  1. Como foram suas trajetórias profissionais?

Graeme: 1989-1990 – Cultura Inglesa Sergipe, Aracaju; 1990-1993 – Graduação em Letras Inglês pela Lancaster University, UK, com especialização em Psicologia pela University of Califórnia, Santa Cruz; 1993-1995 – Experiência na área de negócios em uma multinacional inglesa, mas continuei dando aulas particulares a noite para brasileiros radicados na Inglaterra; 1995-2000 – Proprietário/Diretor/Professor de uma escola de idiomas em Fortaleza; 2000-2002 – President and co-founder, Braz-TESOL Fortaleza; 2000-2004 – Gerente Regional (Academic Manager) Norte e Nordeste, Oxford University Press; 2002-2003 – Mestrado em Linguística Aplicada (UECE); 2004-2007 – Consultor Acadêmico, Richmond Publishing; 2005-2006 – MBA em Gestão de Negócios; 2007-2011 – Director English, British Council Brazil (projetos, parcerias, palestras); 2011-2015 – Educational Partnerships Manager, Cultura Inglesa S.A. / Learning Factory Ltda.; 2013-2014 – President, Braz-TESOL Brasilia; 2013 – DELTA (module 3) e 2014 – Análise de Finanças (FGV).

Isabela: Trabalho há 29 anos na mesma instituição. Comecei como professora, depois me tornei supervisora de cursos, assessora pedagógica e hoje sou superintendente acadêmica. Fiz mestrado em TESL nos EUA e doutorado em educação no Brasil. Sempre procurei me manter atualizada, participando e apresentando em diversos eventos e participando de grupos em redes sociais.

  1. Por que vocês participam da BrELT?

Graeme: Desde sua criação, tenho acompanhado mais como lurker, preferindo ler os comentários e debates para expandir minha visão do pensamento prevalente entre os profissionais de ELT no Brasil, do que contribuir ativamente. Considero uma comunidade super importante e uma referência em termos de como administrar e moderar uma comunidade online. Sempre recomendo a comunidade a professores buscando se desenvolver profissionalmente, mas que talvez não tenham condições ainda de fazer uma qualificação formal ou curso de formação continuada.

Isabela: Porque eu acho a experiência de trocas em redes sociais muito rica e dinâmica e quero manter contato com colegas do Brasil inteiro e também estar sempre antenada ao que acontece na área em diferentes contextos. Gosto da informalidade das redes sociais, muito diferente do meio acadêmico.

  1. No que a BrELT auxilia/auxiliou na sua formação profissional?

Graeme: Enquanto comunidade, ajuda para divulgação de oportunidade de desenvolvimento profissional como os eventos do Braz-TESOL, bem como links para cursos online, webinars etc. Acompanhar os tópicos em discussão a cada semana na comunidade serve, para mim, de termômetro dos anseios e preocupações dos professores de inglês no Brasil, pelos menos aqueles que participam da comunidade.

Isabela: Contato com novos profissionais; dicas de sites e leituras; discussões interessantes.

  1. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Graeme: Só tenho elogios! Keep up the good work! I only wish some of the discussions could take place during the day, since I find it difficult, due to family commitments, to participate in discussions late at night or on weekends.

Isabela: Continuem fazendo um excelente trabalho!

Moderação BrELT: Obrigado pela entrevista! Ficamos muito felizes com as palavras carinhosas de vocês.

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Gostou? Leia as entrevistas anteriores aqui:

Bruno Coriolano & Bruna Caltabiano

Ana Maria Menezes & Roseli Serra

Marina Macedo & Ricardo Barros

E fique ligado nas próximas! 😀

Mês dos professores BrELT: entrevista com Bruna Caltabiano e Bruno Coriolano

Hoje é dia de Brunx! Não, Brunx não é uma cidade da qual você nunca ouviu falar ou o nome de uma celebração Celta. É a nossa brincadeira com o tal do –x para representar o gênero neutro é para dizer que hoje é o dia da Bruna e do Bruno.

Os Brunxs representam figuras muito interessantes da nossa indústria de ensino de inglês.

Bruna Caltabiano é uma empreendedora. Sabe aquele ditado que diz ‘Não está satisfeito? Faz melhor!’. Pois é, Bruna é co-fundadora e diretora acadêmica da Catalbiano idiomas. A Bruna foi lá e fez!

Bruno Coriolano é, dentre outras coisas, um acadêmico. Com um currículo invejável, Bruno provavelmente é um desses professores que não vai aceitar algo só porque alguém disse que é assim. O Bruno estuda, estuda muito.

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  1. Em que contextos você atua?

