Learner Training: Resumo do chat por Rose Bard

Olá queridos,

 estamos de volta! Segue abaixo, com um certo atraso e um enorme pedido de desculpas, o resumo do chat sobre Treinamento dos Aprendizes feito pela colaboradora Rose Bard. Tenho certeza de que vão gostar.

E lembrem-se que a discussão pode continuar aqui. Quais são suas experiências com o tema?

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Learner Training: o que é e como pode ajudar no aprendizado e em classroom management

#BRELTchat que ocorreu no dia 28 de Fevereiro de 2013

 

“Votei neste tópico pq tive uma experiência mto legal neste mês. Peguei uns alunos q devem ter vindo de experiências mais tradicionais com ensino de língua e, ao encontrar um curso mais comunicativo, pareciam perdidos ou resistentes às vezes. Só de explicar por que fazer pair work, por que ter atividades em q eles ficassem mais soltos para falar, por que não tinha resposta certa, em suma, só de explicar/elicitar tudo o q se fazia em sala, eles ficaram tão felizes e tão mais envolvidos! Senti um ganho enorme!”

Natália Guerreiro

 

            A colocação da nossa colega Natália Guerreira nos leva a refletir sobre a postura do professor em relação ao processo de ensino-aprendizagem. O professor que assume uma prática comunicativa, assume também uma postura de constante aprendiz e desenvolve a sua própria autonomia ao passo que se torna mais crítico sobre a sua prática, também orienta os alunos para compreenderem o que fazem e porque fazem tomando assim parte no processo de construção da aula e por conseguinte sobre o seu próprio processo de aprendizagem.

 

Mas o que é Learner Training?

 

O Learner Training (LT) é o processo que leva o aluno a pensar a respeito da sua aprendizagem e como aprender melhor, ou seja, aprender a aprender. Durante esse processo onde o aluno desenvolve a sua autonomia e toma conhecimento das diferentes possibilidades e das suas necessidades, ele também conta com a ajuda do professor para orientar sobre as diferentes formas de aprender, as estratégias e recursos disponíveis. Devemos levar em consideração que o LT trabalha não somente com a questão das habilidades línguisticas a serem desenvolvidas, mas também opera no dominio afetivo. Alguns participantes expressaram como o LT traz para o aluno mais confiança quando entendem o que está sendo proposto e diminui assim o affective filter trazendo mais benefício à aprendizagem. 

 

Para tal, o professor precisa ter um olhar atento e abrir um espaço para conversas informais, questionamentos ou através de tasks que auxiliem professor e aluno(s). Juan Uribe ressalta como essa conversa com os alunos sobre learning awareness é essencial para o professor ver e rever sua postura, e como ela afeta os alunos. E esse processo de “raise their awareness about themselves and what they are doing” como aponta Cecilia Lemos deve acontecer não só no início do semestre, mas ao longo de todo o processo de aprendizagem. 

 

Por que implementar o LT? Segundo os participantes:

  • Diminui o filtro afetivo, em especial entre os adultos ao passo que eles entendem como o processo se dá;
  • Torna o aluno mais confiante, eleva a autoestima e a motivação;
  • Desenvolve o language awareness;
  • Torna o aluno mais autônomo e responsável pelo processo;
  • Cria uma parceria entre professor e aprendizes, e entre o grupo de aprendizes;
  • Amplia o olhar como disse a Raquel, o olhar para o mundo!;
  • Quebra o paradigma que alimenta a visão tradicional de ensino e a postura passiva dos alunos frente a sua aprendizagem;
  • Traz tangebilidade para a rotina da sala de aula;
  • Desenvolve o pensamento crítico e a prática reflexiva;
  • Dá condições aos professores de conhecer os alunos e os conceitos que fazem sobre aprendizagem e desconstruir com eles esses modelos mentais;
  • Dá condições aos alunos mais avançados de perceberem que estão aprenderam e aliviar a sensação de estagnação comum em níveis mais avançados  .
  • Melhora o rendimento do aluno;

 

“Tenho como prática no primeiro dia de aula encorajar os alunos a encarar a experiência de aprendizagem como uma jornada aonde aprendiz e professor caminham juntos. A assumir uma postura pro-ativa diante do seu objetivo.” Rose Bard

 

 

Como implementar: dicas e experiências

 

Roseli Serra destaca a importância de fazer needs analysis e variar a forma de coletar essas informações. E deixa a sugestão que pode ser feita de muitas maneiras, inclusive de forma informal. Outra dica é usar Journal Diaries. Roseli destaca ainda que é meio libertador para o alunos saber que o professor vai ouvi-lo/ lê-lo sem julgamento de valor e responder-lhe a fim de encorajá-lo. Mas alerta que o professor deve estar preparado para dedicar tempo, pois é super time consuming.  

Karine Melo diz que deixa para a aula seguinte sempre uma pergunta a ser pensada em casa, pesquisada. Ela também destaca o plano de estudo sendo desenvolvido em sua escola.

Juan Uribe por sua vez direciona que essa troca é muito importante também entre os alunos que conversam e aprendem juntos. Ele diz ainda que isso estimula e motiva. Juan ressalta ainda que é importante dar um menu com opções para o aluno pode escolher e deixá-lo perceber, criar e rever suas próprias formas como um excelente caminho para desenvolver autonomia e promover o LT.

Vinícius Lemos reforça as idéias compartilhadas centrando no diálogo entre professores e alunos para saber como eles gostam de aprender e descobrir porquê. Outra ideia seria enviar feedbacks personalizados aos alunos seja por meio de e-mail ou mensagens de audio reconhecendo as atitudes positivas do aluno e apontando o que ele está fazendo de positivo e dar outras sugestões.

Ramon Silveira compartilha a experiência em sua unidade de ensino aonde eles têm carta de apresentação para ser entregue no primeiro dia de aula. Essa carta leva ao aluno não só informações sobre a escola, mas também de como funciona as aulas, dentre outras informações. O professor é treinado para fazer esse trabalho com os alunos na primeira aula.

Teresa Gomes de Carvalho sugere que na primeira aula com os seus alunos discutir assuntos relacionados ao aprendizado de uma língua essencial para que os alunos percebam que os professores tem conhecimento de como esse aprendizado se dá. Ela diz ainda que ela pensa que isso é importante porque o foco é no idioma e o professor é um repositório da língua, e que poucos alunos veem o professor como alguém que pode ajudá-los a aprender melhor. Ela também acredita que pode-se fazer LT com as crianças experimentando diferentes formas de fazer uma atividade com o foco no como fazer.

Cecilia Lemos dá a dica dos self-assessments que ela aplica periodicamente com os seus alunos, como os checklists de “Can do” com as functions e gradações. Porém ela alerta que é importante dialogar com os alunos antes sobre como se dá o processo de aprendizagem, que não é pra ser perfeito e que a aquisição de língua é um processo em espiral. Uma idéia interessante é testar o vocabulário trabalhado na tarefa em forma de jogo, isso coloca em teste quem realmente fez a tarefa e depois conversar sobre os beneficios.

