Entrevista com Luis Henrique Andrade sobre a pós-graduação da UFMG

14542558_1300554173297438_5839365795611797576_o.jpgOs BrELTers estão sempre querendo saber de cursos para desenvolvimento profissional, então volta e meia surgem perguntas sobre as diferentes especializações disponíveis no Brasil. Luis Henrique Andrade, um BrELTer muito gentil e participativo, está fazendo o Curso de Especialização em Ensino de Inglês: abordagens contemporâneas (CEI) da UFMG e nos conta sobre sua experiência por lá.

Bio: Luis Henrique Andrade é formado em Letras e possui certificados TKT, FCE e TESOL. Professor há quatro anos e examinador Cambridge KET, ele trabalha na Wings de Leopoldina, além de cursar a pós. 

1. O que levou você a decidir fazer uma especialização? 

Creio que todos nós devemos sempre nos aprimorar, aprender mais. Nunca sabemos tudo. Por isso resolvi fazer uma pós-graduação, pois seria uma oportunidade de grande crescimento profissional e que iria desenvolver muito como professor.

2. Por que você escolheu essa pós na UFMG? 

Estava procurando por uma pós que fosse online ou semipresencial. Achei a pós na UFMG e na PUC Minas. Fiz a seleção para ambas, mas optei pela UFMG pela ementa, as disciplinas e também pelo trabalho de conclusão de curso – duas unidades de um livro didático – pois é uma coisa prática e que falta na nossa formação: saber como preparar material, pois não há nenhum perfeito. Sempre há necessidades de adaptação, modificação de acordo com as necessidades dos alunos.

3. Como a pós é estruturada e quais são os critérios para aprovação?

A pós é no modelo semipresencial. As disciplinas presenciais são no período das férias – janeiro e julho – e durante o semestre temos as disciplinas online. Os critérios para avaliação e aprovação variam de professor para professor: alguns pedem seminários outros pedem prova ou trabalhos por escrito. A pontuação mínima para aprovação é de 60 pontos.

4. Quais as matérias que você cursou? 

As disciplinas cursadas foram: ensino de gramática, gêneros escritos, gêneros orais, fonética, bilinguismo, aquisição de segunda língua, tópicos especiais de ensino de língua, pesquisa em ensino de inglês, uso de tecnologia dentro de sala de aula, produção de material, pensamento crítico e letramento no ensino de inglês, e avaliação no ensino de inglês.

5. Como essa pós ajudou/vai ajudar na sua prática pedagógica? 

Como eu disse anteriormente, o teor prático da pós me ajudou e irá ajudar ainda mais na minha prática docente. Primeiro a possibilidade de elaborar meus próprios materiais e assim personalizar as aulas de acordo com as necessidades dos meus alunos, ou ainda adaptando os materiais utilizados pelo curso. Além disso, com as constantes discussões sobre pensamento crítico e letramento, tenho a possibilidade de incluir algum ponto desse nível nas minhas aulas a fim de formar cidadãos com opiniões e senso crítico. E com as discussões de como ensinar gramática de maneira mais efetiva, poder melhorar o ensino e assim ter melhores resultados.

6. Alguma mensagem que você queira deixar para os BrELTers?

Aconselho a todos que façam a pós na UFMG. Além dos professores serem excelentes e com uma dedicação extrema com o nosso desenvolvimento, possibilita a nós professores a ampliarmos nosso conhecimento para colocarmos em prática. Por ser no sistema semipresencial, não interfere em nosso trabalho e conseguimos conciliar os dois. É uma pós muito válida e o aprendizado que temos vai muito além das aulas, pois o contato com vários professores de diferentes cenários possibilita a troca de informação e experiências.

Bolsa Hornby – Faça um M.A. na Inglaterra!

Muitos professores brasileiros relatam que têm vontade de fazer uma pós-graduação na área no exterior, mas teriam dificuldades de arcar com a anuidade e o custo de viver lá fora. Por que então não tentar a Bolsa Hornby? Ela custeia o mestrado em Ensino de Língua Inglesa (M.A. in ELT) da excelente Universidade de Warwick para professores de inglês com no mínimo dois anos de experiência. E não é só a anuidade, a bolsa também lhe oferece um valor mensal para ajudar a bancar a vida por lá, as passagens de ida e volta, as taxas do visto e um reembolso do IELTS, que é pré-requisito. Como se não bastasse, o Hornby scholar é agraciado com visitas técnicas a escolas e outros lugares de interesse no Reino Unido, além de participar do Congresso da IATEFL, um dos principais eventos da nossa área.

Se você quiser saber mais sobre a bolsa, leia a chamada do British Council, devore o edital e aprenda mais sobre o curso de M.A. em Warwick. Confira também a entrevista que fizemos com Larissa Goulart, a simpaticíssima BrELTer que ganhou a bolsa no ano passado e que se prontificou a ajudar os membros da comunidade que tenham dúvidas sobre o processo. Mas corram: as inscrições para a bolsa 2017 vão até o dia 16 de janeiro!