Bruna Caltabiano: Sou co-fundadora e diretora acadêmica da Caltabiano Idiomas. Também dou aulas, o que é a minha verdadeira paixão!

Bruno Coriolano: Sou mestrando do PPGI – Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente dedico-me apenas aos estudos acadêmicos (Stricto sensu).

  1. O que motivou você a seguir carreira no ensino de inglês?

Bruna Caltabiano: Sempre sonhei em ser professora de inglês. Quando criança, comprava meus livros da escola regular em uma rede de franquias de inglês. Eu tinha acabado de aprender a ler (tinha uns 7 anos) quando peguei um livreto desta escola que dizia que quem fosse bom aluno no nível avançado poderia ingressar no curso de professores e dar aulas lá. Desde então sonhava em ser professora de Inglês.


Bruno Coriolano:
Basicamente a paixão pela língua. Depois, com o passar dos anos, fui gostando da ideia de ser professor e hoje tento me manter informado para poder conciliar, em um futuro próximo, duas funções: Professor e pesquisador.

  1. Como foi sua trajetória profissional?

Bruna Caltabiano: Comecei a dar aulas nesta mesma escola do livreto vermelho, o CCAA, aos 19 anos. Foi uma grande emoção quando, após alguns anos, fui convidada a lecionar o curso de professores que eu tanto sonhava em fazer. Trabalhei no CCAA por mais de 10 anos , atuando como professora e coordenadora.
No CCAA conheci meu sócio. Iniciamos uma parceria com a Santa Casa de SP onde ministramos cursos para estudantes de medicina e médicos. Foi assim que a ideia da Caltabiano Idiomas surgiu, mesmo que ainda tímida. Em 2011 abrimos a escola oficialmente e desde então temos diversos cursos, para alunos e professores de inglês.


Bruno Coriolano: 
Sou especialista em língua Inglesa pela Faculdade Vale do Jaguaribe (FVJ). Tenho certificação Internacional (TEFL/TESOL). Graduado em Letras – Língua Inglesa e suas respectivas literaturas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Tenho treze anos de experiência em ensino de Língua Inglesa, já tendo atuado em várias instituições, como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), campus Mossoró, no Departamento de Línguas Estrangeiras (DLE) na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, Campus Central. Tenho experiência profissional nos Estados Unidos da América, onde residi nas cidades de Atlantic City e Brigantine Beach, ambas no estado de New Jersey.

  1. Por que você participa da BrELT?

Bruna Caltabiano: Participo da BrELT porque gosto de estar em contato com colegas e trocar ideias e experiências.


Bruno Coriolano:
Gosto da troca de experiências.

  1. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Bruna Caltabiano: A troca de ideias é essencial na formação do professor. É isso que mais gosto da BrELT – ajudar e ser ajudada!


Bruno Coriolano:
Acredito que a comunidade contribui muito para nosso aprendizado de forma contínua por meio dos chats, trocas de ideias, indicações de material, etc.

Moderação BrELT: Obrigado, Bruna e Bruno! Temos certeza de que suas histórias inspirarão muitos professores.

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Gostou? Leia as entrevistas anteriores aqui:

Ana Maria Menezes & Roseli Serra

Marina Macedo & Ricardo Barros

E fique ligado nas próximas!

Mês dos professores BrELT: entrevista com Ana Maria Menezes & Roseli Serra

Quando pensamos na nossa Personal Learning Network (PLN) e em como ela se forma, é natural que seja também a partir de uma questão de afinidade. Claro que os interesses pedagógicos e particularidades como campo de atuação nos unem, mas se não houver empatia, dificilmente vai ter aquela cola, aquele sentimento de olhar a foto de alguém, que muitas vezes nem conhecemos pessoalmente, e sentir o acalanto do nosso lugar comum.

A celebração do professor é também uma celebração da amizade, do coleguismo. Do amor que sentimos pelos nossos alunos todos falam. Mas e o amor pelos colegas de profissão? Porque não consigo pensar em algo que não seja amor para fazer a gente levantar da cadeira no fim do dia e substituir a amiga que está com cólicas sem nem preparar a aula. O amor que nos faz sacrificar nossos últimos minutinhos de intervalo porque o amigo não conseguiu tirar todas as cópias ou cortar os últimos flashcards. O amor que faz a gente se encher de alegria quando sabemos que aquele aluno difícil do nosso amigo está indo bem.

O ensino de inglês é uma profissão feminina numericamente falando. Sempre ouvi que mulher não era amiga de mulher, que são competitivas. Cada sala dos professores no Brasil desmente este estereótipo. Não que não existam pessoas competitivas, mas o que mais vejo são mulheres se ajudando, encorajando umas as outras.