Ela também destaca a importância de fazer LT com adultos sobre o mito de que é mais fácil para Young Learners aprenderem uma língua, “mostro pesquisas que mostram que a facilidade é mais fonética, que eles não precisam ter uma pronúncia perfeita, questiono eles sobre o que afinal é a pronúncia perfeita – a de quem, mostro que o que importa é inteligibilidade… E que o aluno tem motivação, pois sabe porque está ali”; Natalia Guerreiro reforça essa ideia quando diz que há muitos mitos sobre aprendizagem de línguas e como na maioria das vezes é a primeira vez aprendendo uma língua, é importante que eles descubram o que funciona para eles. Mitos como depois de uma certa idade não se aprende, ela exemplifica.

Natalia sugere como estratégia uma forma de fazer isso já no primeiro de aula. Ela espalhava folhas coloridas pelo chão com uma quote em cada uma. Eles tinham que escolher uma e justificar em pares a sua escolha, tentando inferir a ligação daquelas frases com aprendizado de línguas. Frases como “a ship in the harbor is safe, but that’s not what ships are made for” ou “it’s ok to make mistakes”.

Raquel de Oliveira fala sobre gravar os alunos e depois assistir com eles, comentar aonde podem melhorar e incluir os alunos nessa discussão. Outra dica foi o uso da agenda com os objetivos no inicio da aula e depois retomar no final da aula para que eles se conscientizem do que foi aprendido. Acha também o peer correction com sugestões uma boa forma de training e autoavaliação. E complementa ainda com o portfolios que são debatidos com os alunos para que eles reflitam sobre o que foi produzido.

 

Quando a Teresa Gomes de Carvalho chamou nossa atenção para o papel da atenção e da memória e de conversar com os alunos sobre isso me lembrei de algo que fiz com os meus alunos no semestre passado.

 

“no semestre passado fiz uma atividade com vídeo e vocabulário que evoluiu para uma discussão sobre a questão da memória, observação, estratégias e das habilidades pessoais de cada um. Os alunos discutiram em pares após a atividade sobre quais estratégias usaram para lembrar das palavras.”

 

 

Recapitulando

Segundo Natália Guerreiro LT envolve: (1) busca conjunta estratégias de aprendizagem; (2) trabalho com os medos e ansiedades e expectativas; (3) explicação dos objetivos das técnicas e tarefas utilizadas em sala.

 De certa forma é auxiliar o aluno a criar seu próprio “framework” ou “scaffold” para direcionar seu processo de aprendizagem – ajudar ele/ela a ter uma clareza das atividades, recursos que o auxliliam na aprendizagem. – Valeria Benevolo França

 

 E o que torna tudo isso mais interessante, haja visto que estamos falando de processo, é poder comparar o início, meio e fim – seja ele num semestre ou um ano escolar. Assim entende-se o que realmente fez a diferença e quanto o aluno realmente se desenvolveu usando habilidade ou estratégia X de aprendizagem. – Valeria Benevolo França

 

Leitura complementar

 

 Sugestão da Raquel de Oliveira: http://iteslj.org/Techniques/McCarthy-Autonomy.html 

 

Sugestão da Natália Guerreiro – um strategy inventory: http://www2.education.ualberta.ca/staff/olenka.Bilash/best%20of%20bilash/SILL%20survey.pdf

 

Natália Guerreiro tem um artigo da Rebecca Oxford sobre a históra das pesquisas em learning strategies que ela ofereceu aos participantes upon request. 😉

Sugestão do Juan Alberto Lopez Uribe – mini manual para pais:http://childrenlearningenglishaffectively.blogspot.ca/2012/10/a-mini-manual-for-parents-of-children.html

 

Ampliando o chat

 

Huw Jarvis – From learner autonomy and CALL to Mobile Assisted Language Use (MALU) and e-acquisition:

http://ltsig.org.uk/component/easyblog/entry/events/liverpool-recordings-now-live.html

 

Learner Autonomy: A Guide to Developing Learner responsibility http://books.google.com.br/books/about/Learner_Autonomy.html?id=MRKiSmoe_5cC&redir_esc=y

 

Durante o chat muitas ideias, crenças e experiências são compartilhadas. Procurei destacar as ideias principais sobre o tema do chat. Se você sentiu que algo dito que seria importante ficou de fora, por favor me avise. Temas como autonomia e o uso do L1também foram adicionados a discussão. Vale a pena ler a transcrição do chat.

Para continuar a discussão aqui no blog:

Vocês acham que é mais difícil aplicar LT em níveis mais avançados , quando o aluno já está condicionado a hábitos específicos? ou isso não faz diferença? by Vinicius Lemos

 

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Aulas Individualizadas One-to-One: como manter a motivação

 

 

 

 

 

 

 

GRUPO BRELT – BRAZILIAN ENGLISH TEACHERS AS A FOREIGN LANGUAGE 

BRELTCHAT

 

Data: 14.11. 2013

Horário: 22h30 (horário de Brasília, BR).

 

PAUTA: AULAS INDIVIDUALIZADAS (ONE-TO-ONE): COMO MANTER A MOTIVAÇÃO.

 

Participantes: 11 professores

Raquel de Oliveira, Natália Guerreiro, Vaddie Najman, Fátima Santos, Ana H. Licourt, Cecilia Nobre, Bruno Andrade, Silvia Gubert, Teresa Gomes de Carvalho, Lu Martin, Leonor Sevilha.

 

Apresento a seguir, de forma resumida, as questões tratadas durante o chat.

1)    Alguns conceitos considerados importantes para uma aula individual foram discutidos:

  1. Respeito ao ritmo do aluno,
  2. Atenção às necessidades de aprendizagem do aluno,
  3. De quem depende o sucesso da aula: professor ou aluno?
  4. Atmosfera da aula,
  5. Construção de confiança
  6. Influências externas à aula individual
  7. Falta de tempo
  8. Emergência marcante de qualidades e falhas
  9. Estabelecimento de objetivos claros
  10. Incentivo ao aluno

2)    O grupo considerou:

  1. A busca pelo levantamento de necessidades do aluno, sem ater-se somente ao que o aluno prefere ou quer, mas o professor pode agregar outros conteúdos que ele julgue pertinentes para o desenvolvimento da proficiência do aluno.
  2. O gerenciamento do tempo e ritmo do ensino-aprendizagem dever ser flexível, respeitando o aluno.
  3. A reflexão sobre a concepção de ensino que subjaz à prática docente precisa fazer parte do trabalho do professor. Nesse sentido, cuidar para que o TTT não exceda à participação e produção do aluno, por exemplo, se o professor se pautar em um ensino tradicional. Todavia, muitas vezes, o TTT faz parte do processo de ensino-aprendizagem, quando o professor é par do aluno, colaborando na promoção do STT, de forma eficiente e criativa.
  4. A manutenção de postura reflexiva de como a ensinagem afeta, contribui (ou não) para a aprendizagem do aluno, colocando-se, o professor, em seu lugar; e manter mente aberta para não pasteurizar estilos de aprendizagem.
  5. O ensino pautado em uma troca de experiência e de construção de aprendizagem, a partir de um bom conhecimento de seu aluno.
  6. O bom humor é um elemento a ser considerado na aula individual, favorecendo a aprendizagem e a interação aluno-professor.
  7. Em tempos contemporâneos, aulas particulares englobam, mais do que o livro didático (que pode ser usado como um orientador do curso, mas não tão-somente), ampliando o uso de TICs – redes sociais, Youtube, Skype, voxpopop –; de recursos didáticos variados – textos, imagens, áudio, vídeo, debates etc., para tornar as aulas dinâmicas e potencializar a aprendizagem, pois a h/a não é suficiente. Como também, na tentativa de tirar o aluno da zona de conforto.
  8. O estabelecimento de objetivos pode ser de curto, médio ou longo prazo, a depender das metas do aluno na aprendizagem da língua: prestar exames, entrevistas de emprego, apresentação oral em congresso, puro prazer etc.
  9. O desenvolvimento de outras habilidades, além daquela preferida pelo aluno (‘falar’), para que o aluno tenha uma apropriação integral da língua (não ser um analfabeto funcional, por exemplo), uma vez que as habilidades não são autônomas.
  10. O uso de L1 pode ser um bom recurso no ensino de LE ou L2, se funcionar como medium entre os dois universos linguísticos. Quer dizer, a L1 atuará como um elemento mediador.
  11. A avalição de desempenho não desaparece por ser aula individual. Ela pode funcionar como um termômetro da aprendizagem do aluno, porém sem o caráter obrigatório dos cursos regulares.