Entrevista com Taísa Nunes sobre a bolsa Lemann

taisaTaísa Nunes é uma BrELTer que saiu do Rio para Nova York a fim de fazer seu mestrado em Adult Learning and Leadership na Teachers College da Universidade de Columbia. Ela nos conta como foi o processo seletivo da universidade e da bolsa Lemann, que possibilitou que ela deixasse a Cidade Maravilhosa rumo à cidade que nunca dorme (até porque ela fica na biblioteca estudando).

 

  1. Primeiramente, gostaríamos de saber um pouco mais de você como professora. Em que contexto(s) você atuava no Brasil? 

Eu atuei em colégios particulares e em cursos de inglês do Rio de Janeiro. Minha primeira experiência em sala de aula começou na UFRJ (alô, CLAC-sauros!) e como monitora da Cultura Inglesa. Desde então, não quis saber de outra coisa que não fosse relacionada com a sala de aula.

  1. Você poderia falar um pouco mais dessa bolsa para quem não a conhece?

A minha bolsa de estudos veio da Fundação Lemann, que atua em projetos de políticas públicas, educação, tecnologia e liderança espalhados pelo Brasil. Para ser um Lemann Fellow, é preciso que você apresente um forte compromisso com o impacto e desenvolvimento social do Brasil, independente do setor de atuação. O importante é mostrar uma grande vontade e motivação de gerar impacto e contribuir com a superação dos problemas que o nosso país apresenta.

A bolsa varia de acordo com as universidades parceiras. No meu caso, ela é parcial e dá conta de parte dos custos acadêmicos e de moradia.

  1. Como foi o processo seletivo? Foi muito trabalhoso e custoso?

O processo seletivo foi tão trabalhoso quanto qualquer outro processo de candidatura a uma universidade americana, ou seja, foi duro! No total, foram 8 meses desde o momento que comecei o processo até a minha última resposta positiva. Eu passei pelo passo a passo clássico:  históricos traduzidos, TOEFL em dia, 3 cartas de recomendação, GRE, redações. Com tudo enviado, esperei pela carta de aceite. Você só é considerado para essa bolsa mediante a aprovação da universidade. Com o ok em mãos, precisei escrever mais uma redação que apresentava as minhas intenções como Lemann Fellow, que tipo de impacto eu me via fazendo, etc. Um mês depois, recebi um telefonema e a boa notícia: eu estava dentro e com bolsa!

  1. Como está sendo a experiência numa universidade estrangeira?

Está sendo um verdadeiro desafio e um privilégio poder estudar numa instituição tão importante e tão rica de oportunidades e recursos. Acho interessante que o mestrado por aqui é como se fosse um curso de graduação bem mais intenso. O meu curso pede 45 créditos, o que significa que eu preciso estudar uma média de 4 matérias por semestre por 2 anos, sem contar com o projeto final, que deve ser produzido no meio tempo.

Demorou um pouco para eu entender o nível de cobrança dos professores e para me encontrar e me reconhecer como full time stundent. Melhor que full time seria me descrever como “all-day-every-day” student. Há semanas em que entro na biblioteca às 8 da manhã e só volto para casa 1 da manhã. Nenhuma experiência acadêmica anterior chegou perto do que está sendo estar aqui.  É incrivelmente desafiador.

  1. Em que sentido você considera que a bolsa pode impactar sua carreira?

Eu acho que fazer parte da Fundação Lemann amplia a minha voz e as minhas oportunidades de geração de impacto. Há toda uma rede de suporte aos bolsistas, encontros anuais… Essa bolsa me trouxe a uma instituição de ensino que eu jamais teria a oportunidade de fazer parte e aqui tenho acesso a muito do que gostaria de ter estudado em tempos de faculdade. Eu pretendo continuar na área de Educação, e esse mestrado tem me dado ferramentas para fazer a transição da sala de aula para ambientes em que eu possa experimentar mais e ajudar mais.

  1. Gostaria de deixar um recado para seus fellow BrELTers?

Pode soar um grande clichê, mas se você tem uma paixão ou uma ideia e sente que não consegue colocá-la em prática sozinho, procure por quem possa investir no seu sonho com você. Procure saber mais sobre os programas de pós, intercâmbio e o que mais for que te interesse. Encontre uma rede de suporte e nunca ache que o você quer está longe demais ou é grande/pequeno demais. Procure saber de quem já caminhou nas estradas pelas quais você quer explorar e vá. Com medo, sem saber o que vai acontecer, mas não deixe de tentar.