As entrevistadas de hoje dispensam grandes apresentações. São mulheres que representam e agregam muitíssimo ao cenário de ensino de inglês no Brasil. Mulheres. Amigas. Uma amizade que transborda e chega àqueles que as conhecem pelas telas do computador. Mulheres que se admiram e falam com ternura uma da outra. Mulheres como tantas outras que eu e você com certeza já tivemos o prazer de trabalhar.

Nossas entrevistadas são Ana Maria Menezes e Roseli Serra. Geograficamente distantes, nossas convidadas ilustram a ideia de sororidade e profissionalismo. Pegue seu cafezinho e celebremos a festa da vida e da amizade.

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1. Em que contextos vocês atuam?

Ana Maria Menezes: Sou professora de Inglês, formadora de professores e moderadora de cursos online e híbridos na ConnectMe Education. Durante muitos anos dei aulas para adolescentes e adultos na Cultura Inglesa de Uberlândia. Sou mestre em Estudos Linguísticos com especial interesse na formação de professores em ambiente online. No momento, dou aulas em diferentes cursos de graduação na Universidade Federal de Uberlândia.

Roseli Serra: Atuo com coach bilingue do Grupo Santillana no projeto UNO Internacional. Também sou examinadora de Cambridge Main Suite , moderadora online, teacher trainer, mentora e consultora na área de ELT (trabalhos free lance).

2. O que as motivou a seguirem carreira no ensino de inglês?

Ana Maria: Sinto que a profissão me escolheu antes que eu me permitisse tentar outros caminhos. Ainda muito nova, mesmo antes de entrar para a universidade, eu comecei a dar aulas de inglês para crianças com o objetivo de manter o meu inglês. Mal sabia eu, que ali entre aquelas crianças estava descobrindo o que amo fazer. Ao decidir o que estudar na universidade, optei em aprender mais sobre ser professora de inglês. Em diferentes momentos da vida, tive oportunidades de enveredar por outros caminhos. No entanto, ser professora é o que alimenta minha alma.

Roseli: Desde criança, sempre fui muito muito musical e cinéfila, além de muito curiosa. Adorava as trilhas sonoras das novelas e cantores internacionais como Carpenters, Elton John e outros tantos da década de 70. Ainda muito cedo, aos 9 anos, apreendi a tocar violão com um primo que ama Cat Stevens e Beatles. Foi através da música e do cinema que comecei a querer estudar inglês.

3. Como foram suas trajetórias profissionais?

Ana Maria: Trabalho como professora desde os 15 anos de idade e sempre quis aprender cada vez mais, fazendo intercâmbios, estudando fora, indo a congressos e lendo muito. Outra paixão que sempre tive foi tecnologia. Ainda adolescente, fiz um curso de programação com a língua cobol. Anos depois, a tecnologia voltou a me encantar, mas dessa vez com fins educacionais. Em 2006, descobri um grupo de professores de diferentes países que estavam se aventurando por novos caminhos educacionais possibilitados por tecnologias digitais, os “webheads”. Me encantei com o mundo digital mais uma vez e tive a oportunidade de aprender muito. Durante esse caminho, tive minha própria escola de idiomas, fui coordenadora pedagógica, coordenadora de tecnologia, moderadora de cursos online e mais recentemente fundei minha própria empresa, onde sigo sonhando. Adoro o mundo da internet, que me possibilita estudar, conhecer pessoas e aprender coisas novas sempre.

Roseli: Então, sempre quis ser professora . Aos 17 anos fiz vestibular para psicologia e comecei a dar aulas particulares de inglês, pois desde os 14 estudava na Cultura Inglesa. Nunca mais parei. Atuei como psicóloga clínica e escolar por 6 anos e, no meio de um mestrado de psicologia que me deixava infeliz, me desencantei com a academia e resolvi voltar pra ao banco da faculdade e cursar Letras , com o apoio 100% do meu marido, que sempre foi e ainda é crucial para cada um dos meus projetos profissionais, incluindo pós-graduações dentro e fora do Brasil. Me tornei professora, coordenadora e depois diretora de estudos da CI, onde trabalhei por 17 anos e meio até me afastar em 2012. Voltei pra a sala de aula, investi em tecnologia da educação e outras áreas de ELT e ensino bilíngue. Hoje, finalmente, consigo aplicar todas as áreas do meu conhecimento no meu trabalho como coach bilíngue, que estou amando e aprendendo muito!