 

Em resumo, em termos didático-pedagógicos, para manter ou desenvolver a motivação do aluno, a aula individual precisa dar conta de compreender o estilo de aprendizagem do aluno; levantar suas necessidades linguísticas e de cultura do povo de língua alvo; estabelecer objetivos claros e cumpri-los; garantir certa flexibilidade de tempo e ritmo, manter um ambiente agradável e dinâmico; fazer uso de TICs contemporâneas e de diversos recursos e materiais didáticos, considerar a avaliação como parte do processo de ensino-aprendizagem; conhecer seu aluno como sujeito; manter a constante reflexão no processo de ensinagem e de aprendizagem.

 

Relação professor-aluno

O grupo entendeu que, apesar de ser inevitável uma relação de amizade com o aluno, deve-se cuidar para que não entrar em espaços de intimidade que possam comprometer a relação comercial, pessoal e pedagógica do trabalho de docência em aula individual e particular. Além disso, soma-se o estabelecimento de regras claras de funcionamento do trabalho de ensino de língua em caráter particular e individual, por meio de um contrato comercial, fazendo-as serem cumpridas. Não esquecer que somos profissionais do ensino de línguas.

 

Links compartilhados:

http://www.teachingenglish.org.uk/…/teacher-talking-time

http://www.teachingenglish.org.uk/…/test-teach-test

http://www.washingtonpost.com/…/

http://www.howjsay.com/

http://busyteacher.org/…

  

Redatora: Fátima Santos

19.11.2013. 

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Resumo BRelt Chat: Dicas para minimizar o gap entre as 4 habilidades linguísticas.

Este resumo foi escrito pela Professora Marina Macedo e consegue sintetizar os pontos que surgiram durante o chat. Super obrigada Marina.
https://www.facebook.com/marinasmacedo

Photo taken by @sandymillin - ELTpics

Photo taken by @sandymillin – ELTpics

Nossa discussão começou com o questionamento acerca do que, especificamente, é este gap entre as habilidades linguísticas. Muitos de nós acreditam que o maior vilão para a fluência oral e escrita é a vergonha e a falta de prática dos alunos, como apontaram Priscila Mateini e outros. Ainda nessa linha, vimos alguns exemplos de maior qualidade na produção escrita em detrimento da produção oral, e podemos notar que em alguns momentos esse gap se torna nulo quando o aluno não se sente cobrado a produzir. Como sugestão, foi apresentada a ideia de “trabalhar com atividades de formas mais naturais, ou seja, não tornar o contato com a língua acadêmico demais” (Rose Bard).
Foi levantado o questionamento sobre a influência dos outros níveis, já trabalhados, com a insegurança ou falta de conteúdo apropriado, como também o nivelamento de alguns alunos, sua forma de avaliação e aplicação. Seria a melhor forma de avaliar o aluno com prova de múltipla escolha, redação e entrevista, como dado no exemplo de Shirley Rodrigues, ou existe alguma forma mais adequada para tal?!

Próximo questionamento levantado pela Raquel Oliveira foi se conseguimos trabalhar com todas as estratégias de leitura e práticas orais em nosso tempo de aula e qual a melhor forma para incentivar nossos alunos a compreender criticamente o que leem e escutam. Alguns de nós mencionaram que, com base no tempo de aula, optam trabalhar somente com algumas destas estratégias por aula.

Outro ponto importante discutido foi se os nossos “gaps em assessment” geram problemas de aprendizagem para nossos alunos. Será que damos aos nossos alunos chance de participar ativamente tanto das atividades escritas, quanto das orais? Notamos que a busca em tornar os alunos mais ativos é crescente, e aí a criatividade deve andar de mãos dadas com os conteúdos. Mas também vimos que também devemos dar liberdade aos alunos, em um determinado momento, falar sobre o que os agradam no intuito de obtermos melhores resultados com a produção e participação destes, segundo Ramon Silveira e Marina Macedo.

Seguindo o chat, versamos sobre a importância que o planejamento de aula tem para possibilitar melhora nesse gap, e se temos devido tempo para preparação de um planejamento de aula eficaz. Tendo em mente que o planejamento é primordial, para otimizarmos nosso tempo e conseguirmos dar enfoque as pré activities, e com isso facilitar o entendimento do aluno sobre os propósitos da aula e muitas vezes se faz necessário adaptar, ou personalizar, o material didático à realidade de nossos alunos.

Não se pode pensar em obter resultado nos alunos, sem antes pensar nas nossas próprias habilidades. E assim, Raquel propôs uma reflexão positiva sobre este aspecto. Norah Dietrich apontou que assim como nossos alunos, nós temos que acompanhar as inovações do século 21 e com isso fazer uso de uma abordagem colaborativa. Embora capacitados, muitos não estão abertos a mudanças e outros se sentem perdidos destro de um universo repleto de opções de atualizações. Assumirmos um papel como mediador auxilia na exploração de conteúdo, dando oportunidade de participação ativa dos alunos na abordagem do conteúdo, e não podemos jamais deixar de lado nossa percepção para com cada aluno e a turma como um todo, assim sempre seremos capazes de adaptar cada conteúdo a cada aluno/turma com maior qualidade.
O que, de fato ensinamos? Língua? Leitura? Através da citação feita por Raquel Oliveira, “Nas escolas (Ensino Fundamental e Médio), de acordo com os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), estudados nas disciplinas de pedagogia das faculdades que oferecem cursos de licenciatura, como é o caso da Faculdade de Letras, a ênfase é no uso instrumental da língua estrangeira. Em outras palavras, nas escolas se ensina leitura.” >>> concordam??”, essa questão foi levantada, e em resposta Marina Macedo mostrou discordar, alegando que tanto nas escolas, quanto nos cursos de idiomas além da abordagem linguística, existe a abordagem de cultura e comportamento dos países falantes da língua estrangeira foco da aula. Mas ainda existe dificuldades de criar situações positivas para fornecer as 4 habilidades em escolas públicas, e que no ensino privado existe melhor possibilidade, como citado por Priscila Mateini.

Com um ponto de vista bem pontual, Elivan Souza, versou sobre a importância de desenvolver bem o listening comprehension, pois, em suas palavras, “se ele não entende o que escuta ele não vai saber responder Por outro lado, ele pode até ter um vocabulário limitado, mas se ele entendeu o que é esperado dele, com certeza ele encontrará formas de se fazer entendido”, e também contribuiu atribuindo que o aluno travar no momento de falar também se faz por falta da pouca exposição que tem com o idioma.