Entrevista com Larissa Goulart, bolsista Hornby

Há mais ou menos um mês, foi divulgada na comunidade a oportunidade de ser bolsista Hornby (aqui e aqui) e ganhar isenção da anuidade e uma ajuda de custo para cursar o Masters in ELT na Universidade de Warwick, na Inglaterra. Também foi compartilhado o link para uma reportagem do site Partiu Intercâmbio com dicas da mais recente ganhadora da bolsa, a Larissa Goulart. A repercussão foi enorme: muitos membros curtiram, comentaram e compartilharam. Dentre eles, vários pareciam não conhecer a bolsa, e outros tantos ficaram em dúvida se teriam chance. Era tanto interesse e tantas perguntas, que sentimos que tínhamos de fazer uma entrevista BrELT com a Larissa e trazer mais um pouco da realidade dos bolsistas Hornby para a comunidade.

Larissa Goulart foi super gentil e nos respondeu prontamente, tirando todas as nossas dúvidas. Vejam só:
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1. Primeiramente, gostaríamos de saber um pouco mais de você como professora. Em que contexto(s) você atuava no Brasil? Você pode falar brevemente de seu histórico profissional?

No Brasil, eu era professora do programa Inglês sem Fronteiras na UFRGS, então eu dava aulas de inglês para alunos de cursos da graduação e pós de diferentes áreas. Antes de dar aulas no IsF, eu dei aulas em um curso de inglês para crianças e adolescentes na minha cidade chamado Achieve e em um pré-vestibular. Além disso, eu sempre participei em uma pesquisa sobre ensino de inglês na escola pública.

2. Você poderia falar um pouco mais dessa bolsa para quem não a conhece?

O Hornby Award é uma bolsa para professores de Inglês com pelo menos dois anos de experiência. O objetivo da bolsa é promover o ensino de inglês em países em desenvolvimento, por isso ela financia o mestrado em Ensino de Língua Inglesa na Inglaterra na Universidade de Warwick. Ela inclui todos os custos do curso mais um valor mensal para viver na Inglaterra.

3. Como foi o processo seletivo? Foi muito trabalhoso e custoso?

Eu diria que o processo seletivo foi bem trabalhoso, mas não custoso porque eu já tinha feito o IELTS antes. O meu processo seletivo teve várias fases. A primeira foi enviar toda a documentação para o British Council: tradução do diploma da faculdade, certificados de participação em cursos e congressos, certificado do IELTS e, mais importante, escrever cinco essays sobre temas diferentes como o projeto de mestrado, minha carreira como professora de inglês, o que eu gostaria de fazer no futuro. Todo esse processo de documentação requer um pouco de atenção e tempo para preencher os formulários. Depois dessa fase, eu passei para uma entrevista, que foi realizada por telefone, em que eu tive que responder sobre minha experiência em sala de aula, como o mestrado seria bom para mim e para o contexto em que eu trabalhava. Só depois de tudo isso que eu me inscrevi na universidade e tive que preencher mais alguns formulários, refazer o IELTS, entre outras coisinhas. Como eu disse, no começo o processo é mais trabalhoso por ter que escrever e responder várias perguntas, mas vale a pena.

4. Como está sendo a experiência numa universidade estrangeira?

É incrível! Aqui o mestrado é bem focado em ensino de inglês. Nós temos disciplinas de várias áreas que vão nos ajudar a refletir sobre a nossa experiência como professores. Por exemplo, nós aprendemos um pouco sobre aquisição de segunda língua, análise do discurso, análise da conversa e como isso pode ser aplicado em sala de aula. Então, é bem voltado para a prática de ser professor e não só para teorias. Além disso, ser um Hornby tem muitas vantagens além do mestrado: nós visitamos escolas aqui na região, também vamos apresentar no IATEFL e visitamos a Oxford University Press.

5. Em que sentido você considera que a bolsa pode impactar sua carreira?

Muitas. Primeiro, viver um ano na Inglaterra já é uma experiência incrível como professora. Agora eu sei muito mais sobre a cultura desse país e posso refletir sobre isso com os meus alunos. Além disso, na volta para o Brasil, ter um mestrado em ensino de inglês na Inglaterra vai ser bom para a minha carreira como professora e acadêmica também.

6. Gostaria de deixar um recado para seus fellow BrELTers?

Acho que é muito importante tentar a bolsa. Quando eu me inscrevi, eu achava que ia ser impossível conseguir. Fiz todo o processo meio incrédula de que eu ia ser chamada para a próxima fase e, no fim, eu estou aqui cursando mestrado na Inglaterra em uma das melhores universidades do país. Então tentem a bolsa!

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Ouviram a Larissa? Tentem a bolsa!

Quem não arrisca não petisca. 

Parabéns, Larissa! Novamente, a BrELT agradece por sua disposição em ajudar nossos membros compartilhando sua experiência.