4. Por que vocês participam da BrELT?

Ana Maria: Estar em contato com membros do BrELT é fazer amigos, é trocar ideias, é aprender juntos e alimentar nosso amor pela nossa profissão.

Roseli: Conheci o BrELT em 2012 , num momento muito difícil da minha vida profissional. Foi uma mudança radical na minha vida. Era como se eu vivesse numa bolha que havia explodido e eu de repente passava a conhecer toda uma vida que havia fora dela então sabia por onde começar. Encontrei nas redes socias muitas das melhores formas de TD, conheci o que era PLN e o que havia de tão maravilhoso nisso tudo. O BrELT veio nesse pacote e até hoje me fascina principalmente por ser um espaço democrático e inclusivo, falado na nossa língua portuguesa, o que permite professores de todos os segmentos sociais e que não falam inglês de participar. Além do mais, é um excelente espaço para reflexões da nossa prática não apenas como professores de inglês, mas também como verdadeiros educadores que se ajudam mutuamente.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou na sua formação profissional?

Ana Maria: Grupos como a BrELT são fundamentais para unir profissionais que podem ajudar uns aos outros a buscarem a formação contínua que tanto precisamos.

Roseli: Sempre gostei de compartilhar conhecimentos sem medo de ser feliz, plagiada ou o que for. O mais gostoso na BrELT é exatamente isso. Compartilhar, dividir com o outro o que se sabe, ajudar e aprender sem achar que já se sabe de tudo. Isso não tem preço. É lindo! É saudável! É bom e faz bem à alma. Fazemos amigos mais do que somos simples colegas de profissão. Acredito 100% no processo contínuo de aprendizagem e na BRELT vejo o quanto ainda tenho de aprender.

6. Há alguma mensagem que vocês queiram deixar aos membros da comunidade?

Roseli: A minha sugestão é que o BRELT continue democrático, acessível e inclusivo. Nada de taxas para membership ou eventos. Há professores muito carentes nos nosso grupo e com necessidades tremendas de desenvolvimento profissional que não podem pagar por isso. Sendo assim, sugiro que não percamos de vista esse modo NÃO ELITISTA DE SER do BrELT. Já há muita exclusividade e segregação de todas as sortes no nosso país. Vamos focar mais em quem tem mais necessidade de desenvolvimento profissional e vamos aprender e focar nos professores de escolas públicas, por exemplo, que fazem milagres na sala de aula. Rendamos a eles a nossa homenagem .

Moderação BrELT: Muito obrigado pela entrevista!

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Gostou? Leia as entrevistas anteriores aqui:

Marina Macedo & Ricardo Barros

E fique ligado nas próximas!

Mês dos professores BrELT: entrevista com Marina Macedo & Ricardo Barros

Quando me perguntam o que é a BrELT, respondo que é uma comunidade de mais de 7500 professores de inglês. Prossigo explicando os objetivos e os projetos, mas sinto que o número impressiona, ecoando na mente do meu interlocutor. Mas cá entre nós, o mais impressionante da minha fala não é o “7500”, é os “professores de inglês”.

A gente celebra os marcos numéricos, mas o que importa mesmo são os membros em si, qualitativamente. Na nossa comunidade, agregamos profissionais do ensino de língua inglesa de todo o Brasil, verdadeiros educadores comprometidos com o desenvolvimento profissional próprio e dos colegas, e por extensão com o desenvolvimento dos alunos, lógico. E não só porque o chefe disse que tem de se desenvolver (afinal, participar de BrELT chat nem dá certificado ou conta no currículo), mas porque eles realmente veem o ganho em trocar com seus pares experiências e reflexões, leituras e dicas, dúvidas e informações. É isso que enriquece e justifica a BrELT.

E para conhecer melhor essas pessoas incríveis que são os BrELTers, entrevistamos alguns membros da comunidade e vamos publicar aqui duas vezes por semana durante o mês de outubro. Que seja assim nossa celebração do dia não, do mês dos professores. Uma celebração concreta de professores reais. E que professores!

Com vocês, nossos primeiros entrevistados: Marina Macedo, professora do Rio de Janeiro, e Ricardo Barros, professor em Jundiaí, SP, e autor do blog https://ricardobarroselt.wordpress.com/.

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1. Em que contextos você atua?

Marina Macedo: Atuo como coordenadora pedagógica e professora no Centro Britânico Taquara, no Rio de Janeiro.

Ricardo BarrosEu trabalho como professor freelancer e teacher trainer. Meu foco atual é em exames como CAE ou TOEFL e treinamento de professores no CELTA.