Nos momentos finais, versamos sobre o tema tradução em sala de aula, que ao ponto de vista de Tiago Santos não é bom para a produção oral dos alunos, e a tática de Marina Macedo para lidar com ela é, além de desenhos no quadro, tentar várias formas de ilustrar o conteúdo sem recorrer a esta ferramenta.

Para encerrar, Raquel Oliveira coloca que “este gap é nosso também… porque não conseguimos identificar onde há estes entraves no processo de aprendizagem do aluno”, deixando um questionamento na nossa mente, e Tiago Santos, acertadamente coloca que devemos sim tentar preencher esses gaps, mas sem esquecer que eles também existem nas línguas maternas, e que aconselhá-los sobre hesitação pode ser a chave. Outro ponto abordado no final do chat foi a importância da observação das nossas aulas, e a contribuição que isso tem em nosso processo de evolução pedagógica, no que tange a sinalização de possíveis problemas, ou até mesmo apresentação de novos caminhos possíveis na elaboração de nossas aulas.

E assim encerro este resumo dizendo que nossa função está além de meramente cobrir gaps que venham interferir no aprendizado dos nossos alunos, mas em conjunto com o aprendizado do aluno, devemos sempre estar abertos a nossa evolução, e assim proporcionar momentos de aprendizagem e prazer, pois estes juntos possibilitaram cada vez mais um ambiente ideal para melhores resultados.

Resumo: “DÊ EFICIÊNCIA”- Que atire a primeira pedra aquele que não tem necessidades especiais.

Este resumo do chat foi escrito pela professora Shirley Pires Rodrigues. Agradecemos imensamente pelo trabalho dela em redigindo este resumo que facilita o entendimento das ideias que surgiram durante nosso chat.
(@shirleyteacher and http://www.facebook.com/shirley.rodrigues.18).

“A qualidade mais universal é a diversidade.” (Michel de Montaigne)

Nossas experiências:
Nosso BRELTchat foi um misto de confessionário, troca de experiências, dicas e, como sempre, muito aprendizado para todos nós .Todos os participantes tinham alguma história de inclusão/exclusão para contar, envolvendo gente muito próxima a cada um. Começamos contando nossas experiências com alunos com necessidades especiais em nossas escolas. Casos de diversas origens já passaram em nossas salas de aula e em nossas famílias: cadeirantes, TDAH, deficientes visuais, auditivos e intelectuais, entre outros. Diante de tantos testemunhos, podemos ter certeza do que disse o filósofo francês Montaigne, citado logo no início: a diversidade é universal! Sem medo de cair no cliché, ainda digo que “ser diferente é normal” e mais corriqueiro do que se imagina.

Nossas aflições:
O maior questionamento de todos foi em relação à maneira correta de lidar com estes alunos. Não há orientação formal, ou matérias específicas na faculdade, por exemplo. Algumas instituições realizam algum tipo de treinamento, mas, muitas das vezes, nada que possa dar segurança aos professores para ter certeza do trabalho a realizar com alunos PNE (Portadores de Necessidades Especiais). Nesta empreitada, nós acabamos por fazer tudo de maneira solitária e intuitiva, buscando leituras e informação no assunto por conta própria, à medida que alunos PNE chegam a nossas escolas. Segundo os relatos dos participantes, todos acabavam sempre por lançar mão de recursos próprios, na maioria das vezes com pouco ou nenhum suporte das instituições de ensino ou governos, para que o trabalho com PNEs fosse bem sucedido.

Nossos percalços:
A pior coisa mencionada pelos participantes foi exatamente a não-participação daqueles que são peça primordial na inclusão de PNEs: a família. Ainda há pais e responsáveis que se negam a enxergar a condição do filho ou que tratam de maneira errada ou mais conveniente, dando altas doses de remédios, para crianças ainda muito pequenas, numa tentativa de minimizar sintomas e, consequentemente, diminuindo o tempo necessário de dedicação à criança. Os casos onde a família se exime da responsabilidade são os maiores entraves apontados pelos participantes. Diagnósticos errados ou seguindo “a moda”, onde qualquer aluno mais ativo e cheio de energia é considerado TDAH, por exemplo, também são corriqueiros. Por outro lado, o contrário também acontece, quando familiares protegem demais os filhos PNE e demandam da escola um tratamento de igual superproteção, criando uma tendência a que este último se esconda atrás de sua necessidade especial, impedindo ou retardando sua inclusão e desenvolvimento.

Nosso orgulho:
A parte positiva de todos os depoimentos é que tivemos muitas histórias bem sucedidas, onde professores puderam abrir os olhos da família para a real necessidade de seu filho, ajudar a resolver diagnósticos errados, negociar informações e opiniões com o próprio aluno PNE, dispensar intérpretes ou outro profissional de amparo, quando este chegou já com adiantado do ano letivo, porque o aluno PNE já estava totalmente incluído no grupo. Casos em que a ajuda de um profissional de área específica – psicologia, saúde ou fisioterapia – não foi mais necessária porque nós, professores, já havíamos, grosso modo, assumido todas estas funções, usando inclusive a TIC aplicada a Educação. Na grande maioria dos casos, o professor foi capaz de incluir o PNE, mesmo que com recursos ou apoio limitados.

Nossas conclusões:
A inclusão é hoje uma realidade e dela já não se pode mais escapar. Há que se disponibilizar mais treinamento e orientação formal aos profissionais. A criação de matérias na universidade para futuros educadores e profissionais ligados a Educação também se faz necessária. A atualização de profissionais de áreas como saúde e psicologia também mudaria o cenário da inclusão de PNEs para melhor. Todos concordaram que é um trabalho constante e muito desafiador, uma vez que cada PNE, além de ter uma necessidade especial, é um indivíduo, único em sua constituição física, herança familiar e histórico médico e social. E este indivíduo, como qualquer outro, é cada vez mais parte do grande organismo que é a nossa sociedade.
Em nossos alunos PNE, o que procuramos é nada mais, nada menos que o mesmo que procuramos em nossos alunos ditos “normais”: que eles tenham a oportunidade de descobrir e desenvolver suas capacidades e talentos individuais em sua plenitude, fazendo, de cada um, parte indispensável do todo que é o grupo social onde está inserido.

Michel de Montaigne, em seus Ensaios escreveu, entre outras coisas, sobre a desigualdade que existe entre nós. É desta parte dos escritos de Montaigne que vem a frase que acho perfeita para terminar o nosso resumo: “o que se procura é o valor da espada, não o da bainha que a cobre…”

Nossas sugestões de leitura:

http://www.teachingvillage.org/2011/03/07/about-mountains-challenges-and-teaching-by-cecilia-lemos/ (sugestão de Cecilia Lemos)
http://www.tes.co.uk/autism-spectrum-disorders-and-asperger-syndrome-sen-teaching-resources/ (sugestão de Valéria França)
http://www.youtube.com/watch?v=G43qNZjmfz0 (sugestão de Giselle Santos)
http://www.templegrandin.com/ (sugestão Prisicila Mateini)
http://httpcreceeducacaooespecialblogspo.blogspot.com.br/2012/11/facilitando-alfabetizacao-facilitando.html (sugestão de Valéria França)
http://carlysvoice.com/home/ (sugestão de Shirley Rodrigues)
https://www.facebook.com/carlysvoice?fref=ts (sugestão de Shirley Rodrigues)
:http://www.ted.com/talks/temple_grandin_the_world_needs_all_kinds_of_minds.html (sugestão de Mila Navarro)
http://specialed.about.com/od/managementstrategies/a/dyslexic-friendly-classroom.htm (sugestão de Valéria França)
http://www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/manual-para-pais-sobre-educacao-especial-inclusao/ (sugestão de Valéria França)
Nossa transcrição:

Para ver um a compilação em vídeo de alguns comentários dos participantes, siga o link:

http://www.videolog.tv/shirleyteacher/videos/950971

Resumo do BRELTchat (6/12/2012) 2012: nossas realizações, 2013: nossas resoluções

Olá amigos,

Temos que agradecer ao Juan Alberto Lopez Uribe (@jaluribe) por gentilmente ter redigido este maravilhoso resumo do último #BRELTchat de 2012.

Mas aproveitamos também para agradecer a todos os colegas no Brasil por terem participado ativamente do #BRELTchat, algo que nasceu em 2011 e podemos dizer com orgulho que terminou bem em 2012. Que 2013 seja um ano de muita conquista profissional e pessoal para todos. Vamos nos encontrar aqui em breve para partilhar nossas experiências, crescer profissionalmente e fazer novos amizades também.

Os moderadores do #BRELTchat

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2012: nossas realizações

Mudanças de vida, aprendizado, repensar a vida, o trabalho, viagens, publicações, certificações, gente nova, e maternidade! Foram muitas realizações em 2012. Parabéns a todos Breltchatters!

Prix Santos: esteve mais próxima das medias sociais, descobriu mais possibilidades, teve mais portas abertas e fez muitas viagens participando de congressos, cursos e palestra. Muita gente que era só uma ‘arrobinha’ virou gente F2F… Muitos contatos, muito aprendizado!!! Mas a maior conquista… Ser mãe! Teve DELTA, teve escola nova, cargo de coordenadora pedagógica, BrazTesol…

Natália Guerreiro: achou a principio que 2012 não foi um ano muito bom, mas percebeu o lado positivo de que estudou bastante em casa. Uma realização da Natália foi encontrar o nosso BRELTchat que a ajudou a refletir sobre as experiências com outros professores.

Juan Alberto Lopez Uribe: 2012 foi um ano de preparação para 2013. Conheceu muita gente, entrou forte nas mídias sociais, e ganhou força para seus novos projetos.

Graeme Hodgson: 2012 foi um ano de viagens em demasia…. literal e metaforicamente falando! Mas algumas de suas “viagens”… só quem esteve muito perto mesmo para acompanhar! Viajou na maionese… mas voltou! Feliz por ter concluído parte do DELTA.

Roseli Serra: passou por um tsunami, um terremoto, um vulcão, mas saiu inteira e vencedora! Renasceu como um fenix nordestina e está muitíssimo mais feliz agora. Ficou amiga de Juan, Raquel, Ramon, e outros. Tenho estudado muito! E o melhor é, parei de viver de passado. Muita coisa legal acontecendo! Ainda tem as consultorias por fora, um trabalho freelance q tem rendido bons frutos e frutos R$$$ Bem eu to de diretora de estudo, treinamento e desenvolvimento de um dos branches do Britanic, faço coordenção acadêmica noutro, to dando consultoria e aind to amando dar aula de tecnologia da educação na Universidade de Pernambuco como guest teacher! Ah outras coisa legal pra mim esse ano foi me tornar emoderator (com honra ) pelo British Council e ter oportunidade de moderar cursos com dois dos meus mais queridos amigos!

Elivan Souza Foi bom demais e 2013 já está se mostrando que será bom profissionalmente. Começou a filmar suas aulas já se preparando para o CELTA. Fez várias descobertas pessoais neste processo de auto-análise.

Raquel de Oliveira: Deu um giro de 180 graus… feeling good. Voltou para uma área que ama muito: o mundo editorial. Voltou a dar aulas na Educação Infantil, está trabalhando numa editora multinacional na parte de consultoria pedagógica, dando aulas na pós de Estudos da Linguagem, e com a consultoria via MEC… feliz! Nossa, a Raquel ainda teve seu DELTA em 2012.

Dayse A. Barbosa: Aprendizado!!!! Semeando!!! Esse foi seu ano na área de educação e também em outras áreas.

Patricia Mezack: Viveu oficialmente seu ano de homeschooling de sua filha. Está sendo a experiência mais magica de sua vida.

Ana Paula Cypriano Esse ano foi um ano para repensar suas práticas, aprender mais, questionar algumas de suas crenças em relação a EFL, rever seu papel em sala.

Cadu Souza 2012 foi super cool. Cadu teve um artigo publicado, apresentou no Braz-Tesol e ABCI, ganhou bolsas de estudo para fazer um curso de Critical Thinking pelo Depto de Linguística da Universidade de Oregon.
Marina Macedo: Em 2012 voltou a faculdade, o que ajudou a aprimorar métodos (especialmente com turmas de crianças). Marina se viu quebrando barreiras (recuperar aluno dado como reprovado), e conseguiu renovar sua motivação com a profissão tornando-se aluna novamente.

2013: nossas resoluções

Cursos, certificações, novas experiências, viagens, e muito viver estão nos planos dos BRELTchatters!

Cadu Souza: quer muito fazer o DELTA em 2013, mas agora seus planos mudaram. Ele vai fazer um curso de gestão de projetos para a certificação pelo PMO. Está assumindo, novamente, uma gerência de filial na CI. Pensa que o distance DELTA é uma excelente idéia!!!

Patricia Mezack: Quer terminar seu livro paradidatico…

Teresa Gomes de Carvalho: quer fazer o modulo 3 do delta e fechar este capitulo. Teresa também quer procurar novos desafios em 2013.

Elivan Souza: quer seu CELTAAAAAAAAAAAA. E um pouco de din din para comprar ice cream.

Roseli Serra: Irá para a IATEFL. Planos de ser feliz, viver o presente e aprender a sofrer só pelo que vale a pena.

Graeme Hodgson: Seu plano mor é: SER FELIZ!!! Para 2013: contratar uma pessoa para ajudá-lo com training, consultoria etc…. então menos viagens! Concluir o DELTA tb! Sofrer… só se for por amor!!! (por alguém, pela profissão, pela VIDA!)

Raquel de Oliveira Reconhecimento profissional, que é a chave para nos enxergarmos melhor e crescermos. Raquel também quer aprender mais sobre educação infantil.

Juan Alberto Lopez Uribe: quer começar a dar cursos no Brasil no ano que vem sobre o ensino afetivo de inglês para crianças. Juan quer também viajar dando cursos e conhecer gente interessante. Está desenvolvendo um portal de cursos sobre ensino afetivo por meio de e-learning para professores que dão aulas para crianças. Diz que está tudo no seu caldeirao borbulhando…

Marina Macedo: novas provas de proficiência, novos desafios com turmas de crianças. Isso só para o primeiro semestre.

BRELTchat: reconhecimento do grupo
O BRELTchat representa um importante espaço de acolhimento, apoio, desenvolvimento, e inspiração à comunidade de professores de inglês.