2. O que motivou você a seguir carreira no ensino de inglês?

Marina: Além de gostar muito de inglês, fui conquistada por duas profesoras que tive e me fizeram ver quão bonito é transmitir conhecimento. Uma delas era moderadora BrELT, Raquel Oliveira.

Ricardo: Decidi que queria ser professor ainda na escola, mas fiz faculdade de história. Eu sabia que queria trabalhar com pessoas. No meio da faculdade, tive um professor de inglês incrível e por causa dele eu abandonei a história e vim para a área de inglês. Eu queria inspirar alunos da mesma forma que ele me inspirou.

3. Como foi sua trajetória profissional?

Marina: Comecei dando aulas no curso em que me formei, depois fiquei com aulas particulares por quase 6 anos e, em 2011, voltei à faculdade e a lecionar em cursos de idiomas. Também fui obtendo alguns certificados, e este ano de 2015 foi marcado por mudanças profissionais, como o cargo de coordenadora, e minha preparação para o CPE.

Ricardo: Comecei trabalhando como professor no CNA em Jundiaí/SP quando estava no último ano da faculdade. Nessa mesma época, eu ainda era aluno em um curso de inglês e fiz o CPE.
Depois mudei para o Rio de Janeiro/RJ e também trabalhei no CNA. Fui muito bem recebido pelos professores mais experientes e aprendi bastante nas duas escolas.
Entrei na Cultura Inglesa no Rio de Janeiro/RJ em 2005 e trabalhei lá como professor por quase 4 anos. Tive a oportunidade de fazer o Celta e cresci muito profissionalmente.
Em 2009, voltei a morar em Jundiaí/SP, onde também trabalhei na Cultura Inglesa. Aqui fiz o Delta e trabalhei como coordenador depois de alguns anos trabalhando como professor.
Atualmente eu sou um Celta tutor in training e trabalho como teacher trainer para o British Council. Também trabalho como professor particular, focado em exames.

4. Por que você participa da BrELT?

Marina: A possibilidade de aprender com profissionais da área e a possibilidade de compartilhar minhas inseguranças, erros e acertos com pessoas que entendem a maioria dos dilemas que encontro foram as maiores motivações para meu ingresso no grupo há uns 4 anos.

Ricardo: Eu entrei na comunidade no início do ano, mas comecei a participar mais ativamente nos últimos meses. Tenho a impressão que, quando eu trabalhava em uma grande instituição, eu vivia dentro de uma bolha, onde as coisas que eram feitas por outras empresas e pessoas não me importava. Participar da comunidade abriu meus olhos para muita coisa e me fez perceber que eu tenho muito a aprender e também que posso ajudar outros professores com as minhas experiências.

5. No que a BrELT auxilia/auxiliou no sua formação profissional?

Marina: Com a BrELT eu pude perceber que não basta falar inglês para ser uma boa professora, e isto me estimulou a voltar a faculdade, a fazer provas de certificação, a pensar em um Celta ou Delta.

Ricardo: As discussões na comunidade são muito ricas e me permitem ouvir idéias de pessoas de todo o Brasil. Gosto bastante dos dias de chat, já que professores de outros contextos têm experiências e problemas muito diferentes dos meus. Até agora participei só de um webinar, do Higor Cavalcante, que foi inspirador.

6. Há alguma mensagem que você queira deixar aos membros da comunidade?

Ricardo: O respeito que há entre os membros da comunidade foi uma coisa que me chamou a atenção quando comecei a participar dos chats e discussões. Acredito que isso seja ‘fostered’ pelos moderadores, que fazem um trabalho excelente.

Moderação BrELT: *blushing*

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Agradecemos a Marina e Ricardo pela disposição em participar da entrevista. Ao sabermos da trajetória de outros profissionais, todos temos insumo para repensar a própria carreira. E agradecemos, sobretudo, pela participação sempre enriquecedora de vocês na comunidade. Feliz mês dos professores!aber a trajetória de outros profissionais, a gente tem insumo para repensar a própria carreira. E agradecemos, sobretudo, pela participação sempre enriquecedora de vocês na comunidade. Feliz mês dos professores!

Entrevista em comemoração ao dia do professor – BrELT

Em alusão ao dia dos professores, a BrELT está preparando uma série de entrevistas com os membros da comunidade. O objetivo é conhecer melhor quem faz a comunidade ser o que é. Convidamos você a ser um dos entrevistados por conta de sua participação ativa na comunidade e queríamos agradecer por sua disposição em fazer parte também desta iniciativa.
Primeiramente, pedimos que você responda a essas perguntas. Aproveite para contar as suas histórias interessantes ou experiências que podem ajudar quem está começando na profissão.

Formulário Aqui