As palavras espontâneas do grupo confirmam!

Roseli Serra: Na fase do tsunami-terremoto-vulcaõ, eu sempre tive apoio inbox de muitos queridos que so conheço virtualmente e de todos os queridos daqui do BRELT que me deram fôlego novo. Cada palavra de carinho e apoio me fizeram renascer e me sentir valorizada! DE verdade, nosso grupo é uma bênção! Isto é uma maravilha! A gente troca experiências, aprende, ri e chora juntos! Nossa que legal! Que energia boa, meu povo!! Feliz de ter conhecido vcs em 2011/2012… obrigadão por toda esta troca e que venha mais em 2013!!

Juan : Adoro participar! Energia muito boa SEMPRE aqui no BRELTchat.

Raquel de Oliveira: quase uma terapia em grupo… todos unidos pela arte de ensinar/aprender!!

Elivan Souza: Lembro quando cheguei por aqui, pisando devagarinho e fui recebido com muito carinho por todos vocês.

Natália Guerreiro agradece a esta comunidade. Qd li estas frases num livro do Brumfit, pensei mt na Brelt.
“Because of the risk of distortion, all principles, generalizations, and examples derived from experience need to be thought about and discussed with fellow human beings; through such discussion we can reduce the risk of exploitation by anticipating ill effects and error by minimizing confusion or idiosyncratic interpretation”

Grande idéia de Raquel: Poderíamos pensar numa fala colaborativa sobre o BRELTCHAT em um congresso… que acham? seria “da hora”

Pedido de Valéria França: Vamos pensar em outras coisas que o nosso grupo e chat poderia fazer que gostariamos de ter? Que tal comentarem no blog?

E vamos interagindo aqui no Grupo… Oficialmente nosso chat voltará em Fevereiro. No entanto, convidamos a todos que comentem os posts de nosso blog: https://breltchat.wordpress.com/
Foi levantado desejo de nos conhecermos pessoalmente e São Paulo foi pensada como uma possibilidade. Vamos pensando juntos em 2013!

Agradecimentos

Valéria França: Muito obrigada por terem sido participantes tão preciosos em nosso #BRELTchat em 2012 e tenho certeza que vamos ter muito o que falar em 2013. Obrigada a Raquel de Oliveira por ter moderado hoje sozinha.
Bruno Andrade: Um super 2013 Pra vocês! Obrigado Raquel de Oliveira por cumprir esse missão! Tudo de bom!

Resumo do chat de 9 de agosto: Como melhorar a relação entre pais e escola?

O nosso chat foi bastante produtivo, com vários participantes contribuindo com o tópico e propondo discussões. O nosso participante Juan Alberto Lopez Uribe resumiu a discussão muito bem no texto abaixo. Portanto, com vocês, Juan Alberto Lopez Uribe!

Como melhorar a relação entre pais e escola?

BRELTCHAT – 09 de agosto de 2012

“Quem não comunica, se estrumbica”

Chacrinha

Antes do início das aulas

Proposta pedagógica

Uma proposta pedagógica compartilhada possibilita que professores, coordenação e direção tenham clareza e segurança em relação aos papéis esperados de todos dentro da escola. Uma língua única explicita nossa postura, nossa crença, e a nossa segurança no que fazemos. Estas trazem credibilidade na relação com as famílias.

Uma proposta pedagógica compartilhada também implica em um alinhamento em relação às abordagens diante de problemas de disciplina, aprendizagem e relacionamento com as famílias. Para estas discutem-se e estipulam-se regras que serão seguidas, pelo entendimento de que temos que trabalhar em conjunto, mesmo que não concordemos com o que a maioria decidir.

Esta identidade coletiva, que nos torna únicos, unifica a instituição, dá diretrizes e fortalece ao grupo em sua ação. Uma escola séria não muda sua proposta e atuação adequando a cada caso com o intuito de não perder o aluno.

Formação de professores

Uma formação continuada de professores que envolva estudos sobre aquisição de linguagem, leitura de casos, e discussão de problemas vividos instrumentaliza o grupo para acolher e atender melhor às famílias. Nesta formação também é importante abordar e problematizar os possíveis desafios que podem surgir no trabalho com crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

Planejamento da comunicação

Uma comunicação pensada e discutida previamente pelo grupo traz uma atuação uniforme e assertiva. Neste planejamento são definidos calendário, frequência, conteúdo, forma, linguagem, e procedimentos em determinadas situações.

Apresentação do curso

Uma apresentação do curso alinhada com a proposta pedagógica da escola é essencial para que exista confiança entre pais e escola. Para este alinhamento é importante que a área administrativa da escola tenha o projeto pedagógico claro e que possa expressá-lo espontaneamente. Uma revisão entre as lacunas entre curso ideal apresentado e o que acontece na prática também é útil para não levantarmos falsas expectativas que podem abalar a confiança.

Início do semestre

Reunião de pais e professores

O ideal para criar o vínculo inicial é sempre uma reunião pessoal onde pais e professores possam se conhecer e compartilhar suas expectativas sobre como o semestre ocorrerá. Nesta conversa os professores relacionam a proposta pedagógica com as atividades e recursos planejados, sinalizando as novas habilidades almejadas e a aprendizagem esperada. Este é o momento para que os pais tragam suas sugestões e façam seus comentários.

Esta reunião é especialmente aconselhada para alunos mais jovens e aqueles que acabam de entrar na escola, já que assim podemos conhecer melhor o histórico emocional do aluno.

Abrindo, expandindo e fortalecendo canais de comunicação

É importante que a escola tenha sempre a iniciativa de criar o vínculo com os responsáveis, evitando somente ter o primeiro contato em um eventual problema. Isto é especialmente relevante para as famílias que não podem comparecer na primeira reunião. Uma dica é sempre começar este vínculo trazendo algo de positivo do aluno, por mais difícil que este seja.

Para incluirmos o maior número de famílias é necessário abrir diversos canais de comunicação. Reuniões pessoais, skype, telefonemas, e-mails, diário são alguns dos canais mais comuns. Vale a pena perguntarmos qual é o canal preferido e mais apropriado para cada família, ou até cada pai.

Uma plataforma única pode ser interessante e tivemos a sugestão do Edmodo, que como vantagem tem a apresentação do trabalho das crianças em contas personalizadas para os pais.

Educando pais

Na construção da confiança pais-escola um aspecto importante é a educação dos pais. Nesta educação temos o conceito da sala de aula como um espaço coletivo e acolhedor, que acomoda pessoas de perfis diferentes, onde aprendemos a conviver com a diversidade.

Nesta educação devemos mostrar aos pais como o modo que ensinamos hoje mudou em relação ao como eles aprenderam e principalmente mostrar aos pais a importância que eles têm no processo de aprendizagem. Para isto podemos ensinar estratégias necessárias para promover a continuação do aprendizado em casa e a manutenção do desejo pelo aprender. É fundamental que os pais entendam que têm obrigações para que o desenvolvimento da criança ocorra satisfatoriamente.

Outras formas de educação de pais sugeridas são as seguintes: uma dinâmica com os pais simulando uma aula, um café da manha com pais novos e antigos, e um projeto com a participação de todos.

Durante o semestre 

Comunicação constante

A comunicação constante foca na inclusão das familias no desenvolvimento do aluno, e não apenas para pontuar problemas ou elogios.

Os professores são as pessoas que mais tem contato com os pais e estes devem buscar conversas mais reveladoras quando notarem pequenas insatisfações para que estas possam ser discutidas, fazendo assim que a confiança seja sempre mantida.

Nestas conversas é importante entender a real causa do incomodo e entender que muitas vezes o aluno se comporta mal por variáveis que não conhecemos. Importante é não termos pre-conceitos em relação a pais.

Em casos que requerem atenção, aconselha-se reuniões pessoais com o aluno, pai, professor e a coordenação presentes para eliminar ruidos de comunicação. Nesta comunicação constante podemos ter o apoio de psicopedagogos no trabalho direto com professores, alunos e pais.

Documentando o processo e contatos

A documentação da comunicação e do processo com as famílias faz com que tenhamos dados para uma fala precisa e confiante.

Em relação à comunicação devemos registrar todos os contatos (data, forma, conteúdo, reação da família) para que professores, coordenação e direção estejam alimentados e prontos para dialogar com os pais.

Em relação ao processo, uma documentação “pronta” mostra aos pais que conhecemos e acompanhamos o desenvolvimento da criança. Sugestões como e-portfolios, blogs de sala, e filmes com aulas gravadas podem também mostram de forma mais concreta o percurso dos alunos. Uma outra possibilidade é ter os alunos falando sobre como aprendem e mostrando o próprio trabalho aos pais

E quando a família realmente não acredita na proposta da escola?

Em alguns casos precisamos ser realistas e aceitar que, por mais que tentemos, não seremos capazes de agradar a todos e, a partir deste momento, buscar ajudar na educação do aluno mesmo que não seja conosco. Sermos profissionais recomendando um curso mais alinhado as expectativas da família.

Tivemos também os seguintes links sugeridos:

Relação familia-escola: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/pais-sao-desinteressados-pela-educacao-filhos-493539.shtml

Uma linguagem única implica em uma mesma forma de ver o aprendizado: http://www.nais.org/publications/ismagazinearticle.cfm?ItemNumber=150509

Resultados da falta de comunicação entre responsáveis e professores: http://iesambi.org.br/noticias_arquivos/que_notas_sao_essas.htm

Como lidar com alunos com necessidades especiais? Um resumo do chat do dia 26/04


kept out by @fionamau

O resumo do chat do dia 26/04 foi escrito pela professora Maria do Carmo Xavier, que é do Rio e nova ao #BReltchat. Muito obrigada por um resumo tão detalhado.

Esta foto do #eltpics foi escolhida para ilustrar este resumo pensando no tópico do nosso chat como uma forma de rompermos barreiras e permitir que todos tenham acesso ao florescer de idéias, conhecimento e felicidade.

O que é um aluno com necessidades especiais?

O educando que apresenta desvio da média considerada padrão para uma faixa etária determinada, para menos ou para mais, nos aspectos: físico, sensorial e mental.

Alunos com necessidades especiais também são aqueles que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizado devido a: TDAH, problemas de dicção, bloqueio e rejeição ao aprendizado de uma língua estrangeira (filtro afetivo) e/ ou transtornos comportamentais. Alunos superdotados também são considerados alunos com necessidades especiais.

Apesar disso, alunos de baixa cognição são capazes de aprender desde que tenhamos um atendimento diferenciado e individualizado. Eles têm um aprendizado mais lento, mas aprendem.

O professor deve diagnosticar?

Existe uma confusão generalizada entre comportamento, diagnóstico e rendimento. Como professores, não devemos diagnosticar distúrbios de aprendizagem, pois não somos qualificados para tal. Os pais são chave importante nesse processo, devendo informar à escola onde seus filhos precisam de mais apoio. Manter esse diálogo franco e aberto com os pais é fundamental. Porém, o fato é que muitos escondem ou nem sequer aceitam que o filho tenha necessidades especiais, o que dificulta mais ainda o trabalho do professor. Sem este diálogo, o diagnóstico pode ser arriscado e errôneo. Muitos dos distúrbios podem ser confundidos com falta de interesse, bagunça e hiperatividade. A prática de sala de aula não necessariamente trará ao professor segurança suficiente para traçar ou identificar a média de aprendizagem de uma determinada faixa etária.

Existe uma avalanche de diagnósticos equivocados: afinal, ao “medicar”, a responsabilidade deixa de ser dos pais, educadores e passa a ser médica, isto é, é mais fácil medicar do que lidar com problemas que possam nem passar pelo aluno. Por exemplo, um aluno apático e briguento por conta de problemas e brigas constantes dos pais – é mais fácil dizer que a criança está com problemas do que aceitar um fracasso no casamento. Ou, um aluno que vem de outras atividades, várias vezes, sem almoçar e com poucas horas de sono pode ser facilmente considerado como alguém que tem déficit de atenção. Há também pais que informam a escola sobre a condição dos filhos, mas proíbem que o professor fale sobre o assunto com o próprio aluno, e não admitem concessões ou adaptações para ele.

Como lidar com estes casos, já que em nosso campo raramente estudamos isso na universidade? Mesmo com o diagnóstico, como fica o papel do professor diante deste desafio?

Primeiro, os pais é que devem informar o problema. O professor não deve diagnosticar o aluno ou sequer, levantar suspeita. Porém, às vezes, é possível identificar uma dificuldade com que um aluno lida com certas coisas na sala de aula, e, como pedagogos, vamos ter que encontrar soluções pedagógicas. Uma pergunta possível para os pais seria: “E na escola, como anda o trabalho do aluno?”

Além disso, diante do diagnóstico um professor deve, acima de tudo, procurar também ajuda profissional, validada pela instituição onde trabalha. Alguns pais, inclusive, podem não saber com lidar com um diagnóstico que muitas vezes parece sentenciar o aluno ao fracasso. A inclusão só será possível mediante um diálogo franco e aberto entre pais e escola, e suporte intenso da instituição de ensino ao professor. Também devemos ter muita paciência e compreensão, e sempre experimentar novas técnicas.

Desafios

Existem muitos desafios para a educação inclusiva:

* Salas de aula cheias, com condições nem sempre favoráveis.

* Tempo limitado e aulas “corridas”, sem tempo suficiente para identificarmos problemas e pensarmos em soluções para lidar com o aluno e, às vezes, coma família do mesmo.

* Achar/procurar estratégias para incluir e envolver essas crianças.

* Descobrir seus pontos fortes e francos, múltiplas inteligências, etc.

* Currículo ambicioso e “apertado”, provas com todo o conteúdo, horário mínimo de aula, professores com horários cheios.

* Instituições de ensino oferecendo opções a estes alunos.

* Trabalhar com “testes prontos”, que não estão adaptados para estes alunos.

* Prover condições de trabalho que permitam acomodação às necessidades do aluno.

* Trabalhar com as expectativas de forma diferente, encontrando uma forma de envolver este aluno, mas ainda continuando nosso trabalho com os outros alunos.

* Trabalhar com estes alunos em níveis mais avançados (aulas de idiomas).

* Falta de compreensão de turmas que reclamam da “lentidão” de uma aula que favoreça um aluno com necessidades especiais.

* Grande esforço para integrar o aluno à turma e à aula, seguido de avaliação que trata a todos como iguais.

* Baixa autoestima destes alunos com necessidades especiais.

* Livros excessivamente calcados no paradigma visual.

As dicas e técnicas descritas aqui surgiram a partir de leitura, e da própria experiência de cada um dos participantes:

Carminha Pimentel relatou sua experiência com um aluno que conversa a aula inteira, e toma remédios para controlar o problema. Aurélio Araújo tem um aluno com hiperatividade diagnosticada e que toma medicamentos controlados. Além disso, ele apresenta dificuldades de socialização, e tem comportamentos agressivos. Na mesma turma há um aluno que parece ser hiperativo, é extremamente indisciplinado e age como um líder negativo em sala de aula. O professor se diz confuso e sobrecarregado ao zelar pela integridade deste aluno enquanto também gerencia uma sala de aula. Luciana Berner conta que conheceu um aluno que só foi diagnosticado após a intervenção do professor, pois os pais não havia percebido a necessidade do filho. Kelly Amorim relata um caso em que um aluno de 8 anos, novo aluno na instituiçào. Logo de início a mãe procurou a professora para relatar o problema de dicção, até mesmo para o Português. Desde o início ela vem tralhando de forma diferente com ele e semana passada e mãe do menino trouxe um feedback, de que o aluno está melhorando a fala desde que entrou para o curso. Ela também tem um aluno com baixa cognição aos 9 anos. Maria Xavier relatou o caso de uma aluna de nível básico que foi diagnosticada com um tumor

que faz com que ela tenha crises de ausência, não consegue abstrair e tem muita dificuldade. A professora nunca tinha tido uma aluna com este perfil, e a mãe, que é especialista em necessidades especiais, não quis que a aluna fosse encaminhada ao departamento de necessidades especiais. Valéria Franca relatou que já teve uma aluna parecida com a de Maria Xavier. Conversando com ela, começou a identificar os dias em que ela teria uma convulsão. Valéria também relatou a experiência que teve com dois cadeirantes, que mudou totalmente sua dinâmica em sala de aula. Natália Guerreiro contou-nos sobre uma mulher adulta de pouquíssimo estudo que tinha uma deficiência que só a permitia enxergar de cabeça pra baixo. Ela escrevia da direita pra esquerda, se sentia envergonhada, e usava o livro “normal” para que os outros alunos não soubessem. Ela também não aceitava que a professora escrevesse diferente no quadro. Giselle Santos teve uma aluna narcoléptica, que dormia durante as aulas, inclusive durante as falas. Gustavo Barcellos relatou que teve uma aluna totalmente surda, e notou quando viu o aparelho em seus ouvidos. Shirley Rodrigues já teve vários alunos com necessidades especiais, e relata que o mais difícil de todos foi um superdotado.

Técnicas e dicas

1. Ter conhecimento de como o cérebro processa a língua ajuda a personalizar as atividades e catalisar aprendizagem.

2. Utilizar elogios e estabelecer bom relacionamento com o aluno, estabelecer rapport (chamar o aluno pelo nome, estabelecer contato visual, sorrir, estabelecer relação amigável, atentar para dúvidas e ter paciência com elas, usar bom humor, etc…).

3. Alunos que precisam se movimentar mais durante uma aula – usar como assistente e dar também um pequeno intervalo para tomar água, para os hiperativos um brinquedinho bem pequeno que não produz som nenhum (tipo bichinho de pelúcia) para acalmar, passar conforto.

4. “Scaffolding” das tarefas e uma forma diferente de apresentação de tarefas, ou seja, utilizar o conhecimento e auxílio de colegas de classe, trabalhos em pares, grupos, etc…

5. Demandar que o aluno produza dentro de sua capacidade de produção. Cada aluno deverá trabalhar dentro de suas possibilidades (isto é inclusão). Não idealizar e sim aceitar que nós professores não estamos na sala de aula para criarmos gênios. Temos que ter MUITA paciência.

6. Kelly Amorim relatou a história de um aluno com baixa cognição aos 9 anos de idade. Como as aulas possuem sempre histórias e músicas, ela sempre solicita a ele, no final da aula, que na próxima aula ele leve uma historinha sobre o que aprendeu e o que lembra da aula. Assim ele vem se mantendo motivado, pois está conseguindo acompanhar a turma, uma vez que está fazendo, à sua própria maneira, um apanhado do que foi aprendido e esse trabalho, em casa, o faz pensar mais e ter mais tempo de contato com o livro e a matéria, além do dever de casa.

7. Apoio emocional em casa e na escola. Isso pode ajudar a superar os traumas de ser um aluno diferente de seus colegas.

8. Personalização, observando quando um aluno se sai melhor em sala, com o que ele se sente mais confortável, se é mais auditivo, sinestésico ou visual.

9. Conversar com o coordenador pedagógico, e uma vez tendo o aluno diagnosticado, estabelecer parceria com os pais com tarefas que sejam a extensão do mundo do aluno em sala de aula e vice-versa.

10. Fazer um pequeno exercício em sala de aula, usando habilidades diferentes.

11. Trabalhar dentro das possibilidades dos alunos, aceitando que não estamos em sala para criar gênios.

12. Valorizar cada habilidade que um aluno demonstrar ter para a leitura e histórias…

13. Incentivar o aluno a sentar-se próximo ao professor.

14. Desenvolver avaliações que ensinem a “olhar a diferença”, e a medir o que o aluno consegue fazer, ao invés daquilo que ele não consegue fazer.

15. Conhecer bastante cada aluno, conversar com eles, e em alguns casos, ter os números de contato da família sempre à mão.

16. Contar histórias pode ajudar disléxicos com leitura/escrita.

17. Trabalhar a consciência da turma em relação a alunos com necessidades especiais. Não se responsabilizar sozinho pela administração da aula, mas compartilhar necessidades também com outros alunos, incentivando a cooperação.

18. Estar atento às dificuldades destes alunos aula após aula.

19. Inclusão requer sensibilização da família, escola, colegas de classe, TODOS devem trabalhar juntos.

20. Usar sensibilidade durante o planejamento e avaliação destes alunos.

21. Em alguns casos será necessário usar tradução e repetição, e levar outras tarefas para manter os outros alunos ocupados enquanto damos atenção ao aluno com necessidades especiais.

22. Pensar em como registrar a aula, e considerar se será necessário falar do conteúdo antes da aula. Identificar se haverá alguém para passar a matéria para o aluno após a aula.

23. Usar gravação de voz para os exercícios em vez de escrita (para tarefas de casa) e também para memorização da pronúncia.

24. Provas podem ser lidas para o aluno, separadamente do restante da turma, em alguns casos.

25. Solicitar o apoio de instituições como associações de classe, e nos cursos de formação. Também, pressionar editoras para fornecer opções para alunos com necessidades visuais.

26. Os pais podem levar alguns materiais para casa, como joguinhos da memória por exemplo.

Links sugeridos pelos participantes: (http://www.conteudoescola.com.br/inclusao/17/68 Necessidades Especiais – Glossário de termos http://www.conteudoescola.com.br

http://carlysvoice.com/

http://www.profala.com/arteducesp53.htm

http://luz.cpflcultura.com.br/20 http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-dos-conhecimentos-basicos-sobre-o-sistema-cognitivo-cerebral-na-formacao-do-pedagogo/67141/